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Proposta de Ângelo inclui Semana Estudantil de Sertânia no calendário estadual

Por Nill Júnior

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O deputado estadual Ângelo Ferreira (PSB) se reuniu com o secretário de cultura do Estado de Pernambuco Marcelino Granja em busca de apoio para a Semana Estudantil de Artes de Sertânia. No encontro realizado no gabinete do secretário, Granja garantiu apoio, através da Fundarpe, à próxima edição de um dos mais importantes eventos culturais do interior do estado.

O parlamentar esteve acompanhado do cantor e compositor César Amaral, do poeta Felipe Morais, do escritor e poeta Ésio Rafael e do gerente de articulação política da Prefeitura do Recife Paulo Henrique Ferreira.

A Semana Estudantil de Artes de Sertânia foi incluída recentemente no Calendário de Eventos do Estado de Pernambuco, através do Projeto de Lei Ordinária 465/2015 de autoria do deputado Ângelo Ferreira.

Através do parecer N° 2217/2016 publicado no Diário Oficial do Estado de 1º de abril de 2016, a Comissão de Esportes e Lazer da Assembleia Estadual de Pernambuco analisou e emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei n 465/2015, de autoria do deputado Ângelo Ferreira, que visa instituir, no Calendário de Eventos do Estado de Pernambuco, a “Semana Estudantil de Artes de Sertânia”.

Em seu parecer, Beto Accioly, relator da Comissão, destacou a importância da Semana Estudantil de Artes de Sertânia, afirmando que é um “evento cultural que envolve as áreas de música, teatro, dança, literatura, cinema, artes plásticas, cultura popular e esportes, dentre outras, além de realização de palestras”, conforme justificativa o autor.

Diante da importância histórica do exposto, Beto Accioly teve seu parecer acolhido pelos demais membros da Comissão de Esportes e Lazer no sentido de aprovar o Projeto de Lei nº 465/2015, de autoria do deputado Ângelo Ferreira.

Outras Notícias

O padre de Itapetim espionado pela Ditadura

Por Hesdras Souto* A ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) foi um regime autoritário instaurado após o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964. Marcado pela supressão de liberdades democráticas, o período foi caracterizado pela censura, perseguição política, tortura, assassinatos e desaparecimento de opositores, além da intervenção em […]

Por Hesdras Souto*

A ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) foi um regime autoritário instaurado após o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964.

Marcado pela supressão de liberdades democráticas, o período foi caracterizado pela censura, perseguição política, tortura, assassinatos e desaparecimento de opositores, além da intervenção em sindicatos, universidades e na imprensa.

Os militares estabeleceram um governo centralizado e subalterno aos interesses dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Ao longo dos anos, o regime endureceu com a promulgação de Atos Institucionais (AIs), como o AI-5 (1968), que ampliou a repressão e suspendeu todos os direitos constitucionais. Milhares de pessoas no Brasil foram espionados pelos agentes da ditadura, os famigerados “Arapongas”.

Várias pessoas no Pajeú estiveram na mira deles, principalmente os membros do nosso Clero. Além do inesqucível Dom Francisco Austregésilo Mesquita, Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira de 1961 a 2001, o Padre José Viana da Silva Sobrinho, ou simplesmente Padre Viana, também foi espionado devido ao seu trabalho a frete da Paróquia de São Pedro, na cidade de Itapetim.

Documentos confidenciais produzidos durante a Ditadura Civil-Militar mostram que o Padre Viana e três seminaristas (Josildo Vieira de Melo, Cícero Vieira de Souza, Alexandrino Pereira Neto), foram considerados da “ala progressista do clero”, por ter estreitas ligações com o Bispo Dom Francisco, alvo número um dos militares no Pajeú. Num dos relatórios, o Padre Viana é citado como “agitador” e “elemento instigador dos trabalhadores rurais” da cidade de Itapetim, por sua constante preocupação com a fome e a miséria que atingiram a região em virtude das secas. É importante salientar que muitos padres incomodaram a Ditadura Civil-Militar no Brasil porque muitos deles se posicionaram contra os abusos de direitos humanos, a repressão e a injustiça social promovida pelo regime.

Embora a Igreja Católica como instituição tenha tido setores conservadores que apoiaram o golpe de 1964, especialmente no início, com o tempo, uma parte significativa do clero, especialmente os padres ligados à Teologia da Libertação, passou a se opor fortemente à ditadura. Vários padres denunciaram publicamente casos de tortura, desaparecimentos e assassinatos cometidos pelos órgãos de repressão. Isso era visto como subversão pelo regime, que queria manter essas práticas em segredo.

Muitos padres e bispos, como Dom Francisco e o Padre Viana, começaram a atuar junto às comunidades mais pobres, ajudando a organizar Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), incentivando a consciência política e os direitos sociais. Isso era visto como uma ameaça à ordem estabelecida, pois empoderava setores marginalizados da sociedade.

Alguns clérigos se notabilizaram pela coragem de enfrentar o regime militar. Nomes como o de Dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, que ficou conhecido como “o Bispo dos Pobres”, e um dos maiores críticos do regime. Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, atuou firmemente na defesa dos direitos humanos e ajudou a organizar o livro “Brasil: Nunca Mais”, que documentou inúmeros casos de tortura. Frei Tito de Alencar, dominicano que foi preso e torturado pelo DOI-CODI e acabou exilado, representando simbolicamente a perseguição aos religiosos engajados na luta por um país livre.

Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira, amigo e colaborador de Dom Helder Câmara. Seu lema episcopal era Ut Vitam Habeant (“Para que tenham vida”). Durante seu episcopado, participou ativamente do Concílio Vaticano II (1962-1965) e, ao lado de Dom Helder, foi um dos signatários do famoso Pacto das Catacumbas, comprometendo-se com uma vida de simplicidade e dedicação aos pobres e perseguidos. Atuou diretamente em prol do desenvolvimento humanitário, social e econômico do sertão do Pajeú. Por sua incansável luta pela justiça social, recebeu o epíteto de Profeta do Sertão, sendo uma voz ativa e estridente na defesa dos direitos desamparados e dos famintos, chegando, inclusive, a apoiar publicamente ações como os saques em feiras durante períodos de seca, argumentando que era preferível isso a ver pessoas morrerem de fome.

Padre Jose Viana da Silva Sobrinho, Pároco de Itapetim, atuou contra a fome e a miséria na sua cidade. Comprometido com o Evangelho de Cristo, foi defensor dos pobres e dos injustiçados que batiam em sua porta na busca de um pequeno alento para suas misérias sociais. Na Paróquia de São Pedro, Padre Viana foi um facho de luz que enfrentou a fome, a miséria e as trevas do autoritarismo, que por duas décadas pairou sobre a nação brasileira.

Padre José Viana da Silva Sobrinho morreu na madrugada de um domingo, 15 de outubro de 2023, aos 72 anos, em Serra Talhada, por consequência de um Acidente Vascular Cerebral.

Ele nasceu em Itapetim, em 20 de novembro de 1950. O sacerdote foi ordenado presbítero em 24 de março de 1979, na Paróquia de São Pedro, em Itapetim.

*Escritor e Historiador, Hesdras Souto é Membro do IHGP e do CPDOc-Pajeú

Juiz acata pedido do MP e decreta prisão preventiva de Jeferson Costa

O juiz Osvaldo Teles Lobo Júnior acaba de aceitar o pedido do Ministério Público e decretar a prisão preventiva de JEFFERSON COSTA LACERDA. O pedido foi protocolado pelo promotor Romero Borja,  como confirmado pelo blog. “Relata-se na manifestação de que JEFFERSON COSTA LACERDA, de forma livre e consciente, ao dirigir sob efeito de álcool (se […]

O juiz Osvaldo Teles Lobo Júnior acaba de aceitar o pedido do Ministério Público e decretar a prisão preventiva de JEFFERSON COSTA LACERDA.

O pedido foi protocolado pelo promotor Romero Borja,  como confirmado pelo blog.

“Relata-se na manifestação de que JEFFERSON COSTA LACERDA, de forma livre e consciente, ao dirigir sob efeito de álcool (se colocou em total estado de embriaguez), em alta velocidade (velocidade incompatível com a localidade trafegada), assumindo o risco de produzir o resultado, matou as vítimas GABRIELA VIRGINIA DA SILVA e JOAO PAULO AMARAL DA SILVA. Verificou-se que o casal trafegava em uma motocicleta sentido Carnaíba/Afogados da Ingazeira, quando nas proximidades do “Bar de Antônio Chico”, ao diminuir a velocidade para passar em um quebra-molas existente na PE320, foram atingidos de forma violenta por um veículo, o qual era conduzido pelo investigado. Este, pelas imagens, vinha em alta velocidade (velocidade totalmente incompatível com aquela localidade), atingido o casal de forma extremamente violenta. Após a colisão, as vítimas foram arremessas por vários metros, sofrendo diversas lesões por várias partes do corpo, com politraumatismo em ambas as vítimas”, diz o MP.

“É de extrema importância consignar que no interior do veículo, foram encontradas diversas latinhas de cerveja. Ainda, de tamanha importância é o depoimento de testemunhas que confirmaram o estado de embriaguez do investigado, uma vez que, momentos antes do evento, aquele encontrava-se em um bar realizando ingestão de bebida alcóolica”.

Diz que a nova manifestação ministerial se baseia em novos documentos.

Jefferson não utilizou os freios do veículo, possibilitando a presunção de que assumiu o risco de causar o resultado morte, ao conduzir seu veículo de maneira absolutamente imprudente e temerária.

O juiz acrescenta: “Em que pese o réu não tenha a intenção direta de causar a morte das vítimas, a gravidade de sua conduta, associada à embriaguez e à velocidade excessiva, configura a assunção do risco de morte, havendo, portanto, sérios fundamentos para a caracterização do dolo eventual”. E decide por sua prisão preventiva. Leia aqui a íntegra da decisão.

PEC que concede 1% ao FPM não resolve problema das Prefeituras, diz Patriota

por Anchieta Santos Mesmo reconhecendo que a PEC que aumenta em 1% a receita do FPM ajuda aos municípios, o Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da Amupe, José Patriota, admitiu nesta quinta (28) que o percentual não resolve a carência de receita das prefeituras. Patriota disse que o desejo dos gestores era de […]

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por Anchieta Santos

Mesmo reconhecendo que a PEC que aumenta em 1% a receita do FPM ajuda aos municípios, o Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da Amupe, José Patriota, admitiu nesta quinta (28) que o percentual não resolve a carência de receita das prefeituras.

Patriota disse que o desejo dos gestores era de um aumento de 2%. Sem contar que a PEC de 1% será parcelada com aumento de apenas meio por cento em 2015.

Serra: 500 famílias recebem chaves do Minha Casa Minha Vida‏

Foram entregues nesta segunda-feira 1º, pelo Programa Minha Casa Minha Vida  500 casas do Residencial Poço da Cruz IV, em Serra Talhada. O empreendimento recebeu investimentos na ordem de R$ 23 milhões, atribuído à famílias com renda de até R$ 1,6 mil, segundo nota ao blog. O ato solene de entrega das chaves contou com […]

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Foram entregues nesta segunda-feira 1º, pelo Programa Minha Casa Minha Vida  500 casas do Residencial Poço da Cruz IV, em Serra Talhada. O empreendimento recebeu investimentos na ordem de R$ 23 milhões, atribuído à famílias com renda de até R$ 1,6 mil, segundo nota ao blog.

O ato solene de entrega das chaves contou com a presença da Superintendente Nacional de Habitação Rural e Entidades Urbanas, Noemi da Aparecida Leme (representante do Governo Federal); da Superintendente Regional da CAIXA, Simone Benevides de Pinho Nunes; do Prefeito Municipal Luciano Duque e autoridades do executivo, legislativo e militar.

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Representando a presidente Dilma Rousseff, Noemi Aparecida ressaltou os principais objetivos da ação habitacional e os benefícios alocados em Serra Talhada.

“O Minha Casa Minha Vida tem como propósito diminuir o déficit habitacional, melhorar as condições de vida e também gerar muito emprego. Aqui em Serra Talhada são mais de 2 mil famílias beneficiadas que já assinaram contratos; isso significa mais R$ 100 milhões e, isso movimento a economia do município”, destacou a Superintendente Nacional de Habitação Rural e Entidades Urbanas.

O Residencial Poço da Cruz IV tem um área privativa 32,23m², todos divididos em 2 quartos, circulação, sala, banheiro, cozinha e área e serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. As moradia estão avaliadas em R$ 46.015,27 mi.

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Rádio Pajeú retransmite debate com Marília e Raquel nesta quinta-feira

O debate será ancorado pela Rádio Jornal  Nesta quinta-feira (20), a partir das 10h, as candidatas ao governo de Pernambuco, que disputam o segundo turno das Eleições 2022, se encontram para debater ideias e propostas para o Estado na Rádio Jornal. O encontro, que será transmitido ao vivo pela internet, será mediado pelo jornalista do […]

O debate será ancorado pela Rádio Jornal 

Nesta quinta-feira (20), a partir das 10h, as candidatas ao governo de Pernambuco, que disputam o segundo turno das Eleições 2022, se encontram para debater ideias e propostas para o Estado na Rádio Jornal.

O encontro, que será transmitido ao vivo pela internet, será mediado pelo jornalista do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) Wagner Gomes. Além disso, o colunista do JC Igor Maciel e a apresentadora da TV Jornal Interior Izabela Barbosa.

Às duas candidatas, Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB), que passaram para a segunda etapa do pleito eleitoral foram convidadas e devem participar.

Assim, elas ficarão frente a frente para discutir os desafios e soluções para Pernambuco nos próximos anos.

O debate da Rádio Jornal terá duas horas de duração e será dividido em cinco blocos. Na primeira etapa, as candidatas farão suas considerações iniciais.

Na segunda parte do debate, Marília e Raquel farão perguntas entre si, com tema livre. Na terceira etapa, elas farão perguntas entre si com tema sorteado pelo mediador.

O quarto bloco contará com a participação de jornalistas, que farão perguntas às candidatas. O quinto e último bloco será destinado às considerações finais.

O debate será ancorado pela Rádio Jornal e retransmitido em rede para todas as rádios do sistema. Também haverá transmissão do programa pelo Youtube, Instagram e Facebook da Rádio Jornal.

Também será possível assistir ao debate pelos perfis do Jornal do Commercio, TV Jornal e NE10 no Facebook.

E ainda sintonizando a Rádio Pajeú no radinho, no aplicativo próprio, no Radios Net, na página da emissora no Facebook e também no seu canal no YouTube.

“É no confronto de ideias que a gente entende o que as candidatas têm a oferecer à população pernambucana e quais são as propostas. Além de saber como elas pretendem governar pelos próximos quatro anos”, destaca Mônica Carvalho, diretora de Jornalismo da Rádio e TV Jornal. As informações são do JC Online.