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PSB joga duro, expulsa um, suspende Carreras e mais oito por infidelidade

Por Nill Júnior
Ao mesmo tempo em que retiraram direitos de milhões de trabalhadores, os deputados federais aprovaram a isenção para grandes produtores rurais da contribuição previdenciária sobre exportações e o parcelamento de dívidas com a Previdência ou perdão das mesmas pela União, afirmou o relator Domingos Leonelli.

Decisão foi de lavada: 84  a favor da punição e sete foram contrários, com uma abstenção.

O Diretório Nacional do PSB decidiu no começo da noite desta sexta-feira (30) pela expulsão do deputado federal Átila Lira e pela suspensão por 12 meses de todas as funções partidárias e parlamentares de outros nove deputados que descumpriram orientação do partido na reforma da Previdência.

O caso de Átila Lira foi considerado mais grave pelo colegiado pela reincidência do deputado que, em 2018, votou a favor da reforma trabalhista do governo Temer.

Segundo o relator de plenário Domingos Leonelli, na atual legislatura, Átila Lira votou contra a orientação da liderança do partido em 71% das matérias apreciadas na Câmara, e em 93% delas foi favorável à posição governista, o que revela grave desvio ético, de acordo com o relator do processo.

Por decisão do Diretório Nacional, o PSB fechou questão contra as duas reformas por considerá-las um ataque grave a direitos sociais indispensáveis à maioria da população brasileira.

Durante a reunião, que contou com a presença de 107 integrantes do diretório, 82 deles votaram com o relator no caso de Átila, quatro foram contrários, três se abstiveram e um alegou suspeição.

Os dez deputados se abstiveram do direito de defesa oral na reunião. Nove apresentaram sua defesa por escrito ao Conselho de Ética e apenas o deputado Rodrigo Coelho (SC) não o fez de forma alguma.

No caso dos nove deputados que votaram a favor apenas da reforma da Previdência, o relator recomendou a suspensão das prerrogativas partidárias e parlamentares. São eles: Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES).

Com o relator, votaram 84 integrantes do diretório, enquanto sete foram contrários à suspensão e um se absteve. Nos 12 meses de suspensão, os deputados não poderão votar nas reuniões partidárias e, no parlamento, estarão impedidos de exercer qualquer função em nome do partido na Câmara, como presidência de comissões e relatorias.

O presidente do partido, a Comissão de Ética e o líder do PSB na Câmara poderão suspender as penas caso os deputados se ajustarem às diretrizes partidárias e às orientações do líder do partido em plenário nos seis primeiros meses.

“A suspensão das prerrogativas partidárias e parlamentares não deixa de ser rigorosa. Pelo contrário. Considerando o fato que muitos desses deputados estão no primeiro mandato, e alguns deles filiados ao partido recentemente, penso que é razoável que o partido lhes dê oportunidade de se ajustar às diretrizes da direção partidária em relação às matérias que forem à votação na Câmara dos Deputados. A partir daí saberemos quais deles desejam se ajustar às normas partidárias ou no futuro, os que quiseram sair”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Ao mesmo tempo em que retiraram direitos de milhões de trabalhadores, os deputados federais aprovaram a isenção para grandes produtores rurais da contribuição previdenciária sobre exportações e o parcelamento de dívidas com a Previdência ou perdão das mesmas pela União”, afirmou o relator.

“O cenário descrito tornou, por óbvio, absolutamente inviável o apoio do PSB ao texto da Reforma da Previdência, sob pena de vulneração aos princípios mais basilares do Partido, contidos em seu Programa e Manifesto”, afirma o relator no texto.

“Permitir que os parlamentares filiados ao PSB votem impunemente segundo a mesma agenda econômica supressora de direitos – apoiada por partidos de direita como o PSL, DEM e vários outros, além do Centrão — levará a sociedade brasileira a concluir ser absolutamente desnecessário um partido socialista”, conclui.

Outras Notícias

Prefeitura de Iguaracy paga precatórios do extinto Fundef

A Prefeitura de Iguaracy está realizando desde a última terça-feira (9) o pagamento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os recursos são destinados aos professores que, entre os anos de 2001 a 2006, adquiriram o direito à correção dos pagamentos recebidos na época. Este […]

A Prefeitura de Iguaracy está realizando desde a última terça-feira (9) o pagamento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Os recursos são destinados aos professores que, entre os anos de 2001 a 2006, adquiriram o direito à correção dos pagamentos recebidos na época. Este direito foi estabelecido pela Emenda Constitucional 114, pela Lei Federal N° 14.057/2020 e Lei Municipal 566/2024, que garantem que pelo menos 60% dos valores nominais do Fundef sejam direcionados a valorização dos profissionais da educação.

De acordo com a Prefeitura, os valores estão sendo pagos em conformidade com os cálculos realizados pelo Governo Federal e em estrita observância à legislação vigente. “Todos os esforços foram feitos para assegurar que o pagamento fosse efetuado dentro da Lei e o mais rápido possível, mesmo diante dos contratempos que causaram atrasos”, afirmou o prefeito Zeinha Torres.

A gestão municipal de Iguaracy celebra mais uma vitória para a educação, reafirmando seu compromisso com a transparência e a valorização dos profissionais do setor. “Estamos felizes em poder realizar este pagamento hoje, cumprindo com nosso compromisso e trabalhando com transparência”, concluiu o prefeito.

Opinião: mau perdedor, Zeca age como “Trump tupiniquim”

Por Edilson Xavier * Li atentamente a nota de Zeca Cavalcanti, quando “agradece” ao seu eleitorado pelos votos conseguidos. Fiquei estarrecido quando ele alega que enfrentou o “submundo da política”. Será que o ex-prefeito escreveu mesmo esse agradecimento? Será que ele entendeu mesmo o significado da palavra submundo da política? Convém lembrar aos arcoverdenses o […]

Por Edilson Xavier *

Li atentamente a nota de Zeca Cavalcanti, quando “agradece” ao seu eleitorado pelos votos conseguidos.

Fiquei estarrecido quando ele alega que enfrentou o “submundo da política”. Será que o ex-prefeito escreveu mesmo esse agradecimento? Será que ele entendeu mesmo o significado da palavra submundo da política?

Convém lembrar aos arcoverdenses o significado da expressão submundo da política. É substantivo masculino e o conjunto de marginais ou delinquentes vistos como grupo social organizado.

Talvez sem entender o significado da expressão constante na forma de agradecer, alegou que a atividade é formada por conjunto de marginais ou delinquentes vistos como grupo social organizado.

E assim, não padece de dúvida que agrediu sem sofisma a Justiça eleitoral, o Ministério Público, o eleitorado e a própria classe política a que ele pertence.

Merece ser interpelado criminalmente, até porque de candidato, respeitando o processo eleitoral e ante seu insucesso nas urnas, não pode se tornar um mau perdedor, se assemelhando a um Trump tupiniquim, pois essa não é uma forma respeitosa de “agradecer” aos seus eleitores.

Pois até que se prove o contrário, a classe política não é um conjunto de marginais ou delinquentes.

Deve, urgentemente, pedir desculpas aos arcoverdenses, à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público e à classe política que ele ainda pertence.

*Edilson Xavier é advogado, tendo presidido Subseccional da OAB e Câmara de Vereadores . Especialista em Direito Eleitoral. A opinião é de inteira responsabilidade do autor.

Dinca dá nota zero ao Governo Sebastião Dias e admite disputar a Prefeitura de Tabira

Por Anchieta Santos Mesmo inelegível, mesmo tendo anunciado que a esposa Nicinha será sua candidata, o ex-prefeito Dinca Brandino ainda alimenta o sonho de governar Tabira. Falando ontem a Rádio Cidade FM, o politico deixou claro que se livrando das pendências jurídicas, até a data de registro de candidatura, fará uma “pesquisa” entre ele e […]

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Por Anchieta Santos

Mesmo inelegível, mesmo tendo anunciado que a esposa Nicinha será sua candidata, o ex-prefeito Dinca Brandino ainda alimenta o sonho de governar Tabira. Falando ontem a Rádio Cidade FM, o politico deixou claro que se livrando das pendências jurídicas, até a data de registro de candidatura, fará uma “pesquisa” entre ele e a esposa, para escolher o nome.

Questionado por ter dito antes que mesmo sendo inocentado, a candidatura de Nicinha seria mantida, Brandino disse que “mudar pra melhor é bom”. Dinca aproveitou para rebater críticas feitas por governistas sobre a construção da creche pro infância recentemente inaugurada pelo Prefeito Sebastião Dias.

Ele disse que deixou R$ 83% das obras prontas e mais R$ 396 mil assegurados para a conclusão da obra. Inclusive apresentou extrato bancário com valores creditados em janeiro de 2013. – “Mesmo assim a administração atual demorou 3 anos para construir 17% da obra da creche”. Disse.

Apresentou números de que a Educação na gestão atual teve R$ 14 milhões de reais para investir na reforma e construção de escolas e a Secretária Aracelis Amaral, precisa prestar contas de onde o recurso foi aplicado. Fez críticas a Secretaria de Saúde pela falta de médicos e medicamentos no hospital; no combate ao mosquito da dengue; e revelou ter sido procurado pelo filho do prefeito e Secretario Alan Dias sugerindo uma aliança em troca de secretarias.

Dinca disse que depois de dizer não a uma indicação de Nicinha para vice do Prefeito Poeta, Alan perguntou”: E eu na vice de Nicinha? – Brandino afirmou ter dito que tanto Alan como o Pai prefeito precisam ser julgados nas urnas pelo povo tabirense.

Já que até agora a esposa de Dinca não falou a imprensa, o comunicador perguntou se a candidata é muda. Ao que ele respondeu que não, e que somente irá ao Cidade Alerta quando tiver a candidatura registrada. Ele terminou a entrevista dando nota zero ao governo Sebastião Dias em Tabira.

No Pajeú Dinalva Melo é uma leoa, mas em Tabira…

Professores da rede municipal de ensino de Tabira têm buscado o blog e as redes sociais para questionar a atuação da Presidente do SINDUPROM,  Dinalva Melo. Aguerrida nas outras cidades, tal qual uma leoa que cai pra cima de prefeitos e secretários de Educação de toda região,  o alinhamento político com a prefeita Nicinha Melo […]

Professores da rede municipal de ensino de Tabira têm buscado o blog e as redes sociais para questionar a atuação da Presidente do SINDUPROM,  Dinalva Melo.

Aguerrida nas outras cidades, tal qual uma leoa que cai pra cima de prefeitos e secretários de Educação de toda região,  o alinhamento político com a prefeita Nicinha Melo a faz de uma mansidão sem tamanho com os mesmos temas.

Enquanto Dinalva tem sido dura na defesa do rateio do Fundeb, em Tabira, não há registro de uma declaração pública cobrando a mesma vantagem para os profissionais da educação.

Ontem à noite, professores acessaram a ficha financeira e lá constava um valor correspondente a um 14° salário.

Hoje pela manhã acessaram de novo, e o valor havia aumentado. E agora a pouco, já sumiu tudo.

Professores relatam que a Secretaria está de recesso e só retorna dia 10. E cobram atuação similar da verificada em outras cidades.

Dinalva apoiou Nicinha e chegou a soltar fogos na sua eleição.  A mágoa foi porque enfrentou um processo de demissão capitaneado pelo então Secretário Flávio Marques.  Ganhou na justiça o direito a permanecer no cargo.

O fato de ela apoiar a atual gestora até não merece reprimenda. Pode-se até dizer que é legítimo e democrático.  Mas misturar as bolas e não se fazer atuante, fazendo vista grossa para problemas que afetam a categoria é o fim da picada.

Em Petrolina, vereador será o prefeito durante licença de Julio Lóssio

A partir da manhã desta sexta-feira, a Prefeitura de Petrolina terá como prefeito o presidente da Câmara dos Vereadores, Osório Siqueira (PSB). A mudança, inicialmente, será por dois meses, uma vez que o titular, Julio Lóssio (PMDB), se ausentará durante este período por licença médica. O vice Guilherme Coelho (PSDB), anunciou nessa quinta-feira (10) que […]

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A partir da manhã desta sexta-feira, a Prefeitura de Petrolina terá como prefeito o presidente da Câmara dos Vereadores, Osório Siqueira (PSB). A mudança, inicialmente, será por dois meses, uma vez que o titular, Julio Lóssio (PMDB), se ausentará durante este período por licença médica.

O vice Guilherme Coelho (PSDB), anunciou nessa quinta-feira (10) que vai investir na sua candidatura a deputado federal. Essa nova configuração coloca a oposição no poder pela segunda vez neste mandato do peemedebista.

A decisão do vice, de não assumir o Executivo para não ficar inelegível, foi tomada na data limite para o afastamento do prefeito sem a necessidade da passagem do cargo. “Osório é uma pessoa boa, que já assumiu a prefeitura em outras vezes. Tenho confiança no trabalho dele. Sei que a prefeitura estará em boas mãos”, declarou Coelho.