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Presidente da Amupe diz que ‘dificilmente’ escolas municipais retomam aulas presenciais em 2020

Por André Luis

Foto: Reprodução/TV Globo

José Patriota afirmou que, embora municípios pernambucanos estejam se preparando, há uma tendência de atividades em sala só em fevereiro de 2021. Retorno depende de autorização estadual.

Por Bianka Carvalho, TV Globo

Escolas da rede privada retomaram atividades em sala de aula para todo o ensino fundamental. O governo estadual ainda não liberou o retorno das unidades públicas. Para o presidente de Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, a tendência é de que as aulas presenciais não voltem em 2020.

“Até hoje, não temos manifestação de municípios que queiram voltar integralmente. Vamos deixar que o prefeito tenha essa liberdade de fazer essa escolha. Dificilmente, ao nosso ver, voltarão às aulas neste ano presencialmente na rede municipal”, declarou Patriota em entrevista ao Bom Dia PE.

O representante dos prefeitos pernambucanos lembrou que o estado tem 184 municípios, cada um com uma estrutura própria que precisa ser adaptada para que esse retorno ocorra.

“Todos os municípios estão buscando fazer adequações estruturais nas escolas, aquisição de EPIs [equipamentos de proteção individual] – máscaras, álcool em gel, dispensadores -, adaptações sanitárias, como colocação de pias, abertura de janelas. Aí envolve pequenas reformas, mas que tem um volume muito grande e que a maioria das unidades de ensino precisam dessas adaptações. Isso já está em curso, já está sendo feito”, disse.

Patriota afirmou que a recente variação dos números da Covid-19, com 88% de aumento na média móvel de confirmações de casos no estado, serviu como mais um elemento a ser considerado pelos gestores municipais, que têm demonstrado preferência por manter aulas remotas. O ensino fundamental e infantil são de responsabilidade das prefeituras.

“Os municípios aprenderam e já têm essa estratégia em pleno exercício [de aulas a distância]. Agora o que estamos lutando é pela validação dessas aulas para que a gente possa ter avanço, para que a gente possa medir o aproveitamento dessas crianças. Nesse sentido o esforço tem sido muito grande. Há uma tendência, inclusive, de retorno somente em fevereiro”, disse o presidente da Amupe.

Segundo Patriota, apesar do retorno em 2021, os alunos devem concluir a série que estão. “Remotamente, está todo mundo tendo aula. É um direito”, declarou.

No entanto, se algum município decidir que está pronto para retomar as aulas depois que essas sejam liberadas pelo governo estadual, a Amupe apontou que não vai impor empecilhos. “Se liberar totalmente, […] não vamos criticar ou discordar do município que tem autonomia para fazer a sua retomada”, disse ainda.

As aulas em instituições de ensino foram suspensas em todo o estado em março, para evitar a disseminação do novo coronavírus. Já houve retomada de aulas no ensino superior, em cursos técnicos, profissionalizantes e de idiomas, além do ensino médio das redes privadas e públicas.

Nos colégios particulares, os estudantes do 5° ao 9° ano do ensino fundamental retomaram às atividades no dia 10 de novembro e os do 1º ao 5º ano, na terça (17). O infantil foi autorizado na rede privada a voltar no dia 24 de novembro.

Outras Notícias

Prefeito de Inajá assume gabinete sem móveis e recebe população em pé

G1 O gabinete do prefeito de Inajá, no Sertão de Pernambuco, estava sem cadeiras para o novo gestor sentar. Ao chegar para o primeiro dia de expediente, na terça-feira (3), o prefeito Adilson Timóteo (PR) encontrou o prédio com poucos móveis e o gabinete sem nenhuma cadeira, conforme a assessoria. A assessoria informou que “o […]

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O gabinete do prefeito de Inajá, no Sertão de Pernambuco, estava sem cadeiras para o novo gestor sentar. Ao chegar para o primeiro dia de expediente, na terça-feira (3), o prefeito Adilson Timóteo (PR) encontrou o prédio com poucos móveis e o gabinete sem nenhuma cadeira, conforme a assessoria.

A assessoria informou que “o prefeito está recebendo a população de pé e que os móveis da sede municipal foram retirados após a última gestão perder a eleição”. Ainda segundo a assessoria, a gestão anterior disse que “os móveis eram dele e por isso foram retirados”. A prefeitura disse que o novo gestor terá que reorganizar as contas do município para comprar móveis novos.

O Ministério Público do Estado instaurou um inquérito civil para apurar “possíveis irregularidades na aquisição de mobiliários e equipamentos para a prefeitura de Inajá”. A portaria, publicada no Diário Oficial do Estado em 1º de dezembro de 2016, informava que o MPPE vai investigar “a retirada e consequente deterioração do patrimônio público e não prestação de serviço público adequado”.

Evaldo Costa: “Campos foi alvo de atentado”

Do Mais PB Entrevistado no Frente a Frente, da TV Arapuan, o jornalista paraibano Evaldo Costa, ex-secretário de Comunicação de Pernambuco, confessou suspeita de que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) fora alvo de um atentado político, e não simplesmente de um acidente aéreo. O desabafo, segurado por dois anos e meio, é o primeiro feito […]

Do Mais PB

Entrevistado no Frente a Frente, da TV Arapuan, o jornalista paraibano Evaldo Costa, ex-secretário de Comunicação de Pernambuco, confessou suspeita de que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) fora alvo de um atentado político, e não simplesmente de um acidente aéreo. O desabafo, segurado por dois anos e meio, é o primeiro feito publicamente por alguém que conviveu tão longa e proximamente do ex-presidente nacional do PSB.

Para Evaldo – braço direito no Governo, secretário duas vezes e amigo de Campos – , adversários sabiam do potencial de Eduardo na disputa e, entre aqueles que temiam o “perigo que ele representava, havia gente com capacidade” para eliminá-lo.

Ao jornalista Heron Cid, apresentador do programa, Evaldo disse que esse sentimento não é isolado, mas compartilhado por pessoas do círculo de ex-auxiliares mais próximos e familiares do ex-governador de Pernambuco. “As pessoas evitam falar sobre isso. Podem dizer que você está doido”, explicou.

Na entrevista gravada no dia 12 de novembro do ano passado, no Recife, e somente exibida na noite desta segunda-feira, Costa lamentou que as autoridades brasileiras, especialmente a Aeronáutica, até hoje não tenhaM dado um parecer técnico convincente sobre as causas do acidente.

“O órgão [Cenipa] da Aeronáutica se limitou a dizer que os pilotos não fizeram determinado curso. Um avião não cai porque o piloto deixou de fazer um curso”, ironizou, criticando a superficialidade de todas as explicações para a queda do avião que matou um candidato à Presidência da República em plena campanha.

Acidente e investigação – O acidente aconteceu no dia 13 de agosto de 2014, em Santos, litoral paulista, onde Eduardo Campos teria agenda política.

O relatório final da investigação apresentado por oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira não aponta um único motivo que causou a queda do avião.

O Cenipa apontou quatro fatores que contribuíram para a queda do avião: a atitude dos pilotos, as condições meteorológicas adversas, a desorientação espacial e a indisciplina de voo. Também há fatores que podem ter colaborado, mas que não ficaram comprovados. Eventual fadiga da tripulação está no relatório.

Sertão do Pajeú recebe banho de cultura com o Festival Chama Violeta

Por André Luis Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte […]

Por André Luis

Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte do projeto No Meu Terreiro Tem Arte, tocado pela atriz, Odília Nunes na comunidade do Sítio Minadouro, Xique Xique no município de Ingazeira nos dias 01, 02 e 03 de novembro.

A atriz deu todos os detalhes sobre a programação durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta sexta-feira (25), que não poderia ficar de fora de apoiar uma iniciativa única pela sua organicidade, e formatação onde a arte impera e promove uma troca de culturas entre artistas e comunidade.

Entre alguns destaques do festival que atrai gente de todo o Estado e do país, Odília citou a primeira apresentação que acontecera na feira livre da cidade na próxima sexta-feira (01.11) que será “A Chegada de Godot” – um boneco manipulado pelo ator recifense, Luiz Manoel. O boneco distribui poesias e conversa com as pessoas.

Odília explicou que este ano o festival terá intervenções também na zona urbana da cidade devido a pessoa que dá nome a ele estar estudando na cidade. “Este ano o festival está saindo de lá da área rural, A gente faz questão de ocupar os espaços que a cidade tem, pra dar mais vida para esta cidade porque ela merece”.

Ainda no dia 01º de novembro, Odília destacou outra ação que acontecerá na zona urbana, que é o lançamento do livro infantil, escrito por uma criança “Margaridas e Rosas”, de Violeta Nunes. O livro será lançado na Biblioteca de Ingazeira às 10h.

A atriz também destacou a Palestra mais dança inclusiva “Não sou especial, só sou uma edição limitada”, que será apresentada por mãe e filho, Karol Cordeiro e Pedoca. “Eles estão vindo de Uberlândia-MG. Pedoca é portador de uma doença rara que acomete no mundo inteiro ele e mais 17 pessoas e esse menino vem pra ensinar muita coisa pra gente. Ele dança com a mãe na cadeira de rodas e é uma coisa linda” destacou.

Outro destaque que Odília adiantou, acontece no sábado dia 02, às 18h, é o Bolero de Ravel, só que este apresentado de maneira diferente por João Rafael Neto, de Salvador-BA. O artista faz a apresentação com uma bicicleta.  Odília destacou ainda a apresentação da Banda de Pífanos de Riacho do Meio, que se apresenta no domingo, dia 03, às 19h. Confira toda a programação clicando aqui.

Após aumentar os próprios salários, deputados estaduais querem criar auxílios

G1-PE Os deputados estaduais de Pernambuco querem criar auxílios-moradia, saúde e alimentação para eles mesmos, através de projetos de resolução a serem submetidos à votação em regime de urgência. As três propostas foram publicadas no Diário Oficial do Legislativo, nesta terça (10), dez dias após aumentarem os próprios salários de R$ 25.322,25 para R$ 29.469,99. […]

G1-PE

Os deputados estaduais de Pernambuco querem criar auxílios-moradia, saúde e alimentação para eles mesmos, através de projetos de resolução a serem submetidos à votação em regime de urgência. As três propostas foram publicadas no Diário Oficial do Legislativo, nesta terça (10), dez dias após aumentarem os próprios salários de R$ 25.322,25 para R$ 29.469,99.

Juntos, os três auxílios podem gerar um gasto extra de R$ 12.377,37, por cada um dos 49 deputados. Isso significa R$ 606.491,51 por mês para todo o Legislativo. Por ano, o valor chega a R$ 7.277.898,14.

Pela proposta, os valores por deputado estadual ficariam os seguintes:

Auxílio-moradia: R$ 6.483,39, o equivalente a 22% do salário;

Auxílio-saúde: R$ 2.946,99, o correspondente a 10% do salário;

Auxílio-alimentação: R$ 2.946,99, o que representa 10% do salário.

No caso dos auxílios-saúde e alimentação, a Alepe explicou que esse tipo de benefício é concedido aos integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público de Pernambuco.

Para o auxílio-moradia, existem algumas regras:

O deputado ou cônjuge não pode ser proprietário de imóvel residencial no Grande Recife;

O deputado não pode ter imóvel funcional disponível para uso;

O cônjuge, companheiro ou qualquer pessoa que resida com o deputado não pode ocupar imóvel funcional nem receber ajuda de custo para moradia ou auxílio-moradia.

Os três projetos de resolução foram assinados pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na justificativa, os deputados estaduais afirmam que, para propor a criação dos auxílios, observaram “as normas e princípios definidos na Constituição do Estado”.

O g1 entrou em contato com a Alepe, para saber o porquê da criação dos auxílios e quando as propostas devem ser votadas, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 

Aumento de salários

No dia 30 de dezembro, os deputados estaduais aprovaram um aumento dos próprios salários e as remunerações da governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB); da vice, Priscila Krause (Cidadania); e dos secretários estaduais.

Os dois projetos foram aprovados por unanimidade. Confira, abaixo, todas as mudanças:

Deputados estaduais: o salário de R$ 25.322,25 subiu para R$ 29.469,99. Também estão previstos reajustes escalonados para que o salário chegue a R$ 34.774,64, até 2025;

Governadora: antes, o salário do governador em Pernambuco era de R$ 9,6 mil. Com a aprovação do projeto, Raquel Lyra receberá R$ 22 mil;

Vice-governadora: o subsídio anterior era de R$ 8,9 mil. Seguindo a nova lei, Priscila Krause passa a receber R$ 18 mil;

Secretários estaduais: o salário era R$ 12.261,20, e passou para R$ 18 mil.

João Paulo critica aproximação de João Campos ao PL e defende independência do PT

O deputado estadual João Paulo (PT) usou suas redes sociais para expressar preocupação e descontentamento com os recentes sinais de aproximação do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Partido Liberal (PL), legenda que serviu de base ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação, João Paulo classificou a atitude de João Campos como “estranha” e fez […]

O deputado estadual João Paulo (PT) usou suas redes sociais para expressar preocupação e descontentamento com os recentes sinais de aproximação do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Partido Liberal (PL), legenda que serviu de base ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em publicação, João Paulo classificou a atitude de João Campos como “estranha” e fez duras críticas ao possível alinhamento. “Recebi com estranheza as sinalizações do prefeito do Recife, João Campos, aos setores do PL bolsonarista. Em minha análise, apontar para um acordo com o partido que perseguiu o presidente Lula e ameaçou a democracia é uma falta de respeito a todo o campo da esquerda”, afirmou.

O deputado, que tem histórico de protagonismo político na capital pernambucana, também aproveitou para reforçar a necessidade de o Partido dos Trabalhadores adotar uma postura mais independente no estado.

“Defendo que o PT adote uma postura independente e promova um debate interno para resgatar seu protagonismo e fortalecer a base do governo Lula em Pernambuco”, afirmou.

O movimento de João Campos em direção ao PL tem gerado questionamentos dentro de setores da esquerda, especialmente no que diz respeito à manutenção da aliança histórica entre PSB e PT.

A fala de João Paulo reforça o tom crítico de parte do PT em Pernambuco, que busca reafirmar sua identidade política em meio às recentes negociações do PSB.

O desdobramento desse debate interno pode influenciar não apenas o cenário eleitoral em Recife, mas também as articulações para as eleições de 2026.