PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso aos dados do celular de Vorcaro
Paulo Gonet afirma que integrantes da Corte devem conhecer previamente a íntegra das informações antes da análise do caso Master.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a defender neste sábado (12) que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso à íntegra dos dados relacionados ao caso Master antes de qualquer deliberação da Corte sobre o material.
A nova manifestação foi enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, e reforça posição apresentada pela PGR na sexta-feira (11). O pedido envolve o conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que as características do caso exigem que os ministros conheçam previamente todo o material necessário para formar seu entendimento.
“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos Ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirma a manifestação.
O documento também é assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos.
Na sexta-feira, a PGR já havia defendido a retirada ampla do sigilo de peças e procedimentos relacionados ao caso Master, argumentando que a relação inicialmente encaminhada ao Supremo não abrangia todos os procedimentos correlatos à investigação principal.
A nova manifestação ocorre em meio à discussão interna no STF sobre o acesso dos ministros aos dados apreendidos e sobre o rito de análise dos procedimentos relacionados ao caso.
Também neste sábado, Fachin rejeitou a realização de uma sessão conjunta para analisar os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A Petição 16.662, relacionada a Moraes, permanece na pauta de terça-feira (15), enquanto a Petição 16.704, referente a Mendonça, foi marcada para 23 de setembro.
Segundo Fachin, os procedimentos possuem objetos distintos e estão em fases processuais diferentes. O presidente do STF afirmou que o processo envolvendo Mendonça ainda depende da conclusão de uma etapa preliminar de coleta de informações.
A separação das sessões ocorre após uma sequência de ofícios apresentados por ministros do Supremo, entre eles Moraes, Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, tratando do acesso aos dados do celular de Vorcaro, da publicidade das apurações e da forma como os casos deverão ser submetidos ao plenário.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Gabriel de Paiva
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