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Prefeito de Santa Cruz do Capibaribe relata motivos espirituais para não buscar reeleição

Por André Luis

Em uma live transmitida nesta última segunda-feira (10), o prefeito Fábio Aragão (PSD) surpreendeu a população ao anunciar que não buscará a reeleição em 2024. Apesar de estar, segundo ele, realizando um mandato com alta aprovação, alcançando 82%, Aragão revelou que sua decisão foi guiada por convicções espirituais.

“Aparentemente é uma coisa até ilógica, não é? Você está fazendo um bom trabalho, está com 82% de aprovação, mas eu precisava saber se esse era o local que Deus queria que eu estivesse,” afirmou o prefeito durante a transmissão. Ele explicou que, após um período de oração e reflexão, recebeu uma ligação de uma pessoa de confiança e profundamente religiosa, que transmitiu uma mensagem que considerou divina.

“Eu recebi uma ligação de uma pessoa que eu confio bastante, muito cristã, que não sabia que eu estava orando, nunca perguntei nada a essa pessoa e ela disse: ‘Fábio, eu recebi uma mensagem de Deus e você não deve mais ser candidato. O propósito acabou, você já cumpriu o propósito e você agora deve cuidar da sua família’,” relatou Aragão.

Fábio detalhou que essa mensagem foi decisiva para ele, confirmando o encerramento de seu ciclo como prefeito. “Meu propósito se encerrou neste ciclo aqui. A única coisa que eu tenho que fazer é obedecer. Se Deus disse para eu não estar em um lugar que ele não quer que eu esteja, por algum motivo que eu não sei qual é, então eu só posso obedecer,” explicou.

O prefeito compartilhou ainda o conflito interno que enfrentou antes de tomar a decisão. “Eu estava numa luta espiritual e até agora nesse momento aqui, antes de falar, eu disse: ‘Senhor, se eu entendi errado, me impeça. Faça com que alguma coisa aconteça, o Senhor me diga claramente que eu entendi errado, que não era isso.’ Mas não aconteceu e eu entendo que realmente devo cumprir o que Deus determinou com a minha vida. Não sou mais candidato à reeleição em 2024.”

Aragão encerrou a live expressando a emoção e o pesar por deixar o cargo. “Sinto muito. Estou com o coração apertado aqui. Vou sentir falta de muitas coisas, principalmente de cuidar das pessoas, das crianças, mas eu preciso obedecer. Eu não faço aquilo que eu quero fazer, eu faço aquilo que Deus quer que eu faça.”

Outras Notícias

Bancada de oposição emite nota por falecimento de Manoel Santos

“Foi com tristeza que a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco recebeu a notícia do falecimento do deputado estadual Manoel Santos. Manoel deixa para os companheiros da Assembleia Legislativa um exemplo de dedicação e seriedade na vida pública. Com uma história construída ao lado dos trabalhadores rurais do Estado, ele sempre colocou o […]

manoel_santos_divulgacao“Foi com tristeza que a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco recebeu a notícia do falecimento do deputado estadual Manoel Santos.

Manoel deixa para os companheiros da Assembleia Legislativa um exemplo de dedicação e seriedade na vida pública. Com uma história construída ao lado dos trabalhadores rurais do Estado, ele sempre colocou o seu mandato parlamentar à serviço das melhores causas de Pernambuco, em especial à luta dos pequenos agricultores, dos homens e mulheres do campo.

Fica para os seus amigos e familiares o exemplo de um homem íntegro, combativo, e que nunca se afastou de seus princípios.

Queremos neste momento expressar o nosso pesar por esta perda inestimável”.

Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco

Blog cria Guia Prático para funcionamento do SAMU Regional

Esta semana, mais uma vez o debate sobre a demora em implantar o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência voltou a mídia. Em entrevista à Rádio Pajeú, o Secretário de Saúde Iran Costa voltou a garantir que o Estado não é problema para pôr o serviço para funcionar em 22 cidades da área […]

DSC00986-506x380Esta semana, mais uma vez o debate sobre a demora em implantar o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência voltou a mídia. Em entrevista à Rádio Pajeú, o Secretário de Saúde Iran Costa voltou a garantir que o Estado não é problema para pôr o serviço para funcionar em 22 cidades da área de abrangência.

“Houve encaminhamento ontem da formação de um Grupo de Trabalho  para resolver essa questão. Ano passado,  foram feitas várias gestões dentro do Ministério. Quanto a nós, nem no passado nem no presente o Estado foi empecilho. A constituição do SAMU é tri partite”.

Mais uma vez, das questões foram colocadas pelos prefeitos como essenciais para o início dos trabalhos o início de funcionamento da Central de Regulação em Serra Talhada e a garantia pelo Ministério da Saúde da contrapartida para o serviço começar a atender e salvar vidas. Em março, serão dois anos da presença das ambulâncias aqui, envelhecendo nos pátios.

Parece incrível que gestores responsáveis por colocar o serviço para funcionar ainda não tenham ciência dos passos necessários para efetivar o SAMU. Que só agora tenham criado um Grupo de Trabalho para dar celeridade à questão. O blog já foi questionado – dentro do ambiente democrático que faz parte do debate – por responsabilizar os gestores. Talvez mais agora, por ter a  ousadia de criar um Guia Prático de como por o SAMU pra funcionar no Pajeú. São etapas que, se seguidas, poderão ter resultado prático, com 90% de probabilidade de dar certo. Os 10% são “da cota do Santo”:

1º) Reunião entre Secretários da região e Geres para ajustar funcionamento da Central de Regulação: mais uma vez, o tema foi colocado como empecilho para funcionamento do serviço. Porque é tão difícil reunir os Secretários responsáveis pelas cidades, o município de Serra Talhada indicar qual foi o modelo adquirido, a frequência, estabelecer prazo para a central entrar em operação  e iniciar os testes ? Da mesma forma, qual a dificuldade para as demais secretarias agilizarem o processo de aquisição dos rádios, onde não aconteceu, estabelecendo prazo para os testes ? Definição plena de quanto cabe a cada cidade para o serviço funcionar e fazer planejamento para tanto. A troca de informações ente os próprios gestores na imprensa dão a impressão de que o tema é tratado com sinais de fumaça…

2º) Articulação de audiência com o Ministro da Saúde para tratar do tema. Prefeitos petistas como Luciano Duque, Romério Guimarães, Luiz Carlos  e representantes de entidades como Amupe (José Patriota) e Cimpajeú (Dêva Pessoa) dizem ter linha direta com nomes como Humberto Costa, Amando Monteiro e até a Presidenta Dilma. Basta um contato com o líder do PT no Senado, Humberto Costa, para cobrar agenda com o Ministro da Saúde, Marcelo Castro. Uma audiência certamente indicaria o que falta para o Ministério assumir sua parte no bolo. E minimizaria os riscos de dificuldades nos aportes.

3º) O próprio Secretario Iran Costa pode ajudar como embaixador da demanda. Se o problema não é o Estado, reforçar a questão ao Ministro não fará mal. Aliás, os dois nunca conversaram tanto em tempos de zika e microcefalia, tendo Pernambuco como estado estratégico no combate a doença.

4º) Envolvimento dos demais prefeitos em uma campanha de mobilização em Brasília: aos demais gestores, a articulação através dos Deputados votados em suas cidades para reforçar a pressão junto ao Ministério: depoimentos na Câmara e Senado, participação nas audiências sobre o tema, reforço junto ao Ministério, pressão política, resumido: mostrar porque foram votados por aqui. Madalena Brito (Arcoverde), Luciano Torres (Ingazeira), Arquimedes e Adelmo (Itapetim), Soraya (Flores), Sebastião Dias (Tabira), Dessoles (Iguaracy), José Mário (Carnaíba) e os demais entrariam com essa missão;

5º) Se, dados todos estes passos, o serviço não funcionar por negativa de contrapartidas ou outra motivação, fazer Carta Aberta à população, reconhecendo a incapacidade de colocar em operação o serviço. Recomenda-se ato público levando as ambulâncias em comboio até a sede do Ministério, em Brasília.

Lindo de Ver: Chama Violeta leva artes integradas a moradores rurais do Sertão do Pajeú

O Sertão do Pajeú vai receber o IV Chama Violeta, festival de artes integradas que acontecerá nas comunidades rurais da região entre os dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. O evento integra as ações do projeto permanente No Meu Terreiro Tem Arte, iniciativa independente da artista e produtora Odília Nunes, realizado […]

O Sertão do Pajeú vai receber o IV Chama Violeta, festival de artes integradas que acontecerá nas comunidades rurais da região entre os dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro.

O evento integra as ações do projeto permanente No Meu Terreiro Tem Arte, iniciativa independente da artista e produtora Odília Nunes, realizado desde outubro de 2015.

Em sua quarta edição, o Chama Violeta promoverá oficina de balé clássico para crianças e uma extensa programação artística com espetáculos de teatro de animação, teatro e circo, música, poesia e cultura popular, que ocuparão os terreiros de três comunidades rurais: Picos, no município de Iguaracy, e Minadouro e Sítio Manoel Pereira, ambos no município de Ingazeira.

Este ano, participam as artistas da Ingazeira, Triunfo, Garanhuns, Arcoverde, Olinda, Minas Gerais, Venezuela e São Paulo. São elas: Bruna FLorie, Jessica Mendes, Jessica Caitano, Raquel Franco, Ariadne Antico, Alê, Laura Torres, Maria Fernanda, Karol Almeida, Stefany Metódio e Mariana Acioli. Por conta da pandemia do COVID 19, toda a programação é exclusiva para as comunidades e todas as medidas de segurança sanitária serão tomadas.

Para conseguir fazer o festival, a produção conta mais uma vez com o apoio de artistas e técnicos parceiros que trabalham voluntariamente e da sua família. Para arcar com a logística de passagens, alimentação e produção, Odília Nunes investiu o prêmio que recebeu este ano do Instituto Neoenergia, que premia iniciativas lideradas por mulheres, por conta do projeto No Meu Terreiro Tem Arte. Além disso, ela tem o apoio da Tronxo Filmes, Fazenda Quilariá da Barra, do Pajeú, que fornece os alimentos orgânicos para a equipe e apoio de som e luz do Sesc Triunfo.

“O Chama Violeta é um festival cultural feito nos moldes de outros festivais realizados nos grandes centros urbanos, mas com uma programação que se propõe a dialogar com o público do campo, obras que conversem e valorizem a realidade das pessoas que aqui vivem”, afirma Odília.

“Sua realização serve de inspiração para projetos semelhantes que pensem descentralização, diversidade, intercâmbio e sustentabilidade. Acredito no poder social e educativo da arte. Com ela nos comunicamos, interpretamos o mundo, nos unimos, nos conhecemos e podemos ser mais solidários, criativos e equilibrados. A arte não é um fim, mas um caminho cheio de possibilidades e processos que geram liberdade além de nutrir o respeito ao próximo”, pontua a produtora cultural.

Odília Nunes é palhaça, brincante popular, atriz de teatro e cinema, diretora teatral, dramaturga, cordelista e produtora cultural do sertão do Pajeú Pernambucano. Desde 2015 produz o projeto No Meu Terreiro Tem Arte, no qual compartilha espetáculos e oficinas artísticas na comunidade rural onde vive.

O projeto realiza o festival Chama Violeta e o Palhaçada é Coisa Séria, festival de palhaçaria. Integra também o grupo gestor da Rede Interiorana de Produtores, Técnicos e Artistas de Pernambuco (Ripa). Em 2021, Odília venceu o Prêmio Inspirar do instituto Neoenergia e o Prêmio Ayrton de Almeida, oferecido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Para mais informações, siga o Instagram No Meu terreiro Tem Arte.

Morre Chico Coelho, ex-prefeito de Ouricuri

O ex-prefeito de Ouricuri, Chico Coelho, faleceu, hoje, aos 76 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral sofrido pela manhã. Segundo o Blog A Nossa Voz, ele chegou a ser levado ao Hospital Regional Fernando Bezerra, na cidade, e foi transferido para o Hospital São Camilo, no Crato (CE), mas não resistiu. Ainda não […]

O ex-prefeito de Ouricuri, Chico Coelho, faleceu, hoje, aos 76 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral sofrido pela manhã.

Segundo o Blog A Nossa Voz, ele chegou a ser levado ao Hospital Regional Fernando Bezerra, na cidade, e foi transferido para o Hospital São Camilo, no Crato (CE), mas não resistiu.

Ainda não há informações sobre o funeral. Francisco Muniz Coelho foi prefeito de Ouricuri entre 2005 e 2008. Ele deixa quatro filhos, entre eles Botinha Coelho, pré-candidato à Prefeitura, além de vários netos.

 

José Patriota divulga texto parabenizando Tabira pelos 74 anos

Tabira da gente. Parabéns! Por sua história, por seu povo, por sua cultura, por seu coração aberto ao Pajeú e aos de outras origens, Tabira é da gente. É do coração das gentes que a vivem e a viveram. Que a construíram e a constroem todos os dias, incansavelmente declarando os amores por seu lugar. […]

Tabira da gente. Parabéns!

Por sua história, por seu povo, por sua cultura, por seu coração aberto ao Pajeú e aos de outras origens, Tabira é da gente. É do coração das gentes que a vivem e a viveram. Que a construíram e a constroem todos os dias, incansavelmente declarando os amores por seu lugar.

Eu sou um desses. Um filho de Tabira que precisou ser levado a outros campos, mas que sempre se manteve ligado pelo afeto. Sou um dos tantos que vão e que vem, mas que sempre estão.

Sou um pouco de todos os que comemoram, neste 27 de maio de 2023, os 74 anos de emancipação política de Tabira. Sou um festivo tabirense moldado no ritmo natural e coletivo do tempo. 

Historicamente, assim somos todos.

Todos nós somos um pouco de Gonçalo Gomes, o pioneiro. Um pouco dele que abriu as porteiras de casa para acolher a todos numa feira de tudo e de sonhos.

Somos um pouco da Madeira e do Toco, as colunas e as raízes.  Um pouco das origens cravadas na resistência sertaneja e no elo com a terra, que alimenta e que vira identidade.

Todos nós somos um pouco – e ainda podemos ser muito – do Espírito Santo, sinal primeiro da fé e da fraternidade. Um pouco da luz que nos enche da presença do Pai e que reflete sobre os nossos irmãos, tabirenses ou visitantes.

E somos um pouco do índio Tabira, o bravo. Um pouco dos que sobrevivem aos ataques e batalham até a vitória.

Hoje somos as feiras, o comércio, as entidades de classe, as empresas, as indústrias, todas as produções que nos movem em tantas direções. Somos as religiões, as instituições e os movimentos sociais. Somos todas as artes que nos representam e nos orgulham. Somos todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Somos os quase 30 mil tabirenses ativos e atentos à história e ao porvir.

E somos só 74 anos. Pelos caprichos do tempo, uma cidade que tem filhos vivos mais velhos que si própria. São filhos que viram a mãe nascer e que desenvolveram um próspero modo mútuo de cuidados. E que ensinaram esse modo aos filhos e irmãos mais novos.

Somos essa mistura. Como uma feira. Feira que só teve fim na arte do Poeta Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco, umas das expressões maiores do cativante e artístico modo de ser de nossa gente.

É feira que recomeça todo dia. Dentro da cidade, como dentro de nós. Ebulição de sons, cores, movimentos e sentimentos.

Tabira é sempre feira e festa de espírito. E é luta quando preciso.

Recorrendo à voz de Dedé, O teu povo tão nobre e tão valente / Diz somente o que sente e, quando sente / Não se cala, ergue a voz valentemente / Na tribuna mais alta que existir.

Pois assim, meus conterrâneos e conterrâneas, farei da tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco a “mais alta que existir” para, neste dia, desejar parabéns. E para em todos os dias servir bem a Pernambuco e a esta Tabira da gente.

Parabéns, minha terra.

José Patriota – Deputado estadual