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Projeto realiza mostra de fotografia na Festa da Consciência Negra em quilombo de Triunfo

Por Nill Júnior

Ação faz parte da culminância da oficina realizada com jovens e adultos do Quilombo de Águas Claras

Acontece neste domingo (17), dentro da Festa da Consciência Negra, no terreiro do Quilombo de Águas Claras, em Triunfo, a culminância da oficina “Registro, Resgate e Resistência de um Povo”. A ação, realizada no próprio quilombo, promoveu durante ao longo de uma semana um momento de conexão, aprendizado e celebração, com mais de 20 participantes, entre jovens e adultos.

O projeto proporcionou a aprendizagem sobre o domínio da técnica de cianotipia, ministrada pelo premiado fotógrafo e proponente, Douglas Fagner. Os moradores tiveram a oportunidade de vivenciar o poder transformador da fotografia artesanal, resgatando histórias e fortalecendo identidades por meio das imagens criadas. Cada processo, desde a preparação dos químicos até a revelação das impressões ao sol, revelou a beleza de unir tradição e criatividade.

Mais do que as imagens impressas no papel, foram os laços de afeto e coletividade construídos durante os encontros que marcaram a experiência. A oficina se tornou um espaço de troca de vivências, respeito mútuo e valorização das memórias quilombolas, reafirmando a importância da arte como ferramenta de resistência e pertencimento.

O resultado final está sendo celebrado em uma exposição montada no próprio quilombo, onde as obras podem ser admiradas por todos. Esta culminância reforça o poder das técnicas fotográficas artesanais como um meio de registrar e perpetuar histórias que não podem ser esquecidas.

O projeto Quilombo de Águas Claras: Registro, Resgate e Resistência de um Povo conta com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, além do apoio da Prefeitura de Triunfo.

Sobre o quilombo

O Quilombo de Águas Claras, distante 12km do centro de Triunfo, é uma comunidade com uma área correspondente a 180 hectares e é formada por 50 famílias. Sua economia se baseia na agricultura de subsistência e o nome Águas Claras vem do fato de haver grande quantidade de minas de água doce e cristalinas na região. A comunidade foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares em 2008, conforme Processo FCP n.º01420.001742/2008-30 – Certificado n.º 94/2008 e Portaria n.º 39703, que garante à comunidade cuidados, atenção e proteção por força de lei.

Além de praticar a agricultura de subsistência, o Quilombo de Águas Claras desenvolve atividades embasadas no turismo de experiência, onde o turista é recebido pelos moradores, que mostram toda sua cultura, história e gastronomia.

Outras Notícias

Prefeitura de Brejinho concede aumento de 6% para professores da rede municipal

A Prefeitura de Brejinho anunciou, na última quarta-feira (10), um reajuste de 6% no piso salarial dos professores da rede municipal de ensino. O percentual concedido pelo município fica acima da média do índice proposto pelo Governo Federal, representando um avanço na valorização dos profissionais da educação. De acordo com a gestão municipal, o aumento […]

A Prefeitura de Brejinho anunciou, na última quarta-feira (10), um reajuste de 6% no piso salarial dos professores da rede municipal de ensino. O percentual concedido pelo município fica acima da média do índice proposto pelo Governo Federal, representando um avanço na valorização dos profissionais da educação.

De acordo com a gestão municipal, o aumento beneficiará tanto os professores do quadro efetivo quanto os profissionais aposentados, garantindo a atualização salarial  da categoria.

O anúncio foi feito pelo prefeito Gilson Bento, por meio de suas redes sociais. Na publicação, o gestor destacou que a valorização dos educadores é uma das prioridades da administração.

Segundo ele, a meta da gestão é continuar investindo fortemente na educação,  reconhecendo o papel fundamental dos professores no desenvolvimento do município e na formação das futuras gerações.

Vice nega, mas comentou renúncia. Grupo Moura tenta apagar incêndio

A vice-prefeita de Afogados da Ingazeira, Lúcia Moura (PTC) voltou a virar a assunto da semana. Primeiro, aumentaram rumores sobre seu rompimento com o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB). Sintoma disso foi sua ausência de atos oficiais na programação da Expoagro e Festa de Emancipação Política – Lúcia compareceu à festa, mas […]

Patriota-e-Lucia

A vice-prefeita de Afogados da Ingazeira, Lúcia Moura (PTC) voltou a virar a assunto da semana. Primeiro, aumentaram rumores sobre seu rompimento com o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB). Sintoma disso foi sua ausência de atos oficiais na programação da Expoagro e Festa de Emancipação Política – Lúcia compareceu à festa, mas não participou da programação com Patriota.

Agora, a bomba do radialista Anchieta Santos no Rádio Vivo (Rádio Pajeú), informando que Lúcia anunciaria sua renúncia na próxima terça (8) alegando insatisfação e falta de espaço junto ao gestor.

Pelo que o blog apurou, Lúcia de fato externou a decisão e não apenas a uma pessoa, por não suportar mais a situação de frieza com o gestor. Diante da repercussão, que parou a cidade, começaram a chover telefonemas para a vice. Caiu a ficha da decisão e entrou em campo também a turma do “apaga fogo” tentando minimizar o episódio. Sogra de Lúcia, Marcia Moura, que dirige a Casa de Saúde Evóide de Moura era uma das mais preocupadas em negar o fato. Lúcia, quando procurada pela imprensa, passou a negar a informação.

Segundo o radialista Anchieta Santos, procurado pelo blog, Lúcia foi enfática quando falou a pessoas próximas de sua decisão. “Se ela me ligar, digo a quem e quando ela comunicou da decisão”, afirmou.

Prorural está com seleção simplificada aberta até o dia 17

O concurso tem validade de dois anos, renováveis por igual período. O processo seletivo será realizado através de avaliação curricular, de caráter classificatório e eliminatório. Os salários variam de R$ 2.700,00 a R$ 4.590,00, para nível superior e de R$ 1.310,00 a R$ 1.635,00, para nível médio-técnico. As vagas estão distribuídas para atuação na sede do […]

Seleção Prorural.

O concurso tem validade de dois anos, renováveis por igual período. O processo seletivo será realizado através de avaliação curricular, de caráter classificatório e eliminatório. Os salários variam de R$ 2.700,00 a R$ 4.590,00, para nível superior e de R$ 1.310,00 a R$ 1.635,00, para nível médio-técnico. As vagas estão distribuídas para atuação na sede do ProRural , em Recife, e nas unidades regionais, localizadas em todo Estado.

Para nível superior, as vagas são destinadas aos profissionais graduados das áreas de ciências (agrárias, da natureza, da computação, econômicas, contábeis, sociais e humanas), geologia, agronomia, engenharia (agronômica, elétrica, civil, da computação) administração, medicina veterinária, zootecnia, jornalismo, psicologia, recursos humanos, sistemas de informação, tecnologia (da informação, em processamento de dados), rede de computadores, administração de rede, biblioteconomia, gestão da informação e direito. Para nível médio (informática e administrativo) e técnico (agrícola, agropecuário, agroecologia, edificações e saneamento)

O edital com informações sobre cargos, remuneração, vagas e locais de trabalho, pode ser acessado no endereço eletrônico (www.prorural.pe.gov.br). As inscrições serão realizadas no período de 03 a 17 de novembro, na sede do ProRural (Rua Gervásio Pires, 399, Boa Vista, Recife/PE) ou nas Unidades de Gestão Territorial – UGTs, situadas nos municípios de Arcoverde, Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Palmares, Petrolina e Salgueiro.

Caso Genivaldo: MPF garante que policiais sejam julgados pelo Tribunal do Júri

Todos os réus permanecem em prisão preventiva, no aguardo do julgamento Os três ex-policiais rodoviários federais denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo assassinato de Genivaldo de Jesus Santos não conseguiram anular a pronúncia, ou seja, a decisão judicial que determinou seu julgamento pelo Tribunal do Júri. Por unanimidade, a Primeira Seção do Tribunal Regional […]

Todos os réus permanecem em prisão preventiva, no aguardo do julgamento

Os três ex-policiais rodoviários federais denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo assassinato de Genivaldo de Jesus Santos não conseguiram anular a pronúncia, ou seja, a decisão judicial que determinou seu julgamento pelo Tribunal do Júri. Por unanimidade, a Primeira Seção do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) seguiu o posicionamento do MPF e rejeitou os recursos dos réus, que alegavam cerceamento de defesa. 

Os policiais alegavam nulidade da pronúncia pelo fato de que o juiz de primeiro grau responsável pela decisão dispensou a oitiva dos peritos responsáveis pelos laudos, indicados como testemunhas de acusação. Em seu parecer, o MPF destacou que cabe ao juiz, de forma fundamentada, avaliar a necessidade das medidas que podem ser tomadas no curso do processo. Além disso, os peritos ainda poderão ser ouvidos durante o julgamento no júri popular. 

Em sua manifestação, o Ministério Público Federal também salientou que os peritos haviam sido apontados como testemunhas apenas pela acusação, que resolveu dispensá-los mais tarde. O requerimento da defesa para que eles fossem ouvidos foi feito fora do prazo legal, poucos minutos antes do início do interrogatório. “A desistência das testemunhas pela acusação não depende da anuência da defesa”, ressaltou o MPF. 

Prisão domiciliar – O ex-policial Kleber Nascimento Freitas pleiteava também a substituição de prisão preventiva por domiciliar, alegando que enfrenta um quadro grave de depressão e ansiedade, que, supostamente, não pode ser adequadamente tratado no estabelecimento prisional em que se encontra. 

O MPF se manifestou contra o pedido, argumentando que nada impede a compatibilização do cárcere com o tratamento, pois o réu pode ser medicado na unidade prisional e receber atendimento por profissionais de saúde tanto presencialmente, quanto de forma remota. Seguindo esse entendimento, a Primeira Seção do TRF5 manteve a prisão preventiva do acusado. 

O caso – A denúncia do MPF narra que, em maio de 2022, os então policiais rodoviários federais Paulo Rodolpho Lima Nascimento, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas abordaram Genivaldo de Jesus Santos durante uma fiscalização rotineira de trânsito, no município de Umbaúba (SE), impondo-lhe uma prisão em flagrante ilegal. 

Após submetê-lo a intenso sofrimento físico e mental, acabaram causando a sua morte, por asfixia, quando a vítima já se encontrava detida e imobilizada no interior da viatura da Polícia Rodoviária Federal. Eles serão julgados pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado. 

Porque não cola criticar a Lei Seca. Não é “fábrica de multas”, salva vidas

Foi só a Operação Lei Seca vir novamente a cidades do Pajeú, para críticas de pessoas contrárias e até de políticos como vereadores que atuam na região. É a mesma ótica que trava a iniciativa de prefeituras como as de Afogados da Ingazeira a iniciar um processo de municipalização do trânsito. O medo de perde […]

Ação traz sequelados de acidentes e visa reduzir mistura de álcool e volante nas estradas e área urbana

Foi só a Operação Lei Seca vir novamente a cidades do Pajeú, para críticas de pessoas contrárias e até de políticos como vereadores que atuam na região. É a mesma ótica que trava a iniciativa de prefeituras como as de Afogados da Ingazeira a iniciar um processo de municipalização do trânsito. O medo de perde votos é maior que o meno de organizar o trânsito e consequentemente, salvar vidas. Para nossa sorte, é um pensamento minoritário.

O discurso raso é de que é “uma fábrica de multas instaurada por Paulo Câmara”. Uma discussão descabida, já que é obrigação do estado, esteja a frente Paulo, Maria, Jarbas, Armando, João, fiscalizar e fazer cumprir as normas do CONTRAN. A Lei Seca é uma das mais bem sucedidas experiências do gênero no país, não porque arrecada impostos, mas porque salva vidas. E não são poucas. Em Recife, graças ao trabalho da operação, caíram os acidentes fruto de álcool sobre duas ou quatro rodas. Quem quer beber vai de Taxi ou Uber. E vidas são poupadas.

O mesmo aconteceu quando,  a pedido do MP, o Detran esteve em Carnaíba. “Quando assumi a titularidade da Promotoria de Justiça de Carnaíba, percebi que a cidade, estava precisando de alguns ajustes e melhorias em setores importantes, entre eles o trânsito, disse o promotor Ariano Tércio à época. Mas não faltou quem questionasse. Só que nos últimos anos, muitos jovens perderam a vida muito cedo  na região em acidentes de trânsito. Em todos eles, algo em comum: ou foram vítimas da imprudência de quem fez uso de álcool e saiu para dirigir ou, causaram a própria morte, somando-se situações como o uso de cinquentinhas em rodovias onde não há permissão, falta do uso de equipamentos de segurança, dentre outros fatores.

A Operação Lei Seca em Pernambuco (OLS), sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desde o dia 1º de dezembro de 2011, tornou-se uma das mais bem sucedidas políticas públicas de redução de acidentes de trânsito por embriaguez do país. Com foco na prevenção e no enfrentamento aos acidentes de transporte terrestre, considerado uma epidemia mundial, o programa traz a educação e a orientação aos condutores, por meio de deficientes vitimados pela combinação de álcool e trânsito, como um eixo principal, além da fiscalização diária realizada por nove equipes que atuam de forma permanente em todo o Estado.

As ações são realizadas todos os dias da semana, em horários variados e de forma itinerante com o uso de vans informatizadas para realização dos testes de alcoolemia. O projeto mantém o título de ser, proporcionalmente, a maior operação de alcoolemia do Brasil e possui uma frota de nove vans informatizadas, nove guinchos, quatro motos e nove viaturas de apoio. Cada van possui dois etilômetros eletrônicos, totalizando 18 equipamentos só para as equipes de fiscalização.

O trabalho da Operação Lei Seca em Pernambuco envolve cerca de 210 profissionais. Por blitz, atuam aproximadamente 13 agentes de três órgãos de Estado: Secretaria Estadual de Saúde (SES), Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), sendo quatro militares, quatro agentes do Detran e três técnicos da SES, além de motoristas para van e guincho.

Na distribuição das tarefas, os PMs fazem a triagem e abordagem aos veículos e a busca pessoal aos condutores, consultando junto a Central de Operações da OLS a existência de qualquer pendencia junto a sistema judiciário; os agentes do Detran aplicam o teste de alcoolemia, checam a carteira de habilitação do condutor (CNH) e o documento do veículo (CRLV), preenchendo o auto de infração, se houver irregularidade; e, simultaneamente aos procedimentos padrões.

Já os técnicos da SES acompanham os procedimentos e preenchem formulários com dados da fiscalização, como quantidade de veículos, testes realizados, informações do condutor e reboques realizados – as estatísticas servem para reforçar barreiras em locais e municípios de grande incidência de acidentes. As barreiras também contam com reboque, balões de identificação e materiais educativos para os motoristas e caronas.

No trabalho de orientação, a operação conta com quatro equipes educativas. Cada uma é composta por quatro pessoas com deficiência, cadeirantes ou muletantes, e dois auxiliares, que ajudam na condução dos deficientes e na entrega de panfletos e folders educativos. A ação ocorre em bares e pontos de aglomeração, como forma de evitar que os condutores dirijam após o consumo de álcool. As ações também acontecem em escolas, universidades, empresas e associações por meio de seminários e palestras e no interior do Estado.

Dirigir sob a influência de álcool continua sendo infração gravíssima, com a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quem se dispõe a adquirir carro ou moto deve saber disso. Quem legisla muito mais. O cidadão comum, também.