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Serra Talhada: Márcia Conrado abre ano letivo e envia à Câmara auxílio-seca para o campo

Por André Luis

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, iniciou a agenda de fevereiro com foco em duas frentes centrais para a gestão pública: a consolidação dos índices educacionais e a resposta emergencial aos efeitos da estiagem na zona rural. Os atos, realizados entre segunda (2) e terça-feira (3), marcam o retorno das atividades institucionais após o recesso.

Indicadores e desafios na Educação

Na abertura do ano letivo de 2026, o governo municipal apresentou um balanço dos indicadores de aprendizagem. Com a presença de profissionais do magistério e do secretário de Educação, Edmar Júnior, a gestão explorou os dados do Ideb 2024, onde o município atingiu a nota 6,3 — índice que supera a média nacional (6,0) e a estadual (6,2).

A prefeita destacou a continuidade de investimentos em infraestrutura e a distribuição de insumos pedagógicos. “Estamos garantindo a entrega de kits escolares e investindo em planejamento. Esses esforços refletem nos resultados do IDEPE e do IDEB”, afirmou Márcia Conrado. Representantes da categoria reforçaram que o resultado é fruto de um esforço coletivo que envolve desde o pessoal de apoio até o corpo docente.

Medida emergencial para agricultura familiar

No campo legislativo, a prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 004/2026, que institui o Programa de Apoio à Convivência com Seca no Campo (PACSE). A proposta surge como uma tentativa de mitigar o impacto da irregularidade climática sobre a agricultura familiar, setor que compõe a base econômica de diversas comunidades locais.

O projeto prevê:

  • Auxílio financeiro: R$ 126 mensais.
  • Finalidade: Compra de milho para alimentação animal.
  • Alcance: Até 300 famílias por mês.
  • Teto orçamentário: R$ 100 mil globais.

“Nosso compromisso é garantir condições mínimas para a permanência dessas famílias no campo”, justificou a gestora durante a entrega da proposta. O texto, que agora depende da aprovação dos vereadores, estabelece critérios de elegibilidade para evitar o uso indiscriminado dos recursos e assegurar o cumprimento da responsabilidade fiscal, conforme destacou o procurador-geral Cecílio Tiburtino.

Outras Notícias

Prefeitos clamam por mais dinheiro. “Vamos nos tornar criminosos” diz Duque

Do Blog do Magno Em uma fala, ontem, no plenário da Câmara, num evento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), fez longo e emocionado desabafo sobre a crise vivida no município e atacou o Governo Dilma, que tem cortado as verbas constitucionais via FPM. “Do jeito que […]

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Do Blog do Magno

Em uma fala, ontem, no plenário da Câmara, num evento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), fez longo e emocionado desabafo sobre a crise vivida no município e atacou o Governo Dilma, que tem cortado as verbas constitucionais via FPM.

“Do jeito que o Governo está tratando os municípios nós, prefeitos, sem cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, vamos nos transformar em criminosos num futuro”, afirmou.

Prefeitos pernambucanos resolveram fazer um grande manifesto em frente à Assembleia Legislativa na próxima semana, num ato promovido pela Amupe.

“Muitos colegas não aguentam mais e já falam que vão parar. Esse ato é mais um grito de socorro diante da falta de recursos e as constantes quedas do FPM que vem afetando as obrigações dos municípios para dar uma qualidade de vida digna aos seus moradores”, diz o presidente da instituição, José Patriota, prefeito de Afogados da Ingazeira.

Sem fiscalização ou disciplinamento, trânsito de Tabira volta à estaca zero

Não é fácil colocar em ordem aquilo que está em desordem, mas com muito trabalho e dedicação se consegue. Foi assim no trânsito de Tabira que, a exemplo do de outras cidades, vivia um caos. Na gestão do ex-prefeito Sebastião Dias essa realidade foi mudando conforme a Guarda Municipal foi se estruturando e sendo capacitada. […]

Não é fácil colocar em ordem aquilo que está em desordem, mas com muito trabalho e dedicação se consegue. Foi assim no trânsito de Tabira que, a exemplo do de outras cidades, vivia um caos.

Na gestão do ex-prefeito Sebastião Dias essa realidade foi mudando conforme a Guarda Municipal foi se estruturando e sendo capacitada. Iniciou-se naquela época um processo de municipalização do trânsito e uma grande campanha educativa para orientar a conduta correta que deveriam ter condutores e pedestres.

Com o passar dos anos o que se viu foi outra realidade. Cidade sinalizada, vertical e horizontalmente, e um trânsito disciplinado e organizado. Para os mais resistentes havia sempre um agente da Guarda corrigindo as ações erradas.

Com a chegada da prefeita Nicinha Melo ao Poder Executivo de Tabira a realidade passou a ser outra. Detentora de uma filosofia totalmente contrária, uma das primeiras providências da gestora foi desativar o grupamento de trânsito.

As consequências foram imediatas. Gradativamente os condutores foram voltando aos velhos e maléficos hábitos no trânsito. Nesse início do terceiro ano do governo de Nicinha, o que se ver é o caos novamente nas ruas de Tabira.

Desrespeito ao sinal vermelho nos pontos de semáforo, ruas de sentido único passaram na marra a ser sentido duplo, carros e motocicletas estacionados em locais proibidos ou vagas reservadas, entre outras infrações.

“A culpa não é nossa! Nós temos a vontade e a coragem de agir, mas tem uma força superior que nos proíbe”, confessou em reserva um Guarda Municipal ao ser procurado pela produção do Programa Cidade Alerta, da Cidade FM. “Tabira estava com o trânsito disciplinado, os motoristas obedecendo os sinais, os locais de estacionamento e contramão, e agora tudo se perdeu. Baderna geral!” lamentou um comerciante indignado.

TSE deve julgar nesta terça decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa com queda de Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (9) se mantém ou não a decisão individual do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que determinou na segunda-feira (8) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel. O levantamento apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (9) se mantém ou não a decisão individual do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que determinou na segunda-feira (8) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel.

O levantamento apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A divulgação ocorreu após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre Jair Bolsonaro.

Em nota, a empresa afirmou que respeita a decisão do ministro e que está fornecendo informações sobre a metologia da pesquisa. “A situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, disse a AtlasIntel.

Além de Nunes Marques, votam os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

O ministro Dias Toffoli tem se declarado suspeito de participar de casos ligados ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a indicação é de que deve participar da análise da ação no TSE.

O julgamento é apontado como uma prévia de como a nova composição da Corte vai atuar em casos delicados nas eleições. Há uma expectativa de que a gestão de Nunes Marques no comando da Justiça Eleitoral tenha um perfil mais discreto e com decisões menos intervencionistas na disputa eleitoral.

Internamente, ministros apontaram ressalvas ao entendimento de Nunes Marques, já que a pesquisa foi divulgada em maio e, portanto, não haveria urgência neste momento para uma decisão individual.

Quatro prefeitos formalizam saída do Cimpajeú. “Vamos reverter”, diz Marconi Santana.

Quatro prefeitos formalizaram a saída do Cimpajeú na última sexta-feira, de acordo com detalhes da reunião promovida pelo Consórcio. Evandro Valadares (São José do Egito), Tânia Maria (Brejinho), Adelmo Moura (Itapetim) e Sebastião Dias (Tabira) formalizaram afastamento do Consórcio. A saída dos quatro gestores é tida como consequência do processo que elegeu Marconi Santana (Flores) […]

A princípio, debandada parece ser pior pra quem saiu do que pra quem ficou. Mas em linhas gerias, enfraquece debate regional. Não é boa pra ninguém. Foto: André Luis

Quatro prefeitos formalizaram a saída do Cimpajeú na última sexta-feira, de acordo com detalhes da reunião promovida pelo Consórcio. Evandro Valadares (São José do Egito), Tânia Maria (Brejinho), Adelmo Moura (Itapetim) e Sebastião Dias (Tabira) formalizaram afastamento do Consórcio.

A saída dos quatro gestores é tida como consequência do processo que elegeu Marconi Santana (Flores) no consórcio. Em 27 de janeiro, a votação que escolheu a atual presidência do Consórcio foi marcada por falta de consenso entre os dois grupos a frente da entidade.

O grupo que tinha os quatro gestores mais Ângelo Ferreira (Sertânia), e Geovane Martins (Santa Terezinha) disse não ter sido ouvido. Não houve consenso entre as chapas e Ângelo Ferreira chegou a deixar o recinto antes da votação.

Marconi Santana foi eleito com os votos de Luciano Duque, Anchieta Patriota, Manuca, Zeinha, Lino, Sandra da Farmácia, Mário da Caixa, Tássio Bezerra, João Batista e Sávio Torres. Houve 7 ausências.

Agora, a dissidência de quatro gestores foi muito lamentada pelo presidente Marconi Santana. “Fui sabedor quando cheguei do ofício. Acho que vamos reverter. São prefeitos idôneos e acima de tudo há preocupação em unir. A união faz a força. Vamos procurar cada um deles pra desistir dessa saída repentina. Que voltem e se unam aos outros 16 municípios para a gente buscar recursos para municípios do Pajeú e Moxotó”, disse Santana. Além dos municípios do Pajeú, cidades como Sertânia e Betânia também integram o Consórcio.

O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), apelou para a  conversa e retorno dos que deixaram a entidade. “Isso enfraquece os municípios”.

Ainda não ficou claro o que o G4 fará fora do consórcio. Fato é que a ausência do consórcio tecnicamente não é boa coisa. No modelo de gestão moderna, muitas questões ligadas a licitações e outras políticas públicas dependem da participação em consórcios. Uma possibilidade ventilada é de um  consórcio do Alto Pajeú.

Tabira: Desembargador mantém decisão favorável a professores e diz que município flerta com má-fé

O desembargador Jorge Américo Pereira de Lira, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco, negou recurso do Município de Tabira contra a decisão liminar proferida pelo Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Tabira, Dr. Jorge Willian, que determinou o reestabelecimento do pagamento das gratificações incorporadas. A Prefeitura, […]

O desembargador Jorge Américo Pereira de Lira, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco, negou recurso do Município de Tabira contra a decisão liminar proferida pelo Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Tabira, Dr. Jorge Willian, que determinou o reestabelecimento do pagamento das gratificações incorporadas.

A Prefeitura, então, entrou com um recurso, argumentando que a decisão seria nula, uma vez que “traz fundamentação diversa daquela que seria aplicável pela legislação pertinente” e que “no caso, sequer foi legislação diversa a aplicada, mas a legislação devida só que expressamente adulterada em seu sentido manifesto.” Além disso, aduz que a supressão foi legal.

O desembargador relator em sua decisão observou que “no caso dos autos, entendo que não merece reproche o entendimento do magistrado de piso, senão vejamos: “(…) Art. 108. Fica assegurado estabilidade financeira, quanto a gratificação ou comissão percebida a qualquer título, por mais de 5 (cinco) anos ininterruptos, ou 7 (sete) intercalados, facultada a opção de incorporar a de maior tempo exercido, ou a última de valor superior quando esta for atribuída por prazo não inferior a 12 (doze) meses, vedada a sua acumulação com qualquer outra de igual finalidade”.

Dr. Jorge Américo citou “que é descabida – ou mesmo flerta com a má-fé – a alegação da parte recorrente de que a decisão não se encontra devidamente fundamentada, por se referir a artigo inexistente na Lei nº 930/2017”.

E continua: “Devidamente notificadas, 13 (treze) das 18 (dezoito) impetrantes apresentaram Defesa tempestivamente no dia 24 de fevereiro de 2021, arguindo nulidade do processo administrativo e o direito das impetrantes em terem incorporadas em seus salários as gratificações percebidas por mais de cinco anos ininterruptos ou sete intercalados, conforme dispõe o art. 108 da Lei Municipal nº 019/1997 -Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Tabira (doc. 07) que prevê o requisito temporal, o qual foi cumprido antes da entrada em vigor da Lei Municipal º 930/2017 -Plano de Cargos e Remuneração dos Profissionais do Magistério (doc. 08) que passou a vedar tal benefício, a partir de 20 de dezembro de 2017”.

De acordo com o magistrado, “por meio de prova documental, as impetrantes comprovaram a percepção de forma ininterrupta da gratificação de serviços extraordinários por período superior a 5 (cinco) anos ou por 7 (sete) intercalados, razão pela qual fazem jus à sua incorporação na forma assegurada pela lei local, vigente à época em que cumpriram o requisito temporal”.

Concluindo: “Pelo exposto, indefiro o pedido de concessão de efeito suspensivo, mantendo-se, portanto, incólume a decisão recorrida até ulterior deliberação”.