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Seminário Todos por Pernambuco chega ao Agreste

Por Nill Júnior

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O terceiro ciclo do Seminário Todos por Pernambuco chega ao Agreste do Estado nesta quinta-feira (9). O primeiro município a ser visitado pelo governador Paulo Câmara, acompanhado por todo secretariado estadual,  é o de Surubim. Na sexta-feira (10), será realizada a rodada de  Garanhuns e, no sábado (11), a de Caruaru.

Oito temas serão disponibilizados para discussão nas salas temáticas, sendo sete deles comuns aos três municípios: educação, saúde, segurança, água, infraestrutura, cidadania e desenvolvimento econômico. Em Surubim, também haverá discussão sobre habitabilidade e o espaço público. Em Garanhuns, ocorrerá uma sala temática sobre desenvolvimento rural. Já em Caruaru, será discutida a mobilidade urbana. As sugestões da população serão analisadas e incorporadas ao Plano de Governo.

“Nossa expectativa é que a população participe desse processo de construir coletivamente as prioridades do Governo para a região”, afirma o secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, responsável pela coordenação do Seminário. As sugestões serão elencadas, consolidadas e, em seguida, colocadas entre as ações do Plano Plurianual do Estado para os próximos quatro anos. Ele lembra que o Todos por Pernambuco teve início na primeira gestão do ex-governador Eduardo Campos, em 2007, e que uma segunda edição foi realizada em 2011. “As pessoas que contribuíram nos seminários anteriores viram que suas sugestões saíram do papel. Governo que se faz escutando o povo tem mais chances de acertar”, destaca o secretário.

A partir das 8h em cada município, são realizadas as inscrições e o credenciamento da população para participação no seminário. Os interessados também podem dar suas contribuições pelo sitewww.todosporpe.pe.gov.br. A abertura do evento está marcada para as 8h30, com a participação do governador Paulo Câmara. Logo depois, são realizadas as salas temáticas. À tarde, durante plenária, são apresentadas as principais propostas discutidas nas salas e o encerramento do Seminário.

As duas primeiras rodadas do Todos por Pernambuco, realizadas em março no Sertão do Estado, registraram 6,5 mil participantes e coletaram 6,6 mil propostas. A ação percorreu os municípios de Araripina, Petrolina, Salgueiro, Floresta,  Afogados da Ingazeira e Arcoverde. Educação e Cultura foi o tema mais procurado nos dois primeiros ciclos do Seminário.

A rodada de encerramento do Todos por Pernambuco será realizada na Zona da Mata  – em Timbaúba (no dia 23) e em Palmares (no dia 24) – e na Região Metropolitana do Recife. Na capital, o seminário será realizado no dia 29.

Informações:

Dia 9 – Surubim

Na Escola Técnica Estadual Antônio Arruda de Farias (Rua Antônio Heráclio do Rêgo, ao lado do Parque de Exposições)

Dia 10 – Garanhuns

No Hotel Tavares Correia (Avenida Rui Barbosa, 296, no bairro de Heliópolis)

Dia 11 – Caruaru

Na Fafica – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru  (Avenida Azevedo Coutinho, sem número, no bairro de Petrópolis)

Outras Notícias

Prefeitura de Tabira inaugura reforma da praça Sebastião Viana

O prefeito de Tabira, Sebastião Dias Filho, convida toda população Tabirense para participar da inauguração da reforma da praça Sebastião Viana, que acontecerá nesta sexta (25), às 19h 30min. Toda a reforma da praça foi com recursos próprios. “Essa é mais uma obra que entregamos a população, mesmo em meio ao momento de crise que […]

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O prefeito de Tabira, Sebastião Dias Filho, convida toda população Tabirense para participar da inauguração da reforma da praça Sebastião Viana, que acontecerá nesta sexta (25), às 19h 30min. Toda a reforma da praça foi com recursos próprios.

“Essa é mais uma obra que entregamos a população, mesmo em meio ao momento de crise que o país passa, conseguimos reformar mais um espaço de lazer para as famílias de Tabira. Convido a todos para participar desta grande festa que vai acontecer hoje”, declarou o prefeito, Sebastião Dias.

Eduardo Campos inaugura comitê com Geraldo Alckmin

O presidenciável Eduardo Campos (PSB) e a sua candidata a vice, Marina Silva (PSB/Rede) resolveram atuar em duas frentes nesta terça-feira (22). O socialista faz campanha em São Paulo, inaugurando comitês “Edualdo” com material de propaganda casado com o candidato do PSDB ao governo do estado, Geraldo Alckmin. Já Marina escolheu Minas Gerais, para inaugurar, […]

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O presidenciável Eduardo Campos (PSB) e a sua candidata a vice, Marina Silva (PSB/Rede) resolveram atuar em duas frentes nesta terça-feira (22). O socialista faz campanha em São Paulo, inaugurando comitês “Edualdo” com material de propaganda casado com o candidato do PSDB ao governo do estado, Geraldo Alckmin. Já Marina escolheu Minas Gerais, para inaugurar, em Belo Horizonte, a primeira Casa Eduardo Marina, uma espécie de comitê voluntário de apoio à coligação Unidos pelo Brasil.

A ida de Marina Silva a Belo Horizonte, no entanto, não significa uma estratégia de campanha. Na verdade, a ex-senadora sempre demonstrou sua insatisfação com a decisão do PSB de coligar com o PSDB em São Paulo. No estado, portanto, ela deverá ficar distante dos eventos políticos. O PSB, por sua vez, integra a aliança com a participação do deputado federal Márcio França, candidato a vice na chapa de Alckmin.

Em Marília, primeira cidade visitada por Eduardo, o material de campanha distribuído diz: Aqui em São Paulo nós vamos de Edualdo (Edu grafado em amarelo e Aldo em azul). No texto, o eleitor tem oportunidade de conhecer um pouco mais dos candidatos com informações da vida pública de cada um.

Já Marina visitou nesta tarde a residência do casal Hélio e Cicléia Castro, que se dispuseram a fazer do local o primeiro comitê voluntário de apoio à chapa socialista. As Casas de Eduardo e Marina são a reprodução da experiência exitosa da campanha presidencial de 2010, quando mais de 2.500 pessoas no Brasil abriram, voluntariamente, seus locais de moradia para divulgar as ideias defendidas pela ex-ministra.

A iniciativa teve forte contribuição para a conquista dos quase 20 milhões de votos obtidos por Marina naquela eleição. Hélio e Cicléia são moradores do Taquaril, bairro da periferia da capital mineira. Ele é pedreiro, e sua mulher, dona de casa.

Sertânia: o que Guga escreve, Pollyanna não abona

Neste domingo (7), a Coluna do Domingão do blog trouxe uma reviravolta significativa no cenário político de Sertânia. O empresário Paulo Roberto, que havia sido anunciado em fevereiro como pré-candidato a vice de Pollyanna Abreu por Guga Lins, mudou de lado e aderiu à pré-candidatura governista de Rita Rodrigues, retornando à Frente Popular. O anúncio […]

Neste domingo (7), a Coluna do Domingão do blog trouxe uma reviravolta significativa no cenário político de Sertânia.

O empresário Paulo Roberto, que havia sido anunciado em fevereiro como pré-candidato a vice de Pollyanna Abreu por Guga Lins, mudou de lado e aderiu à pré-candidatura governista de Rita Rodrigues, retornando à Frente Popular.

O anúncio de Paulo Roberto em apoio à candidata de Ângelo surpreendeu muitos e levantou questionamentos sobre a coesão dentro da equipe de Guga Lins e Pollyanna Abreu.

Observadores políticos interpretam essa mudança como uma prova de que as decisões de Guga não têm necessariamente o respaldo de Pollyanna. 

“Não tenho rabo preso”, disse Paulo Roberto na declaração de apoio a Rita Rodrigues. 

Ao lado de Irlando, Maria Arraes participa da 26ª Festa da Rapadura

A deputada federal Maria Arraes (SD-PE), participou da 26ª Festa da Rapadura junto com a população de Santa Cruz da Baixa Verde e região, na noite da sexta-feira. “Essa é uma das festividades mais importantes do Sertão do Pajeú, que celebra a identidade e a resiliência do povo sertanejo, além de contribuir enormemente para o […]

A deputada federal Maria Arraes (SD-PE), participou da 26ª Festa da Rapadura junto com a população de Santa Cruz da Baixa Verde e região, na noite da sexta-feira.

“Essa é uma das festividades mais importantes do Sertão do Pajeú, que celebra a identidade e a resiliência do povo sertanejo, além de contribuir enormemente para o turismo e a economia locais”, destacou a parlamentar, acompanhada do prefeito Irlando Parabólicas.

Maria Arraes ressaltou o esforço do gestor em fazer a festa acontecer, apesar das dificuldades orçamentárias enfrentadas pelos municípios.

Em giro pelo Sertão do Pajeú desde quinta-feira, a deputada também passou por Santa Terezinha, reunindo-se com o presidente da Associação de Criadores e Desenvolvimento Agropecuário, Ricardo das Castanhas, e outras lideranças locais.

Já em Itapetim, Maria Arraes almoçou com Otonionny e várias lideranças do município. Em seguida, ao lado de Toinho de Leco, conversou com produtores rurais na Associação Comunitária de Pimenteira.

“Ao longo de 2023, buscamos voltar às nossas bases para prestar contas do nosso trabalho em Brasília e continuar ouvindo as demandas da população pernambucana. Esse é um compromisso contínuo, que seguirá fortemente em 2024, com novas rodadas por todas as regiões do Estado”, reforçou a deputada.

Na tarde da sexta-feira, Maria Arraes ainda participou da Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade de Flores, agenda em que esteve acompanhada de Valdeci e outras lideranças da região.

Sou pé-de-serra!

Por Magno Martins* O poeta, compositor e cantor Maciel Melo, de quem sou fã e conterrâneo das margens do inspirador e poético Rio Pajeú, o Pajeú das flores, que nos dá razão de cantar, saiu em defesa, ontem, num artigo neste blog, do autêntico e verdadeiro forró pé-de-serra, que vem perdendo, a cada ano, nos […]

Obras de Arte de Valdônes

Por Magno Martins*

O poeta, compositor e cantor Maciel Melo, de quem sou fã e conterrâneo das margens do inspirador e poético Rio Pajeú, o Pajeú das flores, que nos dá razão de cantar, saiu em defesa, ontem, num artigo neste blog, do autêntico e verdadeiro forró pé-de-serra, que vem perdendo, a cada ano, nos palanques juninos, seu histórico e garantido espaço para os chamados hits sertanejos.

O alerta de Maciel não é o primeiro nem tampouco soa solitário, nem chega a ser pregado no deserto. Tem eco e substância. Antes dele, Elba Ramalho e Alcymar Monteiro, cada um ao seu modo, já tinham protestado nas redes sociais contra esta grande e perniciosa invasão no São João de uma derivada musical de duvidoso gosto. Podem me chamar de cafona, como diz uma canção de Maciel, mas como ele e todo bom matuto de ouvido viciado em Gonzagão, também adoro forró.

Até porque, como disse Rogaciano Leite na poesia “Os críticos”, sou do Pajeú das flores/Sou da terra onde as almas/São todas de cantadores”. Lá, aprendi também que o canto da roça e da choupana vale mais que mil prantos das sofrência que apareceram por aí. Que me desculpem os que batem palmas para Marília Mendonça e coisas tais, mas trata-se de um modismo sem apelo cultural, sem poesia, sem alma e sem encanto.

Eu gosto de quem canta o Sertão, que é meu. Gosto de verso que tem cheiro de marmeleiro, aroma de bode e flor de mandacaru, como os de Maciel, Petrúcio Amorim, Flávio Leandro, Maria Dapaz, Jorge de Altinho, Flávio José, Santana, Alcymar Monteiro, Nena Queiroga, Josildo Sá e meu amigo Ivan Ferraz. Gosto de quem canta o som que brota mansinho de uma grota quando a chuva cai por lá.

Gosto do amanhecer catingueiro, no bico do Sabiá. Gosto da casca do umbu-cajá, gosto de verso e aboio matutos. Gosto de rapadura, o nosso manjar. Gosto do mel da for de catingueira, mais doce que o mel que os reis da sofrência curam a sua rouquidão nos palanques em que antes apreciávamos Luiz Gonzaga agarrado à sua sanfona tocando e cantando xote, baião e xaxado.

A rigor, os festejos juninos têm raiz nos brejos do Sertão. Caruaru e Campina Grande, que hoje rivalizam, pegaram carona na tradição sertaneja e mutilaram o pé-de-serra. Vivi quando adolescente um São João em que se dançava na beira da fogueira vendo o milho ser assado, tirando o gosto do seu sal com o doce da pamonha.

Por isso, assino embaixo em tudo que Maciel trovejou na sua dura pena em defesa do forró. E louvo aos que concordam com ele e comigo revivendo Euclides da Cunha: “Não desejo Europa, o Boulevard, os brilhos de uma posição. Desejo o Sertão, a picada malgradada e a vida afanosa e triste do sertanejo”.

Aos que possam me jogar pedras por esta defesa tão enfática que faço em favor do nosso forró pé-de-serra ainda recorro a Luiz Gonzaga com esta frase fantástica, cheia de amor pelo Sertão: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o Sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor”.

*Magno Martins é jornalista