PT PE realiza encontro de vereadores em Serra Talhada
Por Nill Júnior
O encontro acontecerá em Serra Talhada dia 20 e vai reunir, além de parlamentares, lideranças sindicais e membros dos Diretórios do PT-PE.
Vereadores eleitos pelo PT em 38 municípios pernambucanos participam em Serra Talhada do Encontro Estadual de Vereadores da legenda. A cidade é administrada por um petista, o gestor Luciano Duque. Também tem um vereador tido como “orgânico” da legenda, Sinézio Rodrigues.
“Creio que este Encontro será um marco divisor para o Partido. Acreditamos que a unidade será construída a partir da compreensão que nosso projeto para Pernambuco passa pelo resgate da construção política que deu certo no Brasil”, disse o Prefeito Luciano Duque.
O encontro tem como objetivo a troca de experiências exitosas entre os mandatos petistas, em diversas cidades pernambucanas, no legislativo e executivo. Entre as presenças confirmadas para a atividade estão o Senador Humberto Costa, Bruno Ribeiro, Presidente do PT Pernambuco e a Vereadora Marília Arraes.
A vereadora recifense Marília Arraes, pré-candidata do partido ao Governo do Estado, confirmou presença. “Como líder da bancada de oposição da Câmara dos Vereadores do Recife, nossa capital, e como parlamentar do PT fico muito feliz em poder estar com meus companheiros e companheiras construindo uma nova forma de planejar e trabalhar mandatos cada vez mais democráticos e participativos. Este é o primeiro encontro de muitos que ainda virão”, disse Marília.
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 […]
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.
Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado, quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.
De lá pra cá, ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória, provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados, dentre eles, o de que Totonho não conceda entrevistas, temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo, principalmente em relação à consciência e cognição. Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.
Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio, em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo, envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio, mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista, contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio, para muitos uma invenção de Mariano, ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá, o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.
Como não havia reeleição, Totonho buscou pavimentar sua candidatura. Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário, engenheiro, imagem construída desde a juventude, como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira, contra os preconceitos em torno de sua candidatura. A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB.
Teve dois anos prefeito com um opositor, o governador Joaquim Francisco no Palácio, mas soube aproveitar os dois últimos, com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo, e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.
O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição, aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões, por exemplo. Era visceral, pessoal, além da divisão política.
Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano, garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares, candidato pelo PTB.
Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se, também teve contribuição determinante para Afogados. A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.
Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa, na principal emissora, a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo. Um atacava, a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.
Naquela confusão, acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone, mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso. Num mundo tão falso da política, onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição, boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica, me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista, me dizia na lata o que pensava, questionava, discordava, mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.
Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história, representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro, abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política, desafiou a desconfiança inicial para se consolidar, com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!
Foto: Gabriela Bilo/Estadão Estadão Após forte reação contrária, o governo Jair Bolsonaro vai revogar o decreto que libera a concessão de Unidades Básicas de Saúde à iniciativa privada. O decreto, publicado hoje, permitia ao Ministério da Economia realizar estudos para a inclusão das unidades no do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República […]
Após forte reação contrária, o governo Jair Bolsonaro vai revogar o decreto que libera a concessão de Unidades Básicas de Saúde à iniciativa privada. O decreto, publicado hoje, permitia ao Ministério da Economia realizar estudos para a inclusão das unidades no do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI). Esse é o programa do governo que trata de privatizações, em projetos que incluem desde ferrovias até empresas públicas.
A confirmação sobre a revogação do decreto foi feita pelo próprio presidente nas redes sociais. Na publicação, Bolsonaro disse que “faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal”. Segundo ele, o “espírito do decreto” revogado era “o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União”. No Brasil, acrescentou Bolsonaro, há mais de 4 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 168 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) inacabadas.
Em nota divulgada pouco antes do anúncio da revogação do decreto, o Ministério da Economia afirmou nesta quarta-feira, 28, “seguirão sendo 100% gratuitos para a população”. De acordo com o texto, a decisão foi tomada após pedido do Ministério da Saúde, com apoio da pasta de Paulo Guedes.
Segundo a Economia, a avaliação da Saúde era de que “a participação privada no setor é importante diante das restrições fiscais e das dificuldades de aperfeiçoar o modelo de governança por meio de contratações tradicionais”. A pasta destaca que, atualmente, “há mais de 4 mil UBS com obras inacabadas que, de acordo com o Ministério da Saúde, já consumiram R$ 1,7 bilhão de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Ainda de acordo com a nota, os estudos que o PPI foi autorizado a fazer devem visar a capacidade técnica e qualidade no atendimento ao sistema público de saúde.
Por André Luis Nesta sexta-feira (22) foi iniciado a implantação da primeira etapa da iluminação de LED nas principais ruas de São José do Egito. O primeiro trecho que está sendo contemplado é a rua Paulo Soares, a partir do Monumento ao Poeta e seguirá pela rua João Pessoa e demais avenidas da cidade. Nesta […]
Nesta sexta-feira (22) foi iniciado a implantação da primeira etapa da iluminação de LED nas principais ruas de São José do Egito.
O primeiro trecho que está sendo contemplado é a rua Paulo Soares, a partir do Monumento ao Poeta e seguirá pela rua João Pessoa e demais avenidas da cidade.
Nesta segunda-feira (25) os trabalhos terão continuidade em outras ruas da cidade e o Pátio da Feira. Ainda será contemplado o trecho do trevo até o conjunto habitacional.
O investido para implantação da nova iluminação está na ordem de R$200 mil, conquistados pelo prefeito Evandro Valadares.
A segunda etapa irá beneficiar os distritos do município.
Além da implantação da iluminação, a Secretaria de Infraestrutura está realizando a escovação, pintura de meio fio e praças. “Estamos preparando a cidade para receber os visitantes para a Festa Universitária”, informou a municipalidade.
G1 Uma ex-funcionária de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados é citada no relatório que identificou operações bancárias suspeitas realizadas por um ex-motorista de Flávio Bolsonaro,filho do presidente eleito e deputado estadual do Rio de Janeiro. O relatório, feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificou que o ex-motorista de Flávio, Fabrício José […]
Fabrício José Carlos de Queiroz ao lado de Bolsonaro
G1
Uma ex-funcionária de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados é citada no relatório que identificou operações bancárias suspeitas realizadas por um ex-motorista de Flávio Bolsonaro,filho do presidente eleito e deputado estadual do Rio de Janeiro.
O relatório, feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificou que o ex-motorista de Flávio, Fabrício José Carlos de Queiroz, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, o que foi considerado suspeito pelo órgão. Os registros analisados mostram que Michele Bolsonaro, mulher do presidente eleito, recebeu R$ 24 mil.
O mesmo documento cita Nathalia Melo de Queiroz, de 29 anos. Filha de Fabrício, ela também foi funcionária de Flávio Bolsonaro entre 2007 e 2016. Menos de uma semana depois de ser exonerada, em dezembro de 2016, foi nomeada para o cargo de secretária parlamentar de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
O documento não deixa claro os valores individuais transferidos entre Nathalia e Fabrício, mas junto ao nome dela está o valor total de R$ 84 mil.
Nathalia deixou o cargo no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados em 15 de outubro, mesmo dia em que o pai dela saiu do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Nathalia e Flávio não são alvo de inquérito do Ministério Público Federal. Numa rede social, Flávio Bolsonaro afirmou que Fabrício Queiroz trabahlou com ele por mais de dez anos e sempre foi de confiança, que nunca soube de nada que desabonasse sua conduta, e que em outubro ele foi exonerado para tratar da sua passagem para a inatividade.
Flávio disse ainda ter certeza que Fabrício dará todos os esclarecimentos. A reportagem está tentando contato com Fabrício Queiroz. Jair Bolsonaro e a mulher, Michele, preferiram não se manifestar.
O Núcleo de Atos de Pessoal (NAP) da Corte de Contas, por meio de sua Gerência de Controle de Pessoal (GECP), deflagrou uma auditoria que está sendo realizada por meio de testes na base de dados do sistema Sagres Pessoal (Estado e municípios). O objetivo é identificar acúmulos ilegais de vínculos públicos, sendo certo que, […]
O Núcleo de Atos de Pessoal (NAP) da Corte de Contas, por meio de sua Gerência de Controle de Pessoal (GECP), deflagrou uma auditoria que está sendo realizada por meio de testes na base de dados do sistema Sagres Pessoal (Estado e municípios).
O objetivo é identificar acúmulos ilegais de vínculos públicos, sendo certo que, na fase inicial de tal trabalho, adotou-se como critério o acúmulo de cinco ou mais vínculos com a Administração Pública.
Dentre os casos identificados pela área técnica em face de auditoria, está o do médico Eduardo Jerônimo Leite Alves de Oliveira, o qual manteve, no período auditado, 5 (cinco) vínculos: com a Secretaria de Saúde de Pernambuco e com as Prefeituras Municipais de São José do Egito, de Sertânia, de Tabira e de Solidão, este último motivador da formalização do presente feito.
A Segunda Câmara acompanhou o voto do relator (Marcos Loreto) e julgou irregular o objeto da presente Auditoria Especial, imputando um débito solidário no valor de R$ 20.449,95 (vinte mil, quatrocentos e quarenta e nove reais e noventa e cinco centavos) à ex-prefeita Cida Oliveira e a Eduardo Jerônimo Leite Alves de Oliveira, valor que deverá ser atualizado monetariamente.
Não o fazendo, que seja extraída a respectiva Certidão de Débito e encaminhada à Administração do Município, que deverá inscrever o débito na Dívida Ativa e proceder a sua execução, sob pena de responsabilidade. A informação, com base no Diário Oficial, é do Afogados On Line.
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