Notícias

PGR denuncia mais 150 pessoas por participação em atos golpistas

Por André Luis

Denunciados devem responder por associação criminosa e incitação à animosidade das Forças Armadas contra os três Poderes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, nesta sexta-feira (27), mais 150 denúncias contra envolvidos nos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília, que resultaram nas invasões ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Os denunciados foram detidos no acampamento em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, e são acusados de associação criminosa (artigo 288, caput) e incitação ao crime equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais (artigo 286, parágrafo único), ambos previstos no Código Penal. 

Na peça, também há o pedido para que as condenações considerem o chamado concurso material previsto no artigo 69 do mesmo Código, ou seja, os crimes devem ser considerados de forma autônoma e as penas, somadas.

Os denunciados estão presos em unidades do sistema prisional do Distrito Federal, após a audiência de custódia e a decretação das prisões preventivas. Essa é quinta leva de denúncias apresentadas pela PGR contra participantes dos atos antidemocráticos, que já chegam ao total de 254.

As denúncias, assinadas pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, narram a sequência de acontecimentos até a formação do acampamento. Segundo ele, o acampamento apresentava “uma evidente estrutura a garantir perenidade, estabilidade e permanência” dos manifestantes que defendiam a tomada do poder.

A peça de acusação reproduz imagens e mensagens apontadas pelos investigadores como elementos de prova da existência de uma situação de estabilidade e permanência da associação formada por centenas de pessoas que acamparam em frente à unidade do Exército, na capital federal. 

De acordo com a denúncia, o acampamento funcionava como uma espécie de vila, com local para refeições, feira, transporte, atendimento médico, sala para teatro de fantoches, massoterapia, carregamento de aparelhos e até assistência religiosa.

Outros crimes – Na cota, documento que acompanha a denúncia, o MPF destaca “que não há arquivamento explícito ou implícito em relação a nenhum outro potencial crime que possa ter sido cometido pelos denunciados”, em razão da complexidade dos fatos e da investigação. 

Como há a possibilidade de elucidação de novas condutas delituosas a partir da chegada dos laudos periciais, imagens, geolocalização, oitivas de testemunhas e vítimas das agressões ou qualquer outra prova válida, Santos deixa em aberto a possibilidade de aditar a denúncia ou oferecer novas denúncias, caso sejam esclarecidos outros delitos.

Em outro ponto da cota, assim como fez nas ações penais já propostas ao STF em relação ao caso, Carlos Federico Santos explica por que não é possível denunciar os envolvidos também por terrorismo. 

Ele reproduz trechos da Lei 13.260/2016, aprovada pelo Congresso Nacional, frisando que o terrorismo deve ser caracterizado em condutas tomadas por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. 

“Não faz parte dos tipos penais o cometimento de crimes, por mais graves que possam ser, por razões políticas”, destaca, completando que não se fazem presentes nas condutas praticadas as elementares legais.

O subprocurador-geral deixa claro que não se trata de reduzir a gravidade dos fatos de 8 de janeiro de 2023, mas de respeitar a “garantia fundamental prevista no artigo 5º, inciso XXXIX, da Constituição da República”. 

Segundo o dispositivo, também expresso no Código Penal (artigo 1º) “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. De acordo com o MPF, trata-se “de direito individual de todos os cidadãos e contra o qual o Estado não pode avançar”.

Ainda na cota, o coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos explica por que o MPF não pode oferecer acordo de não persecução penal, previsto pelo Código de Processo Penal. Segundo ele, a incitação e a formação de associação criminosa – crimes atribuídos aos denunciados – tinham por objetivo a tomada violenta do Estado Democrático de Direito, por meio das Forças Armadas, o que é incompatível com a medida despenalizadora.

“Não pode o Ministério Público Federal transigir com bem jurídico de tamanha envergadura”, assinala, acrescentando que, ao contrário, o MPF continuará com os esforços para garantir a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Além disso, cita que o Código de Processo Penal veda o acordo de não persecução penal para conduta criminal habitual, aqui compreendida a associação criminosa, cujo caráter permanente e estável impede o benefício.

Pedidos – Além de pedir a condenação dos 150 pelos crimes de associação criminosa e incitação à animosidade das Forças Armadas contra os três Poderes, o MPF solicita que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização mínima, conforme prevê o Código de Processo Penal, “ao menos em razão dos danos morais coletivos evidenciados pela prática dos crimes imputados”.

O MPF também pede a continuidade das investigações, com oitiva de testemunhas, que devem ser ouvidas em blocos de 30. O pedido decorre do grande número de envolvidos e tem o propósito de agilizar os próximos passos.

Outras Notícias

Desembargador pede vistas e suspende julgamento do Cacique Marcos

Placar é de 1 a 0 pela condenação  Primeira Mão Um pedido de vistas interrompeu o julgamento do prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos, por abuso de poder econômico. Em junho deste ano, a Justiça Eleitoral de Pesqueira, no Agreste do estado, decidiu pela cassação dos mandatos do prefeito e da vice-prefeita, Cilene Martins de Lima, […]

Placar é de 1 a 0 pela condenação 

Primeira Mão

Um pedido de vistas interrompeu o julgamento do prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos, por abuso de poder econômico.

Em junho deste ano, a Justiça Eleitoral de Pesqueira, no Agreste do estado, decidiu pela cassação dos mandatos do prefeito e da vice-prefeita, Cilene Martins de Lima, por entender que houve irregularidades na condução da campanha eleitoral.

Tanto Marcos quanto Cilene recorreram da decisão, e o caso chega agora à instância regional, onde começou a ser analisado pelo pleno do TRE-PE.

O desembargador Paulo Machado Cordeiro, relator, votou para manutenção integral da condenação.

Mas o Desembargador Washington Luiis Macedo de Amorim pediu vistas depois de apresentar uma divergência preliminar.

Assim, os outros desembargadores como Fernando Cerqueira Norberto dos Santos vão aguardar o voto de vistas, sem prazo para retorno das vistas do processo. De toda forma, o trâmite na Justiça Eleitoral costuma ser mais célere. Resumindo, um a zero pela condenação e julgamento interrompido.

Presidente da Câmara de Tuparetama entra na onda das lives

Nesta sexta-feira, dia 5, às 19h, o Presidente da Câmara de vereadores de Tuparetama Danilo Augusto realiza uma live com o atual Secretário do Trabalho do Estado, Alberes Lopes, para debater o plano estadual de Convivência com a COVID 19 na área econômica. Participarão também da live o Gerente Regional do IPA Dêva Pessoa,os blogueiros […]

Nesta sexta-feira, dia 5, às 19h, o Presidente da Câmara de vereadores de Tuparetama Danilo Augusto realiza uma live com o atual Secretário do Trabalho do Estado, Alberes Lopes, para debater o plano estadual de Convivência com a COVID 19 na área econômica.

Participarão também da live o Gerente Regional do IPA Dêva Pessoa,os blogueiros Nill Junior, Marcelo Patriota e Tarcio Oliveira.

“A transmissão é aguardada por toda população em especial os comerciantes que estão na expectativa por novidades na flexibilização do funcionamento dos mesmos”, diz Danilo em nota. A transmissão será feita pelo Facebook de Deva Pessoa.

 

Tabira registra mais de 50 partos no Hospital Municipal desde a reabertura do bloco cirúrgico

O Hospital Municipal Dr. Luiz José da Silva Neto, em Tabira, voltou a realizar partos e cirurgias desde a reabertura do bloco cirúrgico, em fevereiro de 2025. A retomada dos serviços marca o retorno de procedimentos que estavam suspensos havia anos, como partos cesáreos e cirurgias gerais. Entre fevereiro e o início de outubro deste […]

O Hospital Municipal Dr. Luiz José da Silva Neto, em Tabira, voltou a realizar partos e cirurgias desde a reabertura do bloco cirúrgico, em fevereiro de 2025. A retomada dos serviços marca o retorno de procedimentos que estavam suspensos havia anos, como partos cesáreos e cirurgias gerais.

Entre fevereiro e o início de outubro deste ano, o hospital contabilizou 51 partos cesáreos, 5 partos normais, 85 cirurgias gerais e 540 pequenas cirurgias. O bloco cirúrgico funciona às sextas-feiras, com equipe médica formada por Josete Amaral, Antônio Jordão, Josemar Anjos e João Veras.

Com a reestruturação do serviço, gestantes que antes precisavam ser transferidas para outros municípios, como Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e Caruaru, voltaram a realizar seus partos em Tabira.

O prefeito Flávio Marques afirmou que o resultado reflete o esforço da gestão em fortalecer a rede pública de saúde. “Ver os filhos de Tabira voltando a nascer em sua terra é emocionante e nos mostra que estamos no caminho certo. Seguimos trabalhando para oferecer uma saúde cada vez mais humanizada, eficiente e acessível a todos os tabirenses”, declarou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que continuará investindo na ampliação e qualificação dos serviços, com foco na oferta regular de atendimentos e procedimentos cirúrgicos no município.

Douglas Rodrigues discorda de Vicentinho sobre Daniel: “não é ausente comigo”

Por André Luis Nesta terça-feira (27), o vereador Douglas Rodrigues (PSD) foi o entrevistado do programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú. Durante a conversa, o político abordou diversos temas, incluindo a desistência do presidente da Câmara de Vereadores, Rubinho do São João (PSD), em seguir na vida política, e o anúncio da migração […]

Por André Luis

Nesta terça-feira (27), o vereador Douglas Rodrigues (PSD) foi o entrevistado do programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú.

Durante a conversa, o político abordou diversos temas, incluindo a desistência do presidente da Câmara de Vereadores, Rubinho do São João (PSD), em seguir na vida política, e o anúncio da migração do PSD para o PSDB, partido da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Douglas, que participou ativamente da movimentação em torno da pré-candidatura de Rubinho do São João a vice-prefeito, explicou os motivos por trás da decisão do anúncio da migração do PSD para o PSDB. 

Segundo o vereador, a falta de representatividade do PSD no âmbito estadual e federal dificulta as chances de sucesso nas eleições municipais de 2024. Com a proposta feita pelo gerente de Articulação Regional da Casa Civil, Mário Viana Filho, a migração para o partido foi considerada uma estratégia de sobrevivência política no município.

“Eu hoje eu sou filiado ao PSD que é o partido do ministro da Pesca, André de Paula e eu comuniquei a ele que sairia do partido pela questão de ter se tornado no estado um partido nanico”, afirmou Douglas.

No entanto, o vereador ressaltou que sua lealdade ao prefeito Sandrinho é um fator determinante na escolha do partido. Caso não haja alinhamento com o chefe do Executivo municipal, Douglas afirmou que não poderá se filiar ao PSDB.

Durante a entrevista, também foi questionado a respeito do alinhamento entre o PSDB e o PSB, partido da governadora Raquel Lyra. O vereador esclareceu que apesar das diferenças entre os dois partidos, o prefeito Sandrinho possui um alinhamento com a governadora, o que justifica a escolha pelo PSDB.

“Veja só! A gente procura aqui uma sobrevivência no município na questão do mandato para vereador. Até então a gente entendia, e eu ainda entendo assim: mesmo sendo do PSB e sendo presidente do partido aqui no município, Sandrinho votou com Raquel Lyra, portanto, eles tem um certo alinhamento”, disse o vereador. 

Sobre a desistência de Rubinho do São João em seguir na vida política, Douglas Rodrigues revelou que a notícia emocionou vários colegas parlamentares. O vereador admitiu que levou algum tempo para entender e aceitar a decisão pessoal de Rubinho, mas afirmou respeitá-la.

Por fim, Douglas foi questionado sobre as declarações do vereador Vicentinho a respeito do vice-prefeito Daniel Valadares. Vicentinho havia afirmado que Daniel não estaria tendo um diálogo adequado com a Câmara de Vereadores, defendendo a importância de um vice que represente e dialogue com o parlamento. No entanto, Douglas discordou das afirmações de Vicentinho, destacando que ele próprio sempre teve um diálogo aberto com Daniel e que o vice-prefeito não é ausente quando solicitado.

“Eu posso falar por mim, não posso falar pelos demais porque cada um tem uma forma de ver, de analisar a política e de fazer o seu trabalho. Com relação a Daniel, eu nunca tive problema com ele na questão de ser ausente. Ele não é ausente comigo porque eu vou atrás”, afirmou Douglas.

Agricultor morre em acidente na PE-275 após colisão com animal solto na pista

Um agricultor morreu na noite deste sábado (12) após colidir com um animal na PE-275, nas proximidades da Casa de Turma, entre Tuparetama e o km 49 da rodovia, no sentido Jabitacá. A vítima foi identificada como Erivaldo Santos Pereira, conhecido como Nego Vaqueiro, de 40 anos. Ele completaria 41 anos no próximo dia 8 […]

Um agricultor morreu na noite deste sábado (12) após colidir com um animal na PE-275, nas proximidades da Casa de Turma, entre Tuparetama e o km 49 da rodovia, no sentido Jabitacá. A vítima foi identificada como Erivaldo Santos Pereira, conhecido como Nego Vaqueiro, de 40 anos. Ele completaria 41 anos no próximo dia 8 de agosto.

Segundo informações colhidas no local, Erivaldo pilotava uma motocicleta quando atingiu um boi solto na pista. Com o impacto, perdeu o controle do veículo e colidiu frontalmente com um carro que trafegava no sentido oposto. O motorista do automóvel, natural de Brejinho, também tentou desviar dos animais, mas acabou se chocando com a moto. Ele foi levado à Unidade Mista de Saúde de Tuparetama com escoriações. Seu nome não foi divulgado.

Equipes da Polícia Militar e do serviço de saúde de Tuparetama foram acionadas, mas Erivaldo não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ele morava no Sítio Manoino, município de Ingazeira, e era filho de Socorro, moradora da comunidade Caiçara.

Este não é o primeiro acidente registrado na região envolvendo animais soltos na rodovia. Em novembro de 2022, o policial militar da reserva Carlos Antônio Freitas morreu em situação semelhante. Em abril de 2023, o jovem Lucas Daniel, de 26 anos, também faleceu após colidir com um animal no mesmo trecho. Em setembro de 2021, o PM aposentado João do Amaro, conhecido como Joãozinho Soldado, morreu após atingir um cavalo próximo à Faculdade Vale do Pajeú, em São José do Egito.

Nas redes sociais, moradores voltaram a cobrar providências das autoridades e medidas para responsabilizar os proprietários de animais que circulam soltos nas rodovias da região. As informações são do blog do Marcello Patriota.