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Prefeitura de Itapetim realiza limpeza e anuncia projeto para cobertura de canal

Por Nill Júnior

A Prefeitura de Itapetim, por meio da Secretaria de Obras e da Diretoria de Meio Ambiente, realizou a desobstrução e limpeza do canal localizado ao lado da casa do saudoso Dr. João, no Bairro Paulo VI.

A ação tem como objetivo melhorar as condições sanitárias da área, garantindo mais saúde e bem-estar para a população.

A prefeita Aline Karina esteve no local acompanhando de perto os trabalhos. Além da limpeza, a gestora anunciou que será iniciado o projeto de engenharia para a cobertura do trecho do canal e a conclusão da canalização do esgoto.

“Além da limpeza, também vamos dar início ao projeto de engenharia para cobrir o trecho do canal e concluir a canalização do esgoto. Começamos as melhorias por esse local e, posteriormente, estenderemos os trabalhos para os outros canais de nossa cidade. Essa ação, muito solicitada pela população, contribui diretamente para a saúde e o bem-estar do nosso povo”, destacou a prefeita.

Podação: a prefeitura,  por meio da Diretoria de Meio Ambiente também deu início ao serviço de poda das árvores na cidade. A ação tem como objetivo melhorar a iluminação pública, garantir a segurança de pedestres e motoristas, além de contribuir para o desenvolvimento das árvores. Em breve, o serviço também será realizado nos distritos de São Vicente e Piedade do Ouro.

O Governo Municipal reforça que essa iniciativa marca apenas o início de um conjunto de melhorias que serão expandidas para outros canais da cidade. “O compromisso da gestão é garantir uma Itapetim cada vez mais limpa e organizada, visando sempre a melhoria da qualidade de vida do povo itapetinense”, diz a nota.

Outras Notícias

Lavareda: eleição presidencial poderá ser decidida no 1º turno

Divulgada nesta sexta-feira (27), a nova pesquisa do Ipespe encomendada pela XP Investimentos expõe o que está cada vez mais claro: a polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) está consolidada e dificilmente será rompida por um terceiro nome. Na avaliação do cientista político e diretor do instituto de pesquisas, Antonio Lavareda, a eleição presidencial […]

Divulgada nesta sexta-feira (27), a nova pesquisa do Ipespe encomendada pela XP Investimentos expõe o que está cada vez mais claro: a polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) está consolidada e dificilmente será rompida por um terceiro nome.

Na avaliação do cientista político e diretor do instituto de pesquisas, Antonio Lavareda, a eleição presidencial deste ano pode ser definida já no primeiro turno.

Para se ter uma ideia, o somatório das intenções de voto no ex-presidente e no atual chega a quase 80% dos entrevistados: 79% pretendem votar em Lula ou em Bolsonaro, enquanto 16% preferem outros nomes. Há exato um ano, 58% dos consultados se dividiam entre os dois, ao passo que 30% ainda optavam pelos demais postulantes.

O levantamento, realizado através de ligações telefônicas, apresenta um cenário semelhante ao de outros institutos, com Lula liderando a corrida com 45% das intenções de voto e Bolsonaro ocupando a segunda colocação com 34%. A diferença entre ambos diminui na pesquisa espontânea, quando o nome dos pré-candidatos não é apresentado aos eleitores: neste formato, o petista assinala 40% ante 30% do atual mandatário.

Num virtual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista pontua com 53% frente 35% do presidente – que tinha 34% na rodada anterior. O ex-presidente venceria todos os demais oponentes; além de Lula, Bolsonaro perderia para Ciro Gomes (PDT).

Correndo por fora e aparecendo como a única “terceira via” minimamente factível, Ciro assinala 4% na espontânea e 8% na estimulada. Aclamada por setores da imprensa e das elites econômicas, Simone Tebet (MDB) não empolga o mundo real.

A senadora possui 3% das intenções de voto na pesquisa estimulada e meros 1% na espontânea. Os números de Tebet são basicamente os mesmos do deputado federal André Janones, pré-candidato do Avante (2% na estimulada e 1% na espontânea). Em ambas as condições, Janones e Tebet são superados pelos que pretendem anular o voto ou votar em branco – 7% na espontânea e 3% na estimulada.

A pré-candidatura de João Doria (PSDB) foi sepultada quando as entrevistas já estavam sendo feitas. Apesar disso, o nome do ex-governador paulista foi mantido na lista de presidenciáveis e evidenciou a sua baixa popularidade: 2% na estimulada e 1% na espontânea.

O levantamento do Ipespe apresenta um dado importante: a migração de eleitores antes indecisos para os dois primeiros pré-candidatos. É o chamado voto útil. Em outubro do ano passado, 44% dos entrevistados afirmavam já ter definido qual seria o seu candidato à presidência. No levantamento apresentado nesta sexta, este número evoluiu para 68%. Por outro lado, 10% dizem que só definirão o candidato após os últimos debates e 8% apenas no dia da votação.

“Esses quase 70% são exatamente o mesmo número dos entrevistados que dizem ter ‘muito ou algum interesse’ na eleição, e um número próximo aos 77% que sem estímulo de lista citam o nome daquele/a em quem votariam ‘se a eleição fosse hoje’. Esses dados, revelando um volume inédito de eleitores com razoável solidez de preferências, diga-se de passagem bastante antecipadas, também nos ajudam a entender porque as medições semanais das intenções de voto se movem com parcimônia”, aponta Lavareda.

Diferenças e semelhanças

Como já mencionado, estes números foram obtidos a partir de entrevistas feitas por ligações telefônicas. Mil eleitores foram ouvidos entre 23 e 25 de maio, em todo o país. A metodologia é válida, mas acaba excluindo uma fatia significativa da população que não possui celulares ou telefones fixos em suas residências. Publicado nesta quinta-feira (26), o levantamento do Datafolha tem metodologia diferente, onde as entrevistas são realizadas presencialmente, o que permite auferir a preferência das classes D e E, majoritariamente excluídas do cenário apresentado pelo Ipespe.

Nessa pesquisa, Lula possui 48% das intenções de voto e Bolsonaro, 27%. Já em votos válidos, o petista chega a 54% (o que lhe daria a vitória no primeiro turno) ante 30% do ex-militar.

Em Ingazeira e Iguaraci prefeitos tomam posse e anunciam equipe

Ingazeira – O prefeito eleito Lino Morais tomou posse na noite deste domingo(1), recebeu as chaves da Prefeitura do seu aliado o ex-prefeito Luciano Torres e logo em seguida anunciou a sua equipe de governo, confira: Administração – Miguel Melo Saúde – Fabiana Torres Educação – Lindomércia Rodrigues Finanças – Gabriella Torres Agricultura – Gustavo Castelo Branco Obras – Arquimedes Pereira […]

lino32-800x450Ingazeira – O prefeito eleito Lino Morais tomou posse na noite deste domingo(1), recebeu as chaves da Prefeitura do seu aliado o ex-prefeito Luciano Torres e logo em seguida anunciou a sua equipe de governo, confira:

Administração – Miguel Melo

Saúde – Fabiana Torres

Educação – Lindomércia Rodrigues

Finanças – Gabriella Torres

Agricultura – Gustavo Castelo Branco

Obras – Arquimedes Pereira (Burú)

Ação Social – Vinicius Machado

Controladoria – Maria Iara Pires

Iprein – Reinaldo Severino

Foto: Wellington Júnior
Foto: Wellington Júnior

Iguaraci – O mesmo fez o prefeito eleito Zeinha Torres durante a sua posse:

Adminitração – Marcos Henrique Melo

Agricultura – Geraldo Messias da Rocha

Desenvolvimento e Assistência Social – Juliany Rabêlo

Saúde – Joaudeni Cavalcante

Educação – Rita de Cassia

Obras – Luciano Santana

Finanças- Lígia Torres

Tesoureiro – Luís Pinheiro

Controle Interno – Josenildo Mendes

Instituto de Previdência – Mayara Araújo

Diretor de Cultura – Edjanilson Rodrigues

Diretor de Esporte – Adriano Siqueira

Chefe de Gabinete – Renata Lins

Diretor de Tributos e Arrecadação – Adiel Barbosa

Diretora do Hospital – Valdira Rabelo

Diretora da Escola Dr. Diomedes – Ana Paula Bezerra

Diretora da Escola Judite Bezerra – Janice Maria Nunes

Veja mais registros da posse de Iguraci feitos por Wellington Júnior:

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Ao lado de Lula e de Renan Filho, Raquel Lyra assina ordem de serviço da duplicação da BR-423

A governadora Raquel Lyra participa, em Brasília, nesta quarta-feira (8), ao lado do presidente Lula e do ministro dos Transportes, Renan Filho, da solenidade de assinatura da ordem de serviço da duplicação da BR-423, no trecho de 43,1 quilômetros entre os municípios de São Caetano e Lajedo, no Agreste.  A duplicação da malha viária vai […]

A governadora Raquel Lyra participa, em Brasília, nesta quarta-feira (8), ao lado do presidente Lula e do ministro dos Transportes, Renan Filho, da solenidade de assinatura da ordem de serviço da duplicação da BR-423, no trecho de 43,1 quilômetros entre os municípios de São Caetano e Lajedo, no Agreste. 

A duplicação da malha viária vai contribuir para o desenvolvimento econômico da região, gerando emprego durante a execução da obra e, quando concluída, a melhoria na fluidez e na segurança do fluxo de veículos e cargas.

A solenidade está marcada para acontecer às 11h30, no Salão Leste do Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes – Brasília/DF.

A rodovia BR-423 faz a ligação dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia, integrando as cidades de Garanhuns (PE), Ouro Branco (AL) e Paulo Afonso (BA). A obra de duplicação é aguardada há décadas.

Todo o empreendimento, com um total de 83,1 quilômetros – entre São Caetano e Garanhuns – está incluído no Novo PAC, e tem um investimento público previsto de R$ 554 milhões. Quando finalizada, beneficiará diretamente cerca de 300 mil habitantes e possibilitará a redução de acidentes e fretes na região, que se destaca pela produção leiteira e avícola e pelo potencial turístico.

“Não é hora de baixar a guarda. Estamos vivendo um momento muito difícil”, diz Mariana Varella

Editora-chefe do Portal Drauzio Varella, a jornalista de saúde e cientista social concedeu entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú. Por André Luis Na quarta-feira (10), o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, conversou com Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Jornalista de saúde, cientista social e aluna de […]

Editora-chefe do Portal Drauzio Varella, a jornalista de saúde e cientista social concedeu entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú.

Por André Luis

Na quarta-feira (10), o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, conversou com Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Jornalista de saúde, cientista social e aluna de pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Ela falou sobre as dificuldades de se implementar um lockdown no Brasil – ao contrário do que muitos pensam, o país nunca conseguiu implantar essa ação de forma verdadeira -, sobre a corrida para tentar tirar o atraso na aquisição de vacinas, os prejuízos causados pela onda de desinformação, pela politização da pandemia e das vacinas.

Também falou sobre as expectativas para os próximos dias diante do cenário pandêmico que o país se encontra e sobre a apatia tanto da população, como das autoridades frente a falta de ações coordenadas do Governo Federal.

O tuíte

“Relutei muito em fazer este alerta, porque não quero soar leviana e nem sei se avisar adianta. Mas dada a situação atual, estou disposta a correr o risco. Então aviso: A situação do país é extremamente grave. Evitem, se possível, aglomerações. Usem máscara sempre. Teremos semanas terríveis”. O alerta foi feito no Twitter de Mariana na tarde do dia 26 de fevereiro, chamando a atenção da produção do programa A Tarde é Sua.

Fiz esse tuíte num momento de desespero mesmo. Porque agente aqui trabalhando observando os dados, temos visto que a situação no país todo tem se agravado muito rapidamente nos últimos dias e que teremos dias muito difíceis mesmo. Acredito que a gente vive o pior momento da pandemia desde o seu início”, explicou Mariana.

Dificuldades na implantação de um lockdown no país

“São vários os motivos. Primeiro, essas medidas de lockdown são difíceis de serem executadas. Elas implicam perdas financeiras e econômicas, então fazer isso sem o apoio de autoridades do governo é muito difícil para a população. As pessoas precisam ganhar dinheiro, precisam sobreviver e sem o apoio do governo é muito difícil conseguir fazer isso. As medidas de lockdown nos países onde foram implementadas, foram seguidas de outras medidas, não isoladamente, como, por exemplo: auxílios financeiros, isenção de impostos para setores econômicos, para diversos setores para estimular as pessoas a ficarem em casa. Não dá pra dizer só fica em casa, sem fornecer condições para que as pessoas possam ficar, sem fornecer condições pra que, por exemplo, as crianças tenham aula online, sem fornecer condições pro setor do comércio, para eles poderem fechar, além disso, o Governo Federal nunca apoiou essa ideia do isolamento, isso ficou a cargo dos prefeitos e governadores. Então cada estado, cada município, agiu conforme conseguiu, de acordo com as suas condições. Obviamente, os estados com mais dinheiro conseguiram adotar algumas medidas restritivas mais eficazes, mas não houve um projeto, uma coordenação nacional para facilitar isso”. 

“A gente sabe que em momentos em que o vírus está circulando muito, o isolamento social é a única medida. Temos o exemplo aqui em São Paulo, em Araraquara, que decretou lockdown e conseguiu em 15 dias diminuir bastante o número de casos, mas foi um lockdown pesado mesmo, porque eles tiveram um aumento de casos muito grande e muito rapidamente e agora estão colhendo os frutos disso. Então sabemos que nesse momento a gente não tem outra saída a não ser investir agora em medidas de distanciamento e vacinar. Vacinar o máximo possível de pessoas com maior rapidez possível também”.

Falta vontade política, colaboração da população, ou os dois?

“A gente sabe que medidas de restrição de circulação tem impacto em outras áreas na educação, na economia… então precisamos pensar, por isso que insistimos muito na necessidade de medidas coordenadas, se tivesse o Ministério da Saúde e o Governo Federal, juntos organizando com governadores e prefeitos, medidas pra facilitar o acesso para que a população pudesse aderir…, mas tem também obviamente o fator da população, que precisa colaborar e não sei se as pessoas entendem a gravidade ou pelo menos todas as pessoas entendem a gravidade dessa doença que a gente está vivendo. Essa doença causa quadros muito graves em algumas pessoas que requerem internações hospitalares muito longas, com pessoas que vão para a UTI e tem um risco de morte muito alto, principalmente por sistemas colapsados. Então realmente é muito grave o que a gente está vivendo e precisamos que a população coopere no que for preciso. Evitando aglomerações, usando máscara sempre, dando preferência para atividades ao livre…”

Modelo de lockdown

“O Brasil tem várias características muito pessoais. É um país muito grande, com muita desigualdade, com diferenças regionais imensas, então é difícil citarmos exemplos de países… europeus, por exemplo, que são muito menores que a gente, com menos desigualdades, com mais recursos  e com autoridades mais implicadas em se basear pela ciência e pelo que funciona de fato. O que a gente viu é que alguns países adotaram essas medidas de restrição muito pontualmente, quer dizer, quando a coisa aperta, quando a situação sai de controle ou um pouco antes disso acontecer. Adotam-se estas restrições para tentar evitar mesmo. Ninguém gosta de lockdown, ninguém acredita que temos que passar a vida agora dentro de casa, não é isso, mas é que em momento, sem vacina, em que a situação está como está, com os hospitais todos colapsados, não temos outra alternativa.” 

“Na Europa muitos países adotaram lockdown’s com sucesso, Reino Unido foi um, Israel também é um exemplo muito bem-sucedido de lockdown com vacinação, eles adotaram lockdown’s muito rígidos e também estão se emprenhando em vacinar a população com muita rapidez. Outros países também adotaram lockdown: França, Espanha, Italia… em momentos específicos, quando a pandemia começou a sair fora de controle, talvez isso a gente já sabia no início da pandemia, que um lockdown só, não daria certo porque a pandemia tem uma dinâmica também, ha momentos de piora,  de melhora, conforme as pessoas vão relaxando nos cuidados ela tende a piorar. Então é esperado que se adote alguns lockdow’s durante a pandemia, sempre que piorar, segurar um pouco para tentar aliviar o movimento nos hospitais e diminuir a circulação do vírus.”

Movimentação de prefeitos em busca de vacinas

“A gente sabe vacinar. O Brasil sempre vacinou muito bem. Nós temos um dos melhores planos de vacinação do mundo que é o Plano Nacional de Imunizações (PNI). Conseguimos vacinar de graça, um número enorme de pessoas todos os anos. Nenhum país do mundo vacina tanta gente como nós de graça e de maneira tão efetiva. Então assim, a gente sabe vacinar, teoricamente não precisaria inventar nada, diferentemente de outros países que não tem a experiência em vacinação que temos. Temos estrutura para isso, o que precisamos é de vacinas e realmente o Governo Federal deixou passar essa oportunidade de adquirir vacinas no ano passado, poderíamos ter mais vacinas agora, infelizmente não temos. Estamos correndo atrás do prejuízo agora, tentando firmar novos acordos que provavelmente se derem certo, essas vacinas só vão chegar provavelmente no segundo semestre. É uma pena ver o PNI desmantelado desse jeito. Queríamos ver o governo adquirindo as vacinas pra gente vacinar. Assim fica todo mundo tentando se virar, os prefeitos estão tentando adquirir as vacinas por causa disso, da ausência de vacinas vindo do Governo Federal, isso talvez gere uma pressão no Governo Federal para que adquira as vacinas, parece que isso está acontecendo. As negociações agora em andamento o governo finalmente resolveu adquirir vacinas da Pfizer e de outras farmacêuticas também, mas a gente torce para que isso aconteça rapidamente, porque uma vez que esses acordos estejam fechados, ainda vai demorar um bom tempo para as vacinas chegarem aqui e a não temos esse tempo sabe.”

Aquisição de vacinas por empresas

“No momento nenhuma farmacêutica esta fechando com setor privado em nenhum pais do mundo. Nem os Estados Unidos, que não tem o Sistema Único de Saúde. Todo mundo está vacinando através dos governos. As farmacêuticas estão fechando acordos apenas com os governos nesse momento, no mundo todo, então essa participação do setor privado, eu não vejo nem como ela poderia ser feita. Primeiro, porque muitas das vacinas não tem sequer autorização definitiva – a gente viu que a Pfizer conseguiu pela Anvisa agora no Brasil, mas as outras vacinas têm autorização apenas emergencial, tanto a da Aztrazeneca como a Coronavac do Butantan, então elas não podem ser comercializadas ainda.”

“O setor privado poderia, talvez, conseguir da Pfizer, só que a Pfizer não está negociando com o setor privado ainda. Eu acho ótimo que o setor privado se interesse por essa questão e pressione o Governo Federal para adquirir vacina, penso que esse é o principal papel que o setor privado tem agora, mas adquirir vacinas… primeiro que não é possível neste momento e segundo que as vacinas são produtos em escassez. Não seria nem justo que quem tivesse mais dinheiro adquirisse ou como se pensou em fazer, empresas pegarem uma parte dessa vacina e doarem o resto pro SUS. A gente tem que insistir na vacinação gratuita coordenada nacionalmente que é o que a gente sabe fazer no Brasil.”

Desinformação 

“Acredito que temos vivido períodos aí de muito desinformação, as redes sociais têm dois lados. Elas facilitam a circulação de informação correta, mas também facilitam a circulação de informação errada, que nem é informação é desinformação mesmo e agora com a pandemia foi terreno fértil para isso. Temos um vírus novo, que surgiu no ano passado, do qual a ciência não conhecia, não sabíamos nada desse vírus, então havia muitas dúvidas ainda. A ciência apesar de estar indo muito rápido, leva um tempo pra juntar informações fazer análises, pra juntar evidência com estudos, então ela é um terreno fértil.”

“Um vírus novo com potencial devastador atingindo países na Ásia, que a gente nem sabia direito, não tinha acesso também das informações de lá, e isso gerou uma quantidade de desinformação absurda e temos que combater. A minha preocupação acontece quando autoridades e pessoas que teoricamente deveriam se preocupar com veiculação de informações corretas passam a disseminar estas desinformações, isso gera mais confusão, deixa as pessoas perdidas sem saber em quem acreditar, gera um clima de desconfiança na ciência que é a única que pode dar as respostas pra gente neste momento. Então é péssimo o cenário que estamos vivendo e vimos agora na pandemia uma enorme quantidade de desinformação.”

Politização da pandemia e das vacinas

“Estamos tendo uma ideia do que está acontecendo agora. Estamos com mais de 1,5 mil mortes diárias, hoje provavelmente vamos bater 2 mil mortes. Então eu penso que o resultado está aí. Esse descontrole tão prolongado da pandemia. Está todo mundo cansado, muita gente perdeu parentes, alguns mais de uma vez. Então eu acredito que esse esgotamento, essa crise econômica que está sendo consequência do descontrole da pandemia, porque a crise econômica não vem por conta do lockdown, mas sim, pelo descontrole da pandemia. Acho um equivoco quando eu vejo empresários… eu entendo que fechar traz um impacto econômico imediato, mas o descontrole da pandemia, por tanto tempo tem um impacto econômico muito maior, já existem estudos mostrando isso. Então eu acho que o resultado de tudo isso está aí, mortes, os hospitais lotados, todo mundo exausto, crise econômica, crise na educação, que nós provavelmente teremos anos aí de repercussão disso no Brasil. O resultado a gente já está vendo e vai piorar nos próximos dias eu não tenho menor dúvida.”

Expectativas para os próximos dias

“Eu nunca torci tanto para estar errada na vida. Mas por tudo que eu tenho acompanhado, analisado os dados, conversado com especialistas de diversas áreas, epidemiologistas, infectologistas… a gente deve ter dias muito difíceis. O vírus esta se disseminando com uma rapidez extraordinária. Estamos correndo contra o tempo, os hospitais tanto da rede pública como da privada, do país inteiro, estão lotados. Obviamente ha diferenças regionais, então alguns estados estão piores que outros, mas no país inteiro não tem nenhuma região hoje que podemos olhar com tranquilidade. Então eu espero dias muito, muito difíceis. Eu acho que março como já disseram vários especialistas vai ser o pior mês da história do Brasil, eu não tenho dúvida disso e torcemos para que isso não invada abril, que isso não continue por muito tempo, porque serão dias muito difíceis. Semanas muito difíceis e talvez até meses. Então pedimos pra população redobrar os cuidados individuais já que no nível federal essas recomendações não têm vindo e a gente nem espera que venha mais sabe.”

Passou da hora da gente se levantar da mesa?

“Eu acredito que já passou da hora. Temos que levantar da mesa. Eu não entendo muito essa apatia que temos vivido. Estamos nos acostumando com 1,5 mil mortes diárias, isso sem contar com a subnotificação, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave que não entram como Covid, quer dizer, a gente está vendo o Brasil enterrar mais de 250 mil pessoas em um ano e não faz nada! Estamos assistindo a isso. Eu acredito que já passou da hora das autoridades, dos deputados, quem pode realmente decidir, quem pode tomar decisões… eu não tenho a menor dúvida. É claro que para as pessoas é muito difícil. Muitas vezes eu vejo falando: ‘o que eu posso fazer?’ É realmente muito difícil pensarmos nisso individualmente. Mas temos que tomar ações coletivas, pressionar as autoridades para tomar ações coletivas e individualmente a gente se proteger porque estamos mais ou menos por contra própria agora.”

Mensagem final

“Não é hora de baixar a guarda! Eu peço que as pessoas se lembrem do começo da pandemia, todos os cuidados que nos tomávamos. Agora estamos numa situação muito pior do que aquela. Então precisamos redobrar os cuidados. Usar máscara, manter a higiene das mãos, evitar aglomerações, dá preferencia por atividades ao ar livre, não baixar a guarda de jeito nenhum.”

Datafolha revela perfil do eleitorado: Lula tem melhor desempenho entre mulheres, nordestinos e mais pobres; Flávio se destaca entre evangélicos

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), também detalhou como os principais candidatos à Presidência da República se saem entre diferentes segmentos do eleitorado. Os recortes consideram região, gênero, idade, renda, escolaridade, religião, raça e posicionamento político. Os dados são referentes ao cenário de primeiro turno que inclui Pablo Marçal (PRTB). Nesse cenário geral, Lula […]

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), também detalhou como os principais candidatos à Presidência da República se saem entre diferentes segmentos do eleitorado. Os recortes consideram região, gênero, idade, renda, escolaridade, religião, raça e posicionamento político.

Os dados são referentes ao cenário de primeiro turno que inclui Pablo Marçal (PRTB). Nesse cenário geral, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL), com 32%. Como a margem de erro varia de acordo com cada segmento pesquisado, diferenças pequenas dentro dos grupos devem ser interpretadas com cautela.

Nordeste concentra maior vantagem de Lula

O Nordeste é a região em que Lula apresenta seu melhor desempenho. O presidente registra 52% das intenções de voto, contra 24% de Flávio Bolsonaro.

Nas demais regiões, os números ficam mais próximos. No Sudeste, Flávio aparece com 35% e Lula, com 34%. No Sul, são 38% para Flávio e 35% para Lula. No recorte que reúne Norte e Centro-Oeste, Flávio tem 35% e Lula, 34%.

Entre as mulheres, Lula registra 42% das intenções de voto, contra 28% de Flávio. Entre os homens, Flávio aparece numericamente à frente, com 36%, enquanto Lula tem 35%.

Renda e escolaridade mostram diferenças

Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 26%.

O cenário se inverte nas faixas de renda superiores. Entre quem recebe mais de dois e até cinco salários mínimos, Flávio registra 38%, contra 30% de Lula. Acima de cinco salários mínimos, o candidato do PL tem 42%, e Lula, 35%.

Também há diferenças conforme a escolaridade. Lula chega a 50% entre eleitores com ensino fundamental, enquanto Flávio tem 24%.

Entre aqueles com ensino médio, Flávio registra 38% e Lula, 33%. No ensino superior, Lula aparece com 37% e Flávio, com 32%.

Católicos e evangélicos apresentam cenários distintos

A religião é um dos recortes com diferenças mais acentuadas.

Entre os católicos, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 27% de Flávio Bolsonaro.

Entre os evangélicos, ocorre o inverso: Flávio aparece com 47%, enquanto Lula tem 23%.

Por idade, Lula registra 36% entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 32% de Flávio. Nesse grupo, Renan Santos (Missão) alcança 11%, seu maior percentual entre as faixas etárias divulgadas.

Lula amplia sua vantagem entre os eleitores mais velhos. Na faixa de 45 a 59 anos, tem 40%, contra 31% de Flávio. Entre pessoas com 60 anos ou mais, registra 45%, enquanto o candidato do PL tem 32%.

Diferenças também aparecem no recorte por raça

Entre eleitores que se declaram pretos, Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 28%. Entre pardos, os percentuais são de 40% e 30%, respectivamente.

Entre os brancos, Flávio aparece numericamente com 36%, contra 35% de Lula.

Polarização aparece entre eleitores alinhados

O levantamento também dividiu os entrevistados conforme o posicionamento político.

Entre os classificados como petistas, Lula registra 80% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 5%.

Entre os bolsonaristas, Flávio tem 74%, enquanto Lula aparece com 5%.

Já entre os eleitores classificados como não alinhados, a disputa fica mais dispersa. Flávio registra 21%, Lula, 19%, Renan Santos, 10%, Ronaldo Caiado (PSD), 7%, Romeu Zema (Novo), 6%, e Pablo Marçal, 5%.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro varia conforme o segmento analisado.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026. 

Fonte: g1
Imagem: Reprodução

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