Projeto que obriga uso de 10% do FEM para segurança nos municípios divide opiniões
Por Nill Júnior
Com uma participação bem expressiva dos gestores públicos, a Assembleia Extraordinária realizada pela AMUPE debateu a Segurança Pública no Estado, o papel dos municípios e o Projeto de Lei Ordinária de autoria do deputado Aluísio Lessa em que destina 10% do FEM para a segurança pública.
De acordo com o parlamentar, a medida visa fazer com que os municípios deem a sua parcela de contribuição no combate à violência em Pernambuco.
Os prefeitos mostraram que estão dispostos para até aceitar este novo carimbo no FEM. Porém, querem que o Governo libere com rapidez os recursos, porque o FEM que deveria ser anual está na sua 4ª edição e os municípios só receberam a 3ª edição.
Participaram da mesa o secretário de Defesa Social Antônio de Pádua, os deputados estaduais Aluisio Lessa, José Maurício Cavalcanti, Eduardo Gonçalves, diretor da CNM, o prefeito Vavá Rufino, o Coronel Júlio Cezar Costa, Debora Almeida, diretora executiva da Amupe e secretária da mulher e José Patriota presidente da instituição.
Não faltaram reclamações e também sugestões dos gestores para que o Governo possa minimizar os problemas das cidades e conter a criminalidade e o tráfico de drogas. O secretário da SDS Antonio de Pádua, destacou as ações, demandas e dados do programa do Pacto Pela Vida do Governo Estadual, mostrou toda estratégia que a secretaria vem realizando no combate ao crime e como os prefeitos podem fazer para dar mais segurança aos cidadãos, inclusive com ferramentas e aplicativos para coibir ações criminosas.
Por parte dos prefeitos foram apresentadas algumas ações que já estão dando sinais de mais tranquilidade para a população como é o caso de Moreno, onde o prefeito Vavá Rufino implantou o “Moreno em Ordem” coordenado pelo Cel. Júlio Cézar Costa, consultor de Ordem Pública e Segurança.
Já o prefeito de Tabira, Sebastião Dias, disse que vem investindo em câmeras de segurança tanto na cidade como nas escolas e em um centro de monitoramento. A prefeitura também equipou a guarda municipal para fazer o patrulhamento e contratou patrulha sobre rodas (carros e motos).
O prefeito de Itapetim Adelmo Moura é a favor do projeto do deputado Aluisio Lessa e disse que por causa da violência na sua cidade, poderia até ultrapassar os 10% sugeridos no projeto, desde que o dinheiro chegasse com urgência para combater a falta de segurança que vive a população. O município teve cinco assaltos a bancos em um ano.
A prefeita de São Bento do Una e Secretária da Mulher na Amupe, Débora Almeida e o prefeito Luciano Duque (Serra Talhada) discordam do Projeto, enfatizando que os municípios já são engessados pelas rubricas federais que não são liberadas ou o são com atraso, forçando o caixa dos municípios e prejudicando os serviços. O medo deles é de que se pactue a proposta e o dinheiro não seja liberado, gerando dificuldades para os municípios.
Porque Patriota não é candidato a Estadual O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota, não vai disputar mandato para Assembleia Legislativa. A decisão já é prego batido e ponta virada, restando apenas que ele defina como será esse “anúncio oficial”. O tema tomou a pauta política e pessoal do gestor […]
O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota, não vai disputar mandato para Assembleia Legislativa. A decisão já é prego batido e ponta virada, restando apenas que ele defina como será esse “anúncio oficial”.
O tema tomou a pauta política e pessoal do gestor por meses. A cada passo, ficava a certeza de que entre o sim e o não ao projeto, pesaram mais os fatores que dificultariam uma eleição do gestor. Isso porque Patriota não está em tempo de enfrentar aventuras. Só poderia sair com possibilidades reais de disputa. E, fazendo contas para um lado e para outro, ele chegou à decisão: não há como.
Uma conta é eleitoral: em 2016, quando foi eleito com 83% dos votos, Patriota tinha folga suficiente para paralelamente à campanha, conversar com agentes na região que garantissem bases para sua eleição. Preferiu massificar a campanha para mostrar peso eleitoral. Conseguiu ganhar e perder. Ganhou com folga nas urnas, perdeu a chance de discutir o próximo passo.
Em paralelo, viu nomes como Diogo Moraes e Nilton Mota fincarem bandeiras no Pajeú, ganhando espaços no Alto e no Médio da região, de onde ele teria que sair forte para, com a votação expressiva que teria em Afogados e Carnaíba, mais os votos pulverizados no estado por conta da visibilidade da AMUPE, brigar por uma das cadeiras.
Essa questão dos Deputados até teria sido contornada. Patriota teria recebido segundo uma fonte sinalização de rearrumação no tabuleiro político da região caso quisesse ser candidato. Não se sabe se a promessa do comando socialista vingaria a ponto de mudar posições em Itapetim, São José do Egito, Ingazeira, por exemplo. Mas era o sinal de encorajamento político de que Patriota precisava.
Entretanto, o curto espaço de tempo até a data limite e a falta de condições estruturais para bancar o projeto – hoje uma candidatura só é competitiva se falar na casa dos milhões – deixaram Patriota sem segurança para enfrentar o desafio. Não tem mais tempo para pensar em bola dividida.
Assim, ele conclui seu mandato e, com as rédeas na mão, vai trabalhar pela manutenção do se projeto político, buscando pavimentar o caminho para fazer do seu vice, Alessandro Palmeira, seu sucessor. A guerra interna – ou externa pela condução dos protagonistas – vai ser travada com o bloco do prefeito Totonho Valadares, que também vai buscar protagonismo no debate, através do próprio nome ou de outro a ser defendido por ele. Totonho já sinalizou que não vê com simpatia o lançamento do nome de Sandrinho.
Ainda vai ser nome forte para presidir a Confederação Nacional dos Municípios, CNM, onde tem apoio de Paulo Zilckosky, atual presidente. Aliás, uma das certezas de que não será candidato veio da AMUPE. Até ontem, uma semana antes do prazo final, não tomou nenhuma medida obrigatória para passar o bastão para a vice, Ana Célia, de Surubim.
A dúvida que resta portanto é sobre o Estadual que deverá ter o apoio de José Patriota. O prefeito já está fechado com João Campos e precisa de um nome competitivo para fazê-lo majoritário com folga contra Waldemar Borges, Júlio Cavalcanti, Aline Mariano e outros nomes que pedirão votos na cidade. Esse nome ainda é uma incógnita, mas logo logo deve aparecer ao lado de Patriota em atos institucionais no segundo semestre.
No mais, cai por terra o sonho do Médio e Alto Pajeú de ter um nome da Terra, já que em Serra Talhada, nomes como Sebastião Oliveira e Augusto César já ocupam cadeiras. Vai esperar para quem sabe, em 2022…
Sinais
Daniel Valadares disse que Alessandro Palmeira não tem tido a liberdade necessária para aparecer na gestão Patriota. parte do fogo amigo que começou quanto Totonho afirmou que não tinha porque abonar uma candidatura de Sandrinho a prefeito em 2020. Totonho, aliás, estará no Debate das Dez da segunda, dia 2, na Rádio Pajeú.
Cada um pra um lado
Com a notícia de que Patriota não disputará, Igor Mariano vai apoiar a prima Aline, seguida também por Augusto Martins, Daniel Valadares seguirá o pai no apoio a Waldemar Borges, Rubinho do São João vai votar em Pastor Adauto e Patriota vai atrás de todos para tentar emplacar o “candidato x”, aquele que terá seu apoio mais ainda é incerto e não sabido…
Com quem fica?
Antes da definição de José Patriota por não disputar, Anchieta Patriota, de Carnaíba, desconsiderava um plano B. Mas em paralelo, enquanto Patriota vivia o dilema “ser o não ser”, já tinha sido procurado por, no mínimo, cinco nomes socialistas. Vai ter que ficar com um…
Campo minado
Nas redes sociais, um bloco de simpatizantes de Alessandro Palmeira lançou a campanha “porque ele não pode?” – indicando que o fato de ser alguém de origem popular não o descredencia a ser prefeito. Daí a importância de Daniel e Totonho terem que ter cuidado nas palavras. Em 2016, um texto de Magno Martins, irmão de Augusto, criticando a possibilidade de escolha de Palmeira, o alçou a candidato e vice.
Perdeu a calculadora
A bola fora da semana veio da Prefeitura de São José do Belmonte. Se preocupou em mandar para vários blogs a falsa notícia de economia com combustível da gestão Romonilson na ordem de R$ 1,7 milhão, mas não se preocupou em, na mesma velocidade, enviar a errata com pedido de desculpas e correção. A economia foi na verdade de R$ 300 mil.
Sem sorte
A notícia da Praça abandonada de Mirandiba, postada esta semana no blog, evidenciou como a cidade não tem sorte com gestores. Tanto o anterior, Dr Bartolomeu, como a atual, Rose Cléa Máximo, já foram flagrados por malfeitos administrativos pelos órgãos de controle. A atual já perdeu o apoio do vice-Prefeito Hailton Rodrigues, foi punida por usar 73% do dinheiro com pessoal, muitos apadrinhados, multada por não alimentar o sistema Sagres, do TCE e recentemente, alvo de denúncia de uma comerciante que diz ter provas de compra escancarada de votos. Sem falar nas despesas de R$ 240 mil na compra de medicamentos a empresa da sogra do ex-secretário de Saúde.
De fora x de dentro
Esse ano, Serra Talhada ganhou uma enxurrada de candidatos que não tinham base na cidade mas vão morder boa parte dos votos. Dentre eles, Kaio Maniçoba, Secretário de Habitação prestes a deixar o cargo, e Rodrigo Novaes, que deverá ter o apoio de Nailson Gomes. No caso do último, resta saber como vai se sair Augusto César nesse campo minado e o candidato do PT, apoiado por Duque. O prefeito chegou a ser criticado por Humberto por apoio velado a nomes da base de Câmara.
Estratégia
Não há na enciclopédia política de 2018 uma só fala de Marília Arraes criticando Humberto Costa ou João Paulo, mesmo quando muito apertada nas entrevistas e coletivas a responder as cutucadas que levou. Tudo parte da estratégia de seu grupo, para evitar dizer que deu mote à qualquer possibilidade de racha interno no partido. Já internamente, pedindo vênias a quem discorda da expressão, “a madeira deita”…
Frase da semana:
“Paulo Câmara não foi eleito para governar, mas para ser governado”.
De Marília Arraes na coletiva em Tabira, mostrando que não vai aliviar no debate com o governador candidato.
Os vereadores de Santa Terezinha, no Sertão de Pernambuco, aprovaram na noite da última quarta-feira (27), para a próxima legislatura, os salários dos vereadores, do prefeito, vice-prefeito, e dos secretários municipais. Se houver adiamento das eleições este ano, para o ano seguinte, coisa improvável de acontecer, a partir de janeiro de 2021, o prefeito passará […]
Os vereadores de Santa Terezinha, no Sertão de Pernambuco, aprovaram na noite da última quarta-feira (27), para a próxima legislatura, os salários dos vereadores, do prefeito, vice-prefeito, e dos secretários municipais.
Se houver adiamento das eleições este ano, para o ano seguinte, coisa improvável de acontecer, a partir de janeiro de 2021, o prefeito passará a receber R$ 16 mil, o vice-prefeito R$ 8 mil, os secretários, R$ 3,5 mil e os vereadores R$ 6,6 mil.
Dois vereadores estiveram ausentes na sessão, Neguinho de Danda e Manoel Grampão.
Fato inusitado na sessão, foi o vereador Adalberto Júnior, propor emendas para redução de salários, e no final votou contra sua própria emenda, porque as modificações propostas por ele terem sido reprovadas, inclusive com o voto dele, o que acabou prevalecendo os valores que a Mesa Diretora já havia proposto. As informações são do Blog do Marcello Patriota.
Caro Nil Júnior, Eu, Josenildo Bertoso de Lima, guarda municipal, de 45 anos, sou pré-candidato a vereador pelo AVANTE em Iguaracy. Busco melhorias na saúde, educação e segurança. Precisamos regulamentar a guarda com estrutura, capacitação para melhor servir à população. Ainda geração de empregos para os jovens convidando empresários com incentivo para investir no município, […]
Eu, Josenildo Bertoso de Lima, guarda municipal, de 45 anos, sou pré-candidato a vereador pelo AVANTE em Iguaracy. Busco melhorias na saúde, educação e segurança. Precisamos regulamentar a guarda com estrutura, capacitação para melhor servir à população.
Ainda geração de empregos para os jovens convidando empresários com incentivo para investir no município, dando prioridade aos jovens iguaracienses. Defendo concurso público de 5 em 5 anos. Também políticas para melhorar a vida do homem do campo.
Mais dois Deputados Federais cobraram ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, agilidade em obras federais que impactam na oferta hídrica do Pajeú: os deputados Jorge Côrte Real e Zeca Cavalcanti (PTB) solicitaram que o governo federal realize o repasse de verbas para o pagamento das medições da Barragem Ingazeira. Atendendo a um pleito do […]
Mais dois Deputados Federais cobraram ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, agilidade em obras federais que impactam na oferta hídrica do Pajeú: os deputados Jorge Côrte Real e Zeca Cavalcanti (PTB) solicitaram que o governo federal realize o repasse de verbas para o pagamento das medições da Barragem Ingazeira.
Atendendo a um pleito do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o parlamentar informou ao ministro que o atraso da liberação financeira pode acarretar na paralisação da obra. A obra, quando pronta, vai beneficiar 30 mil agricultores nas áreas rurais das cidades de Tuparetama, Ingazeira, São José do Egito e Tabira, além de possibilitar a irrigação de mil hectares de lavouras no Sertão.
Segundo o DNOCS, os débitos referentes aos meses de janeiro a abril totalizam R$ 5.635.573,36. Para o segundo semestre, serão necessários mais R$ 15 milhões para que a obra da barragem esteja em pleno andamento e o fluxo do desembolso financeiro não atrapalhe a finalização da construção.
Devido ao atraso nos repasses, o deputado Jorge Côrte Real revelou ao ministro Gilberto Occhi que o consórcio construtor colocou os trabalhadores em aviso prévio, por falta de dinheiro para o pagamento dos salários e encargos trabalhistas.
“O ministro garantiu que vai se debruçar sobre o assunto e vai viabilizar alguns pagamentos para não comprometer a obra. Após quitar as medições em atraso, ele informou que vai regularizar o cronograma financeiro para não afetar a execução e conclusão da Barragem Ingazeira”, afirmou Jorge Côrte Real.
Durante o encontro o deputado também solicitou que o DNOCS disponibilize perfuratrizes para abrir poços artesianos nos municípios fora da área de competência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), como Glória de Goitá, Garanhuns, São Caitano, São Bento do Una, entre outros.
Caro Nill Junior, A Frente de Oposição de Carnaíba, surpreendeu-se com a matéria em que o ex vereador de Carnaiba, Dr. Clóvis Lira, afirma que não foi informado sobre a reunião do grupo de oposição, que escolheu na noite da última terça feira 21, os nomes do ex prefeito Didi e do vereador Luiz Alberto […]
A Frente de Oposição de Carnaíba, surpreendeu-se com a matéria em que o ex vereador de Carnaiba, Dr. Clóvis Lira, afirma que não foi informado sobre a reunião do grupo de oposição, que escolheu na noite da última terça feira 21, os nomes do ex prefeito Didi e do vereador Luiz Alberto para compor a chapa de oposição politica na terra de Zé Dantas.
O PMDB, de Dr. Clóvis Lira e o PT que tem o ex vereador Anchieta Alves como membro, sempre caminharam junto e concordaram com o grupo e que realmente ambos foram comunicados sobre a reunião, inclusive o presidente do PRB, senhor Aloisio Baião, entrou em contato com ambos por telefone durante a reunião mas teve suas ligações recusadas.
Outra questão mencionada pelo Dr. Clóvis Lira, foi citar o PC do B, que teria ficado de fora da reunião. Comunicamos que mesmo havendo sido convidado diversas vezes para compor o grupo, o Partido Comunista do Brasil, presidido em Carnaiba pelo suplente Luiz de Joel, nunca fez parte do grupo de oposição.
Como o grupo tinha um acordo em seguir o que uma consulta popular apontasse, o Dr. Clóvis Lira, assim como Anchieta Alves, já sabiam que o melhor nome seria o de Didi, decisão essa respeitada e aderida pela maioria dos partidos que compõem a Frente de Oposição que foi confirmada pelos partidos; PV, PRP, PT do B, PSOL, PR e PTB, ficando sem participar do encontro o PMDB, PT e PSL, este ultimo que justificou a ausência.
O pré candidato escolhido, José Francisco Filho, o Didi, ficou responsável para procurar e conversar com os partidos ausentes (PMDB e PT) para evitar dissidências e continuar a união do grupo rumo à uma Carnaíba que traga melhores condições de vida para a população.
Você precisa fazer login para comentar.