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Por falta de ambulância, paciente é transportado em cima de caminhonete em Sertânia

Por Nill Júnior

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Hospital_3Quem circulou no centro da cidade de Sertânia no final da tarde desta quinta-feira (05) deparou-se com uma cena lamentável. Por falta de uma ambulância no hospital da cidade, um paciente foi transportado em uma maca em cima da carroceria de uma caminhonete.

As fotos  foram feitas e enviadas ao blog pelo vereador Fabiano de Zé do Ônibus. Outra foto flagrou o veículo na frente da Clinica Nossa Senhora do Carmo, para onde, segundo informações de testemunhas, o paciente foi levado para realizar um raio-x, que não é oferecido pela prefeitura.

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Após o procedimento, no mesmo carro e da mesma forma, foi encaminhado novamente ao hospital.Nas redes sociais a partir da divulgação das imagens, choveram críticas ao governo do prefeito Guga Lins.

Outras Notícias

Maior hospital pediátrico de SP vê salto de crianças saudáveis com Covid grave

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress Metade dos internados no Cândido Fontoura, do governo estadual, não tem doenças prévias Por Cláudia Collucci/Folha de S. Paulo Um fato novo tem chamado a atenção dos médicos do Hospital Infantil Cândido Fontoura, a maior instituição pediátrica pública do estado de São Paulo: um número crescente de crianças pequenas, sem comorbidades anteriores, […]

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Metade dos internados no Cândido Fontoura, do governo estadual, não tem doenças prévias

Por Cláudia Collucci/Folha de S. Paulo

Um fato novo tem chamado a atenção dos médicos do Hospital Infantil Cândido Fontoura, a maior instituição pediátrica pública do estado de São Paulo: um número crescente de crianças pequenas, sem comorbidades anteriores, que têm tido complicações graves da Covid.

Assim como outros hospitais infantis, o Cândido viu explodir o número de internações em janeiro último. Foram 112 casos suspeitos, dos quais 39 já confirmados de Covid –contra 4 em janeiro de 2021. Em dezembro passado, não houve nenhuma internação por Covid.

Do total de 5.113 atendimentos no pronto-socorro (PS) do hospital no mês passado, 2.220 foram de sintomas gripais. Nesta sexta (4), havia 14 crianças internadas com Covid e nove suspeitas. Metade delas não tinha comorbidades prévias.

“De dez dias para cá, começamos a ter crianças hígidas [saudáveis] que evoluíram com uma certa gravidade. A gente não tinha visto isso até então”, diz o pediatra Mario Palumbo Neto, diretor técnico de saúde do hospital.

A médica intensivista Marina Favoreto Finardi, coordenadora da UTI, tem a mesma percepção.

“Parece ter mudado o parâmetro dos quadros agudos de Covid. Antes eram mais leves ou em crianças com comorbidades que complicavam. Agora estamos vendo crianças mais jovens, abaixo de um ano, sem antecedentes de doenças prévias, que evoluíram rapidamente para quadros pulmonares graves, com oxigenação muito baixa”, explica.

Devido à gravidade dos casos, o tempo médio de internação também aumentou: passou de sete dias, em média, para até três semanas. “A recuperação desses pacientes não é rápida como a gente observa em outros casos de doenças respiratórias”, diz Finardi.

O menino Heitor, 1, por exemplo, está desde o dia 18 de janeiro internado na UTI do hospital por complicações da Covid. Antes da infecção, era uma criança saudável, não tinha comorbidades.

Ele chegou à UTI do Cândido Fontoura já intubado, transferido de um outro hospital. “Mas ele tinha uma boa resposta pulmonar, chegou a ser extubado, mas voltou a piorar depois de 24 horas e foi intubado novamente”, explica a intensivista.

Há outros dois casos muito semelhantes. Heloisa, de dez meses, também sem doença prévia, chegou a ter alta da UTI após a fase aguda da Covid, foi para enfermaria, mas, no sétimo dia da infecção, piorou e voltou para a terapia intensiva. Está intubada.

​Christopher Dark, de dois meses, estava internado com Covid em um outro hospital de São Paulo que não tinha UTI pediátrica. Ele chegou a ter duas paradas cardiorrespiratórias, segundo a mãe Rariellen Adga, 22.

“A médica disse que eu precisava arrumar uma vaga em um hospital com mais suporte. Mas fazia 24 horas que a gente tentava pelo sistema de regulação de leitos do estado e nada. Quando a gente já estava com a papelada para acionar a Justiça, apareceu uma vaga aqui.”

O bebê já chegou à UTI do Cândido Fontoura intubado e ali permaneceu por 17 dias. Na sexta (28), ele foi extubado e, na segunda (31), transferido para a enfermaria.

“É um alívio muito grande. Ele já está mamando, pegou o meu peito e eu posso ficar com ele no colo o tempo todo”, diz a mãe, que não sai do lado do filho desde o dia 17 de janeiro.

Segundo Palumbo Neto, ainda é cedo para formular hipóteses sobre quais fatores estariam relacionados a esses casos mais graves de crianças pequenas sem comorbidades.

“É difícil a gente saber se essa cepa [ômicron] é mais nociva ou mais virulenta para as crianças do que as outras. Não há dados. O que a gente observa é que antes, durante o isolamento, era raro chegar um diagnóstico de Covid. As que chegavam, não eram com gravidade. Muito raramente ia uma criança para a UTI.”

Ele explica que esse aumento também pode estar relacionado ao afrouxamento geral da população das medidas de proteção, que também se reflete no rápido avanço da ômicron. “Todo mundo baixou a guarda porque está vacinado. Agora está todo mundo pegando e passando para as crianças.”

Outro possível viés, afirma o pediatra, é o fato de o hospital, por ser a referência de Covid em crianças na rede estadual, possa estar concentrando casos mais graves.

Com a alta dos casos e a volta às aulas na rede municipal nesta segunda (7), a instituição prevê um novo repique de infecções e já expandiu o número de leitos. Passou de um total de 40 para 61. Desses, 34 são leitos de enfermaria e 27, de UTI.

“Com o retorno das aulas estamos temerosos. Escolas, crianças, há mais circulação de vírus, nem todos estão vacinados ainda”, diz a diretora interina do hospital, Ana Maria Vasconcellos. O impacto do retorno às aulas, porém, deve ser sentido dentro de sete a dez dias.

Kauê Vieira, de 12 anos, tomou a primeira dose, mas, antes de conseguir ser imunizado com a segunda, começou a apresentar sintomas da Covid. Na sexta (4), ele esteve no pronto-socorro do Cândido Fontoura e precisou receber soro na veia porque estava desidratado.

“No dia 25 de janeiro, o meu teste deu positivo. Na quarta (2), foi a vez de o Kauê ficar com febre alta, vômito e diarreia”, conta a mãe, Maria Vieira Gomes, que mora em Sapopemba. O filho mais velho, de 21 anos, teve os mesmos sintomas, mas não conseguiu ser testado na unidade de saúde.

Márcia pode até ser sondada para vice de João. Problema é o “fator Faeca”

O blogueiro Júnior Campos afirmou que houve convite feito pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), para que Márcia componha como vice uma eventual chapa ao Governo do Estado, numa disputa contra a atual governadora, Raquel Lyra (PSDB). A informação, apurada com fontes próximas à gestão petista na Capital do Xaxado, revela que Márcia não aceitou o […]

O blogueiro Júnior Campos afirmou que houve convite feito pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), para que Márcia componha como vice uma eventual chapa ao Governo do Estado, numa disputa contra a atual governadora, Raquel Lyra (PSDB).

A informação, apurada com fontes próximas à gestão petista na Capital do Xaxado, revela que Márcia não aceitou o convite de imediato. O motivo? O dilema que envolve seu vice-prefeito, Faeca Melo (Avante), figura de confiança de Sebastião Oliveira, presidente estadual da legenda e ex-deputado federal.

É de conhecimento público que o nome de Faeca não foi a escolha preferencial de Márcia para a vice-prefeitura em 2024. A indicação, costurada como parte da aliança com o Avante, foi um trunfo de Sebastião, que impôs o empresário como condição para fechar apoio à petista. A relação política entre Márcia e Faeca nunca foi das mais entusiasmadas, e a possibilidade de entregar o comando da prefeitura a um nome fora do seu núcleo de confiança pesa — e muito — em qualquer tomada de decisão que envolva abrir mão do cargo.

No meu comentário no Sertão Notícias, explico porque a sondagem pode até ter acontecido, mas que a granada sem pino deixada no colo de Márcia por Sebastião Oliveira chamada Faeca Melo interfere diretamente nessa possibilidade.

Brasileiros que afirmam ter contraído Covid são o dobro da cifra oficial

Pesquisa Datafolha aponta que 42 milhões dizem ter sido diagnosticados com Covid Um em cada quatro brasileiros com 16 ou mais anos de idade diz ter sido diagnosticado com Covid desde o início da pandemia, o que representa cerca de 42 milhões de pessoas infectadas, segundo pesquisa do Datafolha. O número é quase o dobro […]

Pesquisa Datafolha aponta que 42 milhões dizem ter sido diagnosticados com Covid

Um em cada quatro brasileiros com 16 ou mais anos de idade diz ter sido diagnosticado com Covid desde o início da pandemia, o que representa cerca de 42 milhões de pessoas infectadas, segundo pesquisa do Datafolha. O número é quase o dobro do total de casos registrados oficialmente no país.

A pesquisa foi feita por telefone nos dias 12 e 13 de janeiro, com 2.023 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, 25% dos entrevistados disseram ter feito teste que confirmou a infecção pelo vírus, o que significa 41,95 milhões de pessoas contaminadas desde março de 2020. Os registros oficiais, coletados pelo consórcio de imprensa, somaram, até esta quinta (13), 22,8 milhões de casos confirmados para a doença em todo o período da pandemia.

Os dados oficiais de casos positivos reunidos pelo consórcio se referem a todas as idades. Já os do Datafolha só indicam as infecções em quem tem mais de 16 anos, o que aponta para uma subnotificação ainda maior nas estatísticas do país.

Para especialistas ouvidos pela Folha, a diferença entre os números não surpreende, já que o país tem problemas na sistematização dos dados de infectados.

Depois de quase dois anos desde o início da pandemia, o Brasil não tem nem sequer padronização para o envio dos dados de testes com resultado positivo a serem contabilizados pelo governo federal, afirmam especialistas.

Somam-se a isso o alto número de testes rápidos de Covid-19 feitos em farmácias ou unidades volantes que não entraram nas estatísticas oficiais, problemas dos sistemas de informação entre os municípios, estados e o Ministério da Saúde e até mesmo a falta de estímulo das equipes para a notificação dos casos positivos.

“Os casos oficiais representam apenas a ponta visível do iceberg. A parte submersa, os casos não captados pela estatística oficial, é muito maior. Isso decorre de uma política fracassada de testagem”, diz o epidemiologista Pedro Hallal, coordenador do estudo Epicovid-19.

“O dinheiro do povo foi usado para produzir placebo, a cloroquina, e não para investir em testes ou máscaras, que são coisas que realmente funcionam para frear a pandemia”, completa.

Os dados do Datafolha apontam ainda que a subnotificação tem aumentado no país. Segundo a pesquisa, 3% dos entrevistados disseram ter tido Covid nos últimos 30 dias, o que representa 4 milhões de pessoas. O número é o sêxtuplo do que indicam os registros oficiais do período, que contabilizam 621.530 casos positivos, conforme o consórcio de imprensa.

Segundo os especialistas, o aumento da subnotificação no último mês está relacionado ao apagão de dados que ocorre no país desde que os sistemas do Ministério da Saúde foram derrubados por ataques de hackers, em dezembro, e também à chegada da variante ômicron. Leia a íntegra da reportagem de Isabela Palhares e Cláudia Collucci para A Folha de S. Paulo clicando aqui.

Vai chover mais no Sertão, diz APAC

A previsão do tempo da Agência Pernambucana de Águas e Clima indica continuidade de chuvas com intensidade de moderada a forte, principalmente no período da noite, em munícipios no Sertão Pernambucano, com destaque para o Sertão do São Francisco. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também previu o aumento de chuvas. São esperados ainda ventos […]

A previsão do tempo da Agência Pernambucana de Águas e Clima indica continuidade de chuvas com intensidade de moderada a forte, principalmente no período da noite, em munícipios no Sertão Pernambucano, com destaque para o Sertão do São Francisco.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também previu o aumento de chuvas. São esperados ainda ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h. Há, no entanto, baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. O instituto recomenda que os moradores das regiões procurem a Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros em caso de emergências.

Apesar das chuvas, as temperaturas na região vão permanecer altas de acordo com o Inmet. A máxima deve chegar a 39º C. A mínima será de 18º C.

Segundo a consultora do Inmet Dayse Moraes, as chuvas esperadas pelo boletim são causadas por um sistema frontal que se desloca entre o sul do Piauí e o Recôncavo Baiano. “Esse sistema causa uma instabilidade e chuva intensa. Temos ainda uma convergência, pois está tendo bastante chuva no Sertão do Piauí, que se desloca para o Sertão de Pernambuco”, explica.

O sistema frontal, acrescenta Dayse, é uma banda de nebulosidade provocada por uma baixa pressão da atmosfera e encontros de massas de ar quente e ar frio. “Estamos monitorando o sistema e, caso se intensifique, iremos aumentar a severidade do aviso”, finaliza Dayse.