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Rigidez nos protocolos de atendimento do SAMU criam dúvidas na população

Por André Luis

Por André Luis

Aguardado com ansiosidade por 860.421 habitantes residentes em 34 municípios da VI, X e XI GERES sediadas em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 da III Macrorregião de Saúde foi inaugurado no dia 7 de outubro de 2021.

O serviço que é gerido pelo consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – Cimpajeu e a empresa ITGM, tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. 

São urgências situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.

Mas a rigidez nos protocolos do serviço para a liberação do atendimento tem criado questionamentos da população.

Em Afogados da Ingazeira um ouvinte relatou à reportagem da Rádio Pajeú, que há algumas semanas presenciou um senhor passando mal em uma das ruas do município. Segundo ele, populares tentaram ajudar. O senhor foi socorrido pela Guarda Municipal e por uma enfermeira que passava no local.

Ainda segundo o relato, ele e outro popular procuram a Base do SAMU no município que fica na Rua Dr. Roberto Nogueira, mas foram instruídos a ligarem para o 192.

“Disseram que não poderiam fazer nada sem a autorização da Central de Regulação, em Serra Talhada, com o risco de serem demitidos. Quer dizer que se eles virem uma pessoa passando mal na rua, não podem atender porque precisam esperar a liberação de Serra?” Questionou.

Caso semelhante em Itapetim. Nas redes sociais, uma moradora do município relatou que o pai passou mal e que assim como o caso em Afogados, procurou a Base na cidade.

“Me desesperei, corri e bati na porta do SAMU, o rapaz me explicou que eu teria que fazer uma solicitação ligando para o 192. Foi o que eu fiz”, relatou.

Ela explicou que fez a solicitação, porém nervosa com a situação do genitor que estava passando muito mal  e grávida de sete meses, não conseguiu responder a lista de perguntas feitas pela atendente.

Segundo ela, o atendimento foi correto, mas também questionou a rigidez nos protocolos. Detalhe, a casa do pai dela que estava passando mal, fica ao lado da base de atendimento no município.

“Desci a escada de casa com meu pai, sem conseguir andar direito de tanta dor. Ele se tremia todo, com muitos calafrios, a boca ficando roxa, eu e minha mãe pensamos no pior. Estou grávida de 7 meses, fiquei muito nervosa, sai carregando ele pro hospital, passamos na porta do Samu segurando ele”, relatou a moradora em uma rede social”.

“Não seria o caso de pelo menos prestarem os primeiros socorros, medindo a pressão dele? Me tirem essa dúvida por favor. Não precisava tirar a ambulância, já que eu não respondi todas as perguntas da médica, porque estava desesperada para chegar no hospital, mas não seria um ato humano da parte dos atendentes”, questionou.

Nos dois casos, a grande dúvida é se uma pessoa estiver passando mal e correndo risco de morte e uma unidade do SAMU estiver passando no local ou for procurada presencialmente por populares e/ou familiares, precisam aguardar a liberação da Central de Regulação do serviço, ou se por um ato de humanidade resolverem prestar o socorro, serão demitidos?

Quando chamar o Samu: problemas cardiorrespiratórios; intoxicação exógena e envenenamento; queimaduras graves; maus tratos; trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto; tentativas de suicídio; crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito; acidentes/traumas com vítimas; afogamentos; choque elétrico; acidentes com produtos perigosos; suspeita de Infarto ou AVC; agressão por arma de fogo ou arma branca; soterramento e desabamento; crises convulsivas; transferência inter-hospitalar de doentes graves e outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.

Quando não chamar o Samu: febre prolongada; dores crônicas; vômito e diarreia; levar pacientes para consulta médica ou exames; transporte de óbito; dor de dente; transferência sem regulação médica prévia; trocas de sonda; corte com pouco sangramento, entorses; transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio e todas as demais situações onde não se caracterize urgência ou emergência médica.

Outras Notícias

Sertânia: Prefeitura comemora show com Léo Magalhães na segunda e diz que quem secou, “quebrou a cara”

A II Exposertânia – 42a Exposição Nordestina Especializada em Caprinos e Ovinos acabou ganhando mais um dia de festa. Segundo assessoria em nota, um grande público compareceu ao evento no Parque de Exposição Professor Renato Moraes. O show do cantor Léo Magalhães, que não aconteceu por conta das condições meteorológicas que não permitiram o pouso […]

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A II Exposertânia – 42a Exposição Nordestina Especializada em Caprinos e Ovinos acabou ganhando mais um dia de festa. Segundo assessoria em nota, um grande público compareceu ao evento no Parque de Exposição Professor Renato Moraes.

O show do cantor Léo Magalhães, que não aconteceu por conta das condições meteorológicas que não permitiram o pouso da aeronave do artista em Caruaru no domingo, acabou acontecendo na noite de ontem. O prefeito Guga Lins resolveu esticar a programação do evento.

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Subiram ao palco as bandas Forró Estigado e Arreio de Ouro. A grande atração foi do sertanejo romântico Léo Magalhães, que fez o público cantar seus maiores sucessos como Alô, Dá um Tempo, Onda Anda Meu Amor e Nosso Casamento.

Segundo nota da Assessoria de Comunicação, “quem apostou no fracasso da festa quebrou a cara”.

Arcoverde: ex-vereador denuncia falta de adesivação em carros da Câmara e uso para fins particulares

O advogado e ex-vereador Luciano Pacheco taxou de absurda a atitude da Presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Célia Galindo, em não adesivar os veículo oficiais da Casa Legislativa. “A Constituição Federal exige transparência. A Câmara possui três veículos. Um ONIX, cor branca, placas PED 5582, uma S-10, cor branca, placas PGM 4725 e […]

O advogado e ex-vereador Luciano Pacheco taxou de absurda a atitude da Presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Célia Galindo, em não adesivar os veículo oficiais da Casa Legislativa.

“A Constituição Federal exige transparência. A Câmara possui três veículos. Um ONIX, cor branca, placas PED 5582, uma S-10, cor branca, placas PGM 4725 e um Palio Weekend, cor prata, placas PEL 2001. Todo veículo oficial de qualquer órgão público desse País é devidamente identificado, exceto os veículos oficiais da Casa do povo de Arcoverde”, reclama.

Diz que o MBL Arcoverde até já provocou a gestão da Casa cobrando, por meio de ofício, legitimamente a identificação dos veículos da Câmara. “Ocorre que a presidente fez ouvido de mercador e não atendeu a solicitação. É imprescindível que isso ocorra e o povo de Arcoverde deve exigir isso. Os movimentos sociais e populares precisam cobrar isso, e se for o caso ir até o Ministério Publico e Tribunal de Contas do Estado reforçar essa bandeira. A Lei tem que ser cumprida. Ninguém está acima da Lei”, reclama.

Diz Pacheco que segundo comentários na cidade, tais veículos vivem atendendo a fins particulares da presidência da Casa, servindo a familiares e correligionários. “Bem público não pode ter esse fim e isso incorre em crime de peculato e improbidade administrativa. Há queixas dos próprios Vereadores que solicitam os carros para fins públicos, mas a presidência promete ceder, contudo não cumpre e deixa os parlamentares na mão”.

E segue: “É preciso saber quem dirige esses carros, o que eles estão fazendo, quanto estão gastando, a quem estão servindo, e porque não servem as finalidades públicas? Tem informações que esses carros andam em outros Estados, dentre outras queixas. Se estivessem adesivados não haveriam esses problemas”.

Sertão vai concentrar maior volume de chuvas no fim de semana, diz Apac

As chuvas que têm persistido em todo estado, e sobretudo na Região Metropolitana do Recife (RMR),  devem seguir até pelo menos  domingo. Segundo previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), na tarde desta sexta e durante todo o sábado, a chuva ainda vai predominar. A expectativa é de chuva moderada para todas as regiões […]

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As chuvas que têm persistido em todo estado, e sobretudo na Região Metropolitana do Recife (RMR),  devem seguir até pelo menos  domingo. Segundo previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), na tarde desta sexta e durante todo o sábado, a chuva ainda vai predominar. A expectativa é de chuva moderada para todas as regiões do estado. No sábado, é no Sertão onde deve concentrar a maior parte do volume de água.

Nesta sexta-feira a previsão é de chuva moderada – entre 20mm e 40mm – para todo o estado de Pernambuco. A previsão se mantém a mesma para o sábado, sendo que neste dia é o Sertão que deve registrar a maior parte das chuvas, que podem chegar a ser fortes nesta região.

Neste momento chove em várias áreas sertanejas. No Pajeú, várias cidades registraram chuvas no dia de hoje.

Somente no domingo o volume de água deve diminuir. Segundo previsão da Apac a nebulosidade deve dar uma trégua e o céu deve ficar mais limpo. Ainda há, no entanto, expectativa de chuva fraca e tempo parcialmente nublado.

Maiores chuvas desde 2004: Segundo o Diário de Pernambuco, Desde 2004 não chovia tanto na Região Metropolitana do Recife (RMR). Segundo levantamento da Apac, o volume de chuva acumulado no mês de janeiro, na RMR, até ontem era de 186,5 mm. A média para a região no período é de 75,3 mm. Ou seja, choveu o correspondente a 245% acima do que era esperado. A previsão do tempo para hoje na RMR é de chuvas fracas e isoladas. Ontem, um efeito visível das chuvas podia ser notado nas águas barrentas do Rio Capibaribe.

Covid-19: Sertão do Pajeú passa dos 21.400 casos confirmados e se aproxima dos 370 óbitos

Carnaíba e Tuparetama confirmaram novos óbitos. Por André Luis Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta terça-feira (30), a região totaliza 21.424 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 132 novos casos. Portanto, os números de casos de cada município ficam assim: Serra Talhada, 7.624; Afogados da […]

Carnaíba e Tuparetama confirmaram novos óbitos.

Por André Luis

Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta terça-feira (30), a região totaliza 21.424 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 132 novos casos.

Portanto, os números de casos de cada município ficam assim: Serra Talhada, 7.624; Afogados da Ingazeira, 3.420; Tabira 1.949, São José do Egito, 1.596; Carnaíba,  1.125; Flores, 785; Itapetim, 745; Santa Terezinha, 703; Triunfo, 693; Iguaracy, 534; Brejinho, 384; Calumbi, 383; Solidão, 349; Santa Cruz da Baixa Verde, 330; Quixaba, 317; Tuparetama, 309 e Ingazeira, 178 casos confirmados.

Óbitos – Carnaíba confirmou o óbito de um paciente que estava sob investigação, mas não deu detalhes sobre o ocorrido. Tuparetama também confirmou mais um óbito no boletim epidemiológico, mas não deu detalhes sobre o ocorrido. 

A região conta agora com 369 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada (116); Afogados da Ingazeira (42); São José do Egito (27); Flores (27); Carnaíba (23); Triunfo (22); Tabira (21); Santa Terezinha (20); Tuparetama (18); Iguaracy (15); Itapetim (12); Quixaba (10); Brejinho (5); Santa Cruz da Baixa Verde (5); Calumbi (3); Solidão (2) e Ingazeira (1).

Recuperados –  A região tem agora no total 20.530 pacientes recuperados da Covid-19. O que corresponde a 95,82% dos casos confirmados. Foram 84 novas curas clínicas na região.

CPRH confirma segundo ataque de onça no Sertão 

Caso ocorreu na cidade de Belém de São Francisco e foi antecipado pelo blog. Órgão nega que haja soltura de animais apreendidos na área e volta a orientar para que se evite o abate. Também da possível versão para possibilidade de ataques. Mais um caso envolvendo onça-parda foi registrado no Sertão de Pernambuco. O segundo […]

Caso ocorreu na cidade de Belém de São Francisco e foi antecipado pelo blog.

Órgão nega que haja soltura de animais apreendidos na área e volta a orientar para que se evite o abate. Também da possível versão para possibilidade de ataques.

Mais um caso envolvendo onça-parda foi registrado no Sertão de Pernambuco. O segundo incidente foi confirmado pela Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH), nesta quinta-feira (18).

O mais recente caso ocorreu na cidade de Belém de São Francisco, a cerca de 90 quilômetros de distância do município de Carnaubeira da Penha, onde, há seis dias, uma agricultora também foi atacada por uma onça. Segundo a CPRH, os incidentes não devem ter ocorrido com o mesmo animal.A identidade da segunda vítima não foi divulgada.

A CPRH destaca que o animal estava em vida livre, em seu habitat natural, e que, normalmente, a onça parda, bodeira ou suçuarana (puma concolor) evitam a interação com humanos.

A CPRH explica que a aproximação das onças com humanos, animais de criação ou domésticos pode ocorrer pela prática da caça ilegal de presas da onça-parda, nas áreas onde elas vivem.“Orientamos aos produtores rurais da região que deixem os animais de criação e domésticos em local resguardado e próximo a área de boa iluminação no período noturno.