Serra: Ronaldo de Dja pode estar de volta à base de Márcia Conrado
Por André Luis
Exclusivo
Uma informação obtida pelo blog do Nill Júnior pode indicar uma nova movimentação na política de Serra Talhada. Segundo uma fonte que pediu anonimato, o vereador Ronaldo de Dja participou de um almoço na casa do vice-prefeito Faeca Melo, junto com vereadores da base governista da prefeita Márcia Conrado.
De acordo com a fonte, o gesto pode sinalizar o retorno de Dja à base da gestora municipal. “Ele foi para o almoço, inclusive negando três agendas com o deputado estadual Luciano Duque”, revelou.
Na foto que o blog teve acesso, Ronaldo aparece ao lado do vice-prefeito, Márcio Oliveira e do presidente da Câmara Manoel Enfermeiro.
Ronaldo de Dja foi um dos principais aliados do grupo de oposição durante as eleições municipais de 2024, apoiando o candidato a prefeito Miguel Duque e tendo seu nome cogitado, à época, como uma possível aposta da oposição para a disputa majoritária. Sua eventual saída do grupo liderado por Luciano Duque seria um golpe significativo para a oposição, que já perdeu recentemente o vereador Zé Raimundo, deixando o grupo fragilizado.
Caso a saída de Ronaldo de Dja se concretize, a oposição em Serra Talhada ficaria reduzida a apenas três vereadores: André Maio, que se declara neutro, Antônio de Antenor e Lindomar Diniz, ambos ligados diretamente a Luciano Duque.
Nos bastidores, o clima é de expectativa, uma vez que movimentos como esse podem redesenhar o tabuleiro político de Serra Talhada.
A Escola Municipal Antônio Batista de Melo está localizada no Sitio Bom Nome O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, estará nesta segunda-feira (27) na comunidade rural do Sítio Bom Nome para inaugurar a construção da nova Escola Municipal Antônio Batista de Melo. Para garantir a realização desta obra foram investidos mais de R$ 394 mil, […]
A Escola Municipal Antônio Batista de Melo está localizada no Sitio Bom Nome
O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, estará nesta segunda-feira (27) na comunidade rural do Sítio Bom Nome para inaugurar a construção da nova Escola Municipal Antônio Batista de Melo.
Para garantir a realização desta obra foram investidos mais de R$ 394 mil, com recursos próprios da Prefeitura. A obra foi realizada por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Projetos Especiais.
Foram feitas várias melhorias, como revestimento nas paredes (cerâmica); piso em granilite; nova cobertura metálica; forro em PVC; novas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias; calçada externa; pintura; biblioteca; oito salas de aula; diretoria com banheiro para professores.
Ainda reestruturação dos banheiros e construção de um banheiro com acessibilidade; construído um novo refeitório e melhoramento da cozinha com dispensa e depósito. A escola também ganhará uma quadra poliesportiva, que está em ritmo acelerado e será semelhante às demais quadras já inauguradas.
“É mais uma obra importante que sai do papel e que beneficia a população. Estamos investindo em ações como essa, tanto na cidade como na Zona Rural, para que professores e alunos estejam em um ambiente com mais conforto, o que favorece uma produtividade do ensino-aprendizagem”, disse o prefeito Ângelo Ferreira.
Um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiu nesta quarta-feira (6) o Capitólio, sede do Congresso americano em Washington, durante a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral para as eleições presidenciais. A invasão ocorreu enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — […]
Um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiu nesta quarta-feira (6) o Capitólio, sede do Congresso americano em Washington, durante a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral para as eleições presidenciais.
A invasão ocorreu enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Joe Biden na eleição de novembro. Momentos antes, Trump discursou em Washington e afirmou que não aceitaria o resultado eleitoral.
Segundo a imprensa americana, por segurança, senadores e deputados foram colocados em locais seguros dentro do prédio do Capitólio. A emissora NBC diz que o vice-presidente Mike Pence — responsável por presidir a sessão conjunta do Congresso para a contagem dos votos — foi retirado do edifício.
Em mensagem nas redes sociais, Trump pediu que os manifestantes protestassem “pacificamente” e que confiassem nas forças de segurança americanas. Entretanto, momentos antes, houve vandalismo e confrontos durante a tentativa de invasão, quando os manifestantes pró-Trump conseguiram ultrapassar as barreiras de segurança e entrar no Capitólio.
Por causa dos confrontos, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h (locais, 20h de Brasília). A medida ficará em vigor por 12 horas. A prefeitura também fechou os centros de testagem para a Covid-19 até amanhã.
A parceria entre a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e o IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco já começa a ganhar forma na Praça Arruda Câmara. A decoração natalina da cidade, que está em sua fase de instalação, a base de material reciclável. Hoje, por exemplo, mais árvores natalinas foram instaladas no cartão postal da cidade. […]
Iluminação natalina com recicláveis já pode ser vista na Praça Arruda Câmara. Foto: Rodrigo Lima
A parceria entre a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e o IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco já começa a ganhar forma na Praça Arruda Câmara. A decoração natalina da cidade, que está em sua fase de instalação, a base de material reciclável. Hoje, por exemplo, mais árvores natalinas foram instaladas no cartão postal da cidade.
Foram produzidas árvores decorativas, bolas de natal, velas gigantes, bonecos de neve e outros adereços natalinos para embelezar a Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara durante o mês de Dezembro e início de Janeiro. Até um Papai Noel foi confeccionado, tudo com plástico, tampas de garrafa e garrafas pet.
As Escolas da rede municipal de ensino aderiram ao projeto e arrecadaram 30 mil garrafas pet para serem transformadas nas peças de decoração. A foto mostra o primeiro enquadramento da Praça após a iniciativa. A inauguração oficial será segunda, dia 7, às 18h.
Clebel Cordeiro quis saber se empresa vencedora licitação deve comprovar regularidade fiscal na assinatura do contrato Em sua sessão do Pleno nesta quarta-feira (31), o Tribunal de Contas respondeu consultas das prefeituras de Salgueiro e Vicência e outra da Câmara Municipal de Terra Nova. O consulente de Salgueiro foi o prefeito Clebel Cordeiro e, o relator do processo, […]
Clebel Cordeiro quis saber se empresa vencedora licitação deve comprovar regularidade fiscal na assinatura do contrato
Em sua sessão do Pleno nesta quarta-feira (31), o Tribunal de Contas respondeu consultas das prefeituras de Salgueiro e Vicência e outra da Câmara Municipal de Terra Nova.
O consulente de Salgueiro foi o prefeito Clebel Cordeiro e, o relator do processo, o conselheiro Carlos Porto. A sessão foi presidida pelo conselheiro Marcos Loreto, tendo o Ministério Público de Contas sido representado pela procuradora Germana Laureano.
O prefeito de Salgueiro consultou o TCE nos seguintes termos: “Se a empresa vencedora de determinada licitação apresenta comprovação de regularidade fiscal durante a fase de habilitação, é necessário repetir essa exigência no momento da assinatura do contrato?”.
De acordo com o TCE, a regularidade fiscal é requisito de habilitação para participação de empresas em licitações públicas e sua exigência deve ser mantida durante toda execução contratual, especialmente durante a assinatura do contrato. O não cumprimento desta obrigação pode ensejar a rescisão contratual.
Já o consulente de Vicência foi o prefeito Guilherme de Albuquerque Melo Nunes. Ele fez ao TCE a seguinte indagação: “Considerando a aprovação da Lei Federal nº 13.429/2017 (Lei da Terceirização), é possível a administração pública municipal contratar prestadora de serviços terceirizados para a realização de atividades-fim da administração?”
O conselheiro e relator do processo, Ranilson Ramos, invocando o artigo 37, inciso XXI da Constituição Federal, respondeu que não. Segundo ele, a Carta Magna veda a “terceirização” da atividade-fim na administração pública, devendo ser observadas as regras previstas na Lei Federal nº 8.666/93.
TERRA NOVA – Por fim, o presidente da Câmara Municipal de Terra Nova, Livino Clementino Pereira, questionou o TCE sobre se é possível o presidente da Câmara de Vereadores acumular esse cargo com o de agente municipal de saúde, recebendo as duas remunerações. O conselheiro e relator do processo, Ranilson Ramos, respondeu que não existe impedimento à acumulação, desde que haja compatibilidade de horário.
Grande nome da história da radiodifusão sertaneja, o radialista Waldecy Xavier de Menezes teria completado 92 anos se estivesse vivo ontem, dia 22. Pernambucano de Nazaré da Mata, Waldecy veio a Afogados da Ingazeira a convite de Dom Mota Albuquerque, primeiro Bispo Diocesano, por quem dizia ter uma dívida de gratidão. Antes, começava a emprestar […]
Grande nome da história da radiodifusão sertaneja, o radialista Waldecy Xavier de Menezes teria completado 92 anos se estivesse vivo ontem, dia 22.
Pernambucano de Nazaré da Mata, Waldecy veio a Afogados da Ingazeira a convite de Dom Mota Albuquerque, primeiro Bispo Diocesano, por quem dizia ter uma dívida de gratidão. Antes, começava a emprestar seu talento à Rádio Clube de Pernambuco.
O advogado Milton Oliveira, com apoio do historiador Fernando Pires escreveram sobre sua história:
Na Rua Maciel Pinheiro, em Nazaré da Mata, Pernambuco, nasceu Waldecy Xavier de Menezes. Era uma quarta-feira de manhã ensolarada, aquele 22 de abril de 1928, quando se ouviu, pela primeira vez, o choro do menino que viria a ser um dos maiores nomes da comunicação radiofônica.
Waldecy teve uma infância de menino pobre. Estudou no Grupo Escolar Maciel Monteiro, em Nazaré da Mata. Ao voltar da escola, ia com os irmãos para um pequeno sítio de seu pai, próximo a cidade, ajudar no plantio de milho, feijão e batata-doce, produtos que completavam a alimentação da família.
Conheceu o padre Mota por essa época, de quem recebeu o convite para fazer parte da Cruzada Eucarística, tendo Waldecy Menezes permanecido algum tempo ajudando na igreja, inclusive como sacristão. Ao fundar o colégio em Nazaré da Mata, o padre Mota levou Waldecy Menezes para estudar lá, dando-lhe ensino gratuito, além de todos os livros escolares.
Tempos depois, já rapaz, Waldecy Menezes deixou a terra natal e foi para o Recife tentar a sorte. Conseguiu emprego de bilheteiro no Cinema Glória, localizado no pátio do Mercado São José, no bairro do mesmo nome. Depois foi promovido a gerente. Por lá passou quase dois anos, depois decidiu retornar à terra natal.
Em Nazaré da Mata, manteve contato com a Companhia de Teatro Oden Soares, que se apresentava na cidade. Contra a vontade do pai, seguiu em caravana com esses atores mambembes. Portanto, era rapaz quando, pela primeira vez, subiu no palco para representar. Antes, no tempo que estudou no colégio das freiras, em Nazaré da Mata, havia participado de uma peça teatral, onde fez o papel de São Tarcísio.
Em Senador Pompeu, no Ceará, o dono da Companhia de Teatro teve de abandonar o grupo, por questão de saúde na família. Dois meses depois, quando a Companhia chegou a Quixadá (CE), a cidade estava em plena campanha política e não houve oportunidade para os atores encenarem as peças do repertório, de modo que, sem trabalho, eles chegaram a passar fome. Entretanto, quando a cidade tomou conhecimento do drama que atormentava os componentes da Companhia de Teatro, socorreu-os com dinheiro e gêneros alimentícios. Dali eles seguiram para outras praças, onde se apresentaram com sucesso.
Ao chegar à cidade de Campina Grande, na Paraíba, a Companhia de Teatro foi desfeita e Waldecy Menezes foi para o Recife. Fez teste na Rádio Clube de Pernambuco (PRA-8) e em 7 de janeiro de 1951, às 18 horas, pela primeira vez utilizou um microfone profissional, na radionovela “Santa Cecília”, onde fez o papel de um cego, pronunciando uma única frase: “Patroa, o jantar está na mesa. ”
Em 1º de janeiro de 1954 Waldecy Menezes foi para Belém, no Pará, ajudar na instalação da Rádio Marajoara, que foi ao ar no dia 26 de janeiro deste mesmo ano. No seu retorno ao Recife, passou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco. Trabalhou, também, na Rádio Tamandaré. Mas foi na Rádio Clube que ele teve maior projeção, inclusive chegou a trabalhar com Chico Anysio, Fernando Castelão, J. Austragésilo e outros monstros da comunicação.
Em 1959, o então bispo de Afogados da Ingazeira, Dom João José da Mota e Albuquerque – o ex-professor padre Mota -, seu amigo, procurou o radialista e o convidou para administrar a Rádio Pajeú de Educação Popular que estava sendo instalada naquela cidade.
Em 26 de setembro de 1959, ao final da tarde daquele sábado, Waldecy Xavier de Menezes desceu do trem, pisando, assim, pela primeira vez, o solo de Afogados da Ingazeira, cidade que o acolheu como filho e por ele foi amada de forma invulgar. Da estação Waldecy Menezes seguiu num carro de praça (Ford 29, dirigido por Carlos Brito) em direção ao Grande Hotel, onde ficou hospedado alguns meses. Depois se mudou para o Palácio Episcopal, residindo, durante muito tempo, na companhia do bispo.
No dia 4 de outubro de 1959 foi inaugurada a Rádio Pajeú. “Luzes da Ribalta” foi a primeira música a ir ao ar. Waldecy trazia um rádio de pilha na mão, quando entrou no Cine São José à procura do bispo, que ali estava inspecionando o trabalho dos pedreiros. Tinha um sorriso nos lábios e foi logo dizendo: “Dom Mota, sua emissora está no ar.”
Em maio de 1961, Dom Mota foi assumir a diocese de Sobral, no Ceará. Waldecy Menezes teve, então, de deixar o Palácio Episcopal, indo residir na casa do Sr. Manoel de Sá Maranhão, mais conhecido como Deda Capitão, que abriu as portas de seu lar para o radialista, atendendo a um pedido de Dom Mota.
Quase seis anos depois, Waldecy Menezes deixou essa família e o lar que o acolheu, para se casar, em 6 de dezembro de 1966, com a professora Ivanise Pereira de Menezes, com quem teve os filhos: Alexandre Magno, Aline Márcia, Adriana Flávia e Ana Patrícia.
Antes de deixar a diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Mota pediu a Waldecy Menezes que permanecesse na Rádio Pajeú enquanto fosse possível. E o radialista só a deixou ao morrer. Ao ser indagado, numa entrevista, se teria condições de atender o pedido do bispo, Waldecy Menezes respondeu: “Mesmo que eu não tenha mais condições de trabalhar, mesmo aposentado, todos os dias terei de ir à Rádio Pajeú, ao menos para vê-la, a não ser que esteja hospitalizado. Estou, e estarei na Rádio Pajeú até o fim dos meus dias.”
Professor brilhante, proficiente, de oratória invulgar e bela, Waldecy Xavier de Menezes foi o que de melhor pode prover o ensino médio, no Vale do Pajeú, no tocante ao mister de lente, na cadeira de História. Ao tempo em que exercia o magistério, Waldecy Menezes fez Licenciatura na Faculdade de Formação de Professores, na cidade de Arcoverde (PE).
Homem católico e muito inteligente.
Apresentou inúmeros programas de auditório no palco do Cine São José. No período de inverno, o programa acontecia à noite, na sexta-feira, e chamava-se “Festa na Roça”, sendo auxiliado, durante algum tempo, pela professora Maria do Carmo (Carminha da Estação), que, ao lado dele, formava o casal de matuto.
Nas demais épocas, o programa era na manhã do domingo, e tinha, agora, o nome de “Domingo Alegre”.
Os jovens cantores locais, Antônio Xavier, Assis de Floriano, Eduardo Rodrigues, Lindaura Siqueira, José Martins, Maria da Paz, Júlio Góes, Oscarzinho, Geraldo Valdevino, Milton Freitas, Luciana Arcoverde (Lulita) e tantos outros, tinham no programa, espaço para exibirem o talento artístico, como Maria da Paz, em memória.
Waldecy Menezes também trouxe para seus programas, artistas renomados, como Genival Lacerda, Hélio Lacerda (Lacerdinha), Luiz Gonzaga, Coronel Ludugero, Waldik Soriano, Alcides Gerardi, José Augusto, Adilson Ramos e outros mais. Infelizmente, por falta de patrocínio, tanto o “Festa na Roça” como o “Domingo Alegre” tiveram de ser interrompidos.
Como bom ator que era (já havia trabalhado no filme “Canto do Mar”, de Roberto Cavalcante, onde teve como companheira a atriz Aurora Duarte), Waldecy Menezes fez muito sucesso por onde passou, especialmente ao declamar poesias belíssimas, sendo a mais requisitada, justamente pelo seu impacto emocional, o monólogo “Perfil de Hospício”, de Alberico Bruno:
“Num recanto de hospício, / Eu contemplava ali um mundo de sofrimento. / Em cada cela havia um mundo diferente. / A um canto / Uns falavam, outros sorriam…”
Nos últimos anos de vida, Waldecy ficou praticamente cego. Não conseguiu juntar dinheiro suficiente para impedir o avanço da catarata. Logo, porém, recebeu ajuda, e pôde finalmente trocar o cristalino ocular, recuperando a visão. Enquanto esteve com essa deficiência, contou os passos que dava de casa à Rádio, mas não quebrou a promessa feita ao seu velho amigo Dom Mota.
Waldecy Xavier de Menezes faleceu no dia 4 de dezembro de 1989, aos 61 anos de idade, no Hospital Miguel Calmon, em Casa Amarela, na cidade do Recife, sendo sepultado em Afogados da Ingazeira. Seu féretro foi acompanhado por milhares de amigos e fervorosos admiradores.
Escreveu o jornalista Magno Martins por ocasião dos 50 anos da emissora:
Meu ídolo era o ídolo de todos os pajeuzeiros daquela época: Waldecy Xavier de Menezes, radialista, professor poliglota, poeta, escritor, enfim, uma figura encantadora, sedutora e apaixonante. Waldecy era o nosso Sílvio Santos, também.
Sim, porque ele criou, por muitos anos, com a sapiência e o talento que Deus lhe deu, o “Domingo alegre”, programa de auditório transmitido ao vivo pela Rádio Pajeú, sempre aos domingos, que fazia a alegria de todos nós, que vivíamos naquele mundo feliz, sem televisão, sem jornal, muitas vezes até sem energia, ilhados do mundo.
O “domingo alegre”, no auditório do velho e saudoso Cine São José, revelou talentos musicais, poetas, cantadores, entre tantos, Maria da Paz, a nossa Paizinha, que tanto sucesso faz no sul – maravilha.
Emissora pioneira no Sertão, graças aos caprichos e a obstinação de Dom Mota, a Pajeú serviu de laboratório para grandes nomes: Dinamérico Lopes, Ulisses Lima, Abílio Barbosa, José Tenório, Padre Assis, Barnabé, Toinho Xavier, Fernando Moraes, Roberval Medeiros, Miguel Alcântara, Naldinho Rodrigues, Antônio Medeiros, Juraci Torres, Luciete Martins, Rogério Oliveira, Marcone Edson, Fernando Pessoa, Wanderley Galdino, Carlos Pessoa e tantos outros que me fogem à memória.
Mas a trajetória de Waldecy, nascido na cidade de Nazaré da Mata e descoberto por Dom Mota, se confunde com os 50 anos da Rádio Pajeú. Tive a honra de ser aluno dele cursando o segundo grau em Afogados da Ingazeira. Suas aulas eram indescritíveis. Professor de História e Ciências Sociais, além de inglês, não recorria a um só livro como referência didática. Estava tudo armazenado na sua memória. Aliás, aquilo não era uma memória, mas um computador.
Waldecy, que é irmão do famoso maestro José Menezes, era um intelectual refinado, boêmio, apreciador de serestas em noites enluaradas do sertão, um apaixonado pelo sertão e sua gente simples. Quanto ele faz falta!
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