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Rádio Pajeú é tema de debate e dissertação na UFRPE

Por Nill Júnior
Elano Lorenzato, Andreia Trigueiro, este comunicador, Salete Tauk e Irenilda de Souza Lima, na UFRPE

A Sala de Seminários do Departamento  de Educação da UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco foi palco de um importante debate sobre o papel da Rádio Pajeú  no Sertão do Pajeú, a partir da Defesa da Dissertação “Rádio e convergência midiática no Sertão do Pajeú”, do jornalista Elano Lorenzato.

Todo o trabalho teve como base a Rádio Pajeú, seu papel histórico e sua interação com as novas mídias. Elano ficou por dias em Afogados da Ingazeira para produzir esse rico material. A ideia para produção do estudo nasceu em 2016, quando  a  doutora em Comunicação Salete Tauk esteve com alunos de Pós Graduação em Extensão Rural e Desenvolvimento local da UFRPE visitando a emissora. A finalidade foi a realização de estudo com elaboração de documento sobre a convergência midiática.

A doutora e os pós graduandos Jayne Neto, Elano Lorenzato e Ítalo Romany estiveram nos estúdios da emissora, conversando sobre as mudanças influenciadas pela convergência digital ao longo dos anos na primeira emissora do Sertão Pernambucano.

Na região, o grupo ainda trabalhou temas como a reconversão cultura, visitando comunidades em toda a região. Eles estudaram a  influência sócio-cultural da convergência tecnológica e midiática   na sociedade sertaneja, de onde saiu um importante artigo. A partir daí, veio a ideia de Elano de mergulhar mais na história para o trabalho de dissertação.

A banca examinadora teve um trio de muita qualidade e respeitabilidade: além da Profª. Drª. Maria Salete Tauk Santos (UFRPE), participaram a Profª. Drª. Irenilda de Souza Lima (UFRPE) e a Profª. Drª. Andrea Trigueiro, com experiência no rádio do Estado, com passagens por emissoras como Clube, Jornal e CBN Recife. A professora Irenilda Lima, por exemplo,  destacou o fato de que a emissora nasceu de uma igreja de linha progressista, com a Diocese de Afogados da Ingazeira como uma das mais importantes do movimento no Nordeste.

Em nome da Pajeú, este radialista e blogueiro registrou a alegria de ter nossa experiência de comunicação servindo de base e estudo para elaboração de um documento tão importante. Mais felizes ficamos ao receber a notícia da aprovação do trabalho. O rádio precisa cada vez mais de memória e documentação de sua história.

Outras Notícias

Após decisão do STF, frente dos prefeitos anuncia consórcio para compra de vacinas contra covid

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou nesta terça-feira (23), em sua conta no Twitter que vai liderar a criação de um consórcio público com a finalidade específica de comprar vacinas contra Covid-19. A informação é do UOL. A decisão da FNP ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter formado maioria nesta terça, em […]

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou nesta terça-feira (23), em sua conta no Twitter que vai liderar a criação de um consórcio público com a finalidade específica de comprar vacinas contra Covid-19. A informação é do UOL.

A decisão da FNP ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter formado maioria nesta terça, em julgamento virtual, para permitir que Estados e municípios possam importar e distribuir vacinas contra Covid registradas por órgãos reguladores estrangeiros previstos em lei caso a Anvisa não avalie um eventual pedido apresentado no Brasil em até 72 horas.

“A iniciativa não tem o propósito de se sobrepor às negociações em vigor com o governo federal. Serão exclusivamente para a aquisição de imunizantes que não estejam no escopo do Ministério da Saúde”, explicou a FNP pelo Twitter.

Até o momento, o governo federal já adquiriu, para uso emergencial, as vacinas AstraZeneca-Oxford e CoronaVac. Nesta terça, a Anvisa autorizou o registro definitivo da vacina da Pfizer, mas o governo federal ainda não tem um acordo fechado com o laboratório para aquisição de doses.

Governadores e prefeitos têm pressionado desde o ano passado o governo federal a ampliar a oferta de vacinas contra Covid no país.

Menos de 24 horas depois da fala de Rivelton Santos, Arthur Amorim defende “coerência e gratidão” a Sandrinho e Patriota

Menos de 24 horas depois do ex-aliado Rivelton Santos ter creditado à saída da esposa, Luciana Valquiria, da coordenação da Atenção Básica, para deixar a Frente Popular depois de 27 anos, o Secretário de Saúde Arthur Amorim, possível pivô do remanejamento, se manifestou. Foi no programa institucional da prefeitura de Afogados da Ingazeira. Ele defendeu […]

Menos de 24 horas depois do ex-aliado Rivelton Santos ter creditado à saída da esposa, Luciana Valquiria, da coordenação da Atenção Básica, para deixar a Frente Popular depois de 27 anos, o Secretário de Saúde Arthur Amorim, possível pivô do remanejamento, se manifestou. Foi no programa institucional da prefeitura de Afogados da Ingazeira.

Ele defendeu que os resultados só vêem quando “se é grato, correto e honesto com a consciência”.

“Por isso é importante a gente falar sobre linha, linhagem. Gratidão não é pra todos. Oportunidade se dá, e você tem que abraçar essa oportunidade”, disse, sem citar nomes, agradecendo a José Patriota e Sandrinho Palmeira pelas oportunidades.

Após morte de mais uma criança, entidades criticam política de segurança do Rio

Governo do Estado afirmou que “lamenta profundamente” a morte da menina e que trabalho das polícias “segue protocolos rígidos de execução, sempre com a preocupação de preservar vidas”. PM afirmou que abriu investigação e que “circunstâncias da morte serão apuradas” G1 Após a morte de Ágatha Vitória, de 8 anos, baleada na noite de sexta-feira (20) […]

Governo do Estado afirmou que “lamenta profundamente” a morte da menina e que trabalho das polícias “segue protocolos rígidos de execução, sempre com a preocupação de preservar vidas”. PM afirmou que abriu investigação e que “circunstâncias da morte serão apuradas”

G1

Após a morte de Ágatha Vitória, de 8 anos, baleada na noite de sexta-feira (20) no Complexo do Alemão, a OAB, a Defensoria Pública e a Anistia Internacional criticaram as políticas de segurança pública do Estado do RJ e manifestaram solidariedade e apoio à família da menina.

Em entrevista à TV Globo, o porta-voz da PM Mauro Fliess disse que o governo do estado está no caminho certo e que “não irá recuar”. Afirmou ainda que “não há nenhum indicativo, nesse momento, de uma participação do policial militar no triste episódio que vitimou a pequena Ágatha”.

O Governo do Estado afirmou, em nota, que lamenta profundamente a morte da menina Ágatha, assim como a de todas as vítimas inocentes, durante ações policiais.

Ágatha é a quinta criança morta em tiroteios no estado do Rio de Janeiro este ano. Parentes e testemunhas contestam a versão da PM sobre a morte e afirmam que a menina foi atingida por um tiro disparado por um policial. A corporação diz que policiais revidaram após serem atacados por criminosos na comunidade.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro criticou a estatística de 1.249 pessoas mortas pela polícia nos oito primeiros meses deste ano: “Um recorde macabro que este governo do Estado aparenta ostentar com orgulho”, diz o órgão.

“As mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pelo governo do Estado como danos colaterais aceitáveis. A morte de Ágatha evidencia mais uma vez que as principais vítimas dessa política de segurança pública, sem inteligência e baseada no confronto, são pessoas negras, pobres e mais desassistidas pelo Poder Público”, diz o órgão.

Em nota, a OAB-RJ lamentou ainda que o estado tenha uma média de cinco mortos por dia pela polícia e que esses números sejam encarados “com normalidade pelo Executivo estadual e por parte da população. A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente”.

“A defesa do direito à vida é o princípio mais básico do ser humano e deveria ser o norte de qualquer governo civilizado. Uma política de segurança pública sem planejamento de inteligência atenta contra a integridade da população, e da própria polícia, e afronta os parâmetros básicos de civilidade”, completou a OAB.

Por meio da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, a OABRJ afirmou que está à disposição da família de Ágatha e de familiares de outras vítimas da violência do Estado.

A Anistia Internacional Brasil (AIB) criticou as políticas de segurança pública adotadas pelo estado. Para a diretora executiva da AIB, Jurema Werneck, as autoridades não cumprem o dever constitucional de proteger a vida de uma menina como a de Ágatha.

Em nota, a Anistia acrescenta ainda que “exige que o Estado assuma sua responsabilidade de proteger o direito humano à vida de todos e todas, independentemente de sua raça e independentemente do seu local de moradia”.

O órgão ressalta que “a responsabilidade do governador é prevenir e combater a violência com inteligência e levando em consideração que todas as vidas importam, e não deixar um rastro de vítimas que deveriam ser protegidas pelo Estado, como Ágatha e mais de mil pessoas mortas só este ano por agentes de segurança pública no Rio de Janeiro”.

Justiça Eleitoral cassa mandatos de vereadores de Toritama acusados de compra de votos

A Justiça Eleitoral de Toritama, Agreste de Pernambuco, cassou os mandatos de dois vereadores do PSDB, Edijan Enildo da Silva e Severino Antônio da Silva, acusados de compra de votos através do WhatsApp. A decisão, divulgada no último domingo (3), revela que os suspeitos confessaram a prática em áudios enviados em grupos no aplicativo de […]

A Justiça Eleitoral de Toritama, Agreste de Pernambuco, cassou os mandatos de dois vereadores do PSDB, Edijan Enildo da Silva e Severino Antônio da Silva, acusados de compra de votos através do WhatsApp.

A decisão, divulgada no último domingo (3), revela que os suspeitos confessaram a prática em áudios enviados em grupos no aplicativo de mensagens, relatando que foram enganados por um eleitor que teria vendido seu voto a ambos os candidatos.

O Juiz Eleitoral Marcos José de Oliveira reconheceu abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio e abuso de poder político.

Condenados, ambos os tucanos estão inelegíveis por oito anos, a contar da data do primeiro turno das eleições municipais de 2024. Além disso, foi aplicada uma multa de R$ 53.205,00.

Edijan Enildo da Silva e Severino Antônio da Silva têm três dias para recorrer, a partir da data de publicação da decisão no Diário Oficial. 

Chamado de golpista, Roberto Freire diz que “teve que reagir” a escritor homenageado

Após o embate com Raduan Nassar na entrega do Prêmio Camões, o ministro da Cultura, Roberto Freire, afirmou à Folha de São Paulo que o governo “não poderia ficar calado” diante das críticas feitas pelo escritor brasileiro, que chamou a gestão peemedebista de “golpista” e “repressora”. “Quem fala o que quer ouve o que não quer”, disse Freire. […]

Após o embate com Raduan Nassar na entrega do Prêmio Camões, o ministro da Cultura, Roberto Freire, afirmou à Folha de São Paulo que o governo “não poderia ficar calado” diante das críticas feitas pelo escritor brasileiro, que chamou a gestão peemedebista de “golpista” e “repressora”. “Quem fala o que quer ouve o que não quer”, disse Freire.

Segundo o ministro, a entrega da maior honraria da literatura em língua portuguesa a um “adversário político” é prova de que o governo Temer “não é ilegítimo”.

Freire afirmou ainda que as vaias que recebeu no evento vieram de “expressivos líderes do PT” que estavam na plateia, porém, não soube nomear nenhum deles. “Foi uma ação preparada e não só por um ou outro que participava do evento”, declarou.

Mas pegou mal para Freire. Em cerimônias anteriores do Prêmio Camões e em outras semelhantes, o costume é o homenageado fazer ao final o discurso de agradecimento.

Era esperado que o autor de “Lavoura Arcaica”, crítico notório do governo Temer, fizesse um discurso contundente. E foi o que ocorreu, quando Raduan falou, abrindo a cerimônia, em vez de fechando-a.

Isso permitiu que o ministro Roberto Freire tivesse a última palavra, com uma resposta dura a Raduan, que havia em sua fala acusado o governo de golpista.

O ministro sugeriu que o escritor não deveria aceitar o prêmio, no valor de €100 mil (cerca de R$ 330 mil). Freire nega que o ritual tenha sido invertido pelo Ministério da Cultura.