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São José do Egito: Homem é assassinado a tiros na noite deste domingo

Por André Luis

Segundo o Blog do Marcello Patriota, um homem foi assassinado a tiros no Conjunto habitacional Junior Valadares em São José do Egito na noite deste domingo (21). 

Segundo relatos de populares, Jocelmo Adriano Brito de Oliveira foi alvejado com  vários disparos de arma de fogo, cerca de quatro tiros perfuraram seu corpo. 

Jocelmo foi socorrido para o Hospital Maria Rafael de Siqueira, mas logo em seguida não resistiu e faleceu. O corpo foi levado para o IML-Instituto de Medicina legal de Caruaru.

Jocelmo era natural de São José do Egito-PE e tinha 47 anos. Segundo relatos, por volta das 23h ele vinha acompanhado de sua esposa e outra pessoa, numa esquina do Conjunto habitacional, quando um homem  o esperava, e fez vários disparos de arma de fogo. Pelo Modus Operandi, foi acerto de contas e/ou queima de arquivo, a polícia está em diligência e já tem o nome do suspeito. Segunda a polícia, Jocelmo  tinha passagens. Ainda não se tem informações sobre sepultamento e velório.

Nas redes sociais a população pede uma Companhia Independente para São José do Egito e região, que foi uma promessa do então Governador Eduardo Campos. 

A Cia Independente abrangeria o município e outras localidades como Itapetim, Brejinho,Tuparetama e Santa Terezinha, mas a questão é que proporciona melhorias de um modo geral, tanto no efetivo policial quanto na estrutura para oferecer condições ideais de trabalho aos policiais militares.

Em 2020, no Sertão, chamaram a atenção o número de homicídios em Custódia, com 18 registros, Tabira, com 13 homicídios e São José do Egito, com 10 mortes. O Blog do Marcello Patriota apurou que este é o 9º assassinato em 2021 em São José do Egito.

Outras Notícias

PMDB quer mudar de nome e retomar o ‘MDB’ da ditadura militar

Da Folha de São Paulo O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) pretende mudar o nome da sigla e retomar o nome “MDB”, usado de 1966 a 1979, durante o bipartidarismo da ditadura militar, quando a sigla fazia oposição à Arena (Aliança Renovadora Nacional). O anúncio foi feito no Rio Grande do Sul pelo senador […]

Membros do PMDB durante convenção nacional da legenda em Brasília, em março. Foto: Renato Costa / Folhapress
Membros do PMDB durante convenção nacional da legenda em Brasília, em março. Foto: Renato Costa / Folhapress

Da Folha de São Paulo

O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) pretende mudar o nome da sigla e retomar o nome “MDB”, usado de 1966 a 1979, durante o bipartidarismo da ditadura militar, quando a sigla fazia oposição à Arena (Aliança Renovadora Nacional).

O anúncio foi feito no Rio Grande do Sul pelo senador e presidente da legenda, Romero Jucá (PMDB-RR), mas deve ser discutido em plenárias em todos os Estados. Se aprovada, a mudança deve ser oficializada em dezembro para entrar em vigor em fevereiro de 2017.

“Queremos deixar de ser partido e ser um movimento. Ou seja, algo mais forte, algo mais permanente, com uma ação constante. Voltar ser MDB resgata uma tradição, uma história, uma origem, que é muito importante para o povo brasileiro”, disse Jucá em entrevista coletiva neste sábado (26).

O senador está nem Porto Alegre para participar do 1º Ciclo de Debates com Prefeitos, promovido pelo núcleo gaúcho da Fundação Ulysses Guimarães. O Rio Grande do Sul elegeu 129 prefeitos do PMDB.

“Se o MDB antigo fez a redemocratização do país, o MDB novo pode fazer a reconstrução social e econômica do país”, disse Jucá.

O presidente da legenda ainda disse que considera o nome “MDB” “mais atual”.

“Já lancei aqui a consulta. Nós queremos retomar o que representa toda nossa força política, não apenas um partido político.”

Aos prefeitos presentes na sua palestra, Jucá disse que quer “transformar o MDB em uma força política permanente” e que o “resultado” possa ser “colhido nas eleições”.

Além de Jucá, o evento teve a participação de Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, e de Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil —ambos peemedebistas do Estado.

SAÍDA DE GEDDEL – Padilha foi citado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero em depoimento à Polícia Federal como um dos membros do governo que o pressionaram para que colaborasse com o pedido de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) na liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador, onde Geddel tem um apartamento. Geddel pediu demissão na última sexta-feira (25).

Calero disse ainda que o presidente Michel Temer o “enquadrou” para que atuasse em favor de Geddel.

Jucá minimizou a participação de Temer no caso durante a entrevista coletiva.

“O que o presidente Michel fez, nas relações com os ministros, foi arbitrar e procurar soluções jurídicas para o caso. Por quê? Porque diferentemente do que parte da imprensa está dizendo, havia, sim uma diferença entre pareceres dentro do próprio Iphan. O Iphan da Bahia liberou a obra. O Iphan nacional suspendeu a obra”, disse Jucá.

Segundo a Folha apurou, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) da Bahia autorizou prédio com base em estudo sem valor legal.

As divisões estaduais do Iphan são subordinadas ao Iphan nacional, que responde ao Ministério da Cultura. Iphan nacional pode, pela lei, alterar decisões estaduais, como fez neste caso, o que contradiz a narrativa de “apaziguar conflito” adotada pelo Palácio do Planalto.

Na Pedra, João Campos critica situação da PE-244

Iniciando mais um giro pelo interior de Pernambuco, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) esteve, nesta sexta-feira (5), no município da Pedra, no Agreste Meridional. Ao lado do prefeito Júnior Vaz (PV) e de outras lideranças, o ex-prefeito do Recife ouviu demandas de produtores da bacia leiteira e firmou o compromisso de, como chefe […]

Iniciando mais um giro pelo interior de Pernambuco, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) esteve, nesta sexta-feira (5), no município da Pedra, no Agreste Meridional.

Ao lado do prefeito Júnior Vaz (PV) e de outras lideranças, o ex-prefeito do Recife ouviu demandas de produtores da bacia leiteira e firmou o compromisso de, como chefe do Executivo estadual, destravar projetos estratégicos para a região, como a pavimentação da PE-244, que teve o canteiro de obras desmobilizado pela atual gestão na semana passada.

“A PE-244 foi licitada ainda em 2022, um contrato de R$ 46 milhões, para fazer o trecho que passa por todo o município da Pedra, por Santo Antônio, São Pedro, em direção a Águas Belas. A obra poderia ter começado em janeiro de 2023, em fevereiro, em março, em abril, em 2024, em 2025, poderia ter sido iniciada em todo esse período. Foram feitos aditivos de prazo e devem ter ficado enrolando aqui, dizendo que iam fazer, mas encerraram o contrato e não fizeram a obra. Isso é uma judiação com o povo da Pedra. Não se faz política desse jeito. Mas fiquem tranquilos, porque esse tempo vai passar e vai chegar um governador que vai fazer”, disse.

À população do distrito Santo Antônio e arredores, João Campos argumentou que a pavimentação da PE-244 precisa acontecer de forma complementar à infraestrutura viabilizada por um conjunto de rodovias fundamentais para o escoamento do leite e de seus derivados, como a BR-423, a BR-424 e a PE-300. O pré-candidato também defendeu uma refundação do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Para João, é preciso garantir uma gestão técnica voltada à assistência aos pequenos produtores agregada à oferta de crédito para o setor produtivo.

“Eu tenho convicção de que a gente vai poder fazer um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, de que a gente consegue fazer muito mais, que a gente não vai se contentar com coisas medianas, com coisas normais. A gente precisa bater recorde e fazer o que nunca foi feito. Eu queria dizer a você, meu amigo Júnior Vaz, que você vai ter um amigo como governador do estado de Pernambuco. Você vai ter alguém que vai estar junto. Você não vai precisar nem me ligar, nem pedir licença para bater na porta do Palácio para entrar e para trazer as demandas da Pedra”, complementou o pré-candidato.

No mesmo sentido, o prefeito Júnior Vaz reforçou a parceria com João Campos e fez críticas à ausência do Governo do Estado na região, concretizada no abandono da PE-244. “Nós estávamos anteriormente conversando com a governadora sobre o possível apoio do governo da Pedra à reeleição dela, mas nós tivemos a certeza de que ela não queria beneficiar o povo da Pedra. Nós tivemos a certeza de que ela não queria trazer aquelas obras que o povo da Pedra precisa. Então, nós tivemos a coragem, que eles achavam que a gente não tinha, de chegar onde está João e dizer: ‘João, nós queremos formar uma parceria e mostrar para o nosso povo da Pedra que nós temos coragem de ir à luta’. Nós não temos medo de perseguição. Nós não temos medo de o governo estar cortando algum benefício para o nosso município. Nós queremos coisa maior: a PE-244. Queremos que o município se desenvolva”, declarou.

A agenda foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), por secretários e vereadores da Pedra e lideranças de municípios como Arcoverde, Buíque e Venturosa.

Theatro Cinema Guarany celebra 101 anos de história com filmes e apresentações culturais 

Evento de comemoração do aniversário será realizado nos dias 24 e 25 de fevereiro e contará com atividades gratuitas como sessão de filmes, recitais e shows musicais Ícone do audiovisual e das artes cênicas em Pernambuco, o Theatro Cinema Guarany, na cidade de Triunfo, comemora 101 anos de história nesta sexta-feira (17). Gerido pelo Governo […]

Evento de comemoração do aniversário será realizado nos dias 24 e 25 de fevereiro e contará com atividades gratuitas como sessão de filmes, recitais e shows musicais

Ícone do audiovisual e das artes cênicas em Pernambuco, o Theatro Cinema Guarany, na cidade de Triunfo, comemora 101 anos de história nesta sexta-feira (17). Gerido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o equipamento cultural é um dos patrimônios mais importantes para o desenvolvimento da cultura e turismo no interior do Estado.

Por conta do Carnaval e para marcar a data com uma celebração que o espaço merece, o monumento realizará uma programação cultural gratuita, em parceria com a Prefeitura de Triunfo, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, nos próximos dias 24 e 25 de fevereiro, com exibição de documentários, curtas produzidos por estudantes e apresentações musicais e teatrais.

“Além de ser um belíssimo patrimônio arquitetônico, tombado a nível estadual, o Theatro Cinema Guarany faz parte da memória afetiva da população de Triunfo e de vários pernambucanos que ali vivenciaram muitos momentos especiais. Hoje ele integra o conjunto de equipamentos culturais sob a gestão da Fundarpe e que trazem um grande desafio que é fazer com que estes espaços se tornem difusores de cultura e que sejam locais de celebração da cultura o ano todo”, comenta Renata Borba, presidente da Fundarpe. 

“O Theatro Cinema Guarany completa 101 anos, um berço do Festival de Cinema de Triunfo, uma arquitetura clássica maravilhosa diante daquela exuberância que é o Sertão a partir dessa cidade linda que é Triunfo. Parabéns para o Theatro Cinema Guarany!”, comemora Silvério Pessoa, secretário Estadual de Cultura.

Na sexta-feira (24), serão realizadas duas sessões, às 8h e às 9h30, com exibição do documentário Theatro Cinema Guarany – uma viagem no tempo e 13 curtas produzidos em Triunfo por meio do Programa de Iluminação Cultural do Instituto Neoenergia com os alunos da rede pública de ensino.

A gestão do equipamento cultural articulou com a Secretária de Educação de Triunfo para receber, durante as sessões da manhã na sexta-feira (24), turmas das Escola João Luiz e Escola São Vicente, ambas ligadas a rede pública municipal de ensino. Todos os filmes foram produzidos por estudantes e esta será a segunda vez que serão exibidos no local.

A sessão das 19h terá os documentários Theatro Cinema Guarany – Uma longa história e Chico santeiro – Do Homem ao Santo, produzidos pelo Cine Clube Caretas, de Triunfo. Também serão exibidos os documentários O segredo de Jacobina, de André Pádua, e Tiro no pé, de Pedro Oliveiea Jr e Melchiades Montenegro. Além disso, está na programação o curta Entra, Lua, a Casa é sua, com produção da Mont Serrat Filmes.

No sábado (25), haverá um evento de celebração, às 19h, com apresentação musical de Renata Lima e Ballet Popular de Triunfo, do Guarany contos e causos – Guardiões do Guarany e show do Amigos do Guarany.

THEATRO CINEMA GUARANY – Quem for visitar o município de Triunfo, no Sertão do Pajeú, vai encontrar um Theatro Cinema Guarany restaurado e requalificado. De arquitetura neoclássica e construída em 1922, a edificação é um ícone do audiovisual e das artes cênicas no interior do Estado e uma das principais atrações turísticas do Sertão pernambucano.

Construído pelos irmãos Manoel e Carolino Siqueira Campos, o Guarany segue sua história luminosa, reforçando a missão de centro cultural do sertão e ampliando seu já riquíssimo valor como patrimônio e cartão-postal de Pernambuco. É lá que também acontece boa parte da programação do Festival de Cinema de Triunfo, um dos festivais mais importantes do país. Veja aqui a programação completa.

Serviço:

101 anos do Theatro Cinema Guarany

Sexta (24), com sessões às 8h, 9h30 e 19h

Sábado (25), às 19h

Praça Carolino Campos, R. Manoel Pereira Lima, 265, Triunfo

Gratuito

A difícil missão de depurar o Congresso em 2026

Da Coluna do Domingão Passada a semana que envergonhou os brasileiros,  com a Câmara dos Deputados votando a PEC da Blindagem e urgência na PEC da Anistia,  muitos reforçaram a percepção de que esse, disparadamente,  é o pior Congresso da história.  E é mesmo. Fato,  vamos ter que lidar com esses congressistas até dezembro do […]

Da Coluna do Domingão

Passada a semana que envergonhou os brasileiros,  com a Câmara dos Deputados votando a PEC da Blindagem e urgência na PEC da Anistia,  muitos reforçaram a percepção de que esse, disparadamente,  é o pior Congresso da história.  E é mesmo.

Fato,  vamos ter que lidar com esses congressistas até dezembro do ano que vem.  A pergunta que fica é: conseguiremos como sociedade qualificar o Congresso que assumirá em 2027? A pergunta é complexa,  com muitas variáveis.

Em 2022, o índice de renovação na Câmara dos Deputados foi de 44,05%, segundo cálculo feitos pelos Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Em números proporcionais, a renovação ficou dentro da média histórica de 45,78% das últimas seis eleições para a Câmara.

Foram eleitos 226 deputados novos e reeleitos 287, de um total de 446 candidatos à reeleição. Ou seja, 64,34% dos deputados que se candidataram foram reeleitos.

Pior, a maioria representou um Congresso mais conservador e mais liberal, quanto a agenda dos costumes e na defesa do Estado mínimo em relação à economia, respectivamente. E avesso a pautas que favoreçam melhor distribuição de renda,  enfrentamento das desigualdades,  presença do Estado no enfrentamento de nossas mazelas sociais. Ao contrário,  com a invasão de ultraconservadores,  bolsonaristas,  evangélicos,  militares, bancada do agronegócio, da bala, do Estado Mínimo, mais criminosos que conseguiram mandatos e conheceram as emendas via orçamento secreto, o jogo de interesses se impôs à pauta nacional.

Com o controle do orçamento no governo Bolsonaro,  sob articulação de Arthur Lira,  os Deputados do Centrão fizeram a farra. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, os parlamentares que mais destinam emendas aumentam em média 10% as suas chances de reeleição. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou: mais de 80% dos deputados reeleitos em 2022 usaram as emendas como vitrine de campanha.

Outro problema,  a corrupção que favorece a retroalimentação desse esquema. No Supremo,  uma investigação liderada por Flávio Dino quer moralizar o processo. No bojo da PEC da Blindagem,  tem Deputado querendo proteção para o que vem por aí: são 36 processos contra 108 parlamentares no STF.

Resumindo,  não é fácil a missão de limpar o Congresso de suas ratazanas. Isso porque com mais dinheiro e lobby dos grupos a que pertencem,  os deputados driblam a proibição de abuso de poder econômico,  conseguindo, se mantendo com foro privilegiado.

Só um forte trabalho de educação popular, uma legislação que puna pra valer a compra de votos e uso de estruturas econômicas que loteiam mandatos, mais a contribuição dos políticos de base, como prefeitos e vereadores,  pode começar a mudar essa realidade. Um bom começo seria decorar os rostos dos deputados que ajudaram a aprovar esses escárnios,  rejeitados pela ampla maioria da população. São aliados do desmonte nacional,  da algazarra,  do pode tudo, da falta de vergonha política.

Tabira: Promotor endurece. “Matadouro de Tabira será lacrado e quem abater lá será preso”

Promotor pede relação individualizada de marchantes a prefeito e vai convocar um a um O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto foi duro ao comentar a decisão de marchantes tabirenses pelo descumprimento do acordo para que – em nome da qualidade da carne – animais fossem abatidos no Abatedouro Regional de Afogados da Ingazeira. “Fui […]

IVO 010

Promotor pede relação individualizada de marchantes a prefeito e vai convocar um a um

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto foi duro ao comentar a decisão de marchantes tabirenses pelo descumprimento do acordo para que – em nome da qualidade da carne – animais fossem abatidos no Abatedouro Regional de Afogados da Ingazeira.

“Fui informado do problema após contatos da Rádio Pajeú, do prefeito Sebastião Dias e do Diretor do Abatedouro Carlos Vandré. Quero dizer que o Ministério Público está determinado a fazer cumprir o que foi decidido”.

Almeida afirmou que tentou o diálogo por não ter perfil nem interesse de uma situação meramente impositiva, buscando ouvir as pessoas e compreendendo os contextos, compondo acordos  da melhor forma.

Mas foi incisivo: “O Ministério Público não irá recuar dessa determinação já tomada. Enquanto Tabira não tiver condições de abater, será assim. Se o matadouro de Tabira não estiver será lacrado. Quem arrombar cometerá crime e será preso. Não vai abater”.

O promotor afirmou que solicitou ao prefeito Sebastião Dias uma relação individualizada de cada marchante. “Quero identificar um por um que será chamado ao MP para ser cientificado como abate e onde abate. Não fizemos nada para recuar. Queremos a qualidade da carne para a população de Tabira”, concluiu.

Ontem, marchantes tabirenses descumpriram acordo firmado entre MP, Prefeitura, Câmara de Vereadores e Abatedouro de Afogados da Ingazeira e abateram animais clandestinamente na Cidade das Tradições. A denúncia é de Carlos Vandré, o “Carlão”, diretor do Abatedouro, em entrevista ao programa Comando Geral – Rádio Pajeú.

Segundo ele, de sessenta animais previstos para o abate, apenas oito foram levados ao município, em flagrante descumprimento do que fora acordado. Os animais teriam sido abatidos clandestinamente em Tabira, no matadouro que estava interditado pela Adagro. “A Adagro foi comunicada oficialmente e prometeu providências”, afirmou.