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Policial diz que jamais presenciou tanta agressividade como no 8 de janeiro

Por André Luis

A cabo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Marcela da Silva Morais Pinno, que atuou na repressão aos atos golpistas de 8 de janeiro disse em depoimento que jamais presenciou “tamanha agressividade” ao se referir aos ataques às sedes dos Três Poderes. A policial, que chegou a ser empurrada pelos invasores da cúpula do Congresso, quando atuou na contenção direta aos atos de violência, depõe à CPMI nesta terça-feira (12).

Marcela Pinno informou que fazia parte do pelotão Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) Alfa, composto por 20 policiais, e que ficou posicionado na via N1. Por volta das 15h30 daquele dia, cumprindo as ordens do tenente Marcos Teixeira, comandante da tropa, o pelotão seguiu para a cúpula do Congresso Nacional. Nesse momento, os extremistas já tinham rompido as grades de proteção que ficavam na Avenida das Bandeiras. Foi a partir daí, segundo a cabo, começaram os enfrentamentos com a tropa da Polícia Militar. Marcela Pinno afirmou que foi agredida com barras de ferro, chegou a ser arrastada pelo escudo, levou socos, pedradas e chutes.

Nesse momento eles nos atacavam com gradis, com a própria estrutura que é feita para impedir que os manifestantes tenham acesso ao gramado, com estacas de pau, inclusive com um coquetel molotov nesse momento alcançou meu escudo e ele falhou. Aí eu caio, a três metros de altura, e consigo retornar. No momento em que eu cai, eu retorno pelo gramado mesmo, subindo ali pela lateral. Consigo retornar ali para a linha de choque. Nesse momento, ao atravessa o gradil, foi o momento em que eu fui atacada novamente — detalhou a policial militar.

Grupos treinados

A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), chegou a questionar a depoente se, para ela, os manifestantes demonstravam nesse enfrentamento algum tipo de conhecimento militar. Ela citou que no relatório de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), encaminhados à CPMI, mensagens interceptadas indicavam que havia um chamamento de manifestantes com entendimentos militares além de Colecionadores, Atiradores Desportivo e Caçadores (CACs).

“Ou seja, era um perfil de manifestantes como você jamais viu em outro momento com técnicas claras, você percebia isso. Percebia que eles tinham uma técnica militar para avanço, para chegar em relação a vocês?”, questionou Eliziane Gama.

No entanto, a policial disse que não poderia fazer essa afirmação, mas que era perceptível que os invasores estavam organizados.

“Havia em torno de quatro a cinco manifestantes que estavam à frente da manifestação que eles possuíam sim, luvas para ter acesso a nossos materiais, foram lançadas granadas a altas temperaturas, que se forem lançadas em mãos livres, vão [provocar] queimaduras seríssimas, eles se utilizavam de máscaras, se utilizavam de toalhas, lenços no rosto. Sim, dessa forma eles organizados, sim”.

Ainda respondendo ao presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA), Marcela Pinno disse que não saberia responder porque, de acordo com imagens divulgadas no momento do ataque, alguns policiais não se colocaram em enfrentamento. Ela disse que não percebeu já que estava em atuação. Ela também reforçou que, como soldado-escudo, não teve acesso a qualquer plano ou relatório de ação elaborado pelos órgãos de segurança pública.

Marcela Pinno segue respondendo a questionamentos dos parlamentares na reunião da CPMI. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

O grande reencontro

Depois do Grande Encontro, aquele dos artistas da MPB, em Serra Talhada a expectativa é para “O Grande Reencontro”, entre Márcia Conrado e Luciano Duque. Será na inauguração do bloco cirúrgico do Altino Ventura, nesta segunda. É o primeiro encontro desde a formalização do racha entre as lideranças políticas,  marcado por alfinetadas de um lado e […]

Depois do Grande Encontro, aquele dos artistas da MPB, em Serra Talhada a expectativa é para “O Grande Reencontro”, entre Márcia Conrado e Luciano Duque.

Será na inauguração do bloco cirúrgico do Altino Ventura, nesta segunda.

É o primeiro encontro desde a formalização do racha entre as lideranças políticas,  marcado por alfinetadas de um lado e do outro.

A expectativa é de um encontro mais protocolar e frio, depois do “beija cabeça” na vinda de Raquel Lyra há alguns dias.

Até os discursos serão observados: Duque deve defender suas ações pela Fundação. E se cutucar, Márcia deve fechar com se “direito de resposta”, já que fala por último.

Cinco nomes do Afogados FC testaram positivo para coronavirus

Quatro apresentaram anticorpos e podem retornar às atividades normalmente. Um outro terá que ficar em quarentena O Departamento Médico do Afogados Futebol Clube comunicou em nota que dos 31 exames realizados na última terça-feira, cinco testaram positivo para o Coronavirus. “Dos positivados, quatro apresentaram anticorpos e podem retornar às atividades normalmente. Um atleta não apresentou […]

Quatro apresentaram anticorpos e podem retornar às atividades normalmente. Um outro terá que ficar em quarentena

O Departamento Médico do Afogados Futebol Clube comunicou em nota que dos 31 exames realizados na última terça-feira, cinco testaram positivo para o Coronavirus.

“Dos positivados, quatro apresentaram anticorpos e podem retornar às atividades normalmente. Um atleta não apresentou anticorpos e terá que ficar em quarentena”, diz  a nota. O nome dos quatro atletas e um membro da comissão técnica  não foram revelados.

Na próxima semana, o Departamento Médico do clube deve apresentar os resultados de quem fez o exame na última quinta-feira. O procedimento está no plano de retomada das atividades. Clubes profissionais podem retomar os treinos mas tem que ser testados.

O Campeonato Pernambucano 2020 ainda não tem data para ser retomado. Uma previsão ainda não oficial indica a possibilidade de volta na segunda quinzena de julho, mas isso dependerá da realidade da pandemia até lá. No Agreste, por exemplo, os clubes ainda não pudeam retomar as atividades.

Dentista de Eduardo diz ser impossível reconhecer corpos por arcada dentária. “Só há fragmentos. É como se tudo tivesse evaporado”

O dentista particular do ex-governador Eduardo Campos, Fernando Cavalcante, acaba de informar em entrevista coletiva da qual participou a Rádio Pajeú que está extremamente difícil o trabalho de reconhecimento dos corpos dos sete ocupantes da Aeronave em que estavam Eduardo Campos e assessores.. Segundo o repórter Evandro Lira, que está no local,  “um grande quebra […]

Informação de dentista confirma o que disse Geraldo Júlio, prefeito do Recife e porta-voz da família
Informação de dentista confirma o que disse Geraldo Júlio, prefeito do Recife e porta-voz da família

O dentista particular do ex-governador Eduardo Campos, Fernando Cavalcante, acaba de informar em entrevista coletiva da qual participou a Rádio Pajeú que está extremamente difícil o trabalho de reconhecimento dos corpos dos sete ocupantes da Aeronave em que estavam Eduardo Campos e assessores..

O dentista particular do ex-governador Eduardo Campos, Fernando Cavalcante
O dentista particular do ex-governador Eduardo Campos, Fernando Cavalcante

Segundo o repórter Evandro Lira, que está no local,  “um grande quebra cabeças” está sendo conduzido pela equipe do IML para reconhecimento e identificação dos fragmentos de corpos localizados. “É como se tudo tivesse evaporado com o choque”, disse também o dentista.

Bastante abalado, Cavalcante disse estar chocado com as imagens a que teve acesso. Ele informou que foram encontrados apenas fragmentos dos corpos das vítimas em um raio de um quilômetro do local do acidente. Isso vai de encontro a informações e até pseudo-imagens que chegaram a circular que indicariam ser o corpo de Campos o mais preservado.

Ele chegou de Santos, onde esteve com equipe de legistas que está fazendo o trabalho de identificação dos corpos através do DNA. Renata Campos foi informada dos detalhes. A informação aumenta a incerteza sobre liberação dos corpos. Garantiu ele assim como Geraldo Júlio que até agora nenhum conjunto de partes dos corpos foi identificado.

Pernambuco recebe estrutura para combate à Covid-19 cedida pelo Sistema Hapvida

O Governo de Pernambuco passará a contar com 15 contêineres capazes de ser transformados em até 28 leitos de enfermaria ou UTIs, para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. As estruturas, entregues à Secretaria Estadual de Saúde pelo Sistema Hapvida – empresa privada da área médica – receberam um investimento de aproximadamente R$ 1 […]

O Governo de Pernambuco passará a contar com 15 contêineres capazes de ser transformados em até 28 leitos de enfermaria ou UTIs, para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

As estruturas, entregues à Secretaria Estadual de Saúde pelo Sistema Hapvida – empresa privada da área médica – receberam um investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, e contam com 250m² de área total, com camas e estrutura para receber os equipamentos hospitalares necessários.

“Recebemos com satisfação essa importante colaboração do Sistema Hapvida, que vai ajudar a reduzir a pressão sobre a nossa rede de saúde, ampliando a oferta de leitos. Agradecemos muito a cessão dos contêineres, que vão nos permitir abrir mais vagas para atender a população do Estado neste momento, que é o mais difícil já atravessado por todos nós na pandemia”, afirmou o governador Paulo Câmara.

Os espaços já estão sendo montados pelo Governo do Estado em um hospital de referência para a Covid-19, em Olinda. Para André Melo, vice-presidente administrativo do Sistema Hapvida, poder contribuir com mais suportes de atendimento, neste momento tão difícil, é fundamental para vencer a Covid-19. “Pernambuco, assim como todo o Brasil, também está passando por uma fase delicada na pandemia. Por isso, cedemos esses contêineres, que poderão salvar vidas. Esse investimento é para benefício de todos”, disse.

O projeto surgiu a partir de experiências que deram bons resultados em Wuhan, cidade da China que foi o epicentro do surto do novo coronavírus.  O Sistema Hapvida também utilizou contêineres no tratamento de pessoas no Rio Grande do Norte, contribuindo para a reabilitação de pacientes infectados.

Esse é mais um esforço estratégico do Governo do Estado, buscando alternativas para ampliar a ofertas de vagas no sistema público de saúde. Hoje (18.03), Pernambuco superou a marca de 2,4 mil novos leitos, sendo 1.324 de UTI, efetivamente abertos para atender à população.

Dilma afirmou que poderia influenciar STF, diz Cunha

Folha de S.Paulo Na primeira entrevista desde que foi afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha acusa Dilma Rousseff de ter lhe oferecido “ajuda” de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal em setembro de 2015. Mas diz ter considerado a suposta oferta uma “bravata”. “A presidente, no dia em que eu estive com ela, voltando […]

16135114Folha de S.Paulo

Na primeira entrevista desde que foi afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha acusa Dilma Rousseff de ter lhe oferecido “ajuda” de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal em setembro de 2015. Mas diz ter considerado a suposta oferta uma “bravata”.

“A presidente, no dia em que eu estive com ela, voltando das Nações Unidas, em 1º de setembro, disse que tinha cinco ministros do Supremo para poder me ajudar”, disse.

Segundo ele, ela não citou nomes nem como seria a ajuda. Em outra oportunidade, o governado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), também teria dito o mesmo. “Numa segunda-feira, agosto ou setembro, [Pezão] me procurou. Veio com a mesma história de que ela tinha cinco ministros do Supremo…

Resposta

O antigo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, negou que Dilma Rousseff tenha oferecido ajuda no STF (Supremo Tribunal Federal) a Eduardo Cunha e afirmou que o relato feito pelo deputado não merece “nenhuma credibilidade”. Para Cardozo, a versão de Cunha se trata de uma “mentira escandalosa”. Cardozo diz que Cunha “é afiado na arte de faltar com a verdade e, neste caso, está exercitando a habilidade de forma escandalosa.

Cunha e Dilma se encontraram no dia 1º de setembro de 2015. Cardozo diz que “todos os encontros tidos entre a presidenta [e Cunha] trataram de problemas com as pautas legislativas, com o intuito de verificar se era possível viabilizar sua aprovação”.