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Especialistas defendem que combate à corrupção exige reforma penal

Por Nill Júnior

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Do Correio Braziliense

Envolto por uma sequência de notícias do envolvimento de políticos no maior esquema de corrupção no país, investigado pela Operação Lava-Jato, 2015 foi marcado pelo escancaramento de escândalos e apontou uma série de desafios pela frente no combate aos atos ilícitos. Casos emblemáticos, como o do ex-senador Luiz Estevão, mostram que ainda são necessárias mudanças, principalmente no sistema judicial, para que a luta contra a impunidade se torne efetiva. Condenado a 26 anos de prisão por desvios de recursos públicos, ele não tem perspectiva de quando será preso. O Ministério Público Federal (MPF) propôs neste ano 10 medidas de combate à corrupção a serem enviadas ao Congresso como projeto de lei de iniciativa popular. Para especialistas, entre as propostas mais urgentes está a revisão da extensa possibilidade de recursos apresentados pela defesa, uma vez que a lentidão provocada por esses mecanismos leva, muitas vezes, à prescrição da pena.

Algumas das medidas propostas pelo MPF foram enviadas também pelo Executivo ao Legislativo e algumas já tramitam, como o caso das que tipificam o crime de enriquecimento ilícito de servidores públicos e estabelecem a perda antecipada de bens obtidos por meio de corrupção. Outras propostas buscam tornar mais rígida a punição aos desvios de recursos e acelerar o trâmite dos processos. Na última semana, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do MPF que atua na Lava-Jato, criticou a lentidão da Justiça e citou como exemplo o caso de Luiz Estevão. O ex-senador foi condenado a mais de duas décadas de cadeia por desvios de recursos das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, nos anos 1990. No último dia 9, a condenação foi reforçada, quando um agravo regimental extraordinário foi rejeitado. A publicação do acórdão, porém, leva, em média, 231 dias para ocorrer e a prisão efetiva do ex-senador pode ultrapassar dois anos.

Devido às falhas no sistema judicial, a defesa costuma adotar a tática de apresentar uma série de recursos e postergar ao máximo o processo até que a pena seja prescrita. Esse é um dos maiores problemas na avaliação da promotora de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social, Cláudia Tomelin. “A Lava-Jato foi um ponto fora da curva, porque, no Brasil, as penas prescrevem. Os casos demoram muito para tramitar. As pessoas não querem colaborar com a Justiça. Os benefícios são maiores do que os custos”, diz. Segundo ela, o escândalo do mensalão foi importante para marcar uma mudança na forma de os processos correrem. Isso porque os denunciados não quiseram repetir o caso do empresário Marcos Valério, que segue preso após ter sido condenado a 40 anos depois de delatar o esquema. Esse fator impulsionou os denunciados na Lava-Jato a fazerem acordos de delação premiada.

Outras Notícias

Quatro estudantes do IFPE em Afogados da Ingazeira estão na 2ª fase da ONC

PE Noticias Quatro estudantes do campus do IFPE em Afogados da Ingazeira foram classificados na primeira fase da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2020, que aconteceu nos dias 6 e 7 de agosto.  Em razão da pandemia, a aplicação das provas da competição, este ano, aconteceu exclusivamente on-line. A segunda e última fase está marcada […]

PE Noticias

Quatro estudantes do campus do IFPE em Afogados da Ingazeira foram classificados na primeira fase da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2020, que aconteceu nos dias 6 e 7 de agosto. 

Em razão da pandemia, a aplicação das provas da competição, este ano, aconteceu exclusivamente on-line. A segunda e última fase está marcada para o dia 12 de setembro. 

Os estudantes, Luís Gustavo Paiva Alves (2º ano), Elidimário Alves de Souza Junior (3º), Isabel Thauana Souza Calado e Renan Santana Costa (ambos do 1º ano) ficaram classificados para a 2ª fase, com notas que variam entre 11 e 13 pontos. 

Segundo a ONC, mais de 2 milhões de estudantes se inscreveram para a edição 2020, um número recorde de inscritos. 

A Olimpíada Nacional de Ciências integra o Programa Ciência na Escola e é uma realização de cinco Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF ); Associação Brasileira de Química (ABQ); Instituto Butantan; Sociedade Astronômica Brasileira e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

A ONC resulta de um convite do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) às sociedades e se destina a estudantes do Ensino Médio e do 8ª e 9º ano do Ensino Fundamental.

Governo lança Operação inspirada em modelo japonês de segurança

O governador Paulo Câmara lançou, na tarde desta terça-feira (04.02), a Operação Força Ostensiva de Recobrimento Tático Extraordinário (FORTE), em cerimônia no Quartel do Derby. A ação tem como objetivo, na primeira fase, reduzir as atividades criminosas em pontos do Recife e da Região Metropolitana com histórico elevado de homicídios e roubos. Ao todo, serão […]

O governador Paulo Câmara lançou, na tarde desta terça-feira (04.02), a Operação Força Ostensiva de Recobrimento Tático Extraordinário (FORTE), em cerimônia no Quartel do Derby. A ação tem como objetivo, na primeira fase, reduzir as atividades criminosas em pontos do Recife e da Região Metropolitana com histórico elevado de homicídios e roubos.

Ao todo, serão 150 policiais militares em 26 viaturas que, durante o evento desta terça, já saíram às ruas para reforçar rondas, abordagens e incursões. Além deles, outros 230 homens e mulheres vão atuar em patrulhas a pé.

A segunda etapa do projeto está prevista para começar em março, e vai contemplar cidades do Agreste e da Zona da Mata de Pernambuco que também registrem índices maiores de violência. A terceira etapa será lançada posteriormente no Sertão. O modelo Koban – que traduz o conceito de Policiamento Comunitário – será utilizado nas patrulhas a pé, aproximando o efetivo das comunidades beneficiadas.

Comandante da Polícia Militar, o coronel Vanildo Maranhão explicou que as guarnições motorizadas trabalharão das 14h às 2h, de forma ininterrupta. “Essa é uma operação de impacto, pois, na prática, as 26 guarnições equivalem a quatro batalhões da Polícia Militar. Essa operação vai aumentar a sensação de segurança do cidadão nos pontos mais críticos”, observou.

Justiça determina transferência de 29 detentos do Complexo do Curado

Do DP A Justiça determinou nesta sexta-feira (23) a transferência de 29 detentos do Complexo Prisional do Curado (antigo Aníbal Bruno). Parte deles foram encaminhados para cumprir penas na Penitenciária Barreto Campelo. A outra parte foi levada para a Penitenciária Agroindustrial São João, para cumprir pena em regime semiaberto. Oito presos também conseguiram o livramento […]

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Do DP

A Justiça determinou nesta sexta-feira (23) a transferência de 29 detentos do Complexo Prisional do Curado (antigo Aníbal Bruno). Parte deles foram encaminhados para cumprir penas na Penitenciária Barreto Campelo. A outra parte foi levada para a Penitenciária Agroindustrial São João, para cumprir pena em regime semiaberto. Oito presos também conseguiram o livramento condicional, ou seja, vão concluir as penas nas residências – sendo monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

Além dos 37 detentos, outros 27 já haviam sido transferidos do Complexo do Curado na última quarta-feira (21). A medida atende reivindicação dos detentos, que se rebelaram por três dias consecutivos para cobrar agilidade no julgamento dos processos deles. O saldo foi de três mortes (dois presos e um PM). A expectativa é de que na próxima semana novas transferências sejam executadas.

Também nesta sexta-feira, seis magistrados começaram a reforçar a 1ª Vara de Execuções Penais, auxiliando o juiz Luiz Rocha. Eles permanecerão por 180 dias analisando os processos dos reeducandos. No total, são cerca de 17 mil. Os presos do Complexo do Curado terão prioridade.

Bolsonaro vai ao STF e faz apelo para amenizar medidas restritivas nos estados

G1 O presidente Jair Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes em Brasília a pé nesta quinta-feira (7) para se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF). Acompanhado de ministros e empresários, Bolsonaro se reuniu com o presidente do tribunal, Dias Toffoli, e fez um apelo para que as medidas restritivas nos estados sejam amenizadas. A ida do presidente […]

G1

O presidente Jair Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes em Brasília a pé nesta quinta-feira (7) para se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Acompanhado de ministros e empresários, Bolsonaro se reuniu com o presidente do tribunal, Dias Toffoli, e fez um apelo para que as medidas restritivas nos estados sejam amenizadas.

A ida do presidente ao STF não estava prevista na agenda oficial, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social. Procurada, a assessoria do STF informou que o encontro com Toffoli foi marcado de última hora e também não estava previsto na agenda do ministro.

Bolsonaro permaneceu no STF por cerca de 50 minutos. No encontro, disse que assinará um decreto para ampliar a quantidade de atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus. Durante o encontro com Toffoli, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em uma rede social.

Em um breve discurso na reunião, o presidente disse que a crise provocada pelo coronavírus levou “aflições” a empresários em razão do desemprego e da economia “não mais funcionar”.

Ainda no discurso, Bolsonaro disse que o efeito colateral do combate ao coronavírus “não pode ser mais danoso que a própria doença”. O presidente tem comparado o Brasil a um paciente com “duas doenças”, que, na opinião dele, são na saúde e na economia.

“O objetivo da nossa vinda aqui, nós sabemos do problema do vírus, que devemos ter todo cuidado possível, preservar vidas, em especial daqueles mais em risco, mas temos um problema que vem cada vez mais nos preocupando: os empresários trouxeram essas aflições, a questão do desemprego, a questão da economia não mais funcionar. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que a própria doença”, declarou.

Também no encontro, Toffoli afirmou que governo e empresários levaram ao STF necessidade de planejamento para retomada da atividade econômica. O ministro também disse que é preciso coordenação nesta tarefa por meio do governo federal, em diálogo com poderes, estados e municípios.

Toffoli declarou ainda que as pessoas demonstram desejo de sair de casa, porém “tem que ter essa saída de uma forma coordenada”. Ele repetiu a necessidade de conversa com da União com estados.

Brasil chega aos 100 milhões de vacinados com 1ª dose

O Brasil chegou nesta sexta-feira (30) aos 100 milhões de vacinados contra a Covid-19, aponta o consórcio de veículos de imprensa. Esse número é referente aos vacinados com a primeira dose (sem contar os brasileiros vacinados com a Janssen, vacina de dose única). São exatamente 100.082.100 pessoas vacinadas, conforme dados das secretarias estaduais de Saúde. […]

O Brasil chegou nesta sexta-feira (30) aos 100 milhões de vacinados contra a Covid-19, aponta o consórcio de veículos de imprensa.

Esse número é referente aos vacinados com a primeira dose (sem contar os brasileiros vacinados com a Janssen, vacina de dose única).

São exatamente 100.082.100 pessoas vacinadas, conforme dados das secretarias estaduais de Saúde. Isso equivale a 47,26% da população.

Já o número de pessoas que completou o esquema vacinal, com duas doses, ainda é baixo: 41.012.243 ou 19,37% da população. 

Isso acontece porque, das quatro vacinas em uso no país, três usam duas doses, em intervalos diferentes. A CoronaVac está sendo aplicada em um intervalo de quatro semanas. Já Pfizer e AstraZeneca usam um esquema de 12 semanas (3 meses).