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STF recebe denúncia contra Núcleo 1 por tentativa de golpe de Estado

Por André Luis

1ª Turma entendeu que a denúncia da PGR comprova a materialidade de crimes e indícios de autoria. Denunciados passarão a ser réus numa ação penal

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, nesta quarta-feira (26), a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes de seu governo por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia, esses oito acusados integram o Núcleo 1, ou “Núcleo Crucial”, de uma organização criminosa que buscava impedir o regular funcionamento dos Poderes da República e depor o governo legitimamente eleito.

Nessa fase processual, foi examinado apenas se a denúncia atendeu aos requisitos legais mínimos exigidos pelo Código de Processo Penal para a abertura de uma ação penal. A conclusão foi de que a PGR demonstrou adequadamente que os fatos investigados configuram crimes e que há indícios de que os denunciados participaram deles.

Com o recebimento da denúncia, os oito acusados se tornarão réus e passarão a responder a uma ação penal pelos crimes descritos pela PGR: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Materialidade

O ministro Alexandre de Moraes, relator da Petição (PET) 12100), concluiu que a PGR descreveu de forma detalhada a prática dos crimes e evidências da participação dos envolvidos, o que permite que eles entendam claramente do que estão sendo acusados.

Na sua avaliação, a denúncia demonstra que houve uma ação coordenada para praticar crimes contra as instituições democráticas e romper a normalidade do processo sucessório da Presidência da República. Para o relator, a materialidade dos crimes está comprovada, pois houve violência e grave ameaça, e já foi reconhecida pelo STF na análise de 474 denúncias que envolvem os mesmos crimes, embora com participações diversas.

Segundo o ministro Alexandre, os atos apontados na denúncia culminaram no ataque de 8/1, que “não foi um passeio no parque”, porque os manifestantes romperam violentamente as barreiras da Polícia Militar, e policiais foram gravemente feridos.

Vídeos exibidos pelo relator com imagens dos acampamentos, das tentativas de invasão da sede da Polícia Federal e de explodir uma bomba no Aeroporto de Brasília e a depredação da Praça dos Três Poderes confirmam, para o relator, os crimes indicados na denúncia e não deixam dúvida sobre a materialidade e a gravidade dos delitos.

Autoria individualizada

Em relação à autoria, o ministro Alexandre detalhou as evidências da participação individualizada dos denunciados. A seu ver, há fortes indícios da participação do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na disseminação de notícias falsas sobre suposta fraude às eleições. Ele também considerou evidente a adesão do almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos na elaboração da “minuta do golpe”, cuja presença na reunião que discutiu o assunto foi comprovada por meio de uma lista de entrada e saída de pessoas do Palácio do Alvorada.

Na parte relativa ao ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, a PGR revelou que ele teria utilizado o cargo para atacar instituições, especialmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a denúncia, Torres teve papel importante na live em que Bolsonaro inaugurou os ataques e também atuou no episódio em que a Polícia Rodoviária Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, preparou operações para dificultar o acesso de eleitores às seções de votação em 2022.

O ministro também concluiu que há indícios razoáveis de que o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno ajudou a estruturar o discurso de desinformação divulgado por Bolsonaro, incentivando o ataque ao sistema eleitoral e à descredibilização das instituições, bem como participação no plano para descumprir decisões judiciais.

O relator também votou pelo recebimento da denúncia em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro, a denúncia traz indícios detalhados de que ele seria o líder da organização criminosa. Segundo a PGR, foi ele quem iniciou a organização de uma estratégia para divulgar notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro e atacar as urnas eletrônicas sem fundamento. Por meio de uma live, incitou publicamente a intervenção das Forças Armadas e coordenou integrantes do governo federal para atuar de forma ilícita na construção de uma narrativa que visava deslegitimar o sistema eleitoral.

Entre outros pontos citados pelo ministro, a PGR demonstrou que Bolsonaro proibiu o ministro da Defesa de apresentar conclusão da comissão das Forças Armadas de que não havia fraude nas urnas. Ele também teria conhecimento do plano criminoso “Punhal Verde e Amarelo”, que visava monitorar e executar autoridades públicas. Além disso, o então presidente conhecia, manuseava e discutia o conteúdo da minuta do golpe e tentou buscar apoio do alto escalão das Forças Armadas para a quebra da normalidade democrática.

O ministro Alexandre de Moraes também votou pelo recebimento da denúncia em relação ao tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid, que confessou os atos praticados e fez acordo de colaboração premiada.

Na parte relativa ao general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, o relator verificou que a denúncia narra a participação do militar na reunião de 7/12/2022, quando a minuta do plano golpista foi apresentada pela primeira vez. De acordo com a PGR, Nogueira participou da decisão de alterar a conclusão de uma comissão que, sob determinação de Bolsonaro, atuou na verificação da lisura das urnas e concluiu que não houve fraude nas eleições.

Por fim, conforme o ministro Alexandre, a PGR narrou de forma concisa e detalhada os indícios de autoria do general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto. A denúncia descreve a incitação de Braga Netto aos movimentos populares e sua ideia de multiplicar a adesão à tentativa de golpe a partir de notícias fraudulentas. Após as eleições de 2022, ele teria dito aos manifestantes em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, que havia esperança, que o processo não havia terminado e que algo aconteceria até o final do ano.

Ministro Flávio Dino

Primeiro a votar após o relator, o ministro Flávio Dino entendeu que estão comprovados os indícios de autoria e a materialidade dos crimes descritos na denúncia. Ele ressaltou que a conduta punida na lei é a de atentar contra o Estado de Direito ou contra o governo eleito. “Por uma razão simples: se fosse consumado o golpe de Estado, não haveria Justiça para julgar”, afirmou.

Dino também rejeitou o raciocínio de que, por não resultar em morte, a tentativa de golpe teria menor potencial ofensivo. “Golpe de Estado mata, não importa se no dia, no dia seguinte ou alguns anos depois”. O ministro ainda afirmou que, uma vez aberta a ação penal, o STF terá as condições de avaliar e identificar, durante a instrução, a participação concreta de cada um dos denunciados.

Ministro Luiz Fux

O ministro também considerou que a PGR conseguiu preencher os critérios de autoria e materialidade para a abertura da ação penal e ressaltou que os fatos ocorridos antes e durante o 8 de janeiro de 2023 não podem cair no esquecimento. ”Não se pode ficar indiferente à ameaça à democracia e fingir que nada aconteceu”, afirmou.

Fux acompanhou integralmente o voto do relator pelo recebimento da denúncia e disse que, na fase da instrução da ação penal, irá analisar com mais profundidade as características previstas na lei para o crime de tentativa de golpe de Estado.

Ministra Cármen Lúcia

Ao acompanhar o relator pela aceitação da denúncia, a ministra Cármen Lúcia ressaltou que a peça de acusação da PGR descreve a tentativa contínua de desmontar a democracia. “É um fato”, afirmou. “Todo mundo assistiu ao quebra-quebra e à tentativa de ‘matar o Supremo’ e, antes, de matar o TSE”.

Para a ministra, os graves fatos narrados na denúncia, como a contínua tomada de atos, providências e medidas ilícitas e criminosas culminaram na “Festa da Selma”, código utilizado pelos golpistas para se referir aos atos de 8 de janeiro.

Ministro Cristiano Zanin

O último a votar foi o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin. Ele disse que a PGR apresentou uma série de elementos para amparar os fatos apontados na denúncia. Também destacou que a acusação não está baseada exclusivamente em colaboração premiada. “São diversos documentos, vídeos, dispositivos, diversos materiais que dão amparo ao que foi apresentado pela acusação”, afirmou.

Conforme o ministro, as provas levantadas até aqui mostram fatos extremamente graves que, em tese, configuram os crimes descritos na denúncia. Zanin ressaltou que a autoria de cada denunciado e a materialidade das imputações serão avaliadas durante a tramitação da ação penal. “Não adianta dizer que a pessoa não estava no dia 8 de janeiro se ela participou de uma série de atos que culminaram nesse evento”, concluiu.

Outras Notícias

Datafolha: Lula tem 46% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 45%; candidatos estão empatados tecnicamente

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta que 46% dos eleitores rejeitam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45% afirmam não votar no senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico […]

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta que 46% dos eleitores rejeitam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45% afirmam não votar no senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico nos índices de rejeição.

Os números mostram uma inversão em relação ao levantamento anterior, divulgado na quinta-feira (22). Naquela pesquisa, Flávio registrava 46% de rejeição, contra 45% de Lula.

Na comparação entre as duas rodadas, a rejeição ao candidato do PL oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto a do presidente aumentou um ponto. As variações estão dentro da margem de erro e não representam mudanças estatisticamente significativas.

O levantamento também identificou que 2% dos entrevistados rejeitam os dois candidatos, enquanto 6% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A série de pesquisas do segundo turno mostra que os percentuais de rejeição permaneceram próximos ao longo de outubro. No levantamento de 8 de outubro, Lula tinha 46% e Flávio, 43%. Na rodada de 15 de outubro, o presidente permaneceu com 46%, enquanto o senador passou a 44%.

Já na pesquisa de 22 de outubro, Flávio chegou a 46% e Lula registrou 45%. Agora, na última medição antes da votação, os índices ficaram em 45% e 46%, respectivamente.

Os resultados foram divulgados no mesmo levantamento que apontou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto totais, contra 47% de Lula. Nos votos válidos, o senador aparece com 51% e o presidente, com 49%. Os candidatos também estão tecnicamente empatados na intenção de voto.

A pesquisa ouviu presencialmente 4.050 eleitores de 16 anos ou mais entre sexta-feira (23) e este sábado (24), em diferentes regiões do país.

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09540/2026.

Fonte: Datafolha
Foto: Reprodução

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Datafolha: Flávio tem 48% e Lula 47% dos votos totais na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de […]

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, 3% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Outros 2% disseram não saber em quem votar.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (22), os dois candidatos oscilaram um ponto percentual para cima. Naquela rodada, Flávio tinha 47% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 46%.

A principal mudança ocorreu entre os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto. Esse grupo passou de 5% para 3%, uma redução de dois pontos percentuais. Já o percentual de indecisos permaneceu em 2%.

As oscilações estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve crescimento estatisticamente significativo de nenhum dos candidatos.

Considerando apenas os votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 49% de Lula. Na pesquisa anterior, os dois candidatos estavam numericamente empatados, com 50% cada.

A diferença nos votos válidos passou, portanto, de zero para dois pontos percentuais, também dentro da margem de erro do levantamento.

O Datafolha iniciou a série de pesquisas do segundo turno em 8 de outubro, quando Flávio registrava 49% dos votos totais e Lula, 45%. No levantamento de 15 de outubro, o senador apareceu com 47%, enquanto o presidente permaneceu com 45%.

Na rodada de 22 de outubro, Lula chegou a 46%, contra 47% de Flávio. Agora, na última pesquisa antes da votação, os dois candidatos registram 48% e 47%, respectivamente.

A proximidade entre os percentuais ocorre em um cenário no qual a participação dos eleitores pode ter importância para o resultado. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado.

A pesquisa foi realizada entre sexta-feira (23) e este sábado (24), após o último debate presidencial promovido pela TV Globo. Foram entrevistados 4.050 eleitores em 124 municípios brasileiros.

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09540/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula na última pesquisa antes do segundo turno

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois […]

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

O levantamento foi realizado na sexta-feira (23) e neste sábado (24), na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República. Foram entrevistados 4.050 eleitores em 124 municípios brasileiros.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (22), Flávio oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Lula oscilou um ponto para baixo. Naquela rodada, os dois candidatos apareciam com 50% dos votos válidos, considerados os números arredondados.

A diferença numérica voltou a dois pontos percentuais, mesmo patamar registrado no levantamento de 15 de outubro. Na primeira pesquisa do segundo turno, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.

As oscilações entre os levantamentos estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve crescimento ou queda estatisticamente significativa de nenhum dos candidatos.

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro registra 48%, enquanto Lula aparece com 47%. Outros 3% dos entrevistados afirmam que votarão em branco ou anularão o voto, e 2% permanecem indecisos.

Na pesquisa anterior, Flávio tinha 47% dos votos totais e Lula, 46%. Os votos brancos e nulos somavam 5%, enquanto os indecisos representavam 2%.

Assim, os dois candidatos oscilaram um ponto percentual para cima nessa modalidade. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu dois pontos, enquanto o grupo de indecisos permaneceu estável.

Um dos fatores considerados relevantes na reta final é a abstenção. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, 21,08% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas.

O tema ganhou importância diante da proximidade entre os candidatos. Durante a campanha do segundo turno, as duas candidaturas realizaram mobilizações de rua e ações nas redes sociais para ampliar a participação dos eleitores na votação.

A pesquisa também foi realizada após o último debate presidencial, promovido pela TV Globo nessa sexta-feira (23), quando Lula e Flávio voltaram a confrontar propostas e trocar críticas sobre segurança pública, economia e outros temas da campanha.

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09540/2026.

Os resultados representam as intenções de voto no período das entrevistas e não constituem uma previsão do resultado das urnas neste domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Nexus/BTG: Flávio tem 50,5% e Lula 49,5% dos votos válidos; veja comparação com pesquisa anterior

Pesquisa Nexus/BTG divulgada neste sábado (24) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos para presidente da República, contra 49,5% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, configurando empate técnico na […]

Pesquisa Nexus/BTG divulgada neste sábado (24) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos para presidente da República, contra 49,5% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, configurando empate técnico na véspera do segundo turno.

O levantamento apresenta uma pequena oscilação em relação à pesquisa anterior do instituto, divulgada em 19 de outubro. Na ocasião, Flávio registrava 50,3% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 49,7%.

Na comparação, o candidato do PL oscilou 0,2 ponto percentual para cima, enquanto o presidente oscilou 0,2 ponto para baixo. A diferença numérica entre os dois passou de 0,6 para um ponto percentual. As variações estão dentro das margens de erro e não indicam mudança estatisticamente significativa no cenário eleitoral.

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, ante 46% de Lula. Outros 5,2% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto 1,8% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior, Flávio tinha 46,5% dos votos totais e Lula, 45,9%. Os votos brancos e nulos somavam 4,7%, enquanto os indecisos representavam 2,9%.

Assim, o senador oscilou 0,5 ponto percentual para cima nos votos totais, enquanto Lula apresentou variação positiva de 0,1 ponto. O percentual de brancos e nulos aumentou 0,5 ponto, e o de indecisos caiu 1,1 ponto percentual.

A pesquisa também apresenta o cenário espontâneo, no qual os entrevistados não recebem previamente os nomes dos candidatos. Nessa modalidade, Flávio Bolsonaro registra 45,7%, contra 44,9% de Lula.

Na pesquisa anterior, os dois candidatos apareciam com 44,5% cada na intenção de voto espontânea. Flávio oscilou 1,2 ponto percentual para cima, enquanto Lula avançou numericamente 0,4 ponto.

O levantamento foi contratado pelo banco BTG Pactual e realizado pelo instituto Nexus, que entrevistou por telefone 2 mil eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro, em todas as regiões do Brasil.

A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08234/2026.

A rodada anterior, divulgada em 19 de outubro, ouviu 2.002 eleitores entre os dias 16 e 18, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro BR-04499/2026.

Os números mantêm o cenário de empate técnico entre os candidatos na última pesquisa Nexus/BTG antes do segundo turno, marcado para este domingo (25).

Foto: Reprodução

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Recife tem atos em apoio a Lula e carreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro na véspera do segundo turno

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) realizaram mobilizações políticas no Recife neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial. A programação incluiu atos culturais, manifestações de rua e uma carreata que atravessou diferentes regiões da capital pernambucana. Entre os apoiadores de Lula, a agenda […]

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) realizaram mobilizações políticas no Recife neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial. A programação incluiu atos culturais, manifestações de rua e uma carreata que atravessou diferentes regiões da capital pernambucana.

Entre os apoiadores de Lula, a agenda contou com atividades organizadas por movimentos estudantis, trabalhadores, artistas e representantes de organizações sociais. Um dos principais encontros foi convocado para a Praça do Derby, na área central do Recife, a partir das 14h, reunindo participantes em defesa da reeleição do presidente.

Outra mobilização foi organizada no Bairro do Recife, com participação de artistas, integrantes do movimento Manguebeat e grupos ligados à cultura popular pernambucana. O ato, chamado “Cultura com Lula”, teve concentração prevista para as 16h13, na estátua de Chico Science, na Rua da Moeda, com caminhada em direção ao Marco Zero.

A programação de apoio ao petista também incluiu uma mobilização pelo Rio Capibaribe, com embarcações saindo da região do Jardim do Baobá em direção ao centro histórico da cidade.

Já os apoiadores de Flávio Bolsonaro organizaram uma carreata com saída do Parque da Macaxeira, na Zona Norte, e percurso até o bairro do Pina, na Zona Sul do Recife.

O ato contou com a participação do deputado federal Mendonça Filho (PL), coordenador da campanha de Flávio em Pernambuco, além dos deputados estaduais Coronel Alberto Feitosa e Coronel Meira e do aliado político Carlos Sant’Anna.

A mobilização ocorreu dois dias depois de apoiadores do senador participarem de uma manifestação na Avenida Boa Viagem, que contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de outras lideranças da direita.

As atividades deste sábado encerraram a programação de rua das duas candidaturas no Recife antes da votação de domingo (25). Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial após uma campanha marcada por mobilizações de apoiadores em diferentes cidades pernambucanas.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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