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Projeto do IF Sertão-PE reforma gratuitamente fachada de casas em Serra Talhada

Por Nill Júnior

Desde que foi criado, um dos pilares do IF Sertão-PE é integrar o saber acadêmico dos campi, com as comunidades nas quais ele está inserido. Desta forma, são desenvolvidos os chamados Projetos de Extensão, que oportunizam os alunos a levar até a população, um pouco do que aprendem em sala de aula. O campus Serra Talhada tem realizado, desde maio deste ano, o projeto “IF Reforma Serra”, e em pouco tempo já tem colhido bons frutos desta ação.

O “IF Reforma Serra” é um projeto de extensão idealizado pela professora Kallinny Cunha, em parceria com outros docentes e estudantes do curso de Edificações, tanto da modalidade Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), quando de Ensino Médio Integrado (EMI). Seu objetivo é, através de doações e trabalho voluntário, reformar gratuitamente a fachada e parte externa de algumas casas de famílias carentes da cidade, utilizando os conhecimentos obtidos nas aulas técnicas.

Para o projeto foram selecionadas seis residências, que foram escolhidas criteriosamente pelos estudantes, através de coleta de dados e conversas informais com os proprietários. A equipe teve a preocupação também de fazer com que as pessoas não confundissem o projeto com alguma ação governamental.

A primeira casa contemplada foi da cabeleireira Renata Cristina, no bairro São Cristóvão. Morando apenas com seu irmão mais novo, e com um pequeno salão ao lado de sua residência, a equipe do IF Reforma Serra viu no lar dessa família a oportunidade de começar o trabalho. A ação foi realizada entre os dias 15 e 18 de maio, e contou com recursos obtidos através de doações dos alunos e servidores do campus. Ao final, tanto a casa quanto o salão ganharam uma fachada nova, com direito a pintura e mini jardim. Segundo Nayron Moura, um dos estudantes voluntários, estar participando do projeto só tem melhorado a sua formação. “Aprendemos a lidar diretamente com algumas situações, resolver problemas que acabam surgindo na obra. Agora as aulas do curso ficam até mais fáceis de entender”, afirma o jovem.

A integração entre os conhecimentos dos alunos mais velhos do PROEJA com os do EMI é um dos pontos altos do projeto. Segundo a professora Kallinny, a troca de experiência entre eles tem sido benéfica tanto para o resultado nas casas quanto em sala de aula. “Quando eu resolvi juntar turmas de modalidades e idade diferentes num mesmo projeto, eu sabia que seria algo desafiador. Mas apesar de todas as dificuldades, percebo que conseguimos um equilíbrio entre eles, o PROEJA tem aprendido com o EMI relação ao planejamento, elaboração de relatórios, e o EMI tem visto com os estudantes mais velhos,  o vivenciar uma obra na prática, a questão do raciocínio rápido durante a execução de um trabalho e isso tem sido positivo para todos nós”, destacou a professora.

A segunda ação, realizada entre os dias 12 e 15 de junho, teve a casa da senhora Maria da Penha, do bairro Cohab, como escolhida. Dona Maria recebeu a equipe do IF Reforma Serra de braços abertos e ficou muito satisfeita com o resultado do trabalho. “Era um dos desejos do meu marido reformar a casa, mas infelizmente ele veio a falecer antes de conseguir realizar isso. Os meninos vieram aqui e deixaram a frente da casa linda, não tenho nem palavras para agradecer a todos do IF”, contou entusiasmada.

Depois do período de férias, agora a equipe se prepara para sua próxima ação, que acontecerá no mês de agosto, no bairro IPSEP. Apesar de já terem recebido algumas doações, inclusive de alguns representantes do comércio da cidade, o projeto ainda precisa de mais recursos em materiais de construção para finalizar as mais quatro casas que já foram escolhidas. Quem tiver interesse em doar ou saber mais acerca do Projeto pode acessar o Instagram do projeto (@ifreformaserra) , onde os estudantes mostram detalhes do trabalho e marcam os melhores pontos para receberem as doações. O Instituto segue com o seu papel de contribuir através dos conhecimentos desenvolvidos no campus, com a comunidade de Serra Talhada.

Outras Notícias

Ministério da Saúde afirma que não distribuiu vacina Covid-19 vencida

Pasta disse que os prazos de validade dos imunizantes são rigorosamente checados e atribuiu qualquer eventual problema a estados e municípios. Por André Luis Na última sexta-feira (02-07), uma reportagem da Folha de S. Paulo apontou que após levantamento nos registros oficiais do Ministério da Saúde, foi constatado que pelo menos 26 mil doses vencidas […]

Pasta disse que os prazos de validade dos imunizantes são rigorosamente checados e atribuiu qualquer eventual problema a estados e municípios.

Por André Luis

Na última sexta-feira (02-07), uma reportagem da Folha de S. Paulo apontou que após levantamento nos registros oficiais do Ministério da Saúde, foi constatado que pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca teriam sido aplicadas em diversos postos de saúde do país. 

Segundo informações da reportagem, os lotes vencidos seriam: 4120Z001 – vencimento 29/03; 4120Z004 – vencimento 13/04; 4120Z005 – vencimento 14/04; CTMAV501 – vencimento 30/04; CTMAV505 – vencimento 31/05; CTMAV506 – vencimento 31/05; CTMAV520 – vencimento 31/05 e 4120Z025 – 04/06.

De acordo com levantamento do blog, na lista de municípios que teriam recebido e aplicado as doses vencidas divulgadas pela reportagem, no Sertão do Pajeú, apenas 6 municípios teriam recebido lotes das vacinas vencidas: Carnaíba, Flores, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão e Triunfo. 

A notícia causou apreensão e assustou população, governos estaduais e municipais que se apressaram para verificar as informações em seus programas de imunização.

Como destacado na Coluna do Domingão do blog de hoje, ao que tudo indica, a reportagem da Folha de S. Paulo foi uma grande barriga – termo usado para uma notícia desmentida pouco depois – Uma checagem mais apurada mostraria que 99% dos municípios não aplicaram doses vencidas.

Prefeituras das cidades que, segundo a reportagem teriam recebido e aplicado as vacinas supostamente vencidas, se apressaram em tranquilizar as suas populações, através de notas afirmando que não houve aplicação de doses vencidas das vacinas.

As outras prefeituras, que não apareceram na lista da reportagem, também, se apressaram para tranquilizar os munícipes, informado que não teriam recebido vacinas dos lotes citados.

Em nota divulgada em sua conta oficial no Twitter, o Ministério da Saúde, afirmou não ter distribuído vacina Covid-19 vencida. Disse que os prazos de validade dos imunizantes são rigorosamente checados pela pasta e atribuiu qualquer eventual problema a estados e municípios. Leia a íntegra da nota abaixo:

Ministério da saúde não distribui doses de vacina covid-19 vencidas.

Prazos de validade dos imunizantes são rigorosamente checados pelo Ministério da Saúde. 

Os dados sobre aplicação de doses são inseridos pelos municípios no DataSUS.

Cabe aos gestores locais do SUS: armazenamento correto das doses, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do ministério. 

Doses entregues aos estados devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais.

Os municípios que possuírem doses a vencer precisam notificar o Ministério da Saúde. Até o momento, não há registro de municípios informando à pasta sobre o vencimento de lotes com vacinas Covid-19 nesta situação.

Qualquer erro de imunização, como a aplicação de doses vencidas, deve ser notificado no sistema e-SUS. Essa orientação é de conhecimento dos gestores e está no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO).

Estados e municípios que eventualmente tenham aplicado vacinas vencidas devem fazer a busca ativa e monitorar os casos. As doses aplicadas não devem ser consideradas válidas. A recomendação é que a vacina seja reaplicada com um intervalo de 28 dias.

Deputado bolsonarista descumpre decreto em PE

Blog do Magno  O deputado cearense André Fernandes (Republicanos) foi parar na Delegacia após descumprir decreto estadual com medidas restritivas para combater o avanço da Covid-19 em Pernambuco. O parlamentar esteve na Praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Grande Recife, na manhã de hoje. Na ocasião, chegou a discutir com uma equipe da Guarda […]

Blog do Magno 

O deputado cearense André Fernandes (Republicanos) foi parar na Delegacia após descumprir decreto estadual com medidas restritivas para combater o avanço da Covid-19 em Pernambuco.

O parlamentar esteve na Praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Grande Recife, na manhã de hoje. Na ocasião, chegou a discutir com uma equipe da Guarda Municipal.

O Blog teve acesso a um vídeo que mostra o imbróglio. Fernandes foi repreendido por guardas ao circular na faixa de areia, o que está proibido pelo decreto nos finais de semana. Nas imagens, ele também aparece sem máscara. Fora de quadro, uma guarda diz que ele será conduzido para a Delegacia.

O deputado, por sua vez, rebate a agente: “Se algum de vocês tocar em mim, vocês vão ser presos. Eu tenho imunidade parlamentar, sou um deputado estadual.” Mais adiante, ele diz que “decreto não pode ter sanção” e citou a Constituição.

Em dado momento, André Fernandes entra na água e retorna à faixa de areia. Na sequência, ocorre uma nova discussão entre o parlamentar e membros da Guarda. Nas redes sociais, ele falou sobre o caso:

“Fui tomar um ‘banhozin’ (sic) de mar e a Guarda Municipal quis me tirar para “cumprir o decreto governamental”… Nada está acima da Constituição Federal.” Após prestar depoimento na Delegacia, Fernandes foi liberado.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, ultraconservador e crítico de minorias e do STF, já foi notícia por mostrar fotos nas quais ele aparece reproduzindo o bigode de Hitler em si mesmo e, aparentemente, fazendo uma conhecida saudação nazista.

O que disse a Prefeitura de Ipojuca

A Prefeitura de Ipojuca se pronunciou sobre o assunto por meio de nota:

“Neste sábado (12/06/2021), o deputado estadual pelo Ceará, André Fernandes (Republicanos), em visita à praia de Muro Alto, em Ipojuca (Pernambuco), ignorou e debochou das orientações dos guardas municipais sobre o decreto do Governo de Pernambuco em vigor que proíbe o acesso ao litoral do estado nos finais de semana, em razão da COVID-19. O parlamentar, de apenas 23 anos, desafiou a guarda entrando no mar e afirmando que “quem quisesse tirá-lo de lá teria que entrar na água”. Logo em seguida, ao sair do mar, discutiu com os guardas que afirmaram que o conduziria à delegacia por desacato e descumprimento do decreto estadual.

O deputado André Fernandes, então, na tentativa de se esquivar, se apresentou como deputado, afirmou possuir imunidade parlamentar, alertou que ninguém poderia tocá-lo e disse que não iria para a delegacia, além de dizer, repetidas vezes, que um decreto não está acima da Constituição, portanto, não estaria violando nada. Só depois da chegada da ROMU o mesmo foi conduzido, em seu próprio veículo, para a delegacia de Porto de Galinhas aonde prestou esclarecimentos. Todo o fato será encaminhado pela delegacia ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa do Ceará.

A Prefeitura do Ipojuca lamenta o ocorrido e pede aos turistas, seja qual for a profissão e a origem, que ao chegar na nossa cidade e no nosso estado, que respeitem as leis, os decretos, as portarias e as regras em vigor.”

Metalúrgicos fecham rodovia de acesso à Suape em protesto por reajuste salarial

O ano começa com luta dos metalúrgicos de Pernambuco ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (Sindmetal-PE), filiado à CUT Pernambuco. Eles realizaram na manhã desta segunda-feira (08/01) uma manifestação de protesto nos dois sentidos da rodovia de acesso à Suape, na Curva do Boi, contra os desmandos do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) que funciona dentro […]

O ano começa com luta dos metalúrgicos de Pernambuco ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (Sindmetal-PE), filiado à CUT Pernambuco. Eles realizaram na manhã desta segunda-feira (08/01) uma manifestação de protesto nos dois sentidos da rodovia de acesso à Suape, na Curva do Boi, contra os desmandos do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) que funciona dentro do Complexo Portuário de Suape. Os manifestantes são funcionários do EAS em protesto pelo não pagamento do reajuste acordado desde setembro, durante a Campanha Salarial, que ainda não foi repassado para os trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, a prática de assédio moral e os constantes acidentes de trabalho mostram a ineficiência das chefias, bem como as demissões de pessoas doentes e mais velhas mostram a falta de respeito ao trabalhador, asseguram os representantes do Sindmetal e CUT.

“Paralisamos as atividades no Atlântico Sul nessa segunda-feira porque são muitas as demissões, assédio moral e descumprimento de acordos aprovados em mesa de negociação o ano passado. Os patrões travaram a pauta de negociação e não dos dão respostas” explicou o presidente da CUT- Carlos Veras que esteve presente ao protesto em apoio à luta da classe trabalhadora.

Por sua vez, o presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, declarou que a luta se faz ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras. Além de não ter dado o reajuste do tiquete acordado na Campanha Salarial desde setembro, a gestão do EAS tem comete assédio moral, faz “vista grossa” para os acidentes de trabalho constantes, entre outros absurdos.” Não vamos permitir que a nossa categoria seja humilhada e desvalorizada. Unidos por nenhum direito a menos”, enfatizou.

COBH/Pajeú busca promover o desenvolvimento sustentável da região do Rio Pajeú

Por André Luis Na última quarta-feira (12), ocorreu a 2ª Assembleia Extraordinária de 2023 do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú (COBH/Pajeú) na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira. A assembleia contou com a participação da Promotoria de Justiça da 3ª Circunscrição do Ministério Público de Pernambuco, fortalecendo o diálogo entre as instituições […]

Por André Luis

Na última quarta-feira (12), ocorreu a 2ª Assembleia Extraordinária de 2023 do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú (COBH/Pajeú) na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira. A assembleia contou com a participação da Promotoria de Justiça da 3ª Circunscrição do Ministério Público de Pernambuco, fortalecendo o diálogo entre as instituições em relação à gestão hídrica da região.

No programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, da última sexta-feira (14), a presidenta do COBH/Pajeú, Ita Porto, fez um balanço da plenária e apresentou os encaminhamentos das denúncias e cobranças feitas. 

Ita mencionou algumas das denúncias que foram apresentadas durante a plenária. Ela destacou que foram apresentadas denúncias de várias intensidades, incluindo a necessidade de revitalização das nascentes do Rio Pajeú e a contaminação dos grandes reservatórios, como o caso de Serrinha 2 em Serra Talhada. 

Ita Porto mencionou que os comitês de bacia não têm autonomia jurídica e dependem de organismos para funcionar. No caso de Pernambuco, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) desempenha esse papel, e a partir das denúncias identificadas, foi realizado um controle da quantidade de cianobactérias nos reservatórios.

Ela também destacou a importância da recuperação das nascentes do Rio Pajeú e a necessidade de os municípios elaborarem e implementarem seus planos municipais de saneamento, para evitar a contaminação da água consumida pela população. Ela ressaltou que a falta desses planos impede os municípios de acessar investimentos importantes.

Outro ponto discutido foi a implementação de energias renováveis na região, como os parques solares e as partes eólicas, e a preocupação com a possível instalação de uma usina nuclear em Itacuruba. Foi mencionada a necessidade de estudos, consultas públicas e decisões tomadas em conjunto para evitar impactos ambientais e sociais negativos.

“As denúncias que foram apresentadas na plenária tiveram encaminhamentos. O comitê contou com o apoio do Ministério Público Estadual, na pessoa  do Dr. Lúcio, para investigar as denúncias e buscar soluções. A Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento do Estado, juntamente com a Apac, também se comprometeu a analisar as denúncias e tomar medidas para resolvê-las. O comitê também identificou a necessidade de o poder público dar sequência a iniciativas do ano passado, como o chamamento de um edital para recuperação de nascentes. O comitê está comprometido em trabalhar para proteger o Rio Pajeú e garantir a qualidade da água para a população”, pontuou Ita.

Prefeitura de Brejo terá que suspender contrato a pedido do Ministério Público de Contas

A Prefeitura de Brejo da Madre de Deus terá que suspender todos os atos, inclusive pagamentos, referentes ao contrato firmado com a Fundação Apolônio Sales – FADURPE, para prestação de serviços de consultoria e aplicação do Curso de Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino. A FADURPE é uma entidade de direito […]

A Prefeitura de Brejo da Madre de Deus terá que suspender todos os atos, inclusive pagamentos, referentes ao contrato firmado com a Fundação Apolônio Sales – FADURPE, para prestação de serviços de consultoria e aplicação do Curso de Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino.

A FADURPE é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, criada por iniciativa de professores da Universidade Rural de Pernambuco, tendo como objetivo o estímulo às atividades de ensino.

A determinação partiu da conselheira Teresa Duere por meio de uma Medida Cautelar (Processo 1724065-7) expedida monocraticamente por ela e referendada nesta terça-feira (30) pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas.

A FADURPE, entidade privada de apoio à Universidade Federal Rural de Pernambuco, foi contratada em janeiro deste ano pela prefeitura, no valor total de R$ 977.680,00, com dispensa de licitação (Processo Licitatório 008/2017 – Dispensa 002/2017), o que gerou o pedido de expedição de Cautelar, por parte do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), para uma melhor análise do processo no TCE.

De acordo com a representação do procurador geral do MPCO, Cristiano Pimentel, a dispensa de licitação neste caso, é irregular e não atende aos requisitos da Lei de Licitações (8.666/93). Em sua defesa, o prefeito alegou emergência na necessidade dos serviços, o que teria levado a contratar a empresa sem licitação, situação que não restou configurada para o TCE.

Outra irregularidade diz respeito aos serviços prestados pela empresa contratada. A lei 8.666/93 pressupõe que o objeto do contrato esteja relacionado com as atividades de pesquisa, ensino e desenvolvimento institucional. No entanto, uma análise preliminar realizada pela equipe técnica do Tribunal constatou que a proposta da FADURPE para prestação dos serviços solicitados incluía também fornecimento de almoço e lanche (R$ 270.000,00), entrega de bolsas e camisas (R$ 54.000,00), locação de veículos e abastecimento de combustível (R$ 40.600,00), locação de equipamentos para o curso (R$ 33.600,00), despesas com reprografia (R$ 15.000,00), diárias (R$ 125.200,00) e gastos administrativos (R$ 88.884,00), despesas essas que destoam das hipóteses legais de dispensa de licitação.

Diante do exposto, a conselheira Teresa Duere decidiu pela expedição da Medida Cautelar e determinou à Coordenação de Controle Externo do TCE a abertura de um processo de Auditoria Especial para análise detalhada dos fatos, bem como proporcionar aos interessados direito à ampla defesa.