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“Quero lançar o Programa Acolhimento Digital”, diz Raquel durante debate na Globo

Por Michael Andrade

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) anunciou, durante o debate da TV Globo realizado nessa terça-feira (29), a proposta de criar um programa estadual de atendimento psicológico e psiquiátrico para pessoas com dependência em apostas. Segurança pública também esteve entre os principais temas abordados pela candidata no confronto com João Campos (PSB).

Batizada por Raquel de Acolhimento Digital, a proposta prevê aproximar profissionais de saúde mental das pessoas que desenvolveram problemas relacionados aos jogos de apostas. A candidata não detalhou, durante o debate, como funcionariam o atendimento, o acesso ao programa e os custos da iniciativa.

“Eu quero lançar o Programa Acolhimento Digital para que a gente possa aproximar psiquiatras e psicólogos de pessoas que ficaram viciadas em jogos e perderam tudo na sua vida”, afirmou.

Raquel voltou a se posicionar contra as bets e relacionou as plataformas a riscos de lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas. O tema também apareceu em outros momentos do debate.

Segurança pública

No primeiro confronto direto entre Raquel e João, segurança pública foi o tema sorteado. A governadora questionou a atuação do adversário na Prefeitura do Recife e criticou a situação da Guarda Municipal durante a gestão do socialista.

Raquel também comparou a experiência de João na administração municipal com sua passagem pela Prefeitura de Caruaru e afirmou que, durante seu governo estadual, houve ampliação dos investimentos em equipamentos, armamentos, inteligência e estrutura das forças de segurança.

Segundo a candidata, estão sendo destinados R$ 300 milhões a equipamentos e estruturas para a área, incluindo delegacias e unidades policiais. Os números foram apresentados por Raquel durante o debate.

João rebateu as críticas e questionou quantas delegacias haviam sido entregues pelo governo estadual. Também afirmou que facções criminosas avançaram em Pernambuco e prometeu, caso eleito, lançar um programa específico de enfrentamento às organizações criminosas e ampliar os efetivos policiais.

Raquel, por sua vez, responsabilizou as gestões anteriores do PSB pelas condições encontradas na segurança pública quando assumiu o Governo de Pernambuco e voltou a citar investimentos realizados durante seu mandato.

Investimentos nos municípios

Em outro momento do debate, Raquel afirmou que sua gestão realiza investimentos municipais independentemente da composição política local. Entre os exemplos mencionados, citou obras habitacionais em São Benedito do Sul e intervenções de contenção de encostas em Cortês.

A governadora afirmou ainda que foram destinados R$ 60 milhões a Cortês. O valor foi apresentado pela própria candidata durante o debate.

Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes participaram do último debate da TV Globo antes do primeiro turno. Além de segurança e bets, o encontro teve discussões sobre saúde, políticas para mulheres, infraestrutura, abastecimento de água e outros temas estaduais.

Fonte: TV Globo
Foto: Janaína Pepeu

Outras Notícias

A história do casal de mais de 100 anos, junto há 8 décadas

Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins –  Diário de Pernambuco Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau […]

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Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins –  Diário de Pernambuco

Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau Braz sucedia ao Marechal Hermes da Fonseca na presidência do Brasil começava a desmamar, numa pequena casa do Centro de Belo Jardim, no Agreste pernambucano.

José Miguel Lucio faz parte de um grupo raro: aos 101 anos, integra uma demografia que se resume a 0,07% da população. Na casa de alvenaria, coberta por madeira, no meio do barro da caatinga que castiga a zona rural de Iguaracy, a 365km do Recife, ainda reside outra improbabilidade: Rita Josefa de Jesus, que acaba de completar seu centenário.

Por poucos meses, o casal, junto há 80 anos, não foi contemporâneo do naufrágio do Titanic, ainda que o ambiente de mar nunca lhe tenha sido familiar. No meio tempo, foram oito filhos, 38 netos, 56 bisnetos e um trineto.

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Os dois se conheceram na Paraíba, depois de Seu Lúcio fugir de casa, ainda com 12 anos. Bateu na porta da mãe de Rita, então criança, para pedir abrigo, depois de quase se afogar num rio durante uma enxurrada. O menino se fez homem na enxada. E, nos anos seguintes, trabalharia de carpinteiro a professor. Ela, filha de um agricultor dono de sítio, ia, sem sucesso, se dedicando a possíveis paixões e ao terço, de quem não desgruda desde os primeiros anos de vida.

“Era pra ser. Ninguém que aparecia agradava minha família. Mas, desde sempre, todo mundo gostava dele, mesmo quando eu nem pensava nada”, diz.

Apenas anos de convivência depois foi que a possibilidade se desenhou. Foi numa novena do município do Congo, na Paraíba, que “se engraçaram”. Do namoro ao casamento, um ano. Ele, que lembra de ter sido professor de português e matemática, não conseguiu ensiná-la a ler. Ela, que ensinava o terço, até hoje se ajoelha sozinha em sua devoção a São Sebastião.

Desde 1966, se mudaram para Iguaracy, na mesma casa onde estão desde então. Ao atingirem cem anos e quase cem descendentes, são a definição do que seria complementaridade. Lúcio, de pernas frágeis, passa a maior parte dos dias na cama ou em cadeiras reclinadas, contando longas histórias sobre a própria vida e, do quarto, ouve cada cômodo da residência.

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Rita teve os olhos visitados pela neblina do tempo e só ouve o que é importante o bastante para lhe ser quase gritado e, no entanto, se desloca a passos pequenos pela casa até a pequena sala, onde ajoelha diante das imagens de seus protetores.

Questionados sobre o tempo que desejariam viver, dizem apenas seguir vivendo. Sem planos, sem expectativas, sem preocupações. Com a simplicidade de quem viveu mais que a maioria, sem, no entanto, se importar com ela.

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Ambulancioterapia do Emília Câmara fez mais uma vítima no Pajeú

O repórter Celso Brandão conversou com Cristiane da Silva Nascimento, 28 anos, que perdeu o bebê depois de procurar duas vezes o Hospital Regional Emília Câmara para dar a luz a uma menina.  Cristiane é pobre e mora no Conjunto Laura Ramos, em Afogados da Ingazeira. Na quarta, o médico de plantão determinou que a […]

hr de afogadosO repórter Celso Brandão conversou com Cristiane da Silva Nascimento, 28 anos, que perdeu o bebê depois de procurar duas vezes o Hospital Regional Emília Câmara para dar a luz a uma menina.  Cristiane é pobre e mora no Conjunto Laura Ramos, em Afogados da Ingazeira.

Na quarta, o médico de plantão determinou que a mãe retornasse para casa. “Eu saí de casa às dez da noite e fui pro Hospital. Minha cesárea estava marcada para quarta feira mas o médico não quis fazer, marcou para dia 30. Eu disse que não dava pra esperar. Fiquei lá bolando de dor”.

A mãe relata que ainda foi examinada por mais dois médicos. Nenhum indicou parto cesariano. “Nem na sala de gestantes me colocaram e sim no corredor. Quanto mais gritava, menos me ouviam”, disse aos prantos.

Na sexta, por falta de médico na unidade, teve que ser transferida para outra unidade. Em Arcoverde, o diagnóstico de morte do bebê, uma menina, por sofrimento fetal.

“Me tiraram para Arcoverde e minha criança já ia morta. Me mandaram sexta para Arcoverde. As ambulâncias do município estavam dentro do Hospital mas não havia motorista. Eu quero justiça. Perdi um ser vivo. Vou procurar a Justiça”. A menina já tinha nome e muita ansiedade para sua vinda ao mundo. Chamaria-se Evellin Vitória Leite da Silva. Virou mais um número nesta triste estatística.

Campanhas usam trabalho de menor

A participação de crianças e adolescentes – de forma “espontânea” ou não – nas campanhas eleitorais não somente é fato comum como está cada vez mais usual. A aglomeração das militâncias dos proporcionais nos atos de rua dos candidatos majoritários revela que este tipo de atividade é comum nas campanhas da Frente Popular de Pernambuco […]

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A participação de crianças e adolescentes – de forma “espontânea” ou não – nas campanhas eleitorais não somente é fato comum como está cada vez mais usual. A aglomeração das militâncias dos proporcionais nos atos de rua dos candidatos majoritários revela que este tipo de atividade é comum nas campanhas da Frente Popular de Pernambuco e da coligação Pernambuco Vai Mais Longe. Na última terça-feira, a reportagem do Jornal do Comercio acompanhou as caminhadas de Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB) e flagrou menores de idade trabalhando para candidatos a deputado.

Em Paulista, crianças e adolescentes faziam campanha para o deputado federal Augusto Coutinho (SDD). Um deles subiu no carro de som que reproduzia jingles para balançar uma bandeira. A reportagem abordou o menor e uma coordenadora dos militantes, que não se identificou, disse que o trabalho do grupo custa R$ 250,00 a quinzena.

Procurado pela reportagem no mesmo dia, Coutinho disse que não sabia do fato e que o responsável pela sua campanha no município, o vereador Nildo Soldado (SDD), deveria responder. Um assessor do deputado disse que poderia “ser o filho dele (do vereador) que fez espontaneamente”. Minutos depois, o vereador, conduzido pelo mesmo assessor, disse ser pai do garoto. Antes de iniciar a caminhada, o próprio Coutinho saudou o grupo de militantes, entre eles muitos menores.

Na caminhada de Armando no Coque, também na terça, adolescentes carregavam bandeirões da candidata a deputada federal Isabella de Roldão (PDT). Assim que notou a reportagem registrando, uma assessora da pedetista tomou o material de campanha das mãos dos jovens. Eles não quiseram se identificar e ficaram na caminhada até o final.

“Nossa orientação é para seguir a lei. Deve ter sido um erro da liderança daqui”, declarou Marcos Belo, coordenador da campanha de Isabella. Questionada, a candidata disse que não tinha conhecimento do fato, pediu para ver as fotos feitas pelo JC. Ela afirmou que orienta a equipe a recrutar pessoas dentro da faixa etária permitida.

O assessor da corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Orson Lemos, disse que a legislação eleitoral não trata sobre o assunto, mas que as regras devem ser as da Consolidação das Leis Trabalhistas, que não permite a prática do trabalho infantil. “Já existe a legislação que fala sobre o trabalho de crianças e adolescentes. Ela tem que ser respeitada. Lembro que qualquer pessoa pode denunciar ao TRE e ao conselho tutelar mais próximo”, afirmou.

Afogados da Ingazeira zera casos ativos de Covid

Desde o dia 5 de maio de 2020, está é a primeira vez que isso acontece A prefeitura de Afogados da Ingazeira informou, em no boletim epidemiológico desta terça-feira (10), que não foram registrados casos novos para Covid-19. Também que nesta terça não foram registrados novos casos em investigação e 22 pacientes apresentaram resultados negativos […]

Desde o dia 5 de maio de 2020, está é a primeira vez que isso acontece

A prefeitura de Afogados da Ingazeira informou, em no boletim epidemiológico desta terça-feira (10), que não foram registrados casos novos para Covid-19.

Também que nesta terça não foram registrados novos casos em investigação e 22 pacientes apresentaram resultados negativos para a Covid-19. 

Ainda segundo o boletim, dois pacientes apresentaram alta por cura após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 5.376 (98,67%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município não tem casos ativos de Covid-19 – Desde o dia 5 de maio de 2020, está é a primeira vez que isso acontece.

Afogados atingiu a marca de 23.080 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 61,94% da nossa população.  Casos leves x SRAG/Covid-19:  leves: (5.278 casos), 96,88% e graves: (170 casos), 3,12%.

Vacinação – Desde o dia 19 de janeiro deste ano, quando a técnica em enfermagem Sandra Íris Alencar Santos, de 39 anos, tomou a vacina contra a COVID em Afogados, a Prefeitura já aplicou 30.268 doses do imunizante.

Sandra foi a primeira pessoa vacinada contra COVID-19 no Sertão do Pajeú. De lá para cá, com a chegada de novas remessas e a inclusão de novos fabricantes – no começo havia apenas a disponibilidade da vacina coronavac – a Prefeitura tem intensificado o processo de imunização, o que tem refletido significativamente na redução do número de casos no município, voltando a números próximos dos do início da pandemia, com apenas dois casos ativos da doença no município.

E conforme o secretário Artur Amorim informou em entrevista de rádio, a partir da próxima sexta (13) estará aberto o agendamento para o início da vacinação de pessoas com 18 anos e mais. A vacinação ocorrerá já no próximo sábado, na quadra da escola Monsenhor Antônio de Pádua Santos (entrada por trás da escola).

Também a partir de sexta terá início o cadastramento de adolescentes com comorbidades de 12 a 17 anos. Nesse caso será apenas o cadastramento. A vacinação desse público só será realizada após normatização divulgada pelo Ministério da saúde. Agendamento e cadastramento devem ser feitos clicando aqui.

Filho de ex-deputado morto nega ter feito pagamento para Eduardo Cunha

O economista Felipe Diniz, filho do deputado falecido Fernando Diniz, ex-líder do PMDB na Câmara, negou em depoimento no último dia 20 à Procuradoria Geral da República ter mandado fazer um depósito de 1,3 milhão de francos suíços (US$ 1,3 milhão) em uma conta na Suíça da qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), […]

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O economista Felipe Diniz, filho do deputado falecido Fernando Diniz, ex-líder do PMDB na Câmara, negou em depoimento no último dia 20 à Procuradoria Geral da República ter mandado fazer um depósito de 1,3 milhão de francos suíços (US$ 1,3 milhão) em uma conta na Suíça da qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é beneficiário.

A informação sobre esse depósito, feito por meio de cinco transferências, foi dada ao Ministério Público Federal em depoimento de João Augusto Henriques, lobista supostamente ligado ao PMDB – o partido nega.

Henriques disse que não sabia quem era o destinatário do dinheiro e que fez o depósito a mando de Felipe Diniz. Segundo Henrique, o economista teria fornecido a ele as informações da conta, em um banco suíço.

No depoimento, Diniz afirmou que “nunca” indicou para João Henriques número de conta de Eduardo Cunha, “muito menos na Suíça”.

Nesta terça-feira (10), na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha afirmou que não comentaria o teor do depoimento de Felipe Diniz. “Não estou preocupado com isso”, declarou.

Em entrevista ao G1 e à TV Globo na última sexta (6), Cunha disse não saber qual é a origem do depósito, mas supunha tratar-se do pagamento de um empréstimo que fez ao ex-deputado Fernando Diniz, morto em 2009 e pai de Felipe Diniz. Ele afirmou que, após a morte do ex-deputado, resolveu não cobrar a dívida e que só soube do depósito um ano depois de o dinheiro aparecer na conta.

“No início ou meio de 2012, o truste [administrador da conta] deve ter me apresentado um balanço e eu fiquei sabendo dos recursos (US$ 1,3 mi). Eu não reconheci o valor. Eu só passei a supor que se tratava do pagamento pelo empréstimo com o depoimento do João Henriques. É uma suposição que o valor é referente ao Fernando Diniz. Eu dei a ele [Fernando Diniz] cerca de US$ 1 milhão e disse que, quando ele pudesse, que me pagasse, mas que teria que informar o truste. Ele sabia como funcionava. Quando ele morreu, eu entendi que a dívida estava extinta. O Felipe Diniz negou, no depoimento ao Ministério Público, que tenha depositado os valores. Eu tive acesso ao depoimento”, disse Cunha na entrevista.

Investigadores da Operação Lava Jato suspeitam que o dinheiro depositado na conta da qual Cunha é benefíciário é oriundo de corrupção, supostamente desviado de um contrato da Petrobras para a exploração de petróleo em Benin, na África.

Eduardo Cunha afirmou que não conversou com Felipe Diniz sobre o depósito, por temer que isso fosse entendido pelo Ministério Público como uma tentativa de forjar uma versão.