“A Rádio Pajeú tem uma tradição e força únicas. Com a loja virtual, ela tem condições de chegar a todo o país com itens personalizados que tem a assinatura da nossa região”, diz o Gerente Administrativo, Nill Júnior.
O lançamento oficial do site aconteceu no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. “Depois da convergência tecnológica, a Rádio Pajeú consegue chegar a todo o país. Então quem mora em outros estados ou região pode vestir nossa cultura, nossos símbolos, nossos ícones”, diz o padre.
O site também irá firmar outras parcerias. Poderão ser comercializadas, por exemplo, camisas do Afogados Futebol Clube, do Serra Talhada, quadros assinados por artistas da região, dentre outros itens.
Na mesma página é possível acessar o portal da emissora, com informações, prestação de serviço, Museu do Rádio, podcasts e o link para ouvir a emissora o vivo.
A Deputada Marília Arraes (PT) é uma das convidadas da Revista da Cultura, que vai ao ar hoje a partir das 11h na Cultura FM 92,9. Ela fala da agenda parlamentar, aprovação da privatização dos Correios na Câmara e de sucessão no estado. O programa ainda debate o drama da cantora Walkyria Santos. Em meio a […]
A Deputada Marília Arraes (PT) é uma das convidadas da Revista da Cultura, que vai ao ar hoje a partir das 11h na Cultura FM 92,9.
Ela fala da agenda parlamentar, aprovação da privatização dos Correios na Câmara e de sucessão no estado.
O programa ainda debate o drama da cantora Walkyria Santos. Em meio a dor da perda do filho Lucas Santos, de 16 anos, ela e a família iniciaram uma campanha para aprovar um projeto de lei na Câmara dos Deputados que criminaliza atuação de “haters” (pessoas que destilam comentários de ódio) na internet. O projeto de lei leva o nome do adolescente.
Nas redes sociais, Walkyria disse que essa será “mais uma batalha” e que “as pessoas não podem se esconder por trás da tela de um celular, disseminarem o ódio e ficar por isso mesmo”. A psicóloga Amanda Novaes também comenta como devemos acompanhar a vida e comportamento de nossos filhos da Internet.
Tem ainda a repercussão do fato da semana. A morte de três pessoas da mesma família em um acidente de carro após colidir em um trem na Ferrovia Transnordestina. Dois homens de 60 e 33 anos, e uma mulher de 53 anos, estavam em via pública, dentro do veículo, quando, ao passar pela linha férrea, no Poço do Serrote, colidiu com uma locomotiva.
Participe, pelo (87) 3831-1314 ou (87) 9-8874-1314. Acompanhe também pelas redes sociais da Cultura FM.
As projeções de Falabella O Diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, falou ao blog sobre as projeções em cidades que tiveram levantamentos divulgados em parceria com o blog. Importante dizer que os números explicam a política. E que alguns fatores aferidos nas pesquisas, a se considerar a experiência e expertise do economista e Diretor do […]
O Diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, falou ao blog sobre as projeções em cidades que tiveram levantamentos divulgados em parceria com o blog.
Importante dizer que os números explicam a política. E que alguns fatores aferidos nas pesquisas, a se considerar a experiência e expertise do economista e Diretor do Instituto permitem fazer algumas análises além números. Confira:
Em Serra Talhada, a se considerar o levantamento do Instituto Múltipla divulgado ontem, Márcia Conrado deve ter uma das maiores vitórias eleitorais da história recente de Serra Talhada.
Como dito, os números explicam a política: na cidade, enquanto os governistas e o prefeito Luciano Duque fizeram bem o dever de casa, com gestão bem avaliada, candidata sem rejeição, crescimento de Márcia como candidata na postura e discurso e maior grupo, na oposição, o contrário.
Insistência de Carlos Evandro para ser o candidato até última hora mobilizando a militância, decisão pela esposa, mulher de postura, mas sem a densidade do marido, rompimento com Victor Oliveira que tinha recall e discurso do jovem e novo, escolha de uma vice aguerrida, mas que não agregou. A matemática explica os passos. Vai dar Márcia, com folga.
A única dúvida é acompanhar a rota dos indecisos, 10% ao todo. Uma tendência é de que migrem para a oposição em pequena ou forte maioria. Isso porque não há porque não se definir com a candidata governista cravada e a identificação com Duque. “A tendência sempre é um pouco maior de migração para oposição, mas isso só as urnas irão cravar”.
Em Afogados da Ingazeira, segunda maior cidade, o indicativo é de favoritismo de Alessandro Palmeira contra Zé Negão. A última pesquisa mostrou vantagem do socialista (51%x24%). Mas vale dizer que, considerando os votos válidos, Sandrinho fica na casa dos 60% e Zé Negão na casa dos 30%, com a oscilação da margem de erro. Capitão Sidney terá a maior votação de uma terceira via na cidade. Pega os votos conservadores mais os de quem não vota em Sandrinho ou Zé.
E porque Sandrinho não repete a votação de Patriota em 2016? Para Ronald, mesmo com Patriota tendo uma gestão extremamente bem avaliada e Sandrinho ser um nome jovem e leve, para parte da população pesa o alinhamento às vésperas do processo com o ex-prefeito Totonho Valadares e o candidato a vice, Daniel.
Não é demérito dos dois, um líder importantíssimo da história e o outro, vereador dos mais votados. Tudo tem a ver com o período em que Totonho, Daniel, Patriota e Sandrinho trocaram farpas na mídia. Parte da população pode não ter engolido o alinhamento.
Então, alguns não votam em Zé Negão, mas contra o ajuntamento entre os governistas. Importante dizer que Zé tem teto porque tem parte do telhado de vidro. Só pra lembrar: as ausências nas sessões, a acusação de não dar expediente como vigilante, o carnaval que promovia, as frases vazadas no WhattsApp sobre vereadores e a mãe de Patriota, vídeos, fotos.
O vereador tem resposta para tudo isso e mudou estilo para um Zé bem mais discursivo e propositivo. Isso não tira os fatos da memória residual. E ainda assim, Zé ainda vai poder falar em “vitória política”, mesmo que não tenha efeito prático. Fosse o opositor um candidato sem esse histórico, até o próprio Zé se tivesse tido mais atenção, poderíamos ter eleição mais disputada. Mas no atual cenário, Sandrinho já está se vendo no espelho vestindo o terno da posse.
Das eleições mais disputadas, nas cidades onde os levantamentos foram divulgados, Floresta, no empate técnico entre Favinho Ferraz e Rorró Maniçoba e Arcoverde, na disputa histórica entre Wellington da LW e Zeca Cavalcanti. Nessas, emoção até o último voto. No mais, agora é com Vossa Majestade o eleitor. É ele que olha, escolhe o candidato, aponta o dedo pra cadeira de prefeito e determina : senta! Um bom voto a todos!
Central de Apuração
A Rádio Pajeú fará a maior cobertura das eleições 2020. Já foi o prefixo com o maior número de debates promovidos no Estado. A partir das 8h informação e prestação de serviço. E cinco da tarde, a Central de Apuração, com os resultados em primeira mão.
Errou a conta
Zé Negão perdeu o direito de ter seu último guia indo ao ar porque fizeram a conta errado. As doações de secretários à campanha de Sandrinho somaram R$ 25 mil e não R$ 90 mil. A operação não é ilegal, mas foi criticada por Zé por não ser moral.
Faltou prestobarba
Após o resultado da pesquisa Múltipla em Sertânia, esse blogueiro foi surpreendido por uma ligação do prefeito Ângelo Ferreira. Claro, a frente segundo o levantamento não se queixou. Mas reclamou da foto no card do blog. “Não uso bigode há muito tempo”.
Voto a voto
No Pajeú, as eleições mais apertadas acontecem em Brejinho (José Vanderlei x Gilson Bento), Calumbi (Sandra da Farmácia x Joelson) , Santa Terezinha (Vanin x Delson) e Tabira (Flávio x Nicinha).
Acabou data
O Múltipla não achou data para fazer o levantamento em Tabira depois que Nicinha de Dinca foi alçada à candidata pela impossibilidade do marido de ser candidato. Quando houve a definição, o calendário estava fechado.
Teve debate!
Nicinha, que faltou a todos os debates e entrevistas nas rádios quando convidada, foi protagonista ao menos de um embate, quando foi pedir votos e achou um aliado de Flávio. O debate com Pêta Móveis teve réplica, tréplica e direito de resposta ao fim negado por Dinca com um “vamo simbora”.
Favoritos
Candidatos favoritos no Pajeú: Márcia Conrado em Serra Talhada, Adelmo Moura em Itapetim, Evandro Valadares em São José do Egito, Anchieta Patriota em Carnaíba, Luciano Bonfim em Triunfo, Luciano Torres em Ingazeira. Na Paraíba, Augusto Valadares deve ter a maior votação proporcional do estado em Ouro Velho. No Moxotó, Manuca em Custódia e Ângelo Ferreira em Sertânia engomam o terno de posse.
Haaaja coração
Emoção até o fim tem em Floresta (Favinho Ferraz x Rorró Maniçoba), Salgueiro (Clebel Cordeiro x Marcones Libório) e Arcoverde (Wellington LW x Zeca Cavalcanti). Pelas pesquisas nessas cidades, só acaba quando terminar.
Tabira, a mais disputada
Tabira terá a disputa mais equilibrada do Pajeú. Levantamentos internos de um lado e de outro indicam essa possibilidade. Internamente é um tal de 3% pra cá, 4% ou 5% pra lá. Prova disso é que nem uma das candidaturas quis registrar pesquisas para divulgar. Chama atenção o número de indecisos que ainda seria importante e decisivo. Boa sorte a Flávio e Nicinha! agora é com o povo!
Fim de fuzuê
A melhor proposta no debate do Farol de Notícias sobre a polêmica das pesquisas veio de Marquinhos Dantas (PRB). “Eu propus uma pesquisa dividida pelos quatro candidatos mas não aceitaram”. O blog também cantou, em vão, depois que tentaram descredenciar o Múltipla, que teve cenário aferido muito parecido com o Instituto Opinião. No mais, pesquisa tem que ter margem de erro, ao contrário do que quer Victor Oliveira. Aferir intenção sem margem de erro tem outro nome. Chama-se eleição.
Frase da semana:
“Tem que deixar de ser um país de maricas”.
De Jair Bolsonaro sobre a repercussão das mais de 160 mil mortes. Na verdade, desviando noticiário do seu filho Flávio, atolado no escândalo das rachadinhas.
A decisão do governo interino Michel Temer (PMDB) de entregar ao seu partido, via Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), a execução de obras destinadas ao combate à estiagem gerou reação de diversos setores. No Senado, o líder do PT, Humberto Costa (PE), criticou a medida e disse que a ação “recria no […]
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Humberto Costa (PT-PE). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A decisão do governo interino Michel Temer (PMDB) de entregar ao seu partido, via Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), a execução de obras destinadas ao combate à estiagem gerou reação de diversos setores. No Senado, o líder do PT, Humberto Costa (PE), criticou a medida e disse que a ação “recria no Brasil as figuras dos coronéis”. Antes da mudança realizada por Temer, os governadores do Nordeste eram os responsáveis pelo controle da execução deste tipo de obra.
“Na semana em que damos início à campanha eleitoral para as prefeituras municipais, esse governo nefasto, retrógrado e fisiológico tomou dos governadores nordestinos o controle sobre a execução de obras destinadas ao combate à seca. Vejam bem: os gestores estaduais perderam, por um golpe do Palácio do Planalto, o direito de comandar as ações de enfrentamento aos efeitos da estiagem dentro dos seus próprios Estados”, disse o senador.
Para o líder, após cinco anos consecutivos de seca, a medida descaracteriza as ações de combate à estiagem, que eram definidas pelos Estados, e transfere a prerrogativa para “um órgão de apaniguados do PMDB pendurados nos cargos de direção”.
“É a institucionalização da falta de vergonha na cara, marca característica desse governo golpista e fisiológico, que vende até a miséria humana em troca de apoio político, que rifa o futuro inteiro de um povo para o agrado de aliados políticos. E faz isso aos olhos de ministros nordestinos, quatro deles pernambucanos”, disparou o senador.
Segundo o senador, as ações de Temer contra o Nordeste são também uma retaliação a toda a região, onde o presidente interino tem os maiores índices de rejeição do país. “Essa é mais uma prova cabal da visão que esse governo golpista tem do Brasil e, especialmente, do Nordeste: nenhuma responsabilidade social, nenhum respeito ao equilíbrio federado, nenhuma atenção ao crescimento justo do país, nenhuma atenção ao povo mais pobre, que ele enxerga como boi para gerar voto”, afirmou.
O Gerente de Articulação Regional da Casa Civil, Mário Viana Filho, defendeu a governadora Raquel Lyra e as ações de seu governo durante o Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. O programa pediu uma nota para o ciclo Raquel até agora. Na média, a nota atribuída ao trabalho da governadora foi […]
O Gerente de Articulação Regional da Casa Civil, Mário Viana Filho, defendeu a governadora Raquel Lyra e as ações de seu governo durante o Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú.
O programa pediu uma nota para o ciclo Raquel até agora. Na média, a nota atribuída ao trabalho da governadora foi 6,9. “Minha média seria muito maior. Eu tenho um orgulho muito grande de fazer parte disso. Eu sonhei com isso pra Pernambuco. A primeira vez que escutei o discurso de Raquel senti que ela me representava. Era a esperança de ver Pernambuco mudando, Pernambuco como caminha hoje”.
“A gente não tem como esquecer o passado porque ele prejudica o futuro e o presente. O que o PSB fez foi muito errado. Quebrou o estado e o entregou numa situação muito difícil. Então a gente busca não olhar tanto pelo retrovisor, mas é importante, porque muitas pessoas esquecem que o que nós estamos passando hoje foi fruto da falta de atenção, da falta de zelo do PSB com a população do Estado”.
A governadora tem lutado, organizou o Estado nesses últimos dois anos e já conseguiu avançar e trazer tanta coisa boa”. Mário defendeu as ações e perspectivas de governo na área de infraestrutura, no tocante aos projetos de melhoria das estradas, ações hídricas e atenção ao Pajeú.
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 […]
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.
Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado, quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.
De lá pra cá, ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória, provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados, dentre eles, o de que Totonho não conceda entrevistas, temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo, principalmente em relação à consciência e cognição. Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.
Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio, em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo, envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio, mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista, contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio, para muitos uma invenção de Mariano, ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá, o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.
Como não havia reeleição, Totonho buscou pavimentar sua candidatura. Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário, engenheiro, imagem construída desde a juventude, como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira, contra os preconceitos em torno de sua candidatura. A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB.
Teve dois anos prefeito com um opositor, o governador Joaquim Francisco no Palácio, mas soube aproveitar os dois últimos, com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo, e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.
O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição, aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões, por exemplo. Era visceral, pessoal, além da divisão política.
Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano, garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares, candidato pelo PTB.
Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se, também teve contribuição determinante para Afogados. A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.
Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa, na principal emissora, a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo. Um atacava, a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.
Naquela confusão, acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone, mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso. Num mundo tão falso da política, onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição, boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica, me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista, me dizia na lata o que pensava, questionava, discordava, mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.
Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história, representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro, abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política, desafiou a desconfiança inicial para se consolidar, com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!
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