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Agora é oficial: Rádio A Voz do Sertão vai sair do ar. Só volta após migração

Por Nill Júnior

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Decisão teve que ser tomada depois que prefeitura ganhou ação e terreno onde funcionava antena da emissora

A Direção da Rádio A Voz do Sertão conseguiu junto a Anatel autorização para deixar de operar temporariamente, a partir do próximo dia 6 de maio – coincidentemente data do aniversário da Capital do Xaxado – até que seja concluído o processo de migração para o FM. Como são concessões públicas, rádios não podem sair do ar por única definição de seus detentores. A ideia é só voltar agora quando for concluído o processo de migração para FM cuja liberação ainda não foi definida para as rádios de Pernambuco pelo Ministério das Comunicações.

A decisão é técnica e econômica. Segundo Marcos Oliveira ao blog, a emissora até conseguiu uma área na principal serra da cidade, mas foi orientada por técnico da própria Anatel a esperar a migração. “A alegação que nós concordamos é a de que não compensa o investimento agora para, em seguida, ter que realizar novos gastos com outros equipamentos para a versão FM. Já tivemos a aprovação do plano básico da migração é é melhor esperar”, justificou.

A Justiça definiu que o terreno onde fica a antena foi cedido na década de 70 em processo que, mesmo aprovado pela Câmara de Vereadores teve falhas que não garantiram sua legitimidade. O terreno voltou para a Prefeitura, que reivindicou a área para instalação de um CEI – Centro de Iniciação para o Esporte, fruto de convênio do Governo Federal.

Funcionários da emissora ficaram  apreensivos com a decisão, mas ouviram da direção que não haverá demissões. Nome de maior repercussão na grade da rádio, Francys Maya apresentará seus programas na Líder do Vale, também do grupo. Outros nomes poderão ser aproveitados até a migração.

A Rádio A Voz do Sertão é a segunda emissora mais antiga do Pajeú, só tendo menos tempo que a Pajeú AM, de Afogados da Ingazeira.

Outras Notícias

Emídio volta a falar em vitória politica após pleito. “Disseram que eu não teria mil votos

Segundo colocado nas eleições em Afogados da Ingazeira com pouco mais de 14% dos votos, o candidato Emídio Vasconcelos disse estar satisfeito com a votação que obteve, considerando a conjuntura em torno de sua candidatura. “Alguns disseram que não teria mil votos”. O candidato afirmou que a votação lhe credencia a manter um debate programático […]

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Segundo colocado nas eleições em Afogados da Ingazeira com pouco mais de 14% dos votos, o candidato Emídio Vasconcelos disse estar satisfeito com a votação que obteve, considerando a conjuntura em torno de sua candidatura. “Alguns disseram que não teria mil votos”. O candidato afirmou que a votação lhe credencia a manter um debate programático e acompanhamento à gestão do prefeito reeleito, José Patriota.

Emídio voltou a dizer que o modelo de sua campanha buscou respeitar a legislação eleitoral no limite de gastos, o que acredita, fez bem para o processo politico de Afogados da Ingazeira. “Se considerar que essa votação que obtive foi sem comprar um voto, sem uso da máquina, sem carro de som, saio extremamente satisfeito, afirmou.

Ele voltou a criticar o prefeito José Patriota pelas mesmas questões que nortearam sua campanha, citando excesso de terceirização, transporte escolar inadequado, classes multi-seriadas e a posição política de Patriota, a quem voltou de classificar de aliado do que chamou “golpe” contra a ex-presidenta Dilma Roussef.

Ele pegou o mote da votação na Câmara de vereadores em torno do aumento do teto de subsídios para 2017 e também criticou a casa. “Por essas e outras coisas que temos que manter nossos questionamentos”.

thumbnail_img_20161004_104813O petista disse ter ficado positivamente impressionado com a votação em Queimada Grande e Carapuça. Perguntado sobre o fato de ter pedido para Patriota na Pintada, Emídio afirmou que há ligações de pessoas de sua família com ele e com o prefeito e não colocaria a eleição acima da sua família.

Ele explicou novamente que as esposas de Patriota e Sandrinho são intimamente ligados a seus pais pelos extremos laços familiares e que tinha o maior carinho por eles. Afirmou que Patriota havia sido deselegante ao criticá-lo tendo esse tema de pano de fundo ontem.

Sobre futuro, Emídio disse que a votação que o obteve lhe dá a responsabilidade de manter uma oposição permanente do município. O candidato reconheceu que o desconhecimento em torno do seu nome foi um dos maiores obstáculos. “Alguns pensavam que era meu pai, Braz (Emigdio)”. Também que o PT ficou menor nessa eleição e que precisa se reinventar. Em determinado momento chegou a parabenizar Patriota pela expressiva vitória, esperando dele uma reflexão sobre as propostas e o que pode  melhorar na sua gestão.

Anchieta Patriota emite nota sobre posição de Ilma

Caro Nill Júnior, A pré-candidata Ilma Valério afirma representar o grito dos excluídos em Carnaíba, o que contradiz sua trajetória e suas alianças com forças que perpetuam o atraso e a exclusão genuína. Sua retórica não me representa. Tenho dedicado minha vida à causa dos mais necessitados, com muita honra, fui escolhido como representante do […]

Caro Nill Júnior,

A pré-candidata Ilma Valério afirma representar o grito dos excluídos em Carnaíba, o que contradiz sua trajetória e suas alianças com forças que perpetuam o atraso e a exclusão genuína.

Sua retórica não me representa. Tenho dedicado minha vida à causa dos mais necessitados, com muita honra, fui escolhido como representante do povo de Carnaíba e tenho trabalhado incansavelmente para dignificar essa missão. Os carnaibanos reconhecem quem trouxe mudanças reais ao município, que antes carecia de saúde, educação e infraestrutura adequadas.

A pré-candidata deveria apresentar seus feitos e como contribuiu para o progresso local. A voz que ela alega representar nunca teve vez entre aqueles que um dia estiveram no poder e hoje são seus aliados. Carnaíba precisa de líderes comprometidos com resultados tangíveis, não apenas com discursos vazios.

Anchieta Patriota

Prefeito de Santa Terezinha passa por cirurgia 

O prefeito de Santa Terezinha, Delson Lustosa, informou no último sábado (22), por meio de suas redes sociais, que precisou ser submetido a um novo procedimento cirúrgico, desta vez para retirada da vesícula. A comunicação foi feita ainda pela manhã, com o objetivo de tranquilizar a população sobre seu estado de saúde. Segundo a nota […]

O prefeito de Santa Terezinha, Delson Lustosa, informou no último sábado (22), por meio de suas redes sociais, que precisou ser submetido a um novo procedimento cirúrgico, desta vez para retirada da vesícula. A comunicação foi feita ainda pela manhã, com o objetivo de tranquilizar a população sobre seu estado de saúde.

Segundo a nota divulgada por Delson, a cirurgia ocorreu no próprio sábado e transcorreu dentro da normalidade. O gestor afirmou estar bem, ressaltando que permanece internado para cumprir todas as recomendações médicas durante o período de recuperação.

O prefeito agradeceu pelas mensagens de apoio e destacou que continuará informando a população sobre sua evolução clínica, reforçando o compromisso com a transparência mesmo enquanto se afasta temporariamente das atividades administrativas.

Começou debate para ativar SAMU regional

Teve início a pouco em Serra Talhada a reunião puxada pela AMUPE com prefeitos e secretários de 35 municípios que compõem a região sertaneja do Estado de Pernambuco, para a regulamentação do Sistema de Atendimento Médico de Urgência – SAMU. O debate é com os prefeitos das VI, X e XI Geres – Gerência Regional de […]

Teve início a pouco em Serra Talhada a reunião puxada pela AMUPE com prefeitos e secretários de 35 municípios que compõem a região sertaneja do Estado de Pernambuco, para a regulamentação do Sistema de Atendimento Médico de Urgência – SAMU.

O debate é com os prefeitos das VI, X e XI Geres – Gerência Regional de Saúde, eles debatem a decisão do Ministério da Saúde  sobre a Regulamentação do uso de ambulâncias do SAMU.

O Ministério deu um prazo de 90 dias sob pena de devolução dos recursos. Nesta questão a finalidade é definir e pactuar um Modelo de Gestão do SAMU no atendimento aos municípios. O evento acontece  no Centro Tecnológico em Serra Talhada.

Foram convidados os municípios de: Arcoverde, Buíque, Custódia, Ibimirim, Inajá, Jatobá, Manari, Pedra, Petrolândia, Sertânia, Tacaratu, Tupanatinga, Venturosa, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Quixaba, Santa Terezinha, Solidão, Tabira, Itapetim, Tuparetama, São José do Egito, Brejinho, Betânia, Calumbi, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde, Serra Talhada, Triunfo, Carnaubeira da Penha, Floresta, São José do Belmonte e Itacuruba. Fotos de Júnior Finfa.

Senadores repudiam termo chulo usado por Bolsonaro em ataque à CPI

A expressão chula usada pelo presidente Jair Bolsonaro para se referir às perguntas encaminhadas pela CPI da Pandemia foi recebida com repúdio por senadores nesta sexta-feira (9). Em live nas redes sociais, nesta quinta-feira (8), sobre carta entregue pela cúpula do CPI ao Palácio do Planalto, o presidente respondeu: “Sabe qual a minha resposta? Caguei, […]

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A expressão chula usada pelo presidente Jair Bolsonaro para se referir às perguntas encaminhadas pela CPI da Pandemia foi recebida com repúdio por senadores nesta sexta-feira (9).

Em live nas redes sociais, nesta quinta-feira (8), sobre carta entregue pela cúpula do CPI ao Palácio do Planalto, o presidente respondeu: “Sabe qual a minha resposta? Caguei, caguei para a CPI. Não vou responder nada!”. O documento, assinado por Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente presidente, vice-presidente e relator da CPI, cobrava um posicionamento do presidente sobre as suspeitas de corrupção na compra de vacinas.

Em entrevista antes da reunião da CPI nesta sexta-feira (9), Randolfe classificou a fala como “lamentável”.

— A resposta do presidente da República não é a nós. É ao povo brasileiro. É às instituições. É à República. A CPI foi só é a mensageira, a interlocutora. Presidente, responda o seguinte: por que o senhor não tomou nenhum tipo de providência quando os irmãos Miranda lhe comunicaram que existia um esquema corrupto em curso no Ministério da Saúde? Por que ele sequer se solidarizou até agora com o seu líder do governo na Câmara? Essa pergunta não está sendo feita por mim, pela CPI. Está sendo feita pelo povo brasileiro. Então, presidente, responda aos brasileiros.

Em sua intervenção inicial na reunião da CPI, Renan Calheiros fez referência ao episódio:

— Ontem (8) nós mandamos uma carta para o presidente da República. E o país ficou estupefato com a maneira com que ele respondeu a esta CPI. A escatologia proverbial do presidente recende ao que ocorreu no seu governo durante a pandemia. Todos nós sentimos esses odores irrespiráveis que empestearam o Brasil e mataram tantos inocentes. Não podemos ter medo de arreganhos, de ameaças, de intimidações, de quarteladas. Vamos investigar haja o que houver — concluiu o relator.

Momentos antes da reunião, respondendo a jornalistas nos corredores do Senado, Renan já havia mencionado a expressão usada por Bolsonaro:

— Eu nunca vi uma palavra só que sintetizasse um governo tanto quanto esta. O governo estava com dificuldade para encontrar um slogan. Definitivamente o encontrou.

Nas redes sociais, diversos senadores se manifestaram. “Não responde por medo de ser desmentido pela gravação: esse silêncio, partindo de alguém que se notabilizou por sua disenteria verbal, vale como recibo de culpa! Bolsonaro está encurralado. Sua verborragia não o salvará da cadeia: o cerco está se fechando!”, opinou Fabiano Contarato (Rede-ES).

“A única diarreia do Bolsonaro relevante para o país é a mental, que está na base de uma gestão fracassada e irresponsável. Nós brasileiros é que vamos limpar essa sujeira. Qualquer outra manifestação tosca e grosseira não merece resposta. Já passamos de meio milhão de mortos”, escreveu Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) publicou: “Ao usar palavra chula para atacar a CPI da Covid e esconder denúncias de corrupção sob o tapete, o presidente apenas mostra a sua falta de grandeza. E a sua linguagem definitivamente não é compatível com a grandeza do povo brasileiro”.

“Ele c… para o Brasil, c… para o povo, c… para as 530 mil mortes pelo covid-19 e c… para todos. É UM C…!”, publicou Paulo Rocha (PT-PA), finalizando com letras maiúsculas.

Fonte: Agência Senado