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Serra: Carlos Evandro acredita em unidade das oposições após encontro com Sebá e Figueira

Por Nill Júnior
Reprodução C1
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O ex-prefeito Carlos Evandro (PR), juntamente com o secretário de Transporte do Estado, Sebastião Oliveira (PR), estiveram reunidos no Recife com o secretário da Casa Civil, Antonio Figueira. O encontro aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. O assunto: a sucessão municipal de 2016.

Carlos Evandro acaba de ser ungido como presidente do PSB (partido do governador Paulo Câmara) em Serra Talhada. O encontro  serviu para que se comece a traçar as estratégias para sucessão municipal.

Conversando por telefone com o Caderno 1, Carlos adiantou que o Palácio ver com muita animação e ‘abençoa’ a união das oposições de Serra Talhada, que são encabeçadas pelo PSB, PR e também pelo Solidariedade e PMDB.

“Se abre ainda mais o leque de opções dentro da oposição. Temos nomes como o de Dr. Fonseca, que está chegando ao PR, do radialista Marquinhos Dantas, de Waldemar Oliveira, do professor Israel Silveira e de Socorro Brito. Todos nomes fortes que podem encabeçar uma chapa majoritária no município”, explica Carlos, deixando claro que, conforme o determinado pelo Palácio, não existe ainda um nome definido.

“Todos serão avaliados. O que reunir melhores condições, certamente será o que vai ter o apoio do governador”.  O desafio será justamente unir o bloco oposicionista. Por ooutro lado, tentar barrar a possibilidade de aproximação de Luciano Duque com a base governista, via Danilo Cabral.

 

Outras Notícias

João Campos cumpre agenda em Palmares

A plenária do Chega Junto Pernambuco em Palmares, neste domingo (28). Durante o evento, o pré-candidato João Campos (PSB) prometeu trabalhar pela expansão da área de influência de Suape para gerar investimentos em outros distritos industriais da região. O ex-prefeito do Recife também defendeu que uma nova frente de trabalho da Transnordestina seja iniciada no […]

A plenária do Chega Junto Pernambuco em Palmares, neste domingo (28).

Durante o evento, o pré-candidato João Campos (PSB) prometeu trabalhar pela expansão da área de influência de Suape para gerar investimentos em outros distritos industriais da região. O ex-prefeito do Recife também defendeu que uma nova frente de trabalho da Transnordestina seja iniciada no sentido Litoral-Sertão, antecipando impactos positivos da ferrovia no entorno do porto.

“A gente vai criar um plano de desenvolvimento para a Mata Sul. Sabe uma coisa que eu vou fazer no primeiro mês de governo? Eu vou mandar uma lei para a Assembleia Legislativa para que a gente possa aumentar o território de Suape. Hoje o território de Suape não chega até aqui. Eu vou mudar a composição de gestão portuária de Suape para que a gente possa expandir para toda a Mata Sul o território de Suape, para trazer indústria para cá. Vou procurar todos os prefeitos da Mata Sul. Onde tiver um distrito industrial na Mata Sul de Pernambuco, eu vou propor que o Porto de Suape administre em parceria esses distritos industriais das cidades da Mata Sul, para que traga indústria para cá”, anunciou.

João Campos também voltou a defender que o Governo de Pernambuco assuma a obra e a condução do processo de concessão da futura operação da Transnordestina, proposta que pretende apresentar ao presidente Lula (PT), na condição de governador, para destravar a implantação do empreendimento. Durante a plenária em Palmares, porém, o pré-candidato se comprometeu a trabalhar para que uma nova frente de construção da ferrovia seja instalada perto de Suape, para garantir que os trilhos também avancem a partir do litoral em paralelo à retomada do trecho já iniciado no Sertão.

“Eu já fiz um compromisso de que, a partir do ano que vem, nós vamos pedir ao presidente Lula que a Transnordestina passe a ser de responsabilidade do Governo do Estado. E eu vou falar uma coisa que talvez ninguém nunca tenha falado para vocês. É preciso ter duas frentes: a do Sertão para o litoral e, simultaneamente, a do Porto de Suape para o Sertão, para chegar à Mata Sul e trazer com ela as indústrias e um novo modelo de desenvolvimento. O que me motiva é que eu não estou aqui para fazer mais do mesmo ou para fazer coisa pequena. Eu estou botando meu nome à disposição de Pernambuco para fazer a melhor gestão que o nosso estado pode ter”, disse.

Durante o evento, João Campos ouviu prefeitos, deputados e outras lideranças com atuação política na Mata Sul.

Serra: Feira de Animais começa a funcionar oficialmente em novo espaço

A Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos, informou em nota que a Feira de Animais começa a funcionar a partir deste sábado (09/01), no novo endereço, às margens da PE-418, KM 02, na saída para o distrito de Santa Rita. “Contendo uma melhor infraestrutura e segurança reforçada para atender […]

A Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos, informou em nota que a Feira de Animais começa a funcionar a partir deste sábado (09/01), no novo endereço, às margens da PE-418, KM 02, na saída para o distrito de Santa Rita.

“Contendo uma melhor infraestrutura e segurança reforçada para atender os feirantes e compradores, a nova Feira de Animais contará, quando estiver totalmente concluída, com 40 currais para bovinos, 40 currais para caprinos e ovinos, pocilgas para suínos, carregadeiras, praça de alimentação, área administrativa e banheiros”, diz a prefeitura.

Importante centro de comercialização de animais do município e da região, a feira receberá a presença da Guarda Municipal e da STTRANS, além da Polícia Militar, oficializada pelo município.

Marília Arraes inicia agenda do final de semana no município de Escada

A comitiva de Marília também irá visitar os municípios de Primavera, Amaraji, Bonito, Toritama, Taquaritinga do Norte e Belo Jardim Os compromissos políticos da pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, começaram cedinho neste sábado, na Zona da Mata Sul do estado.  No município de Escada, região historicamente ligada a Miguel Arraes, Marília iniciou a […]

A comitiva de Marília também irá visitar os municípios de Primavera, Amaraji, Bonito, Toritama, Taquaritinga do Norte e Belo Jardim

Os compromissos políticos da pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, começaram cedinho neste sábado, na Zona da Mata Sul do estado. 

No município de Escada, região historicamente ligada a Miguel Arraes, Marília iniciou a agenda no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a convite de Genival do Sindicato, presidente do STR e vice-prefeito da cidade. 

Bastante emocionada com a presença de arraesistas históricos e de lideranças da Fetape, Marília esteve ao lado de André de Paula, pré-candidato ao Senado.

Durante entrevista à Rádio Digital FM, em Escada, Marília reforçou seu compromisso em garantir o abastecimento de água para todas as pessoas de Pernambuco. 

“Queria relembrar que Arraes em 1998 saiu do Governo e deixou o estado eletrificado. Fazendo um paralelo com a água, faz 16 anos que esse grupo governa Pernambuco e não deixou o estado 100% abastecido. Falta foco e meta”, afirma.

Marília também falou sobre a necessidade de recuperar a PE-45, vital para o desenvolvimento da região. “Porque não resolveram o problema da PE-45? É pouco mais de 30 km que já deveria ter sido recuperado. É uma estrada estratégica para a região”, continua.

Acompanhando toda a agenda deste sábado, André de Paula fez questão de explicitar a alegria e responsabilidade que é caminhar ao lado de Marília Arraes. “Participar dessa caminhada ao lado de Marília é um privilégio. Conheço muito bem o trabalho que ela tem na Câmara, por isso sei de sua competência.”

Também estiveram na atividade José Alves (ex-prefeito de Escada); Eduardo Coutinho (ex-prefeito de Água Preta); o deputado estadual Wanderson Florêncio; e diversos vereadores da cidade e região.

‘Vou deixar o Judiciário agir’, diz Temer questionado sobre ministros na lista

G1 Questionado nesta quarta-feira (12) se está preocupado com o fato de haver oito ministros do governo na lista do ministro Edson Fachin, o presidente Michel Temer disse que vai “deixar o Judiciário agir”. A lista do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) contém pedidos de investigação de políticos com base nas […]

G1

Questionado nesta quarta-feira (12) se está preocupado com o fato de haver oito ministros do governo na lista do ministro Edson Fachin, o presidente Michel Temer disse que vai “deixar o Judiciário agir”.

A lista do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) contém pedidos de investigação de políticos com base nas delação de executivos da Odebrecht e veio a público na terça-feira (11). Além dos oito ministros do governo Temer, o pedido inclui 42 deputados e 29 senadores.

“Vou deixar o Judiciário agir”, declarou o presidente para a imprensa, após participar de um ato de assinatura de uma portaria no Palácio do Planalto para desburocratizar o exame de patentes na Anvisa.

São alvos de pedidos de abertura de inquéritos os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Mais cedo, em dois discursos durante cerimônias no Planalto, Temer havia declarado, sem citar a lista de Fachin, que o governo não pode ficar paralisado. Ele também defendeu a continuidade das atividades Congresso Nacional e separação dos poderes.

“O governo não pode parar. Às vezes, os conceitos mais singelos da administração pública são esquecidos. Então, digamos assim: o Executivo executa, o Legislativo legisla e o Judiciário julga. E cada um vai exercendo suas funções. Nada deverá paralisar a atuação governamental”.

Os discursos foram acompanhados por ministros e parlamentares. No primeiro evento, Temer assinou cinco atos em prol das mulheres, como proibir uso de algemas em mulheres grávidas; no segundo, ratificou uma portaria para desburocratizar exames de patentes na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Não podemos jamais paralisar a atividade legislativa. Temos que dar sequência ao governo, à atividade legislativa e à atividade judiciária”, declarou. “Aqui no Brasil, se não tomarmos os cuidados, daqui a pouco vão dizer que o Executivo não opera, o Legislativo não opera, o Judiciário não opera. E não é assim”, afirmou o presidente.

A lista de Fachin atinge o governo Temer e representa um obstáculo à celeridade que o governo quer impor na tramitação da reforma da Previdência. Nesta terça, após a divulgação dos nomes, em que constam oito ministros, 42 deputados e 29 senadores, o Congresso ficou vazio.

O presidente também é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas, em razão da “imunidade temporária” que possui como presidente da República, a Procuradoria-Geral da República não o incluiu na lista de novas investigações. Isso porque, no período em que estiver no comando do Palácio do Planalto, Temer não pode ser investigado por crimes que não tenham relação com o exercício do mandato.

Trabalho do CPDOC revela drama do Sertão contado no NYT na década de 70

Blog do Marcello Patriota No dia 19 de março de 1971 (Dia de São José), o jornalista americano Joseph Novitski esteve em São Jose do Egito (PE) para fazer uma reportagem especial para o jornal norte-americano The New York Times, fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones e […]

Reportagem histórica publicada no jornal norte-americano New York Times, mostra drama da seca em São José do Egito.

Blog do Marcello Patriota

No dia 19 de março de 1971 (Dia de São José), o jornalista americano Joseph Novitski esteve em São Jose do Egito (PE) para fazer uma reportagem especial para o jornal norte-americano The New York Times, fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones e até hoje em circulação no EUA. O NYT, como também é conhecido, é um dos jornais de maior credibilidade no mundo, tendo ganhado 117 prêmios Pulitzer, maior prêmio do jornalismo mundial.

Após passar alguns dias em São José do Egito, Joseph Novitski escreve sobre a situação em que se encontrava o Nordeste brasileiro, que na época sofria uma terrível seca, e mais especificamente São José do Egito, que não escapou desse flagelo.  Apesar da reportagem ser o olhar e a descrição de um estrangeiro sobre nosso local, a riqueza de detalhes como que ela narra a situação que encontra no Sertão do Pajeú é impressionante. Inclusive como ele percebe a política e o poder no Pajeú, demonstrando conhecer os meandros do sistema que vigorava e ainda persiste em nossa região.

A reportagem foi publicada oito dias depois, num sábado, dia 27 de março do mesmo ano, na página 8 do referido jornal. Fizemos uma tradução simples para que as pessoas possam ler o que foi escrito há 48 anos sobre São José do Egito e o Nordeste, e nunca tinha sido publicado aqui. Essa é apenas uma das muitas publicações que doravante surgirão. Abaixo, íntegra do texto em tradução da equipe do CPDOC:

No Nordeste do Brasil, uma seca e um desespero silencioso

Por Joseph Novitski Especial para o New York Times

SJEGITO, Brasil, 19 de março – A procissão em homenagem a São José se moveu em silêncio sob um céu claro do fim da tarde com os filhos mais pequenos. No domingo, com a cabeça erguida e as mulheres mais velhas, rosários emaranhados nos dedos, atrás de uma cruz de madeira simples. Parecia um ato de contrição, e não de ação de graças ou de oração pela chuva, como a procissão anual do Dia de São José havia sido nos últimos 141 anos aqui.

A seca, que varre o Nordeste em intervalos irregulares há pelo menos 200 anos, atingiu São José do Egito e o resto da região no ano passado, em meio a uma transição social da Idade Média para a sociedade industrial. Oito milhões afetados. A marcha tranquila proporcionou o clima de desespero passivo nesta cidade agrícola do interior, que, como centenas de outras, mal sobreviveu à grande seca de 1970.

Oito milhões de pessoas dos 28 milhões que vivem no Nordeste do Brasil foram seriamente afetadas pela a seca, que murchava as colheitas, aniquilou os estoques de alimentos e sementes e matou o gado. A região, um milhão de milhas quadradas nos trópicos que conta como a maior área atrasada da América Latina, foi prostrada.

O governo brasileiro manteve cerca de 2,5 milhões de pessoas vivas por meses por meio de um programa de assistência que custou US $ 67 milhões. A afirmação oficial é que ninguém morreu de fome. “Nós não morremos de fome, capitão”, disse um refugiado a um visitante no auge da seca no ano passado. “Nós simplesmente morremos cedo de uma morte lenta.” Projetos de trabalho dissolvidos. A seca de 1970 revelou a pobreza nua do sertão negligenciado novamente.

Os estoques de alimentos estavam esgotados e não há certeza de que a região possa cultivar alimentos o suficiente para sustentar-se este ano. As chuvas chegaram desigualmente pela região e os projetos de trabalho de assistência do governo – construindo estradas e barragens à mão – foram dissolvidos. Mesmo que haja sementes suficientes para o plantio e chuva suficiente para as colheitas, há cerca de quatro meses de mais fome pela frente antes que o primeiro alimento seja colhido.

Quando choveu em São José do Egito, no início deste ano, crianças rolaram e gritaram, espirrando na água marrom que corria pelas calhas. Os homens saíram e ficaram rindo nas ruas, as cabeças jogadas para trás sob a chuva. Os agricultores de subsistência, como centenas ou milhares de outros que alimentam a região e a si próprios com parcelas rudimentares de milho, feijão e mandioca, plantaram suas últimas sementes e esperavam.

Mas as chuvas nas terras negras semiáridas do Nordeste nunca são constantes. O milho em torno de São José do Egito e em outras cidades está murchando. Quando a procissão do dia de São José terminou, não havia chuva naquele dia e nem a tradição de séculos nem as previsões modernas do governo garantiam que a seca de 1970 havia terminado.

A eletricidade é introduzida – No final de 1970, a prostração do nordeste – um quinto desse imenso país – mostrou que a primeira tentativa de tornar a área auto-sustentável havia falhado. Este ano não havia uma clara esperança para o futuro, apenas a indicação de uma nova abordagem. Dez anos de intenso desenvolvimento com dinheiro brasileiro e estrangeiro começaram a mudar o sertão.

Em São Jose do Egito, por exemplo, a energia elétrica veio em fios de alta tensão em 1966. Uma nova instalação hidráulica para a cidade de 6.000 habitantes foi concluída em 1960. As roupas fabricadas em novas fábricas na costa atlântica a leste substituíram o algodão caseiro. Esses desenvolvimentos são exemplos locais do esforço que em 10 anos triplicou a produção de eletricidade na região e dobrou o número de consumidores.

Seis vezes mais estradas pavimentadas se desenrolavam no Nordeste do que em 1969. Mas o fatalismo de um povo acostumado a viver constantemente perto da fome demorou a mudar. Em 1964, por exemplo, o serviço de extensão agrícola local aqui recebeu 50 arados de aço para vender ao custo com uma garantia de devolução do dinheiro. Três foram vendidos. A ferramenta mais avançada nos campos ainda é uma enxada de lâminas grandes.

Plano de incentivos fiscais – A administração eficiente do programa de assistência à seca do governo manteve os fundos no ano passado fora das mãos dos chefes políticos locais, que no passado funcionavam quase como senhores feudais.

Em todo o Nordeste, seu poder e sua riqueza diminuíram, mas quando Walfredo Siqueira, o pequeno prefeito de São José do Egito, 60 anos, e o chefe político da cidade, faz suas rondas informais nos dois bares da cidade à noite, homens balançam a cabeça em respeitosa saudação.

O chefe de polícia nomeado pelo prefeito caminha ao lado de seu chefe, seu coldre de couro marcado aparecendo por baixo de um paletó cinza manchado. A eficiência e o progresso deveriam acompanhar um esforço planejado de desenvolvimento do governo que começou em 1959, um ano após a última grande seca. 

Após a seca e a inquietação social que se seguiu, a constante pobreza do nordeste foi vista como uma ameaça à estabilidade do Brasil. O Nordeste era um país super povoado e atrasado dentro das fronteiras do Brasil, arrastando-se como, um peso pesado na região sul do país, onde as indústrias estavam crescendo e se espalhando, tornando-se um negócio moderno.

Os planejadores brasileiros, aplicando uma teoria que era popular no mundo subdesenvolvido, concentraram-se em incentivar os investidores do sul a investir seu dinheiro no desenvolvimento industrial privado no Nordeste por meio de um plano de incentivo fiscal notavelmente bem-sucedido que entrou em vigor em 1962.

A teoria, apoiada por quase US $ 300 milhões em ajuda dos Estados Unidos de 1962 a 1968, era a de que o investimento público em eletricidade, estradas, comunicações e educação apoiaria novas indústrias. A ideia era que os impostos sobre a produção industrial acabariam por fornecer fundos públicos para investimentos sociais no sertão.

O programa era trazer mudanças e prosperidade para o Nordeste, mas a estrutura secular da agricultura rural, que suporta cerca de metade da população da região, foi praticamente negligenciada.

Ênfase na Agricultura – Mais de 200 novas fábricas começaram em sete cidades ao longo da costa atlântica, criando cerca de 150.000 novos empregos na indústria. Mas existem milhares de homens que se mudaram da terra para encontrar trabalho. A mudança foi lenta e superficial e a prosperidade não é aparente fora das cidades costeiras. “Nos últimos 10 anos, a situação no sertão ficou realmente pior”, disse José Tamer, o novo diretor de planejamento da agência governamental que dirige o desenvolvimento regional desde 1959, a Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste.

Ele falou no final dos últimos dias de trabalho sobre um novo plano regional que está sendo elaborado na sede da superintendência em Recife, capital informal do Nordeste, 240 milhas a leste de São José do Egito. “Houve uma tremenda perda de capital”, acrescentou. “Não há números, mas você pode vê-lo empiricamente. Você conhece um cara que você conhecia há dez anos e que tinha um belo cavalo de sela na época. Agora ele nem tem mula.”

O governo brasileiro manteve nordestinos em suas terras inóspitas e vivos nos níveis de subsistência durante a seca. Sob seu impacto, no entanto, houve uma mudança imperceptível recentemente nos planos de desenvolvimento para a região. A ênfase, mostrada nas recentes decisões de disponibilizar o equivalente a US$ 30 milhões para empréstimos baratos a pequenos agricultores e desenvolver 40 projetos de irrigação no Nordeste, foi afastada da indústria e da agricultura.

De acordo com a mudança, os dois primeiros empréstimos do governo dos Estados Unidos à região a serem autorizados desde 1968 são para a agricultura. Os empréstimos, autorizados este mês, fornecerão US $ 25 milhões para estradas rurais e US $ 15 milhões para novos centros de marketing agrícola nas cidades inchadas.

No final da procissão em São José do Egito, subiram orações por chuva, milho, água e feijão. Mas pelo menos 300 homens estavam desaparecidos na missa ao ar livre. Eles estavam trabalhando no último dia de pagamento em um dos três trabalhos do governo. O projeto deve ser encerrado com sua barragem ainda um monte incompleto de rocha cinza. E para onde eles irão? E o que eles vão fazer? “Eu não sei, senhor”, disse Cícero da Silva, um trabalhador de campo que trabalha na barragem, que não possui terras próprias, sementes e esperança de crédito bancário. “Faremos o que Deus quiser e o que os homens ordenam que façamos.”

Um dos objetivos basilares do CPDoc-Pajeú é justamente publicizar tudo o que foi escrito sobre nosso povo, nossa história e/ou nossa cultura, por isso que adotamos o lema SCIENTIA LIBERAT: O Conhecimento Liberta.

O CPDOC – O Centro de Estudos e Documentação do Pajeú – CPDoc, nasceu da carência de estudos e pesquisas sobre a história do Pajeú e suas adjacências. Ele é feito por pesquisadores autóctones. A necessidade de conhecer e tornar notória nossa secular história levou a um pequeno grupo de estudiosos e pesquisadores de vários ramos do saber a se unirem em torno de um grupo cujo elo mais forte é o amor por sua terra, por seu povo, sua cultura e suas raízes.

Tocam o projeto: Aldo Branquinho, Felipe Pedro Aragão, Hesdras Souto, Lindoaldo Campos, Jair Som e Rafael Moraes.