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Raquel Lyra lidera reunião com prefeitos da RMR 

Por André Luis

Prefeitos dos 14 municípios discutiram sobre os temas críticos comuns e específicos de cada localidade

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, recebeu prefeitos dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, na tarde desta terça-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas. 

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, foi iniciada a pactuação da governança metropolitana, um conjunto de ações realizadas em parceria entre governo estadual e municípios. 

A partir de agora, reunidos em comitês temáticos, os representantes vão tratar sobre ações que dizem respeito ao conjunto dos municípios de forma transversal.

“Temos o compromisso de fazer uma gestão de maneira conjunta. A Região Metropolitana do Recife, onde habita 42% da população de Pernambuco, carece de uma governança fortalecida. E o Governo do Estado tem um papel de liderança nessa articulação para que o povo da nossa Região Metropolitana possa ter mais qualidade de vida, onde todos tenham um local de diálogo e sejam parte da solução de problemas que acontecem aqui”, destacou Raquel Lyra.

Como resultado do encontro, a governadora apresentou proposições para os gestores darem encaminhamentos em cada município. Para executar os projetos necessários nas áreas específicas serão criados grupos temáticos que realizarão levantamento de indicadores, mapeamento e visitas técnicas. 

Cada prefeito deverá indicar um representante para participar dessas discussões e apresentar ao Governo do Estado, através de ofício, pelo menos três temas de maior interesse nas áreas de segurança pública, mobilidade, habitação, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, superação da pobreza e saúde.

Firmando o compromisso de promover o planejamento e a gestão integrada dos municípios da RMR, os 14 prefeitos, até o dia 2 de fevereiro, deverão detalhar ações e programas municipais, além de todos os convênios já firmados com o Estado que serão acompanhados pelos grupos de trabalho, detalhando, através de relatórios, quais obras estão paradas ou em execução em cada localidade.

Um desafio comum entre os municípios fronteiriços é a consequência deixada pelas chuvas. Como ação preventiva antes do período chuvoso, o Governo de Pernambuco irá criar a Defesa Civil Integrada para garantir o mapeamento das áreas de risco da Região Metropolitana do Recife. 

Para ter uma atuação coordenada, a Defesa Civil fará visitas nas 14 cidades para elaborar um diagnóstico dos principais problemas a serem resolvidos, a fim de evitar deslizamentos e enchentes, por exemplo.

Para o prefeito da maior cidade da RMR, João Campos, o trabalho conjunto é essencial para atender a demanda dos recifenses. 

“É muito importante manter o diálogo institucional para colocar na mesa as questões que dizem respeito à vida de quatro milhões de pernambucanos que moram na Região Metropolitana. Agora é o momento de fazer o debate para representar o anseio do recifense e que tenha interferência metropolitana para que possa ser feito conjuntamente ao Governo do Estado”, comenta.

“A governadora, mesmo antes de completar um mês de governo, já teve essa preocupação e externou o sentimento de coletividade. É evidente que depois será tratado de forma individual, mas já deixou agendada uma nova data com todos os prefeitos, avançando para outras regiões”, comentou o prefeito de Olinda, professor Lupércio.

Esta é a primeira de uma série de encontros que a governadora fará também com prefeitos do Agreste, Zona da Mata e Sertão pernambucanos para debater pautas prioritárias para o Estado, além de receber as demandas específicas de cada município pernambucano.

Participaram da reunião os prefeitos Flávio Gadelha (Abreu e Lima), Jogli Uchôa (Araçoiaba), Keko do Armazém (Cabo de Santo Agostinho), Nadegi (Camaragibe), professora Elcione (Igarassu), Paulo Batista (Itamaracá), Célia Sales (Ipojuca), Zé de Irmã Teca (Itapissuma), Luiz Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Edmilson Cupertino (Moreno), professor Lupércio (Olinda), Yves Ribeiro (Paulista), João Campos (Recife) e Vinícius Labanca (São Lourenço da Mata).

Outras Notícias

Odete Baião participa de ato governista em Iguaracy

A grande surpresa no ato de assinatura de ordem de serviço da construção da ponte sobre o Rio Macacos, que dá acesso ao bairro Santa Ana foi a presença da vereadora e ex-presidente da Câmara,  Odete Baião. O ato foi comandado pelo prefeito Zeinha Torres,  do PSB, contando com correligionários de seu grupo político. Odete […]

A grande surpresa no ato de assinatura de ordem de serviço da construção da ponte sobre o Rio Macacos, que dá acesso ao bairro Santa Ana foi a presença da vereadora e ex-presidente da Câmara,  Odete Baião.

O ato foi comandado pelo prefeito Zeinha Torres,  do PSB, contando com correligionários de seu grupo político.

Odete Soares Pereira foi Presidenta da Câmara de Vereadores do município e chegou a disputar novamente o comando da Casa, mas uma articulação de última hora elegeu o neo governista Manoel Olimpio.

Filiada ao PRB , Odete tem 51 anos e foi aliada ao ex-prefeito Francisco Dessoles que pode ser o candidato da oposição a enfrentar Zeinha Torres,  que disputará reeleição.

NJTV: Vídeo apresenta potencial turístico de Afogados da Ingazeira

O vídeo, reproduzido aqui pela NJTV, foi produzido pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.  Com narração de Elenilda Amaral, música de Lindomar Souza, imagens de Wallysson Ricardo e Cláudio Gomes e edição de Wallysson Ricardo, apresenta aspectos do potencial turístico do município. Ele será apresentado no encontro da ASTUR – Associação […]

O vídeo, reproduzido aqui pela NJTV, foi produzido pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.  Com narração de Elenilda Amaral, música de Lindomar Souza, imagens de Wallysson Ricardo e Cláudio Gomes e edição de Wallysson Ricardo, apresenta aspectos do potencial turístico do município. Ele será apresentado no encontro da ASTUR – Associação de Secretários de Turismo de Pernambuco.

Afogados da Ingazeira é o segundo principal centro comercial do Vale do Pajeú e sedia diversos órgãos públicos como a Gerência Regional de Educação, a Gerência Regional de Saúde, o 23º Batalhão de Polícia, o TG 07-020 sétima região, o Sassepe, o Hospital Regional, a 24º Ciretran Especial, ARE Secretária da Fazenda-PE, Unidade Avançada Corpo de Bombeiros, CREAS regional, Área Integrada de Segurança.

Possuindo instituições de nível superior e abrigando a Diocese de Afogados da Ingazeira, única diocese de sua microrregião. É a única cidade pernambucana com menos de 50.000 habitantes classificada pelo IBGE como Centro Subregional B, devido sua rede de influência.  Possui o terceiro maior IDH da região, somente atrás de Triunfo e Serra Talhada, e está situado a 386 km de distância da capital, Recife.

O vídeo busca potencializar a cidade como integrante da rota do Cangaço e também da Poesia. No vídeo, são evidenciadas belezas como a Serra do Giz, o cine São José, o Carnaval dos Tabaqueiros, o Museu do Rádio, a Barragem de Brotas, o Fersan e o Afogareta, dentre outros.

Patrulha Rural será ponte entre comunidades e Polícia Militar, afirma subcomandante do 23º BPM

Por André Luis A Polícia Militar de Pernambuco, por meio da Diretoria Integrada do Interior II – DINTER II, lançou na quarta-feira (23.02), em Serra Talhada, uma nova modalidade de policiamento: a Patrulha Rural Comunitária. Nesta quarta-feira (02.03), o subcomandante do 23º BPM, sediado em Afogados da Ingazeira, Major Ivaldo, explicou, durante entrevista ao programa […]

Por André Luis

A Polícia Militar de Pernambuco, por meio da Diretoria Integrada do Interior II – DINTER II, lançou na quarta-feira (23.02), em Serra Talhada, uma nova modalidade de policiamento: a Patrulha Rural Comunitária.

Nesta quarta-feira (02.03), o subcomandante do 23º BPM, sediado em Afogados da Ingazeira, Major Ivaldo, explicou, durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, como será o funcionamento desta nova modalidade, que irá operar em toda a região do Pajeú.

Segundo o subcomandante, Afogados da Ingazeira já contava com um projeto piloto da Patrulha, mas com um modo de operação mais voltado para a repressão.

“Esta nova modalidade tem o objetivo mais voltado para a prevenção. A Patrulha tem a finalidade de aproximar os moradores da zona rural com os policiais. Servir de ponte. E assim buscarmos juntos soluções os problemas na segurança pública destas áreas”, destacou o Major.

Ainda segundo o Major Ivaldo, a Patrulha Rural também está atuando na repressão de crimes. “Já apreendemos, por exemplo, durante patrulhamento, armas e drogas”, relatou.

Major Ivaldo afirmou que o comando do 23º BPM espera como resultado, ampliar o diálogo com a comunidade e citou a Patrulha Maria da Penha, como um projeto comunitário, que dado frutos.

“Implementamos aqui a Patrulha Maria da Penha que tem o mesmo objetivo que é aproximar polícia e comunidade. Mas é preciso lembrar que os resultados são em longo prazo. A Patrulha Maria da Penha começou a colher os resultados tempos depois de implementada e tem sido tido resultados muito positivos”, lembrou.

O subcomandante informou que foram designados para a Patrulha doze policiais que atuarão somente neste sentido. “Isto ajuda a desafogar as outras guarnições. Assim quando houver uma ocorrência que seja da cobertura da Patrulha Rural, não será necessário descobrir a área urbana para atender a ocorrência”, destacou.

Para entrar em contato com a Polícia Militar, a população pode ligar para o número 190, ou para o WhatsApp do 23º BPM: (87) 9.9937-5670

Banana pra dar e vender: Bananeira com cinco cachos causa curiosidade em cidade do Pajeú

Por Kátia Gonçalves Um fenômeno está chamando a atenção dos vizinhos do agricultor, Elias de Melo Lima,50 anos, morador da Rua Nova, número 92, comunidade Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, Sertão Pernambucano. Uma bananeira produziu cinco cachos de bananas ao mesmo tempo. A maioria dos cultivares produz um único cacho por haste ou […]

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Vá contando: bananeira com cinco cachos chamou atenção na comunidade de Santa Cruz da Baixa Verde. Para especialista, as condições climáticas, a maior fertilidade do solo ou a rusticidade da planta podem favorecer a produção de mais de um cacho.

Por Kátia Gonçalves

Um fenômeno está chamando a atenção dos vizinhos do agricultor, Elias de Melo Lima,50 anos, morador da Rua Nova, número 92, comunidade Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, Sertão Pernambucano. Uma bananeira produziu cinco cachos de bananas ao mesmo tempo.

A maioria dos cultivares produz um único cacho por haste ou pé. Mais cinco causou espanto na comunidade. Motivo que está levando a imprensa, parentes, amigos e curiosos visitarem a bananeira. O senhor Cosme informou que o filho plantou o pé há dois anos, porém, a produção sempre foi “normal”.  “Nem eu acredito no que vejo todos os dias no quintal da minha casa. Nunca tinha visto isso antes, caso raro! Ninguém sabe o que fez essa bananeira ser tão diferente”, questionou Elias.

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Bananeira virou notícia. Na foto, a equipe da TV Asa Branca visita o local

Em entrevista à TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo/Caruaru, a técnica em agroecologia do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), Kelle Souza, explica que as condições climáticas, a maior fertilidade do solo ou a rusticidade da planta podem favorecer a produção de mais de um cacho. No caso da bananeira do senhor Elias, por estar ao lado de poucas bananeiras, houve um acúmulo de matéria orgânica e a fertilização por insetos de mais uma flor, o que deu origem aos cachos múltiplos.

“A bananeira é de origem Asiática de clima tropical, desenvolve-se melhor em locais com temperaturas médias de 20 a 24º C. Como a região de Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo tem esse clima mais ameno, em relação às demais cidades do Pajeú, talvez explique esse caso raro”, explicou Kelle.

Ainda de acordo com o agricultor, se as bananas terão um sabor gostoso, só daqui a um mês, tempo para o amadurecimento da fruta. Ele só sabe que os frutos poderão ser consumidos sem preocupação. “O gosto eu não sei, mas quando amadurecer todos podem comer porque são agroecológicos”, concluiu.

Vitória em processo de duas décadas possibilita economia de R$ 67 milhões ao Estado

Decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) deve encerrar processo que se prolongava há 22 anos, configurando-se numa importante conquista de atuação estratégica da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE). A Quarta Turma do TRF5 julgou improcedente pedido de aumento indenização referente a desapropriação na década de 90. Em valores atualizados, a […]

Decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) deve encerrar processo que se prolongava há 22 anos, configurando-se numa importante conquista de atuação estratégica da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE). A Quarta Turma do TRF5 julgou improcedente pedido de aumento indenização referente a desapropriação na década de 90. Em valores atualizados, a causa seria estimada em R$ 67 milhões.

O terreno originalmente foi desapropriado pelo Estado para realizar projeto de urbanização com obras de drenagem, abertura de ruas, pavimentação e esgotamento sanitário no Loteamento Jardim Europa, localizado no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. O proprietário recebeu a indenização pelo terreno declarado de interesse público, mas pretendia forçar o Estado a indenizá-lo por área contígua ao terreno, que não estava no projeto de urbanização e se configurava como área de mangue, protegida por legislação federal.

Segundo o procurador do Estado Henrique Lucena, responsável pela condução do processo há duas décadas, a ação foi ajuizada contra o Estado em 1997 por representantes de espólio que objetivava a indenização de área remanescente de desapropriação anterior, referente a lotes de terrenos situados no Loteamento Jardim Europa, medindo 231.693,75 metros quadrados.

“O processo tramitou inicialmente na Justiça Estadual, mas o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco reconheceu, ao final, a competência da Justiça Federal, uma vez que o imóvel objeto da demanda constitui bem de propriedade da União por se tratar de terreno de marinha”, explicou o procurador, que é coordenador do Núcleo de Processos Estratégicos da Procuradoria do Contencioso.

A PGE-PE requereu, à Justiça Federal, a improcedência do pedido de indenização por ser imóvel da União, não passível de desapropriação por parte do Estado. Além disso, de acordo com o procurador do Estado, a área remanescente, indicada como fundamento para indenização, constitui terreno de marinha, em regime de ocupação, não cabendo sequer desapropriação de domínio útil.

Em abril de 2017, decisão de primeiro grau na Justiça Federal reconheceu a improcedência do pedido, numa segunda vitória da PGE-PE. O autor da ação recorreu ao TRF5, mas a improcedência do pedido foi confirmada pelos desembargadores federais Rubens Canuto, Edilson Pereira Nobre Júnior e Lázaro Guimarães (relator do recurso de apelação), da Quarta Turma do TRF5, em julgamento realizado em 2 de abril último.

“Estima-se uma economia para o Estado de Pernambuco da ordem de R$ 67.812.603,85, atualizando-se valor de execução provisória em curso desde 2005. Penso que assistimos ao capítulo final, pois dificilmente a decisão será revertida, já que eventuais recursos judiciais não comportam revisão de fato e prova”, avalia Henrique Lucena.

O processo em questão demonstra a importância da atuação estratégica da advocacia pública, diretriz adotada pela PGE-PE para identificar e tratar de modo específico demandas de grande impacto econômico e/ou administrativo, de forma a proteger interesse público e o erário.