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Promotor comemora anúncio de UTI e Hemodiálise para HR Emília Câmara

Por Nill Júnior

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto comemorou o anúncio feito pelo governador Paulo Câmara da implantação de leitos de UTI no Hospital regional Emília Câmara.

Ele lembrou o episódio de Roseane Oliveira, que faleceu há dias aguardando transferência para outra unidade.

“Quando socializei a questão da paciente Roseane, disse que a Promotoria de Afogados estava questionando a demora na Central de Regulação do Estado para viabilizar uma vaga de  UTI. Por outro lado, disse que estávamos cobrando do Estado leitos de UTI no Hospital Regional de Afogados da Ingazeira, sede da 3a Circunscrição  do MP e da  X Regional de Saúde”.

Segundo Almeida, toda a repercussão da morte da Roseane reacendeu a cobrança pelos leitos de UTI, pleito apresentado em documento com demandas do Pajeú em várias áreas e fruto de discussão com mais de 50 entidades da sociedade civil e que foi entregue ao Governador pelo Ministério Público no Fórum do Todos por Pernambuco para elaboração do PPA.

Resultado: o Governador Paulo Câmara veio ao Pajeú, no último sábado, inaugurar o Hospital de Campanha e o Hospital Geral do Sertão em Serra Talhada e anunciou a instalação de 10 leitos de UTI, com Hemodiálise no Hospital Regional de Afogados da Ingazeira.

“Falamos à Rádio Pajeú registrando esse avanço e  dando continuidade ao pleito de ter uma unidade de hemodiálise geral também em Afogados da Ingazeira, para diminuir o sofrimento dos pacientes que tem que se deslocar, mais de uma vez por semana, para fazer hemodiálise em Arcoverde”.

Ele adiantou que já estava numa articulação com a Câmara de Vereadores para redigir novo documento nesse sentido, tendo sido procurado pelo Vereador Augusto Martins com aprovação de requerimento por todos os demais na sessão da semana passada. “Lutar vale a pena”, comemorou.

Outras Notícias

Em nota, Luciano Duque se solidariza com Pedro Alves

O deputado estadual Luciano Duque manifestou em nota solidariedade ao prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, diante das recentes declarações direcionadas à sua condução política e administrativa. Duque reafirma que a política deve ser exercida com respeito, equilíbrio e responsabilidade, especialmente quando estão em jogo ações importantes para a população. “Tenho respeito pelo prefeito Dr. […]

O deputado estadual Luciano Duque manifestou em nota solidariedade ao prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, diante das recentes declarações direcionadas à sua condução política e administrativa.

Duque reafirma que a política deve ser exercida com respeito, equilíbrio e responsabilidade, especialmente quando estão em jogo ações importantes para a população. “Tenho respeito pelo prefeito Dr. Pedro e pela sua trajetória pública e médica. O momento exige serenidade e compromisso com aquilo que realmente importa: o bem-estar do povo de Iguaracy”, afirmou.

O parlamentar também destacou que seguirá trabalhando pelo município, defendendo que as divergências políticas não devem ultrapassar os limites do respeito institucional.

O prefeito foi atacado pelo Deputado Kaio Maniçoba.

Professor estadual com licenciatura ganha em média R$ 16,95 por hora

Os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela preparando atividades, provas e relatórios. O valor médio da hora nacional faz parte de um levantamento feito pelas equipes de reportagem do  G1 em todo o […]

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Os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela preparando atividades, provas e relatórios.

O valor médio da hora nacional faz parte de um levantamento feito pelas equipes de reportagem do  G1 em todo o país, junto aos governos estaduais e sindicatos, entre abril e junho deste ano.

Considerando a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, o salário-base médio é de R$ 2.711,48 para professores com diploma de licenciatura no início da carreira.

O levantamento tomou como base essa categoria de docência porque as redes estaduais são as principais responsáveis pelo ensino médio, nível em que, para lecionar, é preciso concluir o curso de licenciatura.

salario-professor-estadualEm média, o professor da rede pública estadual formado em licenciatura (ou seja, com diploma do ensino superior), recebe 57% do salário mediano dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente. Segundo uma comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base em dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, o salário médio de trabalhadores com diploma de nível superior foi de R$ 4.726,21.

O estado que paga o maior salário, segundo o levantamento, é Mato Grosso do Sul. Lá, os professores com licenciatura recebem o salário-base de R$ 3.994,25 pelas 40 horas semanais, jornada padrão, de acordo com informações do governo estadual.

No outro extremo da tabela, o estado com o menor salário-base é Santa Catarina. Segundo o governo catarinense, os professores com licenciatura que trabalham 40 horas por semana ganham salário-base de R$ 1.917,78, mesmo valor do piso nacional, obrigatório por lei para os professores com formação mínima de nível médio.

Chuva de granizo surpreende população de Ouricuri

O céu trouxe surpresa e transtornos para os moradores de Ouricuri, cidade do Sertão de Pernambuco, no fim da tarde desta terça-feira (30). Uma chuva de granizo acompanhada de rajadas de vento derrubou árvores e postes e deixou algumas áreas do município sem energia. Apesar do susto, não há registros de vítimas e houve até […]

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O céu trouxe surpresa e transtornos para os moradores de Ouricuri, cidade do Sertão de Pernambuco, no fim da tarde desta terça-feira (30). Uma chuva de granizo acompanhada de rajadas de vento derrubou árvores e postes e deixou algumas áreas do município sem energia. Apesar do susto, não há registros de vítimas e houve até quem usasse as pedras para fazer bonecos de gelo.

O fenômeno de cerca de 15 minutos aconteceu pouco antes das 18h, depois de um dia abafado. “Foi uma chuva muito forte, de água e de gelo, com muito vento. Várias faixas de comércio se rasgaram e ficou tudo escuro, sem energia”, conta o servidor público Thiago Parente, que estava no centro da cidade quando tudo aconteceu.

O Corpo de Bombeiros da cidade foi acionado para remover as árvores das ruas. Algumas chegaram a cair sobre carros e motos, mas ninguém ficou ferido. No Hospital Regional de Ouricuri, também não houve registro de vítimas, mas o atendimento chegou a ser prejudicado por alguns minutos devido à falta de energia, que foi sendo restabelecida ao longo da noite nos bairros da cidade.

A importância da capacitação profissional para a empregabilidade

Por André Luis Um tema extremamente dinâmico onde a lista de pré-requisitos necessários para ser desejado pelo mercado de trabalho cresce constantemente. Isto é a empregabilidade. As competências exigidas a cada dia aumentam e se tornam mais complexas. O tema é de bastante relevância, principalmente no momento de crise que atravessa o país com milhões […]

Foto: André Luis

Por André Luis

Um tema extremamente dinâmico onde a lista de pré-requisitos necessários para ser desejado pelo mercado de trabalho cresce constantemente. Isto é a empregabilidade. As competências exigidas a cada dia aumentam e se tornam mais complexas.

O tema é de bastante relevância, principalmente no momento de crise que atravessa o país com milhões de desempregados e no Debate das Dez desta segunda-feira (31), a coordenadora pedagógica do polo da Unip de Afogados da Ingazeira, Dra. Erenildes Menezes, psicanalista e doutorada em ciências da educação, a contadora Risoneide Gonçalves de Lacerda, ex-aluna, formada pela Unip em Ciências Contábeis, a empresária Jacitara Nascimento (Casas KM) e a secretária de Administração do município Flaviana Rosa, falaram sobre a importância da capacitação para a geração de emprego, geração de atividade econômica e sobre as opções existentes em Afogados.

Flaviana informou sobre um levantamento realizado no município que mostra que existem 5.587 alunos matriculados no ensino fundamental, do setor público e privado, e que já os indicadores do ensino médio, mostram que a quantidade de alunos cai para 1.709 e que no ensino superior os dados caem mais ainda.

“Isso tem tudo haver com o tema em questão, pois o mercado de trabalho é restritivo, não existe cem por cento de emprego em lugar nenhum no nosso país e a gente sabe que para você se inserir no mercado de trabalho, quanto mais qualificado melhor. A educação é transformadora, garante uma ascensão social, melhor posição e melhor remuneração também”, disse Flaviana.

Flaviana disse ainda que os dados são preocupantes e que reduzem drasticamente as oportunidades de emprego e melhores remunerações.

Flaviana disse que através da Sala do Empreendedor têm se  estimulando a questão do empreendedorismos, visto que também é uma forma de se inserir no mercado de trabalho. Informou que já foram ofertados 68 cursos de atualização e capacitação para 1.495 participantes e que estão buscando fomentar o turismo no município.

Já a coordenadora pedagógica da Unip, Dra. Erenildes, explicou que a instituição tem ajudado bastante na capacitação de jovens e adultos na região. Destacou os valores das mensalidades como um grande diferencial para aqueles que buscam uma formação superior: “quem sai da cidade para estudar fora, têm custos muito altos e a Unip pratica preços muito acessíveis”, disse Erenildes.

Falando sobre o mito da Educação a Distância (EAD), Erenildes explicou que a modalidade hoje é totalmente autorizada  e credenciada pelo MEC e que ela vem para facilitar o aluno que trabalha a estudar, “as pessoas que não tiveram a oportunidade de fazer um curso superior no passado, hoje podem”, e disse que a maioria dos alunos é formado por pessoas que trabalham e que sentem a necessidade de uma formação superior.

Erenildes disse ainda que existem estudos que atestam que hoje as empresas têm preferências por alunos da EAD, pelo fato do profissional, além de sair qualificado com o saber, sai preparado para o mercado de trabalho, “porque ele precisa ter foco, determinação e organização para estudar por conta própria e se não estudar não passa”, destacou ainda que se engana quem pensa que EAD é fácil.

Erenildes disse que já funcionam em Afogados ha dez anos, mas que de uns três anos pra cá é que realmente tem havido um crescimento na procura e que a instituição tem dado contribuições relevantes para o setor bancário da cidade, tendo vários ex-alunos empregados neste setor e que foi feito um levantamento onde mostra que 56 ex-alunos da Unip estavam empregados em instituições bancárias da região.

Sobre cursos mais procurados, Erenildes informou que Educação Física e Serviço social, são os campeões de procura, informou que o curso de Educação Física é o bacharelado, o que permite que o profissional, após formado possa atuar em academias e como personal trainer, “diferente do de licenciatura, que só habilita para a escola”, informou.

Destacou ainda três cursos que formam profissionais para as chamadas “profissões do momento”, aquelas que não sentem o impacto da crise, como Analise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação e Gestão de Redes. “Estes são cursos que podem muito bem neste momento qualificar profissionais que estão em alta, inclusive com altos salários”, disse.

Questionada sobre quantidade de alunos formados pelo polo, Erenildes informou que somente no mês de Julho foram formados 35 e que de três anos pra cá gira em torno de 200.

A contadora Risoneide, destacou a importância da formação acadêmica para a sua realização profissional. Já a empresária Jacitara citou os erros cometidos por pessoas que buscam emprego em seu comércio e relatou fatos curiosos que vão desde a forma de se vestir a de falar e de se comportar: “tenho um currículo que a moça colocou a foto vestida de biquini” relatou Jacitara.

Serviço:

A qualificação profissional é importantíssima para aquelas pessoas que buscam um emprego, ou buscam mudar de emprego, ou melhorar a sua remuneração e até para quem busca fazer algo que lhes dê mais prazer. Em Afogados lugares para se qualificar não faltam:

Sala do Empreendedor

Rua Senador Paulo Guerra, Centro (no prédio do antigo Fórum)

Lá você encontra desde orientações para montar o seu negócio como fica sabendo de cursos ofertados pela Prefeitura através de parceiras como as com  o sistema “S”;

Unip EAD

Rua Júlio Câmara, 706, Centro

Telefones: (87) 3838-1763 / 9.9998-1141

São 33 cursos de graduação e mais 15 de pós-graduação para você se qualificar e entrar no mercado.

FASP – Faculdade do Sertão do Pajeú (antiga FAFOPAI)

Oferece diversos cursos de nível superior voltados para o magistério e ainda neste semestre inicia o curso presencial de Direito.

Rua Dr. Osvaldo Gouveia, S/N – Afogados da Ingazeira​

Telefones/Fax: (87) 3838.1579 / 3838.1765​

Câmara segura PEC do fim do foro privilegiado há 1.300 dias

Levantamento publicado em maio mostra que pelo menos 106 deputados e 27 senadores são alvos de investigação na Justiça. A proposta que acaba com a prerrogativa de milhares de autoridades de serem julgadas apenas a partir da segunda instância da  Justiça completa neste domingo (27) 1.300 dias de tramitação na Câmara, sem qualquer perspectiva de […]

Levantamento publicado em maio mostra que pelo menos 106 deputados e 27 senadores são alvos de investigação na Justiça.

A proposta que acaba com a prerrogativa de milhares de autoridades de serem julgadas apenas a partir da segunda instância da  Justiça completa neste domingo (27) 1.300 dias de tramitação na Câmara, sem qualquer perspectiva de votação. O levantamento é do Congresso em Foco.

O texto foi aprovado pelo Senado em 31 de maio de 2017. Passou em 26 de junho daquele ano pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Em 11 de dezembro de 2018, foi aprovado pela comissão especial criada para analisar seu mérito.

Nos dois últimos 747 dias, porém, a PEC ficou engavetada. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não pautou os pedidos apresentados pelos deputados para acelerar a votação em plenário. Maia não considerou prioritária a análise da PEC e preferiu deixá-la na gaveta para o seu sucessor. Os candidatos ao comando da Casa, no entanto, ainda não se posicionaram publicamente sobre o tema.

Em setembro, um grupo de 26 senadores encaminhou a Maia um ofício pedindo a votação da PEC, associando a necessidade de apreciação da PEC ao caso da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. O deputado alegou que a prioridade este ano era o enfrentamento da pandemia, com medidas mitigadoras dos efeitos econômicos provocados pela covid-19, e as reformas tributária e administrativa, que não avançaram.

Segundo estudo da Consultoria Legislativa do Senado, atualmente mais de 54 mil pessoas são beneficiadas por alguma forma de foro privilegiado. O texto aprovado pela Casa acaba com o foro privilegiado em caso de crimes comuns para deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes militares, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos de Justiça e do Ministério Público.

Dessa forma, todas as autoridades e agentes públicos hoje beneficiados pelo foro responderão a processos iniciados nas primeiras instâncias da Justiça comum. As únicas exceções são os chefes dos três poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) e o vice-presidente da República.

Autor da PEC, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) foi às redes sociais neste domingo cobrar a votação da proposta. “Há 1.300 dias esperamos para que o projeto que acaba com os privilégios das autoridades saia da gaveta do Rodrigo Maia. Não sabemos quanto tempo ainda teremos que esperar, mas uma coisa é certa: nossa persistência diária nos trará a motivação para lutar por uma justiça que seja igual para todos. Seguiremos tentando e somos gratos pelo apoio de todos vocês”, escreveu.

Pela proposta, as autoridades manterão o foro por prerrogativa de função nos crimes de responsabilidade, aqueles cometidos em decorrência do exercício do cargo público, como os contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração; a lei orçamentária; e o cumprimento das leis e das decisões judiciais, entre outros.

Levantamento publicado pelo Congresso em Foco em maio mostra que pelo menos 106 deputados e 27 senadores são alvos de investigação na Justiça. A pesquisa exclusiva foi feita pelo site nas bases de dados do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais eleitorais e de Justiça estaduais e levou em conta inquéritos e ações penais e eleitorais que tramitam nessas instâncias.

Entre os investigados está o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), suspeito de se apropriar indevidamente de parte do salário de seus servidores na Assembleia Legislativa no esquema chamado de “rachadinha”. Flávio recorreu ao Supremo, pedindo a prerrogativa de ser investigado apenas pelo Supremo por ser parlamentar federal, para tirar as investigações da Justiça do Rio. 

Mas tanto Flávio quanto o seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, já tinham se manifestado em vídeo criticando o foro, alegando que o mecanismo favorece a impunidade. A mesma posição era defendida por outros dois filhos do presidente: o vereador Carlos e o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Desde o início da atual legislatura, em fevereiro de 2019, foram apresentados 20 requerimentos para que o texto fosse incluído na pauta do plenário da Câmara. Nenhum dos pedidos foi apreciado. A reportagem procurou neste domingo o presidente Rodrigo Maia para comentar o assunto, por meio de seu celular, mas não houve retorno até o momento. O texto será atualizado caso ele se manifeste.

Apoiador da extinção do foro especial, o ministro Luis Roberto Barroso, do STF, revelou que, enquanto o Supremo leva, em média, um ano e meio para receber uma denúncia, um juiz de primeira instância o faz, em média, em 48 horas. Essa diferença se dá, segundo ele, porque o procedimento nos tribunais superiores é muito mais complexo.

O texto aprovado no Senado manteve o parágrafo 2º do artigo 53 da Constituição Federal, que prevê que parlamentares não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Em tais casos, os autos do processo devem ser remetidos dentro de 24 horas à Casa Legislativa respectiva, para que, pelo voto da maioria dos parlamentares, o pedido de prisão seja acatado ou rejeitado. A PEC também inclui expressamente no artigo 5º da Constituição a proibição de que seja instituído qualquer outro foro por prerrogativa de função no futuro.

Em meio à dificuldade da Câmara em decidir sobre o assunto, o Supremo resolveu em 2018 restringir o alcance do foro privilegiado a crimes cometidos por parlamentares durante o exercício do mandato e a fatos relacionados às funções desempenhadas.

O grupo de senadores que cobra de Maia a votação da PEC de Alvaro Dias considera o atual modelo insuficiente, pois mantém a prerrogativa para milhares de outras autoridades.

“Como foi apontado pelo relator no Senado [Randolfe Rodrigues], “o que está em jogo é a credibilidade do Parlamento: não podemos permitir que a descrença nas instituições ponha em risco o legado conquistado a duras penas no pós-anos de chumbo. É necessário e urgente que se mostre à cidadania que as virtudes do sistema representativo superam em muito seus vícios e que a instituição importa mais que seus passageiros membros”, diz trecho do ofício entregue ao presidente da Câmara.

Para ser aprovado em plenário, o texto precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação. Se for alterado, terá de voltar ao Senado. Se não houver mudança de mérito, estará pronto para promulgação, ou seja, para ser incluído na Constituição.