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Petrolina: Após ação do MPPE, entidade terapêutica tem direção destituída e Município nomeia interventor

Por André Luis

Junta médica do SAMU atendeu 14 mulheres da entidade terapêutica que sofreu intervenção

Após ação civil pública movida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Prefeitura de Petrolina nomeou interventor para gerir o Centro de Recuperação Evangélicos Livres para Servir (CRELPS), que teve a direção destituída. O local teve nesta terça-feira (17) sua total interdição, onde estiveram presentes Corpo de Bombeiros; da Polícia Militar (PM); MPPE, por meio das 3ª e 4ª Promotorias de Justiça da Cidadania de Petrolina (Saúde e Direitos Humanos); Secretarias de Assistência Social e de Saúde; Samu e assistência jurídica municipal.

A partir dessa intervenção, as equipes criadas pelo Município de Petrolina, com representantes da Saúde e da Assistência Social, irão fazer um diagnóstico dessas mulheres para ver como será feita essa desinstitucionalização.

Na ocasião, foram encontradas 59 internas, sendo 32 idosas e 27 mulheres com quadros de transtorno mental, a grande maioria com depressão, além de algumas dependentes químicas e alcoólicas. No local, cujo atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiro está sendo cassado, também foram encontradas diversas verduras e frutas em estado de putrefação; além de medicamentos armazenados sem as respectivas receitas.

As receitas que foram encontradas serão encaminhadas para a Delegacia de Polícia para investigação, uma vez que todas estão datadas do mesmo dia e com os mesmos medicamentos prescritos, que não foram localizados na inspeção nem foi dada informação de quem os ministrava.

Em razão disso, o MPPE solicitou ao Município de Petrolina, por meio de seu interventor, que fosse providenciado um psiquiatra, que, junto a uma médica do Samu, realizou atendimentos presenciais de 14 internas e as medicou. Foram realizadas ainda 27 escutas técnicas com psicólogos e assistentes sociais. Uma interna foi encaminhada para o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) para passar o período de 15 dias e depois voltar para o convívio familiar. Outras duas já foram desinstitucionalizadas.

“A única coisa que elas queriam era falar com a família. E quando os familiares entenderam que elas estavam no lugar errado, de pronto, foram buscá-las. Ao contrário do que se propagou, lá estava sendo tirada a liberdade dessas internas, todas foram ouvidas com muito cuidado e elencaram uma série de situações”, ressaltaram as Promotoras da 3ª e 4ª Promotorias de Justiça da Cidadania.

Familiares de algumas das internas também relataram terem sido procurados pela dona da instituição para pagamentos de valores de débitos inexistentes. “Muitas dessas mulheres podem ter sido lesadas no que diz respeito a empréstimos, a compras realizadas com os cartões delas. Vários foram apreendidos e já estão com a polícia para investigação”, informaram as Promotoras.

Há ainda a suspeita de trabalho escravo, uma vez que foi constatado que as funcionárias não possuíam qualquer contrato de trabalho e, na sua grande maioria, tratavam-se de internas que permaneceram no local. “Não há nenhum registro em carteira de trabalho, e os contratos que o interventor encontrou foram assinados em 2 de setembro deste ano, após as inspeções e interdições”, destacaram as Promotoras.

Com a assunção do interventor, o Ministério Público seguirá acompanhando o processo de desinstitucionalização das mulheres e idosas internadas, com vistas a assegurar suas dignidades no retorno ao convívio familiar.

Histórico: as Promotorias de Justiça relatam que as irregularidades identificadas no CRELPS não se resumem a problemas de índole estrutural ou sanitária, mas de condutas de maior gravidade, como o desvio da finalidade institucional, descompromisso com as normas técnicas de saúde, indiferença com o adequado tratamento das internas, restrição à liberdade e comprometimento da integridade física e psicológica das pacientes.

A fiscalização do CRELPS começou ainda em 2020, quando foi instaurado procedimento investigatório.

Desde então, o Ministério Público recebeu vários relatos de irregularidades, como internações involuntárias de idosas; convivência entre adolescentes e dependentes químicas, em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente; internação de pacientes com distúrbios mentais e permanência de pacientes por muitos anos, em total desacordo com o perfil da unidade.

Ao longo do inquérito civil, foram relatados casos de abusos e violências físicas e psicológicas nas dependências do CRELPS, como agressões físicas, injeções sedativas, trancafiamento de pacientes, corte do contato com familiares, retenção de objetos pessoais e falta de itens de higiene pessoal básica.

Outras faltas gravíssimas incluem a ausência de equipe profissional de saúde permanente, relatada pela Apevisa em inspeção ocorrida no mês de setembro de 2021; e a inexistência de um controle formal de medicação dispensada, visto que, segundo o relatório da Apevisa, na entidade “há estoque de medicamentos controlados sem a apresentação de registros de aquisição e receituários médicos”.

No mês seguinte, outubro de 2021, foi determinada pelas autoridades de saúde a primeira interdição parcial do CRELPS, com a proibição da entrada de novas pacientes.

Em novembro de 2022 a Vigilância Sanitária de Petrolina reforçou o alerta, ao atestar que o CRELPS punha em risco as pacientes alocadas na entidade.

Em 1º setembro de 2023, após constatar graves irregularidades, o MPPE emitiu uma Recomendação à Prefeitura de Petrolina para que fossem adotadas medidas para amparar mulheres atendidas pela entidade terapêutica. No dia 22 do mesmo mês, integrantes das Promotorias de Justiça de Petrolina e do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) e da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª vara Criminal de Petrolina na sede do Centro de Recuperação Evangélicos Livres para Servir (CRELPs) e nas residências dos investigados.

Outras Notícias

Testes na segunda etapa de Adutora e operação da ETA Tabira melhoram distribuição no Pajeú

Operações vão mudar mapa da distribuição. Veja como vai ficar: A segunda etapa da Adutora do Pajeú está em testes desde o dia 10 de dezembro, a partir da Adutora de Sertânia. Segundo Gileno Gomes e Ayla Freitas, da COMPESA, com esse incremento, serão atendidos Iguaracy, Afogados, Tabira, Carnaíba, Quixaba, Santa Terezinha, Itapetim, São José do […]

Operações vão mudar mapa da distribuição. Veja como vai ficar:

A segunda etapa da Adutora do Pajeú está em testes desde o dia 10 de dezembro, a partir da Adutora de Sertânia. Segundo Gileno Gomes e Ayla Freitas, da COMPESA, com esse incremento, serão atendidos Iguaracy, Afogados, Tabira, Carnaíba, Quixaba, Santa Terezinha, Itapetim, São José do Egito e Tuparetama.

Solidão e Brejinho vão ser atendidos numa segunda etapa. Solidão precisa de execução de um projeto para uma Adutora que vai para licitação. Já Brejinho tem previsão de contrato do DNOCS para um sistema do trevo de Itapetim até Brejinho. Depende da etapa que vai até a Paraíba.

Segundo Gileno, uma dotação orçamentária do DNOCS garantirá a continuidade dos trabalhos e captação definitiva vai ser na Barragem de Campos, Sertânia. Isso dará duas opções de captação, no canal e na Barragem.

Com a primeira etapa da Adutora, que atendia toda a região, no Pajeú ficarão apenas Serra Talhada, Calumbi e Flores, de onde sai um ramal para Princesa Isabel. Numa próxima etapa entrarão Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, que precisam de ramais, ainda em elaboração de projeto básico.

Tabira já está recebendo água com a ETA em fase de testes. Provavelmente será inaugurada oficialmente na primeira quinzena de janeiro com a presença do Governador Paulo Câmara. Isso dá folga  a Afogados da Ingazeira. Com isso as queixas tem diminuído, pelo “radiopajeúzômetro”, o monitoramento de queixas da Rádio Pajeú. Afogados ainda conta com a Barragem de Brotas e o sistema Zé Dantas, este último que abastece a cidade e ainda ajuda a Carnaíba, Itã e zona rural.

Sertão do Pajeú chega a 404 casos confirmados de Covid-19

Número de curas chega a 53,46%, dos casos confirmados. Por André Luis De acordo com os últimos boletins epidemiológicos divulgados no sábado (06.06), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, dezesseis, das dezessete cidades da região, tem casos confirmados de Covid-19. Juntas somam, 404 casos. Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam […]

Número de curas chega a 53,46%, dos casos confirmados.

Por André Luis

De acordo com os últimos boletins epidemiológicos divulgados no sábado (06.06), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, dezesseis, das dezessete cidades da região, tem casos confirmados de Covid-19. Juntas somam, 404 casos.

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada, que emitiu o último boletim na noite da sexta-feira (05), continua liderando o número de casos na região, com 177. Logo em seguida, com 54 casos confirmados, está São José do EgitoTabira chegou aos 45, Triunfo tem 25, Carnaíba tem 17, Afogados da Ingazeira chegou aos 16 casos, Itapetim 13, Tuparetama 12 e Brejinho 11 casos confirmados.

Abaixo dos dez casos confirmados, estão: Quixaba e Iguaracy com 8 casos cada, Flores 7, Santa Terezinha com 6 e Calumbi 3 casos. Fechando a lista, temos Santa Cruz da Baixa Verde e Ingazeira, com 1 caso cada.

Solidão segue sem nenhum registro de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus.

Mortes – A região soma 22 óbitos pela Covid-19. Até o momento, nove cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 5, Carnaíba 4, Triunfo 4, Quixaba 3, Tabira 2, Iguaracy, Itapetim, Tuparetama e São José do Egito com 1 óbito cada.

Recuperados – O Número de pacientes recuperados da Covid -19, na região do Pajeú, ultrapassou, pela primeira vez, os cinquenta por cento dos casos confirmados. Treze cidades da região somam agora 216 recuperados. O que corresponde a 53,46% dos casos confirmados.

O levantamento foi feito na manhã deste domingo (07.06), com os dados fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.

Afogados da Ingazeira divulga números da vacinação

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Afogados da Ingazeira através do PNI divulgou, nesta quarta-feira (10),  os números da vacinação contra a Covid-19 no município.  O boletim específico com os dados da vacinação em Afogados da Ingazeira cita que 434 pessoas já receberam às duas doses no nosso município. Nesta quarta-feira começou a vacinação […]

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Afogados da Ingazeira através do PNI divulgou, nesta quarta-feira (10),  os números da vacinação contra a Covid-19 no município. 

O boletim específico com os dados da vacinação em Afogados da Ingazeira cita que 434 pessoas já receberam às duas doses no nosso município. Nesta quarta-feira começou a vacinação da população entre 75 e 79 anos, priorizando, de acordo com as doses recebidas, os de maior idade. 

Eis os números – Trabalhadores da Saúde: primeira dose 612; 2ª dose 372; total 984; idosos Institucionalizados: 1ª dose 64; 2ª dose 62; total 126; idosos de 75 a 79 anos: 1ª dose 67; idosos de 80 a 84 anos: 1ª dose, 498; idosos com 85 anos e mais: 1ª 445. 

Doses aplicadas – 1ª dose, 1. 686; 2ª dose 434; total 2.120.

Três meses sem trabalhar, salário gordo, direito a faltas: como é bom ser vereador em Arcoverde

Como é bom ser vereador de Arcoverde. Segundo o blogueiro Dácio Rabelo, o recesso na Casa vai durar nada mais nada menos que 92 dias, duas vezes mais o período comum de férias de nós, mortais, durante este ano. A Casa está sem atividades desde o dia 30 de junho. Os vereadores só retornam  no primeiro […]

Câmara de Arcoverde vazia: recesso de 92 dias, salário de R$ 8 mil, mais assessores, bônus por cursos...
Câmara de Arcoverde vazia: recesso de 92 dias, salário de R$ 8 mil, mais assessores, bônus por cursos…

Como é bom ser vereador de Arcoverde. Segundo o blogueiro Dácio Rabelo, o recesso na Casa vai durar nada mais nada menos que 92 dias, duas vezes mais o período comum de férias de nós, mortais, durante este ano.

A Casa está sem atividades desde o dia 30 de junho. Os vereadores só retornam  no primeiro dia  de agosto. Durante esse intervalo de tempo, só sessões extraordinárias – que geralmente rendem um “extra” – poderão ser realizadas.

Somados os dias de recesso em julho, com o período de recesso que vai de 15 de dezembro à 15 de fevereiro de 2015, o Poder Legislativo de Arcoverde somará mais de três meses sem fazer nada. Isso sem considerar é apenas  uma sessão por semana quando estão em atividade. Muitos parlamentares costumam faltar em muitas sessões.

Em Arcoverde,o salário de cada vereador é de R$ 8.047,00 mensais. Cada um tem entre cinco e dez assessores  e diárias para cursos muitas vezes sem nenhum resultado prático de R$ 400,25.

Nem parte dos legisladores está confortável com isso. A vereadora Célia Cardoso (PR) acredita que a Câmara Municipal fica tempo demais parada. Ela pediu aos colegas para reduzir o período de recesso. “No entanto, a proposta nunca foi aceita ou debatida em plenário”, lamentou.