Salgueiro: Presidente da Câmara promulga por conta própria lei que aumenta salários e cria 15 novos cargos
Por André Luis
Do Blog Sertão Central
“Quando se quer, se dá um jeito” e “Quando não quer, toda desculpa serve”. Assim tem funcionado na Câmara de Vereadores de Salgueiro. Quando as pautas são de benefício da população, os vereadores usam as comissões, o regimento interno, leis estaduais e federais, agarrando-se a qualquer detalhe para negar as pautas enviadas pelo poder executivo. Mas quando é para benefício próprio, eles encontram a conhecida “brecha jurídica” para aprovar.
Recentemente, a população de Salgueiro foi pega de surpresa com a rara união dos vereadores de Salgueiro aprovando um aumento de 40% em seus próprios salários e criando 15 novos cargos comissionados para a Câmara de Vereadores, ao custo de R$ 4 mil reais cada, nas contas dos contribuintes.
Após a notícia se espalhar nas redes sociais, revoltando a população, o projeto chegou até o prefeito de Salgueiro, que decidiu vetar o aumento dos salários dos vereadores e a criação desses cargos. Em outros projetos que beneficiariam a população, os vereadores deixariam os projetos morrerem, mas, quando se trata da criação de cargos para alocar seus apadrinhados e aumentar seus salários, a mesa diretora da Casa Epitácio Alencar encontrou um jeito.
O presidente Sávio Pires rapidamente, recorreu a qualquer brecha jurídica, para apesar do veto do prefeito, conseguisse assegurar o gordo aumento salarial e a criação dos 15 cargos comissionados. Vitoria da presidência da Câmara, derrota do povo de Salgueiro.
A análise dos dois primeiros meses da governadora Raquel Lyra à frente do Estado centralizou os debates na Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Parlamentares criticaram atrasos em pagamentos nos setores de educação e saúde, assim como nos repasses a carros-pipa. Também apontaram falta de transparência na divulgação de dados sobre efetivo policial […]
A análise dos dois primeiros meses da governadora Raquel Lyra à frente do Estado centralizou os debates na Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Parlamentares criticaram atrasos em pagamentos nos setores de educação e saúde, assim como nos repasses a carros-pipa. Também apontaram falta de transparência na divulgação de dados sobre efetivo policial e homicídios no Carnaval.
Já no Pequeno Expediente, o deputado Abimael Santos (PL) repercutiu a paralisação de motoristas de caminhões-pipa no Agreste, alegando atraso de seis meses no pagamento pela Compesa — órgão para o qual prestam serviço. “A água já não chega nas torneiras e agora os carros-pipa que socorrem a população entram em greve”, lamentou. Reclamando de “herança maldita” do governo do PSB, ele informou ter encaminhado à companhia uma solicitação para que o problema seja resolvido.
Durante o Grande Expediente, o deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) ampliou a discussão. O parlamentar retomou a questão dos carros-pipa e cobrou, também, o cumprimento de duas promessas de campanha da gestora: a extinção do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef) – reeditado em janeiro – e a revisão das faixas salariais dos policiais.
Ele ainda questionou a transparência do Governo ao não divulgar a contagem de mortos e o efetivo policial que atuou no Carnaval, além de ter criticado os atrasos nos salários de enfermeiros e merendeiras. “Tem dinheiro em caixa, mas faltam ordenadores de despesas. Médicos e diretores de escolas estão fazendo cotas para pagar transporte e cestas básicas”, relatou.
O deputado chegou a relacionar as questões à eleição de presidentes de colegiados na véspera, pleiteando maior independência ao Parlamento. “Vamos deixar, por exemplo, a Comissão de Saúde ser comandada por alguém que vai silenciar diante de fatos como esses?”, indagou, citando outros grupos parlamentares cujas presidências ainda não foram definidas, como Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Segurança Pública.
“Sem poder legislar sobre algumas matérias, a Alepe torna-se apenas órgão ‘carimbador’ do Executivo. A gente viu isso ocorrer na legislatura passada e, tristemente, reiniciar agora”, opinou. “Não apenas a governadora e a vice foram eleitas. Todos aqui recebemos a confiança do povo para representá-lo”, complementou. Para o deputado do PL, “Raquel Lyra não soube aplicar a regra de transição de governo ( Lei Complementar nº 260/2014) que ela mesma criou”.
Líder do Governo na Alepe, o deputado Izaías Régis (PSDB) pediu “paciência” ao colega: “É muito estranho, em 60 dias de comando, cobrarem-se tantas coisas que vêm de um passado longevo”. “A questão das faixas salariais, por exemplo, está em discussão nesta Casa há mais de dez anos. Não tem como encontrar solução em dois meses”, acrescentou o deputado Antônio Moraes (PP).
Sobre os dados do Carnaval, o progressista citou, ainda, o exemplo da Bahia, que “não divulga números totais de homicídios durante o período. Apenas são compartilhados os registros que ocorrem no circuito”. Com relação aos problemas de pagamentos aos carros-pipa, Moraes atribuiu a responsabilidade ao Governo Federal.
Os deputados Dani Portela (PSOL), João Paulo (PT) e Antonio Coelho (União), por outro lado, apoiaram a fala de Feitosa. “Atrasaram por dois meses justamente o pagamento dos terceirizados, que são os que recebem menores salários. Tem que haver prioridade para não levar as pessoas a uma situação de insegurança alimentar”, salientou a psolista. O parlamentar petista fez um apelo para que a governadora “ponha a máquina para funcionar”: “Questões que existiam na gestão passada, agora, viraram um problema”, disse.
Coelho considerou “lamentável” o processo de escolha de presidentes para os três colegiados mais importantes da Alepe. “Não questiono o resultado, pois temos quadros qualificados. Mas as ambições do União e do PL, que foram convidados a integrar a base de apoio do Executivo, não foram colocadas em condições de igualdade com as dos demais partidos. Se a governadora tivesse investido no diálogo, teria sido suficiente”, acredita.
Nesta terça-feira, 1º de junho, as ações especiais da Semana Nacional do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de Arcoverde, através da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, possibilitou na Rodovia Eraldo Gueiros Leite, o plantio de várias mudas de espécies nativas da Caatinga. A referida rodovia é conhecida especialmente por se tratar de uma […]
Nesta terça-feira, 1º de junho, as ações especiais da Semana Nacional do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de Arcoverde, através da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, possibilitou na Rodovia Eraldo Gueiros Leite, o plantio de várias mudas de espécies nativas da Caatinga.
A referida rodovia é conhecida especialmente por se tratar de uma das principais vias de acesso para a zona urbana do município, localizada nas imediações do bairro da Boa Vista.
Sob supervisão do secretário municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Francisco Cláudio Nunes da Costa, a iniciativa contou neste segundo dia de programação com a plantação de Pinhão-roxo, Juá/Juazeiro e Aroeira.
“Estamos favorecendo para esta localidade, que era uma área onde as pessoas jogavam lixo e metralha, que agora as novas mudas possam incentivar a preservação ambiental e também garantir o paisagismo, transformando em breve aquela imagem de desprezo que tínhamos deste local em mais um canteiro ambiental devidamente recuperado”, afirmou a diretora de Meio Ambiente, Jaqueline Coelho, que está acompanhando todas as ações da Semana Nacional do Meio Ambiente juntamente com a equipe e representantes da população, também presentes.
As ações especiais irão contemplar outras localidades de Arcoverde, e vão celebrar no próximo sábado, 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. A Semana Nacional do Meio Ambiente é um projeto extensivo às práticas de plantio promovidas neste primeiro semestre do ano, pela gestão municipal, com o intuito de conscientizar comunidades para a preservação ambiental de cada bairro.
Nesta fase da operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão JC Online A Polícia Civil divulgou, nesta quinta-feira (30), detalhes da segunda fase da operação Mar Aberto, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, crimes tributários e de organização criminosa. Nesta fase, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz […]
Nesta fase da operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão
JC Online
A Polícia Civil divulgou, nesta quinta-feira (30), detalhes da segunda fase da operação Mar Aberto, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, crimes tributários e de organização criminosa. Nesta fase, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Vara de Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária.
De acordo com o delegado Jean Rockfeller, durante a operação foram apreendidos dois helicópteros, um iate, seis carros de colecionadores e uma Ferrari que estava sendo desmontada. “Muita coisa para gente colocar dentro do inquérito e possa seguir com o trâmite do processo”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Jean Rockfeller, o iate é a maior embarcação do tipo no Nordeste. “É uma embarcação cara e luxuosa, avaliado aproximadamente entre 10 e 15 milhões de reais”, disse Rockfeller, que informou que o iate estava ancorado em Cabedelo, no litoral da Paraíba. “Ele estava em Cabedelo, mas já está sendo trazido aqui pela polícia de Pernambuco”, pontuou. O delegado disse ainda que o dinheiro gasto com o transporte da embarcação será recuperado com a alienação dos bens apreendidos na Mar Aberto.
Busca e apreensão na cadeia
Jean Rockfeller falou também que a operação cumpriu mandados de busca e apreensão na cela onde estão os presos detidos na primeira fase da Mar Aberto. “Fizemos uma busca e apreensão dentro da cela dos presos e conseguimos apreender celulares e uma quantia em dinheiro. Isso vai ser trazido para dentro do inquérito e a delegada vai dar continuidade às investigações”, explicou o delegado, que disse esperar que as apreensões compliquem a situação dos presos.
Mais uma rodovia sertaneja está recebendo serviços de conservação, segundo nota ao blog. A PE-555, que liga os municípios de Parnamirim e Lagoa Grande, recebe benfeitorias ao longo dos seus 128 quilômetros de extensão. A ação, que é realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Pernambuco, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes, visa melhorar […]
Mais uma rodovia sertaneja está recebendo serviços de conservação, segundo nota ao blog. A PE-555, que liga os municípios de Parnamirim e Lagoa Grande, recebe benfeitorias ao longo dos seus 128 quilômetros de extensão.
A ação, que é realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Pernambuco, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes, visa melhorar as condições de trafegabilidade e reforçar a segurança dos usuários.
A primeira etapa dos trabalhos, já concluída, contemplou o trecho de 72,8 quilômetros, ligando o distrito de Urimamã ao centro urbano de Lagoa Grande. Atualmente, a iniciativa acontece nos 55,3 quilômetros mais danificados da via, situados entre Parnamirim e Urimamã. A ação contempla capinação, roço, limpeza dos dispositivos de drenagem e dos acostamentos, além de uma operação tapa-buracos.
A PE-555 é uma das mais importantes vias de ligação entre as regiões do São Francisco e Central, do Sertão Pernambucano, pois, além de receber trafego pesado, é muito utilizada para quem segue com destino a Petrolina e Juazeiro-BA.
O documentário “Miguel Arraes – Origem do Líder”, que a TV Câmara lançou nesta sexta-feira (31), apresenta os possíveis motivos que levaram Arraes a ser considerado um dos principais líderes da esquerda brasileira e o transformaram num dos grandes inimigos do golpe de estado comandado por militares em 1964. O filme analisa ainda a influência […]
O documentário “Miguel Arraes – Origem do Líder”, que a TV Câmara lançou nesta sexta-feira (31), apresenta os possíveis motivos que levaram Arraes a ser considerado um dos principais líderes da esquerda brasileira e o transformaram num dos grandes inimigos do golpe de estado comandado por militares em 1964. O filme analisa ainda a influência política de Arraes no período anterior ao golpe.
O cenário desolador da educação no Recife no fim dos anos 1950 é um dos temas do documentário. Quando foi eleito prefeito da cidade, 75% das crianças recifenses estavam fora da escola. A urgência educacional gerou o Movimento de Cultura Popular e a grande corrente de alfabetização liderada por Paulo Freire.
Eleito governador três anos depois, Arraes liderou o Acordo do Campo – uma mesa de negociação entre trabalhadores e donos de terra para garantir pagamento mínimo e outros direitos básicos. A situação conflituosa do campo colocou o estado entre os principais centros de ebulição social do país.
Arraes começa a enfrentar resistências poderosas: proprietários conservadores, políticos que haviam perdido espaço e a política externa norte americana; mas também alguns integrantes das Ligas Camponesas, influenciados pela revolução cubana.
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