Sertão entrará em quarentena rígida a partir do dia 14 de junho
Por André Luis
Veja quais atividades serão proibidas de funcionar na região.
Por André Luis – Atualizado às 20h23
As 35 cidades da Macrorregião 3, que engloba o Moxotó e o Pajeú no Sertão, onde houve aumento na solicitação de leitos de UTI, entrarão em quarentena rígida a partir da próxima segunda-feira (14).
Até o dia 20 de junho, nos municípios das Gerências Regionais de Saúde (Geres) VI, X e XI – com sedes em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, respectivamente – só poderão funcionar, diariamente, as atividades permitidas no decreto.
A informação foi dada pelo secretário de Saúde do Estado, André Longo, durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (10).
Longo comentou a situação da região. “Os indicadores caminham com forte aceleração. A região vive seu pior momento em termos de solicitações de UTI, com um crescimento de 57% nos primeiros dias desta semana”, destacou.
Veja abaixo as atividades que terão o funcionamento proibido a partir da próxima segunda-feira, 14 de junho de acordo com o Plano de Convivência com a Covid-19 do Estado:
Academias e similares; serviços de alimentação (bares, restaurantes e lanchonetes); ciclofaixas destinadas a atividades de lazer ou recreativas; clubes sociais, esportivos e agremiações (academias, bares, restaurantes e salões de beleza); comércio varejista de bairros; comércio varejista do Centro; competições e práticas esportivas coletivas, profissionais ou voltadas ao lazer.
Ainda: escolas e universidades, públicas e privadas; escritórios comerciais e prestação de serviços; eventos corporativos; eventos culturais; eventos sociais; feira de negócios; igrejas e atividades religiosas; museus e demais equipamentos culturais; praias marítimas e fluviais, inclusive os calçadões, parques e praças; polo de confecções; shoppings centers e galerias comerciais.
Ex-presidente discursa no Centro de Porto Alegre na noite desta terça-feira (23), um dia antes do julgamento do recurso de sua defesa no TRF-4. Do G1 Diante de milhares de manifestantes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa no Centro de Porto Alegre na noite desta terça-feira (23), um dia antes do julgamento do […]
Lula e Dilma participam de manifestação na Esquina Democrática, em Porto Alegre. Foto: Roberto Vinícius/Estadão Conteúdo
Ex-presidente discursa no Centro de Porto Alegre na noite desta terça-feira (23), um dia antes do julgamento do recurso de sua defesa no TRF-4.
Do G1
Diante de milhares de manifestantes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa no Centro de Porto Alegre na noite desta terça-feira (23), um dia antes do julgamento do recurso de sua defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), também na capital gaúcha. O presidente afirmou que já teve a inocência no processo do triplex em Guarujá provada pelos advogados.
“Não vou falar do meu processo, não vou falar da Justiça, primeiro porque eu tenho advogados competentes que já provaram minha inocência, segundo porque acredito que aqueles que vão votar deverão se ater aos autos do processo, e não convicções políticas de cada um. E terceiro, porque estou na luta há 40 anos e vocês sabem da minha essência”, discursou o ex-presidente, que também fez críticas à imprensa.
Lula fala em um palanque montado na Esquina Democrática, cruzamento entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas, conhecido na cidade como ponto de manifestações da cidade. Segundo os organizadores do ato, havia cerca de 70 mil pessoas assistindo – a Brigada Militar não informou estimativa.
Também é realizado um ato contrário ao ex-presidente no Parque Moinhos de Vento, na Zona Norte da capital gaúcha. Conforme os organizadores, cerca de 500 pessoas estão no local. A Brigada Militar não informou estimativa de público. Os manifestantes exibem bandeiras do Brasil e cartazes de apoio ao juiz Sergio Moro.
Perdoar é cristão, punir é obrigação Virou moda. Primeiro, se comete o crime: racismo, atentado à democracia, homofobia, xenofobia e defesa de trabalho escravo. Depois, a repercussão, o cancelamento nas redes, a grita por justiça diante de uma legislação que existe para ser cumprida. O terceiro passo é o pedido de desculpas, sempre agregado à […]
Virou moda. Primeiro, se comete o crime: racismo, atentado à democracia, homofobia, xenofobia e defesa de trabalho escravo.
Depois, a repercussão, o cancelamento nas redes, a grita por justiça diante de uma legislação que existe para ser cumprida.
O terceiro passo é o pedido de desculpas, sempre agregado à um “fui infeliz nas minhas declarações”, “fui mal interpretado”, “a fala foi tirada de contexto”, “lapso mental”, sempre com um “peço desculpas se ofendi alguém” ao final.
Em Serra Talhada, um jovem identificado como Jefferson cometeu crime de racismo abertamente, de cara limpa, numa gravação para sua rede social.
“Eu abomino negro, não gosto de negro, abomino negro, não sei nem o que aquela negra está fazendo lá dentro. Eu agora deveria virar negro, porque o Brasil quis a negra, então. Eu venho aqui para todo mundo para dizer que eu abomino negro. Eu não gosto de negro, até porque minhas amizades são poucas e para chegar perto de mim tem que usar perfume, não use colônia não. Negro é podre, ridículo, não gosto”, diz o jovem no vídeo que viralizou.
Claro, veio a revolta da população serra-talhadense, assim como a repercussão na imprensa. O movimento negro cobrou justa responsabilização. O delegado Assis Moreira instaurou um inquérito. Racismo é crime com pena de reclusão e multa.
E agora? Agora Jefferson pede desculpas. Em um texto lido, sem a mesma espontaneidade e firmeza da declaração original, pede desculpas. “Reconheço que ouvi palavras de conteúdo racista, que não condiz com minha personalidade. Errei, já prestei meu depoimento na Delegacia e vou responder por isso”, diz, sabendo que o fará em liberdade.
No começo do mês, o vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, publicou um vídeo nas redes sociais se desculpando por ter feito declarações xenófobas contra baianos encontrados em situação análoga à escravidão.
“Registro que tenho muito apreço ao povo baiano e a todos do Norte e Nordeste do país. Em um momento de lapso mental, proferi palavras que não representam o que eu sinto pelo povo da Bahia e do Norte e Nordeste”, disse. Chegou a falar em “lapso mental”.
Isso depois de o “Fantinel real” dizer que empresas e produtores rurais deveriam contratar funcionários “limpos” para a colheita da uva, e não deveriam buscar “aquela gente lá de cima”. O político referia-se a trabalhadores resgatados em situação de escravidão na serra gaúcha. Eles foram resgatados na quarta-feira (22) em situação análoga à escravidão.
Ainda em sua fala, o parlamentar “orientou” a contratação de argentinos. “São limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a casa limpa, e no dia de ir embora ainda agradecem o patrão pelo serviço prestado e pelo dinheiro que receberam”. Depois que a casa caiu, com pedido de cassação, MPF em cima e cancelamento, veio o “foi lapso” e “me desculpem”.
Nos atos antidemocráticos de janeiro, muito pseudo patriota metido a valente, vendo o Supremo chegando à sua cola pela afronta à democracia mudou o discurso. “Sou a favor da democracia. Jamais apoiaria atos antidemocráticos. Quando pedi a volta dos militares fui mal interpretado. Peço desculpas a quem ofendi”.
Em todos esses casos, há de separar o que é perdoar e o que é responsabilizar. Perdoar é um sentimento cristão, humano, necessário em sociedade. Há casos extremos e emocionantes de pessoas que perdoaram os próprios algozes. O papa João Paulo II nos ensinou ao perdoar e orar com Mehmet Ali Agca, o homem que quase o matou. Mas até ali está a base dessa reflexão. Perdoar não é necessariamente deixar de punir. Tanto que esse gesto histórico ocorreu em 27 de dezembro de 1983 na prisão Rebíbia de Roma, onde o agressor estava preso. Ele pagou pelo erro que cometeu.
Assim, mesmo que o lado humano perdoe o racista de Serra Talhada, o vereador xenofóbico e os organizadores dos atos antidemocráticos, isso não os exime do crime original. Devem pagar com o rigor da lei, não só por eles, mas para evitar que parte da sociedade crie pertencimento sobre o direito de, diante da dor que causaram com atos e palavras, sair impune. Perdoar, sim. Anistiar, nunca!
7 a…
A falta de uma estratégia de divulgação de uma informação extremamente positiva, uma pesquisa de avaliação positiva da gestão Márcia Conrado, pelos que cuidam de sua comunicação, fez o tema ter uma repercussão pífia, reservada a poucos compartilhamentos em grupos de zap.
1…
Se o dia escolhido para passar a informação já era ruim, uma sexta, a informação não chegou com força no rádio, que tem repercussão geral, bem como em outras ferramentas de comunicação. Resultado: não abafou a repercussão negativa da especulação da oposição de que a gestão Márcia quer “taxar o sol”, claro, carregada de alguns exageros. Se fosse no futebol, seria outro 7×1…
Novos ares
A CDL de Afogados da Ingazeira deve sofrer um choque de gestão. Pelo que a Coluna apurou, a carnaibana Ilma Valério, do setor de construções, deve assumir a representação local, com promessa de buscar unir o forte comércio da cidade. Sucesso!
Desenhando
Deva Pessoa disse à Coluna que o G3 dos vereadores Danilo Augusto, Plécio Galvão e Joel Gomes vai sentir em pesquisa como eles estão junto à população. “Isso é um autoentendimento deles”. Diz que a definição é que ninguém racha, rompe ou trai. “Tem os três nomes e tem outros nomes, com processo democrático”. E que está a disposição para ser nome a unir ou retirar o nome para unir, no tempo certo.
Racha nada…
O vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, aposta que não tem racha entre Luciano Duque e Márcia Conrado. “A oposição vai ter que arrumar um candidato contra um time formado por Márcia e Luciano do mesmo lado. Não teremos o racha”, disse em uma rede social.
Rubinho de olho
O vice-prefeito Daniel Valadares vai coordenar um grupo de trabalho para acabar com os bolsões de lixo nos bairros, melhorar a coleta e ampliar a limpeza urbana. Se conseguir, pode ter limpo também o caminho para ser cravado como o ungido para 2024. Se não…
Violências
Em sete dias, uma mulher foi morta, outra ameaçada no trabalho até a prisão do agressor e por fim, teve Dinca chamando uma ouvinte da Cidade FM de “vagabunda” porque questionou máquinas públicas em terreno supostamente privado.
Frase da semana:
“Minha vida não acaba com uma cassação”.
Do Deputado Federal Nikolas Ferreira após fala carregada de transfobia na Câmara.
Faleceu em Recife aos 92 anos de falência múltipla dos órgãos a professora Maria José Bezerra, conhecida como Nita Bezerra. Ela tinha cinco filhos. Era mãe do ex-prefeito de Carnaíba, José Mário Cassiano. A professora estava internada no Hospital dos Servidores. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento, segundo familiares ao colaborador Júlio César.
Faleceu em Recife aos 92 anos de falência múltipla dos órgãos a professora Maria José Bezerra, conhecida como Nita Bezerra. Ela tinha cinco filhos.
Era mãe do ex-prefeito de Carnaíba, José Mário Cassiano. A professora estava internada no Hospital dos Servidores. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento, segundo familiares ao colaborador Júlio César.
Os alunos do 1º ao 5º ano da escola Nossa Senhora das Grotas, em Juazeiro, BA, com idades entre 6 e 12 anos, surpreenderam os pais e professores com a iniciativa. Reunidos em pequenos grupos e assumindo as posições estratégicas de jornalistas, diagramadores, ilustradores e editores dos jornais de gente grande, eles estão concluindo a […]
Os alunos do 1º ao 5º ano da escola Nossa Senhora das Grotas, em Juazeiro, BA, com idades entre 6 e 12 anos, surpreenderam os pais e professores com a iniciativa.
Reunidos em pequenos grupos e assumindo as posições estratégicas de jornalistas, diagramadores, ilustradores e editores dos jornais de gente grande, eles estão concluindo a primeira edição e lançam em breve a publicação oficial da escola com o sugestivo nome, ‘Notícias Escolares’.
O jornal, com quatro páginas em tamanho ofício, terá uma tiragem inicial de 5 mil exemplares e será distribuído com a comunidade escolar e os vizinhos do bairro Alagadiço. Para viabilizar o projeto, permitindo principalmente a distribuição gratuita do jornal, a diretoria da escola recebeu o apoio da Agrovale.
De acordo com o diretor Financeiro e TI da empresa, Guilherme Colaço Filho, o informativo dos alunos merece todo incentivo da comunidade. “A Agrovale acredita que a educação tem um papel transformador para a sociedade e o mundo. Apoiamos com frequência estas iniciativas pontuais, além de projetos permanentes, a exemplo das escolas ‘Tiradentes’, no bairro Jardim Primavera e ‘Caxangá’, na zona rural de Juazeiro, onde são beneficiados 900 alunos”, pontuou.
Depois de algumas reuniões de pauta os alunos definiram o conteúdo editorial. Sob a coordenação dos professores Joedson Silva, Katiane Soares e Vanderleia Lopes e a produção voluntária de um estudante de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Thiago Elias, o grupo colocou a mão na massa, ou melhor, escreveu as matérias, fez as fotos e partiu para edição. Os temas são bastante atuais e informam o leitor sobre questões como a inclusão social, direitos estudantis e linguagens artísticas.
Movimentos sociais, artistas, intelectuais, professores e estudantes estão mobilizando atos em defesa da democracia em diversos pontos do Estado. As atividades começam amanhã, com o evento “Arte pela Democracia”, organizado por profissionais de cadeias criativas, artistas visuais e produtores culturais, que vão se reunir, a partir das 19 horas, em frente ao monumento Tortura Nunca […]
Movimentos sociais, artistas, intelectuais, professores e estudantes estão mobilizando atos em defesa da democracia em diversos pontos do Estado. As atividades começam amanhã, com o evento “Arte pela Democracia”, organizado por profissionais de cadeias criativas, artistas visuais e produtores culturais, que vão se reunir, a partir das 19 horas, em frente ao monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora.
“O que a gente vê é um movimento crescente de diversas áreas da sociedade. As pessoas se levantam contra a ameaça de Golpe no Brasil. Já vimos o quanto ações de violação das garantias constitucionais e dos direitos individuais causam danos na nossa sociedade. Não podemos voltar aos tempos sombrios que vivemos em 1964. Por isso, toda e qualquer manifestação pública é importante”, afirmou o senador Humberto Costa.
Na quarta-feira será a vez de alunos e professores das universidades Federal e Rural de Pernambuco. Na Rural, a manifestação acontece às 18h, na frente do Centro de Ensino de Graduação (Cegoe). Já na Federal, estudantes e professores se reúnem em ato cultural frente do laguinho da UFPE.
Na quinta-feira, todos se reúnem no grande ato em defesa da democracia. A manifestação acontece a partir das 15 horas, na Praça do Derby, e deve percorrer as principais ruas do Centro do Recife. Ações semelhantes irão ocorrer em diversas cidades do Estado e por todo o Brasil. “Temos que estar mobilizados neste grande movimento que toma conta de todo o Brasil. Vamos ocupar as ruas numa luta incansável contra os golpistas. Eles não passarão”, afirmou Humberto.
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