Avaliação de governo, força dos prefeitos e voto bolsonarista na RMR determinaram maior vantagem de Raquel, avalia Diretor do Múltipla

O Diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, se debruçou sobre os fatores que determinaram a ampliação da distância na eleição da governadora Raquel Lyra sobre João Campos em comparação ao que aferiu o instituto Múltipla.
Também analisou os levantamentos de Datafolha e Quaest, de projeção nacional, também divulgados pelo blog.
Dos três, o Múltipla foi o que fez o levantamento mais cedo, de 1 a 2 de outubro. Quaest e Datafolha, dias 2 e 3. Ainda assim, aferiu com mais proximidade o resultado que o Datafolha, que fez seu levantamento dias 2 e 3 de outubro, dando uma vantagem de apenas 1% com margem de 2% para mais ou para menos.
O resultado final pró Raquel foi 53,27% a 44,82%. Como a margem de erro do Múltipla foi de 2,7%, ela poderia ir a 52,7%. Teve 53,27%. A variação além da margem foi de apenas 0,57%. Quanto a João, o piso era 45,3%. A variação além da margem foi de apenas 0,5%.
Importante reforçar, o instituto se aproximou mais do resultado que o Datafolha, bem mais distante da margem de erro. E mesmo a Quaest não conseguiu aferir o percentual menor que teve o socialista. João teve 44,8%. E pelo Quaest, o piso era 45%, também erro em casas decimais.
Outro parâmetro importante é que mesmo métodos com agregadores tiveram a mesma dificuldade. O Método Qualitativo SEP, do Cenário Inteligência, do professor Adriano Oliveira, agregando Simplex, Datafolha e Quaest deu uma projeção de 50% a 47% pró Raquel, com vantagem de 3%. A vantagem final da governadora foi de quase 8,5%.
Para Ronald Falabella, três fatores determinaram esse crescimento. “A pesquisa Múltipla foi feita até a sexta e não captou o crescimento no sábado, que é fundamental. Mesmo assim, ficamos por décimos da margem de erro”.
Ronald elencou os fatores determinantes. “Primeiro, a avaliação da governadora Raquel Lyra. Depois, a força dos prefeitos. Mas principalmente o voto bolsonarista, que determinou o equilíbrio da eleição na Região Metropolitana e em Recife, onde o socialista só ganhou por 3,87% dos votos. Flávio Bolsonaro teve mais de 40% dos votos na Metropolitana”. Esse voto foi casado com o voto da governadora. João por sua vez esperava uma vantagem na casa dos 20 pontos.
Ronald dá outros exemplos da dificuldade da captação desse movimento bolsonarista pelos institutos: na eleição nacional, nenhum dos grandes previu a votação majoritária de Flávio Bolsonaro. E no Rio, Douglas Ruas deve ser o vencedor em 1º turno com a anulação dos votos de Garotinho. Antes, todos cravavam vitória de Eduardo Paes, inclusive com possibilidade de vitória no primeiro turno.
O Múltipla acertou a ganhadora próximo da margem e foi o primeiro instituto a aferir a virada da governadora Raquel Lyra, em julho. Uma parceria exitosa que vai continuar.





















