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Regulação de feiras livres e restaurantes na pandemia é debatida pela Comissão de Justiça da Alepe

Por André Luis

O estabelecimento de medidas sanitárias para prevenir contaminação pelo novo coronavírus em feiras livres e em bares e restaurantes do Estado foi discutido pela Comissão de Justiça da Alepe. 

Na reunião virtual desta segunda-feira (27), dois projetos de lei que preveem obrigações para espaços do tipo foram retirados de pauta por integrantes do colegiado. Segundo os parlamentares, decretos do Governo do Estado ou legislação local das prefeituras são melhores instrumentos para fazer essa regulação. 

As feiras livres são o alvo, por exemplo, do Projeto de Lei nº 1255/2020, de autoria do deputado Gustavo Gouveia (DEM). A iniciativa determina que aquelas que não tiverem instalações sanitárias fixas devem dispor de pias portáteis, para uso dos feirantes, consumidores e público em geral, enquanto durar a pandemia. Se não for possível instalar os lavatórios, será preciso oferecer álcool em gel nesses ambientes. 

Ao debater a proposta, os deputados Antônio Moraes (PP), Isaltino Nascimento (PSB) e Tony Gel (MDB) consideraram que esse tipo de lei deveria ser tratado em âmbito municipal. 

O relator da matéria, deputado João Paulo (PCdoB), havia dado parecer favorável pela constitucionalidade da proposição, mas também analisou que, no mérito, as iniciativas sanitárias relativas às feiras devem ser tomadas pelas prefeituras. Diante do posicionamento dos outros parlamentares, ele retirou o PL 1255/2020 da pauta de discussão. 

Já o Projeto de Lei nº 1307/2020, de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães(PSB), institui um  protocolo para proteção e enfrentamento à Covid-19 em restaurantes, bares e estabelecimentos assemelhados no Estado. 

As ações previstas incluem, por exemplo, obrigatoriedade de distância de dois metros entre as mesas, uso de máscaras pelos garçons, proibição de áreas de lazer para crianças, higienização de mesas e cardápios, e uso de luvas descartáveis para manejar talheres compartilhados. 

O relator, Isaltino Nascimento, decidiu pela retirada da proposta de pauta por acreditar que tais protocolos são melhor regulados mediante decretos do Governo Estadual, e não por legislação ordinária. 

Outras duas matérias, que têm por objetivo regulamentar visitas virtuais e informações a distância para pacientes de Covid-19 em hospitais, também tiveram a votação suspensa. No caso dos PLs 1105/2020 e 1164/2020, apresentados, respectivamente, por Diogo Moraes (PSB) e Romero Albuquerque (PP), o adiamento ocorreu por solicitação da relatora, Teresa Leitão (PT).

Dos 11 projetos em pauta na Comissão, quatro foram aprovados pelos deputados presentes. Uma das proposições foi a de nº 1217/2020, de Romero Sales Filho (PTB), acatada nos termos de um substitutivo que estabelece notificação compulsória dos resultados de exames de Covid-19 feitos em laboratórios públicos e privados. 

Também estão incluídos na norma os testes rápidos. Esse tipo de comunicação já é obrigatória em todo o Brasil, desde o dia 21 de julho, conforme a Portaria 1.792, do Ministério da Saúde.

Também receberam aval do colegiado de Justiça medidas para aumentar a transparência dos custos do transporte rodoviário intermunicipal ( PL nº 1230/2020, de autoria de Romero Sales Filho) e das despesas contratadas durante a vigência do estado de calamidade pública ( PL nº 1246/2020, de Gustavo Gouveia). 

O PL 1173/2020, que tratava da utilização de barreira plástica entre os assentos dianteiros e traseiros de táxis e transportes por aplicativos, foi rejeitado pelos deputados, contrariando o parecer favorável do relator Romero Sales Filho, na reunião anterior. Tony Gel justificou que, “apesar de o deputado Claudiano Martins Filho (PP), autor do texto, ter feito uma boa proposta, ela é de difícil aplicabilidade”. 

Durante a reunião, ainda foram rejeitados os PLs de números 1206/2020 e 1207/2020, de autoria de William Brigido (REP) e Pastor Cleiton Collins (PP), respectivamente. As iniciativas proibiam fogueiras e fogos de artifício durante a pandemia do novo coronavírus. Para o relator Antônio Moraes, “o propósito desses projetos ficou vencido após a passagem da época dos festejos juninos”. 

Outras Notícias

Luciano Duque promove audiência pública na Alepe para discutir crise hídrica no Sertão e Agreste e impactos do El Niño

O deputado estadual Luciano Duque vai promover, na próxima terça-feira (27), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para discutir a crise hídrica em municípios do Sertão e do Agreste. O encontro está marcado para as 9h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, e será realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, […]

O deputado estadual Luciano Duque vai promover, na próxima terça-feira (27), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para discutir a crise hídrica em municípios do Sertão e do Agreste.

O encontro está marcado para as 9h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, e será realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, presidida pelo parlamentar.

A discussão terá como foco as dificuldades de abastecimento enfrentadas pelas comunidades, a redução dos níveis de reservatórios e os impactos da estiagem sobre a agricultura e a criação de animais.

Segundo a assessoria do deputado, há relatos de poços e açudes secando, além de famílias que precisam recorrer à compra de água por carros-pipa. Outro ponto previsto para o debate são os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre as condições de seca no interior pernambucano.

A preocupação envolve a possibilidade de intensificação da estiagem nos próximos meses e suas consequências para os municípios que já enfrentam dificuldades no abastecimento.

Luciano Duque afirmou que a audiência pretende reunir representantes de diferentes setores para avaliar a situação e discutir alternativas.

“O interior de Pernambuco já está vivendo uma situação muito difícil. Temos comunidades onde as famílias precisam comprar pipa, agricultores preocupados com a sobrevivência dos seus animais e reservatórios cada vez mais secos. Não podemos esperar que a situação chegue ao colapso para agir”, declarou o parlamentar.

A expectativa é reunir representantes dos órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos, especialistas, gestores municipais e integrantes do setor rural.

Entre os assuntos previstos estão a avaliação das condições dos reservatórios, a identificação das localidades mais afetadas e a discussão de medidas emergenciais e estruturais para enfrentar a escassez de água.

O deputado defende que o encontro produza encaminhamentos direcionados aos órgãos responsáveis pelo abastecimento e pela gestão hídrica.

Foto: Reprodução

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Mais um bispo de Pernambuco defende soberania nocional em celebração

Em meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta (22/10), repercuto a manifestação do bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, em defesa da soberania nacional durante celebração. Em sua fala, o líder religioso fez um chamado à participação cidadã nas eleições e enfatizou a importância de preservar […]

Em meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta (22/10), repercuto a manifestação do bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, em defesa da soberania nacional durante celebração.

Em sua fala, o líder religioso fez um chamado à participação cidadã nas eleições e enfatizou a importância de preservar a soberania do país sem entregá-lo a potências estrangeiras, como os Estados Unidos. A declaração gerou forte repercussão e aplausos dos fiéis presentes.

Destaco que este é mais um posicionamento de um bispo pernambucano nessa linha, recordando a recente manifestação do bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, no Pajeú.

Analiso ainda o papel histórico e político da Igreja, destacando que defender a soberania e a autonomia do território nacional deve ser uma pauta acima de divisões partidárias ou alinhamentos ideológicos de campanhas.

Clique no link abaixo e confira meu comentário no Instagram da Rádio Itapuama.

 

PoderData/AYA: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos; diferença cai pela metade em relação à pesquisa anterior

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual. Na comparação com o […]

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (19), Flávio oscilou de 52% para 51%, enquanto Lula passou de 48% para 49%. Com isso, a distância entre os dois candidatos caiu de quatro para dois pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na sexta-feira (16), penúltima rodada do instituto, havia registrado empate numérico, com 50% dos votos válidos para cada candidato. Na sequência, Flávio passou a 52% e Lula a 48%, antes de os percentuais chegarem aos atuais 51% e 49%.

A comparação das três pesquisas mostra que a diferença entre os candidatos passou de zero ponto percentual, em 16 de outubro, para quatro pontos, no dia 19, e recuou para dois pontos nesta quinta-feira (22).

As variações de um ponto percentual em relação à rodada imediatamente anterior estão dentro das margens de erro dos levantamentos. Por isso, não é possível afirmar que representem uma mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

No cenário de votos totais, que considera também as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram, Flávio registra 49% e Lula, 48%.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio manteve os 49%, enquanto Lula passou de 46% para 48%. Os votos brancos e nulos representam 3%, ante 4% na rodada passada. Os entrevistados que não souberam responder somam 1%, contra 2% anteriormente. As diferenças na soma dos percentuais decorrem de arredondamentos.

O levantamento mais recente ouviu 4 mil eleitores por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do PoderData e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

As duas rodadas anteriores ouviram 3 mil eleitores cada, também por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram realizados de 13 a 15 de outubro e de 16 a 18 de outubro, respectivamente.

Fonte: PoderData/AYA
Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

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Bispo de Nazaré da Mata defende soberania. “Nada de entregar nosso país aos EUA”

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, […]

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, sediada na Paróquia de Sant’Ana.

Em sua homilia, o religioso abordou o cenário político nacional e afirmou: “Nada de entregar o nosso país aos Estados Unidos! O nosso país é soberano!”

A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio de fiéis presentes à celebração, conforme o relato divulgado sobre o evento. A missa também foi transmitida pelo canal da paróquia no YouTube.

Segundo as informações da organização, a romaria reuniu mais de 3 mil participantes de 35 municípios e representantes de mais de 50 paróquias da Diocese de Nazaré da Mata, que abrange comunidades do Agreste Setentrional e da Zona da Mata Norte.

Além da defesa da soberania nacional, Dom Francisco incentivou os eleitores a comparecerem às urnas no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno da eleição presidencial.

O bispo também mencionou a participação dos idosos e a possibilidade de o comparecimento eleitoral ser utilizado como prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação é confirmada pelo INSS, que utiliza os registros de comparecimento às urnas no cruzamento de dados para comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A ausência na votação, entretanto, não provoca bloqueio automático de benefícios.

Outro ponto abordado na celebração foi a necessidade de melhorar as condições de votação, diante das filas registradas em seções eleitorais durante o primeiro turno. O religioso defendeu maior agilidade no atendimento aos eleitores.

Ao tratar das divergências políticas, Dom Francisco alertou para os conflitos provocados pela polarização e pediu que as diferenças de posicionamento não comprometam as relações familiares.

Na reflexão, o bispo destacou a importância do diálogo e da convivência entre parentes que possuem opiniões políticas distintas, defendendo que disputas eleitorais não sejam motivo para o rompimento de vínculos familiares.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a fala de Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena durante a Romaria Diocesana das Famílias, em Bom Jardim.

 

Imagem: Frame/Reprodução

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Errata: TSE reconhece erro na informação sobre 4,3 mil seções eleitorais; número atualizado é de 343

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação. […]

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação.

O esclarecimento foi apresentado na quarta-feira (21) pelo presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o magistrado, a informação equivocada surgiu de uma comparação entre os dados das eleições de 2024 e os de 2026, e não entre os dois turnos deste ano.

“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado”, explicou.

A assessoria do TSE também informou que houve falhas na alimentação do sistema da Justiça Eleitoral pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que contribuiu para a divulgação dos números incorretos.

A revisão foi realizada ao longo da semana. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções com mudanças de endereço. Na quarta-feira (21), após uma nova atualização, o total caiu para 343.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema utilizado pela Justiça Eleitoral apresentava inicialmente dados acumulados desde 2024. Com a atualização das informações pelos tribunais regionais, o número foi ajustado para refletir as alterações ocorridas especificamente entre os dois turnos de 2026.

A Justiça Eleitoral ressalta que novas mudanças ainda podem ocorrer até domingo (25), data do segundo turno, especialmente em situações excepcionais, como problemas estruturais nos prédios utilizados para votação.

Por isso, a recomendação é que os eleitores consultem seus locais de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelos portais oficiais do TSE e dos TREs.

O Tribunal também alerta para a circulação de links não oficiais em aplicativos de mensagens e redes sociais, orientando que as consultas sejam feitas exclusivamente pelos canais da Justiça Eleitoral.

No sábado (17), o Blog também divulgou a informação sobre as 4.352 seções, com base nos dados inicialmente apresentados pela Justiça Eleitoral, agora corrigidos oficialmente.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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