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“Sou candidato a pai de governador”, diz Fernando Bezerra Coelho

Por André Luis

Nesta sexta-feira (11), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), esteve visitando a cidade de São José do Egito e ao lado de Zé Marcos de Lima, Painha Advogado, e lideranças politicas do Pajeú, cedeu entrevista à Rádio Gazeta FM.

Prestes a se aposentar, o senador ainda movimenta os bastidores da política brasileira e pernambucana. 

Filiado ao PSB durante 12 anos, o parlamentar chegou a comandar secretarias nos governos de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Hoje, ele afirma que está na “hora da mudança”.

“Sem querer fazer nenhum tipo de crítica no plano pessoal, mas pedindo a reflexão dos pernambucanos e pernambucanas para esse processo que a gente viveu no estado nos últimos oito anos. Pernambuco perdeu o dinamismo. Pernambuco perdeu a velocidade no seu crescimento”, disse em entrevista à comunicadora Michele Guimarães e ao Blog do Marcello Patriota.  

O senador também minimizou a pulverização das candidaturas oposicionistas e lembrou do pleito de 2006, quando a oposição a Mendonça Filho (do então PFL) se dividiu nas candidaturas de Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT). Reunida no segundo turno em torno da candidatura pessebista, a oposição conseguiu vencer a disputa. 

“Em 2010, Jarbas Vasconcelos (MDB), uniu toda a oposição de Pernambuco. Perdeu para Eduardo Campos (PSB), no processo de reeleição. Em 2014 e 2018 Armando Monteiro [então no PTB] uniu todas as oposições de Pernambuco: perdeu duas vezes para Paulo Câmara. O que a história política de Pernambuco nos mostra é que é importante ter dois palanques alternativos da oposição para que a gente possa fazer o melhor enfrentamento”, destacou. 

“O estilo de governo PSB cansou, agora é a vez do novo e o novo é Miguel, uma gestão exitosa e com cerca de 90% de aprovação em Petrolina”, completou o senador. 

FBC falou ainda sobre Lula x Bolsonaro e disse que hoje o cenário, os ventos sopram pra Lula, mas ainda é cedo, pois o Auxílio Brasil ainda pode ajudar Bolsonaro no nordeste. 

Tratando-se de eleição presidencial, o Senador foi cauteloso e disse que Miguel não vai cravar apoio a uma única candidatura, acreditando que o palanque do pré-candidato terá múltiplo apoio. O que significa dizer que, em cada município ficará a critério do aliado de Miguel fazer a escolha do seu presidenciável.

Fernando disse que está trabalhando para ampliar o leque de apoio a pré-candidatura de Miguel para Governador de Pernambuco. 

FBC disse também que já contabiliza apoio de 35 prefeitos, além de inúmeros vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas. 

Questionado se entraria na disputa eleitoral, Fernando Bezerra disparou: “Sou candidato a pai de governador, apenas”. 

Logo após a entrevista FBC foi ao encontro de lideranças na Fazenda Melancia, o anfitrião e ex-gordo José Marcos de Lima recebeu o senador para um almoço.

Estavam presentes: a prefeita de Tabira, Nicinha Melo, com o seu esposo e ex-prefeito Dinca Brandino; o prefeito de Tuparetama, Sávio Torres; o presidente da Câmara de Vereadores de Iguaracy, Chico Torres;  vereadores de São José do Egito, Mario José e o ex-candidato a prefeito de Carnaíba, Gleybson Martins.

Outras Notícias

Deputados entraram com ação popular no MPF contra Sergio Camargo, da Fundação Palmares

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) entrou com ação popular com tutela de urgência no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sergio Camargo. Os deputados Bira do Pindaré, Benedita da Silva (PT-RJ) e Áurea Carolina (PSOL-MG) subscreveram a ação. Os parlamentares pedem que as publicações depreciativas contra Zumbi dos Palmares […]

Foto: Kauê Pinto/Divulgaçãov

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) entrou com ação popular com tutela de urgência no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sergio Camargo. Os deputados Bira do Pindaré, Benedita da Silva (PT-RJ) e Áurea Carolina (PSOL-MG) subscreveram a ação.

Os parlamentares pedem que as publicações depreciativas contra Zumbi dos Palmares sejam retiradas dos canais de comunicação oficiais da instituição, sob pena de multa estipulada pelo órgão, alegando abuso de poder e desvio de finalidade.

“As publicações ostentam o escopo de desqualificar a figura que dá nome à instituição constituída para promover e preservar valores históricos e culturais da influência negra no Brasil”, diz a ação.

“Não se faz necessário empreender esforços desmedidos para vislumbrar que todo esse protótipo profanador do patrimônio histórico brasileiro foi soerguido para fins de prestigiar unicamente a ideologia que ascendeu ao poder nas eleições 2018, que tem como modus operandi a difusão de fake news, de conteúdo desinformativo e nenhum apreço aos dados históricos e científicos”, diz.

No último dia 13 de maio, Camargo usou o site oficial e as redes sociais da Fundação Palmares para lançar uma campanha revisionista e desqualificar Zumbi dos Palmares, figura que dá nome à instituição, criada justamente para promover e preservar valores históricos e culturais da influência negra no país.

Diversos movimentos denunciam o 13 de maio a falsa abolição. Afinal, a data é só parte do um processo político de luta, na qual vários arranjos, negociações, protestos e mortes aconteceram para chegar a abolição, e não por benevolência da monarquia. O movimento negro considera o 20 de novembro – dia de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra – como a data simbólica.

Espetáculos teatrais na Quinta Cultural de setembro em Afogados

Foto: imagem ilustrativa Será teatral a programação desse mês do tradicional projeto Quinta Cultural, coordenado pela Secretaria de Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira. Intitulada “De Cortinas Abertas’’, a quinta cultural acontece no cineteatro São José, às 20h, desta quinta (30). O evento será híbrido. Terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura […]

Foto: imagem ilustrativa

Será teatral a programação desse mês do tradicional projeto Quinta Cultural, coordenado pela Secretaria de Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira.

Intitulada “De Cortinas Abertas’’, a quinta cultural acontece no cineteatro São José, às 20h, desta quinta (30). O evento será híbrido. Terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura de Afogados da Ingazeira no Youtube.

Serão reservados 120 lugares, metade da capacidade do cineteatro, para o público presencial. Os interessados podem retirar sua senha gratuita na Secretaria de Cultura, nesta quarta e quinta, das 8h às 13h. 

Será necessária a apresentação da carteira de vacinação. 90% dos lugares disponíveis serão reservados para quem já estiver com o esquema de vacinação completo (duas doses ou dose única). 

Os dez por cento restantes para quem tiver tomado apenas a primeira dose. Nesse caso, será necessária também a apresentação de teste negativo de COVID realizado no máximo em até 48 horas da realização do evento. O uso de máscara e o distanciamento serão obrigatórios. 

A programação contará com o espetáculo “O menino que queira voar”, com atuação, direção e texto de Rodrigo Figueira. Ator e professor de teatro, Rodrigo escreve e dirige peças teatrais desde o ano 2000, em São Paulo. Atualmente, leciona no Espaço Figueira Zen, no centro de Afogados da Ingazeira.

Haverá também apresentação da Companhia de Dança do Pajeú, que mescla dança e teatro em seus trabalhos, produzindo espetáculos a partir de temáticas e estilos variados. 

A última apresentação da noite ficará sob a responsabilidade da renomada artista sertaneja Odília Nunes, apresentando o espetáculo “Decripolou Totepou”. 

Odília tem sua carreira marcada pelo teatro de rua, circo, palhaçaria e cultura popular. Seus trabalhos já visitaram desde comunidades rurais do nordeste até palcos famosos do Brasil e do exterior.

Ala militar se vê traída e discute se segue com Bolsonaro

Fardados não foram avisados da mudança na PF; sem eles, renúncia é saída especulada A ala militar do governo Jair Bolsonaro entrou em crise com a bombástica saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A retirada do apoio ao presidente é uma das hipóteses na mesa que, se concretizada, pode levar […]

Bolsonaro conversa com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, em solenidade em março. Foto: Renato Costa/FramePhoto/Folhapress

Fardados não foram avisados da mudança na PF; sem eles, renúncia é saída especulada

A ala militar do governo Jair Bolsonaro entrou em crise com a bombástica saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A retirada do apoio ao presidente é uma das hipóteses na mesa que, se concretizada, pode levar a uma renúncia.

Dois fatos contrariaram os militares e fizeram elevar a pressão de setores importantes da cúpula da ativa sobre seus enviados ao governo.

Primeiro, a publicação no Diário Oficial da exoneração do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, sem consulta aos fardados. Os generais palacianos passaram a quinta (23) tentando costurar uma forma de Moro permanecer no governo, e se viram traídos pelo modus operandi do presidente.

Segundo, o pronunciamento explosivo de Moro em sua saída. Um interlocutor direto da ala militar afirmou que os generais ficaram chocados com a acusação explícita de interferência na Polícia Federal.

Como diz esse oficial-general, não se trata de achar que Bolsonaro não desejaria fazer isso, dado seu histórico de proteção aos interesses de sua família. Mesmo a mudança de Valeixo estava no preço. Mas o pedido explícito e, claro, a exposição pública da situação, foram vistos como injustificáveis.

Na avaliação os militares, o presidente isolou-se de vez com os fatos desta sexta. Nas conversas sobre tentativas de manter a governabilidade, os militares defenderam que o próximo ministro da Justiça fosse um jurista de reputação ilibada, sem conexões políticas. Inicialmente, Bolsonaro rejeita a hipótese. As informações são de Igor Gielow/Folha de São Paulo.

Ao lado de Dilma, Câmara defende retomada do crescimento

O governador Paulo Câmara defendeu a retomada do crescimento econômico do Brasil, a partir de investimentos em programas essenciais para a melhoria de vida da população. Ao lado da presidente Dilma Rousseff, durante a entrega de 2.432 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o chefe do Executivo […]

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O governador Paulo Câmara defendeu a retomada do crescimento econômico do Brasil, a partir de investimentos em programas essenciais para a melhoria de vida da população. Ao lado da presidente Dilma Rousseff, durante a entrega de 2.432 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o chefe do Executivo estadual afirmou, ainda, que é necessário aplicar os recursos públicos com eficiência.

“Em um momento como esse, de tantos desafios e dificuldades, é muito importante a priorização de programas que vão melhorar a vida do povo, como o Minha Casa, Minha Vida, e a Transposição do Rio São Francisco, que já é uma realidade”, pontuou Câmara. O gestor destacou que a entrega de habitações garante dignidade e cidadania à população. “É oferecer condições para que as pessoas possam viver, estudar e trabalhar nas suas cidades”, ressaltou.

Ao destacar a importância da entrega das chaves a todos os favorecidos com moradias nos residenciais Vivenda de Petrolina I e II, Paulo colocou que o ato também movimenta a economia e gera renda ao município.

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O chefe do Executivo estadual pontuou, na sequência, que o País necessita do empenho dos seus governantes para qualificar a gestão das despesas nos diferentes entes da federação.

A presidente Dilma Rousseff pediu aos contemplados que cuidassem das novas casas e valorizassem cada tijolo erguido no habitacional sertanejo. “Vocês ganharam muito mais do que um local de alvenaria. Vocês ganharam aquilo que para nós é a essência da vida: um local para criar os filhos e a família”, disse.

Para o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, as novas unidades devolveram a cidadania à população. “O conjunto é todo saneado e pavimentado. Além disso, terá uma creche e uma escola municipal. Nós estamos entregando cidadania”, frisou Júlio.

MPPE cobra nomeação de concursados e substituição de temporários em Arcoverde

A 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), emitiu a Recomendação nº 02291.000.008/2025 ao prefeito Zeca Cavalcanti e à secretária municipal de Educação, cobrando a nomeação imediata de candidatos aprovados no concurso público da Educação (Edital nº 002/2024) e a substituição gradual dos professores contratados por tempo determinado (CTDs). O […]

A 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), emitiu a Recomendação nº 02291.000.008/2025 ao prefeito Zeca Cavalcanti e à secretária municipal de Educação, cobrando a nomeação imediata de candidatos aprovados no concurso público da Educação (Edital nº 002/2024) e a substituição gradual dos professores contratados por tempo determinado (CTDs).

O documento, assinado pelo promotor Edson de Miranda Cunha Filho, aponta que o município mantém mais de 700 contratos temporários de professores, muitos com vigência de quase um ano, o que, segundo o MPPE, demonstra necessidade permanente de pessoal e não uma situação excepcional, como exige a Constituição Federal.

De acordo com a recomendação, as contratações foram justificadas pela atual gestão com base em “análise curricular” e na “falta de tempo hábil” para a realização de novo processo seletivo. O Ministério Público considerou a justificativa insuficiente e destacou que o último processo seletivo simplificado estava vencido, o que torna os contratos firmados em 2025 precários e sem respaldo legal.

O MPPE determinou que o município preencha imediatamente as vagas de professores efetivos com os aprovados no concurso vigente — inclusive os que estão no cadastro de reserva, respeitando a ordem de classificação. O órgão também recomenda que a Prefeitura apresente, em até 45 dias, um planejamento de substituição dos temporários pelos concursados, e se abstenha de firmar ou renovar contratos temporários, salvo em casos comprovados de necessidade excepcional.

Além disso, o promotor solicitou que o município informe, no prazo de 10 dias úteis, se acatará as recomendações e quais medidas serão adotadas. O MPPE advertiu que o descumprimento da orientação poderá resultar em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/1992.

O concurso público da Educação de Arcoverde, realizado em março de 2024, ofertou 56 vagas e formou cadastro de reserva para cargos de Professor, com validade de dois anos, prorrogável por igual período.

A recomendação foi publicada nesta sexta-feira (31) e encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público de Pernambuco (CSMPPE) e ao Diário Oficial para conhecimento e registro.