Seria cômico, se não fosse trágico: deputados aprovam moção de louvor a Elon Musk
Por André Luis
Moção foi proposta pelo deputado bolsonarista, Coronel Meira
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), uma moção de louvor ao magnata da tecnologia Elon Musk.
A moção, proposta pelo deputado federal bolsonarista, Coronel Meira (PL/PE), celebra Musk por sua suposta luta contra a “censura política” no Brasil, uma alegação que carece de uma análise mais profunda e crítica.
Primeiramente, é essencial reconhecer que a liberdade de expressão é um pilar fundamental da democracia. No entanto, essa liberdade não é absoluta e deve ser exercida com responsabilidade, dentro dos limites estabelecidos pela lei e pelo respeito aos direitos humanos.
A ação de Musk, ao desafiar as decisões do Ministro Alexandre de Moraes, não deve ser vista como um ato heroico de defesa da liberdade, mas sim como um atentado contra o equilíbrio de poderes e a soberania nacional.
A moção de louvor, portanto, não apenas ignora o contexto jurídico e social em que as decisões do Ministro se inserem, mas também endossa uma narrativa perigosa que mina as instituições democráticas do país.
Ao invés de promover um debate saudável e construtivo sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade das plataformas digitais, essa moção parece aplaudir uma interferência estrangeira nas questões internas do Brasil.
É imperativo questionar: até que ponto a influência de uma única pessoa, por mais inovadora que seja, deve ser permitida a ponto de desafiar as decisões judiciais de um país soberano? A aprovação dessa moção pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado reflete uma preocupante falta de visão crítica e um alinhamento com interesses que podem não ser os da maioria dos brasileiros.
Em última análise, a democracia brasileira é construída sobre o diálogo, o respeito mútuo e a observância das leis. A glorificação de ações que potencialmente ameaçam esses princípios é um caminho perigoso e que deve ser reavaliado com urgência.
A sociedade brasileira merece um debate mais amplo e inclusivo, que considere todas as vozes e perspectivas, em vez de se render ao culto de personalidades e ao poder desmedido das corporações tecnológicas.
O secretário Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semte) de Salvador, Alberto Pimentel, acaba de declarar que não apoia mais o presidente Bolsonaro. A decisão foi tornada pública neste sábado (19). Em post intitulado “A verdade sobre a crise do Governo Bolsonaro com o PSL”, Pimentel escreveu “perco tudo, mas não perco a minha honra e […]
O secretário Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semte) de Salvador, Alberto Pimentel, acaba de declarar que não apoia mais o presidente Bolsonaro. A decisão foi tornada pública neste sábado (19).
Em post intitulado “A verdade sobre a crise do Governo Bolsonaro com o PSL”, Pimentel escreveu “perco tudo, mas não perco a minha honra e nem a minha dignidade!”. O secretário sugeriu que casos obscuros da legenda devem vir a público.
“Tem muita água para passar por debaixo da ponte e no fim nada ficará encoberto”, vaticinou. Alberto Pimentel também fez menção ao encontro da bancada do PSL em que o deputado federal Delegado Waldir esbravejou críticas contra o presidente Bolsonaro (ver aqui).
Segundo Pimentel, quadros do PSL já estavam revoltados com a direção do governo. Pimentel também declarou que a mesma bancada foi “sempre leal” a Bolsonaro, mesmo sendo atacada “durante todo esse tempo”.
O vereador Renato Antunes (PSC) protocolou, junto ao ministério público, um documento que aponta irregularidades detectadas na rede municipal de ensino. De acordo com as denúncias, a Prefeitura desrespeita a legislação vigente relativa ao direito humano à educação. Na visão do parlamentar, o crescimento do número de dias sem aulas, ou com carga horária reduzida, […]
O vereador Renato Antunes (PSC) protocolou, junto ao ministério público, um documento que aponta irregularidades detectadas na rede municipal de ensino. De acordo com as denúncias, a Prefeitura desrespeita a legislação vigente relativa ao direito humano à educação. Na visão do parlamentar, o crescimento do número de dias sem aulas, ou com carga horária reduzida, compromete diretamente uma legislatura nacional, que obriga garante 200 dias letivos.
“São várias mensagens que temos recebido dos pais de alunos que pedem ajuda. Virou rotina, onde a maioria das escolas liberam os alunos mais cedo, ou só tem aulas quatro dias na semana. É preciso que fique claro, que os professores da rede tem o direto assegurado da aula atividade, um momento que eles preparam suas atividades. A gestão que deveria repor. Como afirmam que Recife tem a escola do futuro, se temos um caso de crianças de 10 anos, que estão sem aulas desde o carnaval? É preciso uma resposta para população”, afirmou Renato.
O caso que o parlamentar destacou, acontece na Escola Municipal Darcy Ribeiro, localizada no bairro do Cordeiro, que está com problemas em relação à substituição de professores. “Respaldada pelo seu direito, a professora titular está de licença desde meados de março e não há reposição de profissional. Quem sofre são as crianças, por uma falta de gestão da prefeitura do Recife”, criticou Renato.
Renato Antunes, que lidera a oposição na capital pernambucana, afirmou que o problema da falta de professores na rede municipal, acontece em várias escolas da cidade.
“Além de comprometer o aprendizado, transtornos estão acontecendo devido essa realidade, constante na vida dessas famílias afetadas. Muitos contam com a merenda para equilibrar a alimentação diária, mães e pais que precisam trabalhar não tem alternativas com quem deixar as crianças. A gente espera que este problema seja solucionado, não só na escola Darcy Ribeiro, mas em todas. Se preciso for, que outro concurso público seja anunciado, que diminuam os contratos publicitários. O que não pode, é liberar criança da escola, por que não tem professor suficiente na rede municipal”, finalizou o vereador.
Jornalismo tem que sentir a dor do outro O jornalismo profissional vive um dilema e encruzilhada ética no Brasil. Por aqui em Pernambuco não é diferente. Isso é fácil de explicar. Encantados com a proximidade do poder ou dos que o querem, muitos tem esquecido do sublime papel da profissão. Está lá no Código de […]
O jornalismo profissional vive um dilema e encruzilhada ética no Brasil. Por aqui em Pernambuco não é diferente.
Isso é fácil de explicar. Encantados com a proximidade do poder ou dos que o querem, muitos tem esquecido do sublime papel da profissão. Está lá no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: o jornalista não pode valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
O jornalista deixa pra trás o ideal de um jornalismo que transforme, que faça diferença na vida principalmente dos que precisam de sua atuação para ter direitos fundamentais garantidos.
Claro que não há perfeição total ou imperfeição plena. E nada tem a ver com a bobagem sobre ter ou não diploma, que nem é mais questão após decisão do Supremo, de 12 anos atrás. Há bons jornalistas sem diploma e péssimos com o canudo, e vice-versa. Tem a ver com a essência da profissão.
O caso da semana, de 44 famílias entregues à própria sorte na divisa de três municípios do Pajeú na área da Barragem da Ingazeira por conta de um planejamento que não respeitou o ser humano, é um exemplo disso.
Por falta de execução de obras complementares de estradas para acesso às áreas urbanas e alteração da rede de distribuição, pais e mães de família, idosos e crianças estão sem nenhuma comunicação com o mundo moderno.
Sem acesso adequado há mais tempo, ilhados pelo maior volume de águas após as chuvas e sem energia desde quinta, essas pessoas tem sofrido muito. Cansadas de aguardar, desde quarta da semana passada mantém contato com o blog para denunciar esse absurdo. Foi quando as pessoas simples mas cientes de dois acessos essenciais – estrada e energia – relataram, como num grito de socorro, o drama vivido.
Aí vale o registro inicial. A partir daí, não há fronteira que deva barrar o exercício do jornalismo em nome dessa gente. A questão envolve empresas privadas como a Celpe, órgãos federais como o DNOCS, Governo do Estado, prefeituras, Ministério Público e vereadores da região. Todos em maior ou menor escala tem obrigação de fazer ou defender aquela gente.
E até que seja resolvida a questão de forma definitiva, o nosso papel é noticiar, cobrar, apontar, registrar, como numa novela que só acaba com o último capítulo. Prova disso é que a cobrança formal do MP à Celpe, assinada pelo promotor Cícero Barbosa Monteiro Júnior, de Tuparetama, usa as matérias do blog como ponto de partida para exigir providências.
Chama a atenção porque essa questão tem sido pouca explorada por outros veículos. Ajudaria muito reverberar o grito daquela gente. Mas a impressão é de que a situação não renda cliques, confronte interesses, como se não tivesse importância lutar por aquele povo. Mas vamos seguir até o fim.
Dentre tantas situações que marcaram a história de quem assina esta coluna, de uma não esqueço. Visitando familiares em Brasília, fui reconhecido por um sertanejo que morava na capital federal havia um tempo.
Às lágrimas, veio me agradecer por um favor que havia feito à sua mãe. Disse que ela precisou de minha ajuda para ser internada em um hospital da região. Perguntei como ela estava. “Morreu depois que foi pro hospital”, disse emocionado.
Sem jeito, disse sentir muito e ouvi: “não fique mal. Você garantiu que minha mãe tivesse um leito pra morrer como gente”. Lembrei que tratava-se de uma senhora que estava muito mal mas não conseguia um leito e que só sosseguei quando foi finalmente internada.
Ou seja, a gratidão era porque ela morreu, mas com dignidade, assistida clinicamente.
Esse episódio do filho grato mesmo com a perda da mãe me mostrou que em nome da dignidade humana, não podem haver barreiras para o jornalismo.
Botou no chinelo
Já que a prefeita não fala, Dinca Brandino é responsável pelas poucas declarações em defesa da gestão, garantindo que não governa de fato. Comentando um projeto de regularização fundiária, disse em uma live que, assim possamos dizer, Nicinha Brandino faz a melhor gestão da região”.
Vazacôco
Saiu o porquê do prefeito Côco de Odálio, de Tavares, não ter ido à uma entrevista na Cidade FM. No dia, estourou o vazamento de vídeos e fotos de um envolvimento extraconjugal do gestor. Ele disse que seu celular foi hackeado, numa saída comum nesses casos. Só não nega o conteúdo.
A dose
Sem estrutura nem saco para, como nos demais casos, disciplinar a Feira do Rolo, a prefeitura de Afogados fez como quem, para matar um mosquito sobre a mesa, destrói a mesa. A feira, que tem muitas pessoas pobres, sem sobrenome, que ganham alguns trocados pra comer, parece estar interditada para todo o sempre.
Vigilante
O advogado e ex-desembargador do TRE, Roberto Morais, informa à Coluna que nesta segunda tem nova reunião com a Diretoria da Celpe, para resolver a retomada no fornecimento de energia dos ribeirinhos da Barragem da Ingazeira e estudar saída definitiva para o problema.
Carlos convoca
O Deputado tabirense Carlos Veras (PT), Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara foi autor do requerimento que convocou Guilherme Boulos e o influencer Felipe Neto para depor em Audiência na Casa. Os dois foram intimados por criticar Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional, algo que não ocorria desde a redemocratização.
Quente, frio
Dos pré-candidatos do Pajeú a Deputado Estadual, Luciano Duque, de Serra Talhada está com a candidatura quente, Paulo Jucá, de São José do Egito, morna e José Patriota, de Afogados da Ingazeira, friiiia. Já disse não aturar a história do “voto estrutural”, que resolve, mas desqualifica.
Frase da semana: “Houve incompetência e ineficiência”.
De Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência (Secom), à Veja, sobre a gestão da pandemia pelo governo federal, especialmente no ciclo de Eduardo Pazuello na Saúde.
Waldemar Borges nunca escondeu sua frustração por nunca ter sido votado em Afogados da Ingazeira pelo prefeito José Patriota . A mágoa era quase visceral. Sem arrodeios, chegou a falar de sua decepção à Rádio Pajeú. Para ele o não apoio de Patriota soava como uma facada política nas costas. No cenário local, para muitos […]
Waldemar Borges nunca escondeu sua frustração por nunca ter sido votado em Afogados da Ingazeira pelo prefeito José Patriota .
A mágoa era quase visceral. Sem arrodeios, chegou a falar de sua decepção à Rádio Pajeú. Para ele o não apoio de Patriota soava como uma facada política nas costas.
No cenário local, para muitos era um entusiasta da candidatura própria de Totonho Valadares. Até a vice-governadora Luciana Santos teve uma ida à casa de Valadares articulada por ele.
Mas como dizia o experiente cacique, política é como as nuvens, mudando de posição ao sabor dos ventos.
Esse fim de semana, Borges, Alessandro Palmeira, Daniel Valadares e José Patriota apareceram abraçados para brindar a aliança que fechou a chapa Sandrinho-Daniel.
“Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares são jovens testados e aprovados pelos afogadenses e carregam em suas histórias o compromisso e o trabalho desenvolvido em Afogados”, disse, destacando também o encontro com José Patriota.
Em Tabira, Waldemar Borges esteve hipotecado apoio à chapa Nelly Sampaio e Maria Helena.
Na Cidade das Tradições, Wal não quis conversa com o alinhamento de seu partido, o PSB, com o PT de Flávio Marques e Carlos Veras, mesmo com a chapa das mulheres ligada ao clã Ferreira, ligado por sua vez ao Bolsonarismo.
“As Marias guerreiras vão conduzir Tabira por um caminho de mudanças. Podem contar conosco!”
A esposa do fisioterapeuta, Cleiton Leite, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (28), no banheiro de seu consultório, na Clínica da Dor, em Afogados da Ingazeira. O repórter Marcello Patriota, que é amigo do fisioterapeuta, deu detalhes ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú. Segundo ele, Aiane Michele Pereira Gomes Leite, de […]
A esposa do fisioterapeuta, Cleiton Leite, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (28), no banheiro de seu consultório, na Clínica da Dor, em Afogados da Ingazeira.
O repórter Marcello Patriota, que é amigo do fisioterapeuta, deu detalhes ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú. Segundo ele, Aiane Michele Pereira Gomes Leite, de 26 anos, vinha sofrendo de quadro depressivo.
Ainda segundo Marcello, o fisioterapeuta, Cleiton Leite, que comanda o programa Mais Saúde, aos domingos na Rádio Pajeú FM, com retransmissão para a Rádio Gazeta FM, em São José do Egito, está muito abalado e sob efeito medicamentoso.
Marcelo também informou que o indicativo é de suicídio. Aiane foi encontrada pela secretaria/atendente da clínica, enquanto Cleiton atendia a um paciente em sua sala.
Cleiton e um funcionário ainda tentaram reanima-la, levando-a ao Hospital Regional Emília Câmara, mas ela chegou sem vida a unidade.
Aiane, era natural de Tabira e estava casada com Cleiton Leite há menos de um ano. Ela vinha sendo acompanhada por psicólogo. Segundo relato do fisioterapeuta à Marcello, ele achou estranho a forma como a esposa havia se vestido para ir ao trabalho nesta segunda-feira. “Ela sempre vestia roupas claras e hoje estava toda de preto”, relatou.
Ainda segundo informações do repórter, o corpo foi encaminhado ao IML de Caruaru. Ainda não tem informações sobre velório e sepultamento.
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