Sertânia: Presidente da Câmara cala vereador que cobrou informações do IPSESE
Por Nill Júnior
A novela da convocação da presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Sertânia – IPSESE, para prestar esclarecimentos a respeito da situação financeira do Instituto ganhou mais um capítulo na noite de terça (23) na Casa José Severo de Melo, a Câmara de Vereadores.
Durante seu discurso, o vereador Fiapo cobrou explicações a presidência da Casa sobre o motivo da não convocação da presidente do IPSESE, já que o requerimento foi apresentado e aprovado pelo Plenário no dia 02 de fevereiro.
Segundo informações dos presentes, Fiapo ultrapassou o seu tempo e teria sido advertido. O Presidente da Casa , Damião Silva, ligado ao prefeito Guga Lins determinou uma suspensão temporária alegando falta de decoro parlamentar, que deverá ser analisada e votada pelos demais parlamentares.
Damião Silva alega que antes da convocação a matéria tem que passar pela Comissão de Justiça, por ser tratar de assunto previdenciário. Porém, o Art. 38. do Regimento Interno da Casa, segundo a oposição, diz que requerimentos não precisam do parecer.
O bloco de oposição acusa os governistas de manobra para evitar que a representante do Instituto de Previdência compareça à Casa e explique a real situação do Fundo Previdenciário do município. Tudo isso com uma eleição às portas, acirrando ainda mais os ânimos.
As obras de infraestrutura do novo distrito industrial de Arcoverde devem começar ainda este mês, de acordo com informações recebidas pelo vice-prefeito Wellington Araújo. Ele recebeu estes dados do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Leonardo Cerquinho. A proposta do governador Paulo Câmara é levar mais fábricas para o interior de […]
As obras de infraestrutura do novo distrito industrial de Arcoverde devem começar ainda este mês, de acordo com informações recebidas pelo vice-prefeito Wellington Araújo. Ele recebeu estes dados do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Leonardo Cerquinho.
A proposta do governador Paulo Câmara é levar mais fábricas para o interior de Pernambuco. Ele quer criar três novos distritos industriais entre o Sertão e o Agreste. O primeiro será em Arcoverde e receberá obras de infraestrutura ainda este mês. A AD Diper já destinou R$ 3 milhões para a construção do acesso viário que vai viabilizar a criação do empreendimento em um terreno de 67,5 hectares que fica as margens da BR 232.
Arcoverde é a primeira cidade do sertão que tem até 95% de crédito presumido no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelo Prodepe (Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco). O Estado já está apresentando este distrito industrial para as fábricas que pensam em se instalar em Pernambuco. São empreendimentos que podem se adaptar as condições do Sertão.
Por conta dessas negociações a AD Diper licitou nesta semana a obra que vai permitir a criação do distrito. É a construção do acesso viário ao terreno, que fica no km 260 da BR 232 no sentido Bezerros/ Custódia. Avaliada em R$ 3,1 milhões a obra será tocada pela construtora Ancar e deve durar seis meses. Por isso o local pode estar apto a receber empreendimentos industriais até o final do ano.
Diagnóstico do presidente da Confederação Nacional dos Municípios, a CNM, Paulo Ziulkoski, aponta que dos 3.155 Municípios que informaram o quadro de suas finanças ao Tesouro Nacional, 2.442, ou 77,4%, já estão com as contas no vermelho. Ziulkoski estava em Brasília, e apresentou esses dados durante coletiva de impressa de lançamento do Seminário Novos Gestores. […]
Diagnóstico do presidente da Confederação Nacional dos Municípios, a CNM, Paulo Ziulkoski, aponta que dos 3.155 Municípios que informaram o quadro de suas finanças ao Tesouro Nacional, 2.442, ou 77,4%, já estão com as contas no vermelho.
Ziulkoski estava em Brasília, e apresentou esses dados durante coletiva de impressa de lançamento do Seminário Novos Gestores. Eles foram destaques de reportagem do jornal Bom Dia Brasil. De acordo com o presidente da Confederação, agora, passado o segundo turno das eleições, que a situação financeira das Prefeituras virá à tona.
“A situação vai piorar até o fim do ano, com a contínua queda da arrecadação, deixando a bomba fiscal para a próxima administração”, prevê Ziulkoski. De acordo com os textos “Hegemonia da base de Temer deve reforçar cobrança por mais recursos” e “À espera dos novos prefeitos”, o cenário está se agravado com a queda real nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pela redução das transferências voluntárias, repasses por meio de convênios assinados com o governo federal.
O Estadão também apontou que ao contrário dos governadores que alardearam nos últimos meses a crise sem precedentes nos seus cofres para ganhar mais dinheiro do governo federal, as Prefeituras empurraram os problemas para debaixo do tapete durante a campanha eleitoral – não é exatamente um trunfo eleitoral mostrar que as finanças estão descontroladas.
“A bomba já estourou e vai ficar pior até o final do ano. No período eleitoral, quem vai dizer que está mal?”, indaga Ziulkoski. Segundo a Confederação, 576 delas estão atrasando salários.
Os futuros prefeitos, que vão herdar o rombo – no caso dos reeleitos, deles mesmos -, fizeram uma romaria nos últimos dias pelos gabinetes do Congresso em busca de dinheiro para 2017.Mas, com o teto de gastos já aplicado ao Orçamento federal do ano que vem, se depararam com uma grande dificuldade em emplacar seus pedidos de emendas aos deputados e senadores.
A crise se agravou ainda mais porque os prefeitos contavam com R$ 99 bilhões de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2016, mas a previsão é que esse valor não chegará a R$ 84 bilhões no fim do ano. As prefeituras também arcam com custos cada vez maiores com a Previdência. No ano passado, a despesa com servidores inativos cresceu 13,22% ante 2014, segundo dados do Tesouro Nacional para Municípios acima de 200 mil habitantes. As receitas correntes, por sua vez, subiram apenas 6,81% no período.
Em Brasília, onde participa da XX Marcha em Defesa dos Municípios, o presidente do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – Cimpajeú, Marconi Santana concluiu no início da noite desta terça-feira (16), a agenda percorrendo os gabinetes dos deputados federais, Danilo Cabral e João Fernando Coutinho ambos do PSB e do Senador Humberto Costa […]
Em Brasília, onde participa da XX Marcha em Defesa dos Municípios, o presidente do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – Cimpajeú, Marconi Santana concluiu no início da noite desta terça-feira (16), a agenda percorrendo os gabinetes dos deputados federais, Danilo Cabral e João Fernando Coutinho ambos do PSB e do Senador Humberto Costa (PT).
Acompanhado dos prefeitos Zeinha Torres (Iguaraci) e Djalma Alves (Solidão), Marconi protocolou pedidos de emendas parlamentares, para aquisição de uma usina de asfalto e uma patrulha mecanizada para atender os 20 (vinte) municípios, que integram o Consórcio.
O deputado federal, João Fernando Coutinho (PSB) assumiu o compromisso, destacando que o gesto é “para realizar uma ação importante”, o que para o parlamentar “visa a coletividade dos municípios do Pajeú e Moxotó”. Coutinho ainda ressaltou que “o Cimpajeú tem se mostrado um dos consórcios mais ativos e operantes de todo Pernambuco”.
Danilo Cabral do mesmo partido, pontuou que: “Nós estamos fazendo uma conta de R$ 3 milhões e individualmente, nenhum deputado poderia ajudar. De minha parte assumo esse compromisso e espero a colaboração dos outros colegas. Uma iniciativa que tem que ser valorizada. Essa ação articulada tem um peso político importante e o prefeito Marconi está de parabéns pela iniciativa”.
Já o senador, Humberto Costa do PT se mostrou entusiasmado com a iniciativa. “É uma maneira mais fácil, mais tranquila e mais racional que nós podemos destinar os recursos das nossas emendas parlamentares. Então eu me comprometo, que esse ano apresentarei uma emenda para o Cimpajeú”, garantiu o Senador da República.
O candidato ao Senado João Paulo foi o convidado desta segunda da série de debates com os postulantes ao Senado realizada pela Folha FM com participação da Rádio Pajeú. O debate político no interior foi também pauta da conversa. João Paulo respondeu pergunta sobre a declaração dada há alguns dias por Sebastião Oliveira, candidato a […]
O candidato ao Senado João Paulo foi o convidado desta segunda da série de debates com os postulantes ao Senado realizada pela Folha FM com participação da Rádio Pajeú. O debate político no interior foi também pauta da conversa.
João Paulo respondeu pergunta sobre a declaração dada há alguns dias por Sebastião Oliveira, candidato a Estadual pelo PR em Tracunhaém, afirmando que ele e Armando Monteiro já teriam discutido. A declaração de Sebá aconteceu em 11 de setembro passado.
“O desespero toma conta dos adversários, a ponto de fazerem denúncias vazias e brigar entre eles. Já soube que o candidato do outro lado (Armando) teve um desentendimento com o candidato ao Senado (João Paulo). Isso vai piorar, pois Paulo vai subir ainda mais e liquidar a vitória no primeiro turno”, disse o herdeiro de Inocêncio.
Sebá sugeriu em Tracunhaém ter havido discussão entre Armando e João. Petista diz que é mentira
João Paulo negou o diálogo com Monteiro. “Isso é uma grande mentira. Nossos adversários tem se pautado pela mentira. Meu adversário candidato a Senado diz que deixou 80% de saneamento em Petrolina e o prefeito mostrou que foi 44%. Muitos panfletos apócrifos contra Armando estão circulando contra Armando Filho ao Senado”, disse, buscando exemplificar o que considera jogo baixo da campanha socialista.
João reclamou que por isso muitos não entendem a política porque as pessoas são aliadas e usam métodos baixos para ganhar quando se separam.
E criticou mais FBC: “Meu adversário é candidato ao Senado, o filho a Federal e outro a Estadual. Estão dizendo na base dele que ele é muito guloso. Já nosso relacionamento com Armando é o melhor possível. Decidimos dividir como estratégia . Fiquei ontem cinco horas na Parada da Diversidade e ele cumpriu outra agenda para fortalecer a campanha”.
Sem descuidar das atribuições constitucionais de julgar contas e punir os faltosos, os órgãos de controle devem evoluir de um controle burocrático para um modelo que valorize a função preventiva. Esse foi um dos pontos defendidos pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro José Múcio Monteiro, na palestra “Desafios atuais dos órgãos […]
Sem descuidar das atribuições constitucionais de julgar contas e punir os faltosos, os órgãos de controle devem evoluir de um controle burocrático para um modelo que valorize a função preventiva. Esse foi um dos pontos defendidos pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro José Múcio Monteiro, na palestra “Desafios atuais dos órgãos de controle”, proferida no auditório da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) na tarde desta quinta-feira (25/4).
O evento foi promovido pelo Centro de Estudos Jurídicos (CEJ) da PGE-PE e pela Escola de Contas Públicas/TCE-PE, integrantes da Rede Escolas de Governo-Pernambuco, e contou com a participação do diretor-geral da Escola de Contas Públicas, conselheiro Ranilson Ramos. Prestigiaram a conferência o procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis; a secretária estadual da Mulher, Sílvia Cordeiro; o deputado estadual João Paulo, representando a Assembleia Legislativa de Pernambuco; a conselheira e ouvidora do TCE-PE, Teresa Duere; o ex-procurador-geral do Estado Izael Nóbrega; o coordenador do CEJ, César Caúla; procuradores do Estado; integrantes do TCE; servidores estaduais e convidados.
Diante de um auditório lotado com mais de cem pessoas, o ministro destacou que numa época marcada pela rapidez das transformações e pela crescente exigência de transparência, o controle do dinheiro público nunca foi tão necessário. “Vivemos um momento de extrema restrição orçamentária com carga fiscal elevada, que exige que os órgãos públicos demonstrem à sociedade a importância de seu papel, em face dos custos da nossa operação”, disse, destacando que, em 2018, as ações do TCU resultaram em R$ 25 bilhões de benefício financeiro direto, o que representou um retorno de R$ 12,38 para cada R$ 1,00 investido.
O presidente do TCU enfatizou a importância da aproximação entre os gestores e os órgãos de controle. “Em vez de um controle burocrático, alicerçado apenas no cumprimento do dever de prestar contas e com ênfase na busca de punição, os órgãos de controle devem evoluir para um modelo mais amplo, que valorize a função preventiva, que incentive a adoção das melhores práticas administrativas e que ajude o gestor que não quer errar”, disse.
Nesse sentido, citou o exemplo da sugestão dada pelo TCU para que a ocupação de cargos em comissão e funções de confiança na administração pública federal seguisse balizas de idoneidade moral e de capacidade técnica, de forma a mitigar a exposição a riscos de ineficiência ou corrupção. “A iniciativa foi acolhida pelo presidente Jair Bolsonaro e resultou na edição do Decreto nº 9.727/2019”, lembrou.
O ministro também detalhou a reestruturação promovida na organização do TCU, baseada em novos recursos tecnológicos, que possibilitaram, por meio do trabalho remoto, que servidores residentes nos diversos estados possam estar tecnicamente vinculados às secretarias de atuação nacional.
José Múcio Monteiro apresentou ainda dados do Relatório Desenvolvimento Sustentável Nordeste 2030, um diagnóstico elaborado pelo Tribunal sobre os principais desafios do Nordeste, buscando contribuir para a melhoria das condições de bem-estar da população, do ambiente de investimentos e da produtividade da região.
O ministro, valendo-se de dados colhidos pelos estudos do TCU, ressaltou que, embora a Constituição preveja como um dos objetivos nacionais a redução das desigualdades regionais, o modelo de distribuição de recursos não atende a tal diretriz e, ao contrário, aprofunda o desnivelamento entre as regiões mais ricas do país e aquelas economicamente menos favorecidas. José Múcio criticou ainda as regras de transferência de recursos da União para os entes subnacionais, as quais, em seu entendimento, são excessivamente discricionárias, estimulando uma relação de dependência.
O diretor-geral da Escola de Contas Públicas do TCE-PE, conselheiro Ranilson Ramos, destacou que não há outra forma de perseguir a efetividade do controle externo atualmente que não passe pelo acompanhamento simultâneo da execução orçamentária ou da obra. “E isso só podemos conseguir isso com o auxílio de plataformas tecnológicas, como essas implantadas no TCU. Nossos tribunais já são ilhas de excelência técnica e precisam ser ilhas de excelência de tecnologia”, afirmou.
O procurador-geral do Estado e o coordenador do CEJ agradeceram ao ministro José Múcio por ter atendido ao convite da PGE-PE, vindo a Pernambuco apenas para proferir a palestra, e destacaram a importância dos temas tratados. “Um evento que reúne os órgãos de controle externo da União e do estado é de grande significância para a PGE em particular, porque somos um órgão de controle interno e um dos nossos maiores desafios hoje, diante da complexidade do país e da crise fiscal, é dar previsibilidade de conduta ao gestor e à iniciativa privada”, disse Ernani Medicis.
“Saímos do evento de hoje impactados pela fala do ministro José Múcio, franca, incisiva e fundamentada. Quanto às tarefas dos órgãos de controle, a visão de que é essencial que busquem contribuir para o aprimoramento do serviço público representa um alento. Relativamente ao aspecto específico da desigualdade regional e dos problemas do pacto federativo brasileiro, fica evidenciado que eles precisam ser motivos de inquietação permanente, para nos impulsionar à busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento nacional, sem desnivelamento das regiões”, afirmou César Caúla.
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