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Promotor que atuou no Pajeú afastado da Vara de Execuções Penais em Recife

Por Nill Júnior

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) divulgou, nesta segunda-feira (6), que afastou da Vara de Execuções Penais através de portaria o promotor Marcellus Ugiette e que o investiga por corrupção passiva e por beneficiar presos em transferências.

Os detalhes foram apresentados durante a coletiva de balanço da Operação Ponto Cego, na sede operacional da Polícia Civil, no Recife.

Segundo o promotor Ricardo Lapenda, integrante do Grupo de Apoio Especializado de Enfrentamento às Organizações Criminosas do MPPE (Gaeco/MPPE), o promotor atendia a pedidos dos advogados dos presos e, com isso, os detentos conseguiam permanecer juntos em um dos presídios do Complexo Prisional do Curado.

“Ele é promotor de Execuções Penais e, em função da natureza do trabalho dele, é que ele conseguia agir favorecendo presos. Ele obtinha vantagens financeiras, há indícios disso”, detalhou.

Foi durante as investigações para a operação, que teve como alvo uma quadrilha envolvida em estelionato, lavagem de dinheiro e corrupção, que os policiais chegaram ao nome do promotor. Um dos mandados foi cumprido na casa de Ugiette.

“Quando a polícia chegou ao nome desse promotor, automaticamente comunicou ao procurador-geral, que deu continuidade às investigações. Então, encontramos elementos suficientes de que poderia haver corrupção passiva”, afirmou Lapenda.

As investigações vão ser aprofundadas, mas Lapenda adiantou que não foi encontrada ligação direta do promotor com os presos, apenas com seus representantes legais. “Com o advogado dos presos, efetivamente a gente via que havia uma troca de interesse de ele receber algo. ”, afirmou Lapenda.

Marcellus atuou em cidades como Afogados da Ingazeira, no Pajeú e tem amigos na região. Também participa com relativa frequência em programas de rádio em emissoras como a Rádio Jornal.

À emissora hoje a tarde o promotor alegou que estava absolutamente tranquilo. “Vou apresentar todas as provas possíveis”, afirmou.

Outras Notícias

Janot pede ao STF as prisões de Joesley, Saud e do ex-procurador Marcelo Miller

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma ação cautelar, as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo da empresa, e do ex-procurador da República Marcelo Miller. O pedido está sob sigilo – nem a Procuradoria-Geral da […]

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma ação cautelar, as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo da empresa, e do ex-procurador da República Marcelo Miller.

O pedido está sob sigilo – nem a Procuradoria-Geral da República (PGR) nem o Supremo confirmam que foi enviado. A decisão sobre o pedido será tomada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

Se Fachin autorizar as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República deve ser rescindido. O termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas. Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo – provas, depoimentos e documentos. Esse é o entendimento de pelo menos três ministros do Supremo: a rescisão do acordo não anula as provas.

Na segunda-feira (4), a PGR informou que novos áudios entregues pelos delatores da JBS indicam que o ex-procurador da República Marcello Miller atuou na “confecção de propostas de colaboração” do acordo que viria a ser fechado entre os colaboradores e o Ministério Público Federal (MPF). A PGR também suspeita que os delatores podem ter omitido informações.

Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à Procuradoria, Joesley e o executivo Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com Miller ainda em fevereiro, mas ele teria dito que já tinha pedido exoneração do Ministério Público.

Na quinta (7), Joesley, Saud e Francisco Assis, executivo do grupo J&F (controlador da JBS) prestaram novos depoimentos ao Ministério Público Federal, em Brasília. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro. (G1)

Pedro Eugênio viabiliza entrega de documentos inéditos à Comissão da Verdade

A Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara receberá na próxima quarta-feira (6/8), cópia digitalizada dos autos da CPMI instaurada, à época, para investigar as ações do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) nas eleições de todo o País em 1962. A entrega dos documentos será realizada na presidência da Câmara dos Deputados e foi […]

BrizzaCavalcante3A Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara receberá na próxima quarta-feira (6/8), cópia digitalizada dos autos da CPMI instaurada, à época, para investigar as ações do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) nas eleições de todo o País em 1962. A entrega dos documentos será realizada na presidência da Câmara dos Deputados e foi possível após a entrega de requerimento dos deputados federais Pedro Eugênio (PT) e Luíza Erundina (PSB).

“O Brasil precisa conhecer sua própria história. Os documentos da CPI do IBAD, que estarão sendo entregues à Comissão da Verdade Dom Helder Câmara na próxima semana, provavelmente devem revelar muitos fatos sobre a ingerência de interesses econômicos e estrangeiros sobre os destinos do País e contra a nossa soberania”, afirmou Pedro Eugênio.

A solicitação dos autos pelos parlamentares foi justificada pela relevância das informações para as pesquisas que estão sendo realizadas pela Comissão. Os arquivos apresentam informações inclusive sobre a interferência de capital estrangeiro nas referidas eleições, como também possíveis violações a direitos humanos.

“Câmara dos Deputados e sociedade se unem para trazer à luz aspectos importantes da verdade histórica. Fico feliz de ter tomado, juntamente com a deputada Erundina, a iniciativa do requerimento, que, em atenção à demanda da Comissão, teve a pronta e positiva resposta do presidente Henrique Eduardo Alves e permite termos acesso a tão importantes documentos”, conclui.

Odacy Amorim diz que poder econômico pesou no pleito

Segundo colocado na disputa eleitoral em Petrolina com mais de 39 mil votos, o deputado estadual Odacy Amorim (PT) agradeceu os votos recebidos, disse que respeita o resultado, mas se houve irregularidades no pleito, caberá a ele denunciar e a justiça julgar. Sumiço de inserções de candidatos, pesquisas publicadas de última hora e a compra […]

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Segundo colocado na disputa eleitoral em Petrolina com mais de 39 mil votos, o deputado estadual Odacy Amorim (PT) agradeceu os votos recebidos, disse que respeita o resultado, mas se houve irregularidades no pleito, caberá a ele denunciar e a justiça julgar.

Sumiço de inserções de candidatos, pesquisas publicadas de última hora e a compra de voto, devem ser sim denunciados, conforme Odacy durante entrevista concedida ao programa Ponte das Cidades, na Rádio Ponte FM.

“Temos que enfrentar a corrupção na política, independente de quem seja prefeito. Precisamos buscar uma cidade melhor e isso com campanhas limpas. O que não pode é deixar essas práticas permanecerem, senão elas voltam de forma aperfeiçoadas”, alertou o parlamentar. Minha missão agora é fazer oposição para que as coisas aconteçam em Petrolina. Quem quiser se integrar a esse projeto, a gente abraça e vamos cobrar”, pontuou.

Odacy frisou que apesar da derrota, sai forte das urnas, pois teve uma votação expressiva dentro de um volume de campanha modesto se comparados com o vencedor do pleito, o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) e até do candidato defendido pelo prefeito atual, Julio Lóssio, o vereador Edinaldo Lima (PMDB) que contava com a máquina institucional para reforçar sua campanha, mesmo assim ficou em terceira colocação.

“Agradeço a Deus por permitir essa votação, ao povo de Petrolina e todos que trabalharam direta e indiretamente na nossa campanha”, frisou. Conforme Odacy, apesar de ser atacado, evitou atacar.

O deputado bateu forte na questão da compra de votos e revela que já recebeu vídeos, mostrando a prática na eleição de Petrolina e que por isso já procurou a promotoria eleitoral para denunciar e soube que já havia encaminhado o material para a Polícia Federal.

“O que aconteceu nessa eleição foi a compra de voto. Chegava em locais de votação e as pessoas me diziam que tinham acabado de comprar voto. Compra de votos é feio, fizeram isso e muito principalmente nos residenciais do Minha Casa Minha Vida”, destacou o deputado.

Duque apresenta a André de Paula programa de apoio à aquicultura para o semiárido

O deputado estadual Luciano Duque se reuniu com o ministro da Pesca, André de Paula, nesta quarta-feira (29), em Brasília, para discutir ações do ministério para Pernambuco. O parlamentar está no Distrito Federal para a XXIV Marcha em Defesa dos Municípios, que acontece entre 27 e 30 de março. Na ocasião, Duque apresentou um programa […]

O deputado estadual Luciano Duque se reuniu com o ministro da Pesca, André de Paula, nesta quarta-feira (29), em Brasília, para discutir ações do ministério para Pernambuco. O parlamentar está no Distrito Federal para a XXIV Marcha em Defesa dos Municípios, que acontece entre 27 e 30 de março.

Na ocasião, Duque apresentou um programa de apoio à Aquicultura (piscicultura e carcinicultura) para o semiárido brasileiro. 

“A proposta é do professor Geraldo Eugênio para o desenvolvimento de ações voltadas para os pequenos produtores, em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco. Saímos animados e confiantes que teremos programas que irão fortalecer os arranjos produtivos da pesca e aquicultura”, disse o deputado.

Acompanharam o parlamentar no encontro, o vice-prefeito de São José do Belmonte, Antônio de Alberto; os vereadores de Lagoa Grande, Edneuza Lafaiete e Vavá; e a liderança de Itambé, Manuella Mattos.

Governo emprega vários ex-prefeitos

Do JC Era prática comum em gestões estaduais passadas destinar parte das vagas da Assessoria Especial do governador a ex-prefeitos como forma de prestigiar aliados que não conseguiram o sucesso nas urnas ou estão afastados da disputa política há algum tempo. Assim que assumiu o cargo de chefe do Executivo estadual Paulo Câmara (PSB) declarou […]

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Do JC

Era prática comum em gestões estaduais passadas destinar parte das vagas da Assessoria Especial do governador a ex-prefeitos como forma de prestigiar aliados que não conseguiram o sucesso nas urnas ou estão afastados da disputa política há algum tempo. Assim que assumiu o cargo de chefe do Executivo estadual Paulo Câmara (PSB) declarou que essa prática acabaria e que daria um perfil mais técnico a essa assessoria. O socialista vem cumprindo a palavra, mas nem por isso a participação de ex-gestores municipais foi encerrada no governo estadual.

O Diário Oficial do Estado já trouxe a nomeação de alguns ex-prefeitos para secretarias diversas do governo e uma das que mais receberam os gestores foi a Casa Civil. Lá, estão Anchieta Patriota (Carnaíba), Adilson Gomes (Moreno), Ozano Brito (Gravatá), Sandoval Candegue, (Brejão), Adelmo Moura (Itapetim) e José Sávio Omena (Altinho). Além do cargo na gestão Paulo Câmara, eles têm em comum o fato de serem filiados ao PSB, partido do governador.

A reportagem do Jornal do Commercio procurou os prefeitos por meio da assessoria de imprensa da Casa Civil, que só disponibilizou o contato de Anchieta Patriota. No posto de secretário-executivo de Articulação com os Municípios, ele falou em nome dos demais colegas de governo e partido e negou que a secretaria da qual faz parte esteja servindo de espaço para acomodar aliados políticos do governador.

“Esses ex-prefeitos têm uma atuação política de muito tempo, mas o critério fundamental é o desempenho deles nas suas administrações. Por exemplo, o prefeito de Itapetim (Adelmo Moura) teve um excelente desempenho e realizou ações municipais que foram destaques no Estado. Alguns passaram por órgãos representativos como a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). A questão partidária não tem relevância ou tem a mínima possível”, defendeu.

Para Anchieta Patriota, o governador acertou ao permitir que o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, convidasse ex-prefeitos socialistas para a gestão. “Eles realizam um trabalho de articulação com os prefeitos. É um papel muito bem desempenhado. A função deles é fazer a articulação com lideranças formais e informais de cada região. Alguns que estão fazendo esse trabalho”, afirmou.

O secretário-executivo ressaltou que a atuação dos ex-gestores municipais ganhará uma importância maior a partir de março, quando o governo estadual inicia uma série de fóruns regionais nas 12 microrregiões de Pernambuco. “Os ex-prefeitos vão ter um papel importante de articulação no Todos por Pernambuco. O País atravessa momentos de dificuldades do ponto de vista da economia e o desafio é interagir com a sociedade para escutar os anseios do povo”, pontuou.