Boulos, Alckmin e Marina são os primeiros presidenciáveis a vir a Pernambuco nos próximos dias. Foto: Folha de Pernambuco
Boulos, Alckmin e Marina são os primeiros presidenciáveis a vir a Pernambuco nos próximos dias. Foto: Folha de Pernambuco
Marina Silva, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin têm visitas marcadas a Pernambuco
Do blog da Folha
Pernambuco entrou na rota dos candidatos à Presidência da República. Ao menos cinco deles são aguardados ainda este mês, sendo três nesta semana. A primeira a desembarcar no Estado é a ex-senadora Marina Silva (Rede), na terça-feira (21). Guilherme Boulos (PSOL), chega no dia seguinte, e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem previsão de visitar Petrolina, no Sertão, até o final desta semana.
Ainda sem data fechada, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), oficialmente candidato a vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há 141 dias em Curitiba, planejam visitas na última semana deste mês. Com exceção do petista, todos eles já passaram por Pernambuco no período pré-campanha.
Ao lado do ex-prefeito Júlio Lóssio (Rede), Marina participará, amanhã, de uma agenda no Porto Social, na Ilha do Leite, com instituições ligadas à entidade, e debaterá com elas a importância do terceiro setor para o desenvolvimento social e sustentável do Brasil. Depois, ela se encontrará com os candidatos da Rede e do PV, no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina, na Zona Sul da capital. Com Dani Portela (PSOL), Boulos se reunirá, na quarta-feira, com a militância do PSOL e participará à noite de um comício no Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife.
O candidato ao Senado do “Pernambuco Vai Mudar”, deputado federal Bruno Araújo (PSDB), confirmou que a coordenação do tucano planeja visitar Pernambuco ainda essa semana. Alckmin, que visitou Caruaru – maior reduto tucano no Estado – em junho, estuda agenda no Sertão, onde a família Bezerra Coelho possui ampla base.
Tão reclamando do quê? Essa semana, tomaram as manchetes as notícias de acordos escusos, arrumações e conchavos em torno da escolha das Mesas Diretoras de algumas Câmaras na região. O caso mais emblemático, o de Dicinha do Calçamento, do MDB de Tabira que, após garantir em uma rede social que votaria em Edmundo Barros, novamente […]
Essa semana, tomaram as manchetes as notícias de acordos escusos, arrumações e conchavos em torno da escolha das Mesas Diretoras de algumas Câmaras na região.
O caso mais emblemático, o de Dicinha do Calçamento, do MDB de Tabira que, após garantir em uma rede social que votaria em Edmundo Barros, novamente pulou sobre a linha da própria palavra e decidiu por Djalma das Almofadas.
Nas redes sociais, aliados de Dinca Brandino criticaram duramente e taxaram de vergonha o gesto de Dicinha. Mas não tem do que reclamar. Enquanto o eleitor, o sistema estabelecido e a porta para esse tipo de acordo não forem melhor coibidos e fiscalizados, será cobrança em vão.
O problema começa no escancarado processo de compra de mandatos, aliado ao voto obrigatório e putrefação da instituição política. Só isso para explicar um vereador apelidado de “pula-pula” por seus vários casos de infidelidade, acusado até de desvio de água para seu sítio (ele nega), criticado pela própria irmã por seu modus operanti, etecétera, ser eleito com 608 votos, mesmo que ajudado pela regra eleitoral.
A derrota política de Dinca Brandino também não pode ser lamentada pelo prisma da infidelidade. Dicinha foi aceito, acolhido por eles com todo esse currículo e vida pregressa. Um mínimo critério de decência estabelecido teria evitado a filiação de Pula Pula ao MDB. E assim são vários.
É mais consequência da podridão do sistema do que causa. E isso se reproduz em mais cidades do que se possa imaginar, hora com mais holofotes, hora no escondido.
Não precisa chover no molhado. Todas as mudanças de rumo na escolha das mesas diretoras sertão adentro foram cercadas de ritos impublicáveis e situações que só envergonham a verdadeira política. Teve até o caso de vereadores entocados para evitar rompimento de acordão, regra de não atender telefone, e muito mais.
E assim caminha a humanidade: com muito discurso e poucos exemplos práticos de combate à essas situações, perde a política, a sociedade, a decência, o futuro…
Novos ares
Madalena Brito já saiu do grupo do monitoramento da pandemia de Covid-19 que tem vários representantes da sociedade civil em Afogados. Assumirá, depois de um período na Vigilância Sanitária, a Secretaria de Saúde em Flores.
Leu?
Setores da oposição de Calumbi garantem que o novo presidente da Câmara, Zé Luiz, 63 anos, pai do prefeito Joelson, é analfabeto de pai e mãe. Em 2016, o MP o acusou por insuficiência e ele teve trabalho pra disputar. Agora, responde pela Casa das Leis do município. No registro de candidato, consta que “lê e escreve”.
A indicada
Nos bastidores, a informação que mais rodou por aliados de Totonho e Daniel Valadares foi da indicação de Evângela Vieira para ocupar a gestão Sandrinho. A pasta seria Assistência Social. O prefeito já tinha interesse em chamar Madalena Patriota. Evângela é consultora na área em alguns municípios do Estado.
Não precisa tecla SAP
Dinca Brandino encerrando a solenidade de posse depois da prefeita eleita e esposa Nicinha, ainda dizendo na primeira pessoa que uma auditoria vai revirar a gestão Sebastião Dias foi fato tão auto explicativo que não precisa de legenda.
Reconheceu
Apesar de seguir em palanque oposto, o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, do PT, disse que a população não pode reclamar do ciclo de Paulo Câmara. Citou ações como a rota Recife-Serra e o Hospital Eduardo Campos. “Fez muito por Serra”.
Lançado por Vossa Excelência
Em “promotonês”, o representante do MP, Lúcio Luiz de Almeida Neto praticamente lançou a candidatura de José Patriota a Deputado Estadual na posse de Sandrinho sexta. “Está preparado”, disse em alto e bom som. Patriota desconversou…
O favorito
Com Márcia Conrado e Sandrinho Palmeira relutando em aceitar a gestão do Cimpajeú – querem foco inicial nos mandatos , o nome que ganhou força foi o do prefeito de Ingazeira, Luciano Torres. O gestor chegou a assumir a presidência da Amupe.
Frase da semana:
“O ex-prefeito (Dinca) não me intimida, me levou apulso pra fazer uma live na casa dele e por causa de sua besteira eu deixei de votar em Edmundo Barros”.
De Dicinha do Calçamento na nova justificativa para o novo “pula”.
A convite do prefeito Dêva Pessoa, este blogueiro acompanhou uma das reuniões de monitoramento tocadas por sua gestão em Tuparetama. O trabalho é relativamente recente – com alguns meses de existência – e foi inspirado em experiência similar na região. A semente da sistemática que semanalmente avalia e planeja as ações, além de acompanhar rigorosamente os […]
Dêva reunido com equipe: uma a uma, prioridades da gestão são avaliadas em reunião de monitoramento
A convite do prefeito Dêva Pessoa, este blogueiro acompanhou uma das reuniões de monitoramento tocadas por sua gestão em Tuparetama. O trabalho é relativamente recente – com alguns meses de existência – e foi inspirado em experiência similar na região.
A semente da sistemática que semanalmente avalia e planeja as ações, além de acompanhar rigorosamente os resultados germinou no primeiro governo Eduardo Campos. Semanalmente, o governador reunia toda a sua equipe para planejar, executar e avaliar o percentual de alcance das metas. Não se pode dizer que o trabalho deu errado. Eduardo deixou seu segundo mandato com grande aprovação dos pernambucanos, sendo respeitado aqui até depois de sua morte, em agosto passado.
Ao centro, equipe fica responsável por municiar sistema com informações das metas da gestão e avaliação do que foi ou não executadoO embrião de avaliação estratégica que começa a ser seguido na região nasceu na primeira gestão Eduardo Campos. Patriota trouxe a experiência ao Pajeú. Em Tuparetama, o programa criado pelo executivo aprimorou o sistema.
Participante efetivo dessas reuniões como coordenador do Prorural e posteiormente Secretário da gestão , o hoje Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da Amupe, José Patriota, trouxe o modelo para as reuniões de sua equipe de governo. Todas as quintas-feiras, a equipe fica horas avaliando e planejando as ações.
Cada Secretário tem metas avaliadas semanalmente. Fruto desse trabalho e pela respeitabilidade justo aos colegas, não foram poucos os que receberam do colega a sugestão de fazer o mesmo para efetivar ações da gestão. Pelo que o blog já apurou, nomes como Zé Mário, Sebastião Dias e Dêva Pessoa receberam a dica de implementação da sistemática. Nem todos a absorveram.
Este blogueiro esteve acompanhando a experiência. Toda equipe de governo tem tribuna livre nas reuniões, planejando e avaliando as ações
Em Tuparetama, ao contrário, a gestão otimizou a experiência de Afogados. Lá as reuniões acontecem todas as sextas-feiras. Por iniciativa de um servidor, foi criado um programa de computador que otimiza a organização das reuniões de monitoramento. Cada Secretário tem acesso com login e senha à sua “conta de atividades”. Nela, pode verificar as ações a serem executadas o prazo de execução de cada uma e a avaliação da demanda. Caso não tenha cumprido no prazo que determinou a demanda, uma avaliação simbolizada por uma “carinha de desaprovação” aparece ao lado da ação.
Nem o prefeito Dêva Pessoa escapa da análise: caso não cumpra a missão, também recebe a avaliação da demanda. Aliás, chama a atenção o aspecto aberto das reuniões. É óbvio que Dêva não perde autonomia ou poder de decisão, mas a construção das demandas é conjunta, feita a várias mãos.
Nessa imagem, se pode ter uma idia do programa desenvolvido. A “carinha verde” indica que a ação foi executada. A azul, que está pendente mas no prazo. A vermelha indica que extrapolado o prazo, não foi realizada.
Não pode-se dizer que o modelo vai melhorar ou não a imagem da gestão. Mas é certo dizer que para alcançar o objetivo de estar mais perto da comunidade de forma mais organizada, a ferramenta criada em Tuparetama, a partir das experiências do GovPE e da Prefeitura de Afogados, bem que poderia servir de parâmetro para outros prefeitos no Pajeú.
Promotoria aperta o cerco contra saques “na boca do caixa” e exige transparência total sobre quem indica e quem recebe dinheiro público no município. PRIMEIRA MÃO A 1ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira deu um passo decisivo para fiscalizar o destino das emendas parlamentares na cidade. Através de um novo procedimento administrativo, o […]
Promotoria aperta o cerco contra saques “na boca do caixa” e exige transparência total sobre quem indica e quem recebe dinheiro público no município.
PRIMEIRA MÃO
A 1ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira deu um passo decisivo para fiscalizar o destino das emendas parlamentares na cidade. Através de um novo procedimento administrativo, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) quer garantir que a população saiba exatamente como o dinheiro indicado por políticos está sendo gasto, proibindo práticas que escondam o beneficiário final dos recursos.
A iniciativa atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige “adequada conformidade” dos municípios brasileiros às regras de transparência e rastreabilidade.
Cerco ao dinheiro “invisível”
A promotora Daliana Monique Souza Viana estabeleceu diretrizes rígidas para evitar que o dinheiro público se perca em labirintos burocráticos. O foco principal é combater três práticas comuns:
Saques em espécie: O MPPE quer o fim dos saques “na boca do caixa”, que impedem a identificação de quem recebeu o pagamento.
Contas de passagem: Fica exigida a criação de uma conta bancária única e exclusiva para cada emenda, proibindo que o recurso circule por diversas contas antes do destino final.
Falta de planos de trabalho: Nenhuma emenda poderá ser executada sem um plano técnico que comprove que o gasto é viável e necessário para a cidade.
Ultimato para Prefeitura e Câmara
O Ministério Público enviou um questionário detalhado aos chefes do Executivo e do Legislativo municipal. Eles têm 30 dias úteis para responder, entre outros pontos:
Qual a base legal para a criação das emendas dos vereadores.
Se existe um portal na internet que mostre, em tempo real, o estágio de cada obra ou serviço pago com esses recursos.
Se a prefeitura está seguindo as novas leis federais que vinculam o dinheiro das emendas a projetos estruturantes, e não apenas a gastos passageiros.
Bloqueio de recursos para 2026
A decisão traz um alerta importante: a execução financeira das emendas aprovadas para o exercício de 2026 só poderá começar após a prefeitura provar ao Tribunal de Contas que cumpriu todas as exigências de transparência. O objetivo é evitar que o ano eleitoral ou as trocas de gestão facilitem o uso irregular de verbas públicas.
Uol O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin foi designado relator da primeira ação sobre o processo contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara desde a definição do rito do impeachment. Um mandado de segurança tenta impedir que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adote regras que prejudiquem o governo durante a […]
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin foi designado relator da primeira ação sobre o processo contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara desde a definição do rito do impeachment. Um mandado de segurança tenta impedir que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adote regras que prejudiquem o governo durante a votação sobre a denúncia contra a presidente no plenário da Casa.
O autor da ação é o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), aliado do governo. Para o parlamentar, o modelo mais adequado para votação seria a alternância entre parlamentares das regiões Norte e do Sul. Como alternativa, Rocha sugere a adoção de chamada por ordem alfabética, como ocorreu no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.
Cunha tem afirmado que vai definir como vai ocorrer a votação do impeachment no plenário somente na véspera. Ele já declarou que vai “interpretar o regimento na hora”. A votação está prevista para começar na próxima sexta-feira, 15, e se estender até o domingo, 17.
O presidente da Câmara também já afirmou que não pretende seguir o rito estabelecido pelo então presidente da Câmara em 1992. Na época, Ibsen Pinheiro definiu que a votação do impeachment de Collor seria feita por ordem alfabética.
O prefeito Delson Lustosa reuniu o secretariado para a avaliação dos seis meses de gestão. Além dele, participou ainda o vice-prefeito Dada de Adeval. A gestão fez uma avaliação positiva do primeiro ciclo de governo, apesar do quadro administrativo herdado. Em janeiro, falando ao blog, Delson relatou dificuldades administrativas diante de um déficit que beirava […]
O prefeito Delson Lustosa reuniu o secretariado para a avaliação dos seis meses de gestão. Além dele, participou ainda o vice-prefeito Dada de Adeval.
A gestão fez uma avaliação positiva do primeiro ciclo de governo, apesar do quadro administrativo herdado.
Em janeiro, falando ao blog, Delson relatou dificuldades administrativas diante de um déficit que beirava os R$ 6 milhões.
Na avaliação, ficou patenteado que, mesmo num cenário de pandemia, além das medidas de combate ao coronavírus, houve avanços importantes em outras áreas.
Um dos exemplos apresentados foi o trabalho de reurbanização da Praça Francisco Ferreira da Silva, um dos pleitos da população.
Ainda houve prestação de contas de ações nas áreas de Assistência Social, Agricultura, Administração, Finanças e Educação.
“Nosso trabalho está satisfatório em relação a esses seis primeiros meses de gestão. Prometemos fazer muito mais por nossa população”, comemorou o gestor.
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