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Pernambuco terá dois parques solares no município de Flores

Por Nill Júnior
Fábrica da Jeep, em Goiana, está entre um dos potenciais compradores da energia solar gerada no estado. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Fábrica da Jeep, em Goiana, está entre um dos potenciais compradores da energia solar gerada no estado. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Do Diário de Pernambuco

Mais um passo foi dado para a instalação do cluster de energia solar em Pernambuco, com a assinatura, ontem, do segundo contrato de fornecimento do leilão de energia solar, entre o governo do estado e o consórcio Kroma Energia e Cone Concierge.

O contrato prevê a instalação de dois parques solares para a entrega de 52 megawatts (MW) no município de Flores, localizado no Sertão do Pajeú. O investimento de R$ 200 milhões será viabilizado por uma sociedade de propósito específico (SPE) e recursos do BNDES.

O consórcio se compromete com a utilização de até 60% de conteúdo local na montagem das usinas, através da vinda para o estado de três fabricantes estrangeiros de inversores e células fotovoltáicas. A expectativa é que o empreendimento comece a operar até abril de 2017.

Parte da energia gerada pelos dois parques solares será adquirida pelo governo do estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões, a ideia inicial é que o governo compre a energia para o suprimento dos órgãos públicos considerados consumidores intensivos de energia. Ele citou como exemplo: a Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa) e o Centro de Convenções.

Segundo Norões, o excedente de energia gerada pelos parques solares poderá ser comercializada no mercado livre de energia com outros consumidores. Ele acrescentou que as grandes indústrias instaladas no estado, entre elas a Jeep e a Unilever, poderão se transformar em potenciais compradores de energia solar para agregar práticas de sustentabilidade as suas plantas, com a utilização de energia limpa.

O investimento anunciado ontem pelo governo do estado é o segundo do primeiro leilão de energia solar realizado pelo governo do estado em dezembro de 2013 para a contratação de 122,82 megawatts de energia solar. O primeiro contrato no valor de R$ 43,8 milhões foi assinado em abril, com a empresa italiana Eneel Green Power, para a implantação de um parque de geração de energia solar com capacidade de produzir 11 megawatts (MW) no município de Tacaratu. O início da operação do parque de geração está previsto para novembro deste ano.

Outras Notícias

Coordenação Nacional do Garantia Safra ainda não definiu os municípios que receberão este mês

Anchieta Santos Os agricultores familiares seguem aguardando o anuncio dos municípios que serão contemplados este mês com o pagamento do Garantia Safra  2017/2018. Em março último, 185 municípios do Nordeste receberam. Destes, 32 foram pernambucanos. No sertão do Pajeú apenas Serra Talhada. O Secretário de Agricultura de Afogados da Ingazeira Ademar Oliveira informou à produção […]

Anchieta Santos

Os agricultores familiares seguem aguardando o anuncio dos municípios que serão contemplados este mês com o pagamento do Garantia Safra  2017/2018. Em março último, 185 municípios do Nordeste receberam. Destes, 32 foram pernambucanos. No sertão do Pajeú apenas Serra Talhada.

O Secretário de Agricultura de Afogados da Ingazeira Ademar Oliveira informou à produção dos Programas Rádio Vivo e Cidade Alerta que manteve ontem contato com a Coordenação Nacional e na oportunidade cobrou uma definição sobre os municípios que tiveram perda e se encaixam nos critérios de recebimento.

A resposta foi de que os dados do IBGE foram recebidos com atraso e por isso os municípios que entrarão na folha pagamento do mês de abril não foram ainda definidos pela Secretaria de Agricultura Familiar.

Saiba tudo sobre a empresa sertaneja que promete fim dos lixões

BPM terá Estações de Transbordo de Resíduos Sólidos em Triunfo e Iguaracy,  na divisa com Afogados. Nesta quinta, 9h15, todos os detalhes em rádios da região  A empresa BPM Serviços confirmou ao blog a criação de duas Estações de Transbordo de Resíduos Sólidos para atender cidades do Sertão do Pajeú,  com potencial para também atender […]

BPM terá Estações de Transbordo de Resíduos Sólidos em Triunfo e Iguaracy,  na divisa com Afogados. Nesta quinta, 9h15, todos os detalhes em rádios da região 

A empresa BPM Serviços confirmou ao blog a criação de duas Estações de Transbordo de Resíduos Sólidos para atender cidades do Sertão do Pajeú,  com potencial para também atender cidades do Moxotó e Sertão Central.

A ideia busca a solução para o maior calo da maioria das cidades do Pajeú e Moxotó: o destino do lixo, com os prazos do Ministério Público e Tribunal de Contas para o início do processo de tratamento e fim dos lixões.

Segundo o empresário Anchieta Mascena,  idealizador do projeto, as estações já estão na fase de execução, sediadas em Triunfo e na divisa de Afogados e Iguaracy.

A maior vantagem, além da solução definitiva para o fim de um problema ambiental e social,  é de economia,  pela proximidade com as estações.  Atualmente,  as poucas prefeituras que fazem tratamento do lixo tem que levar os resíduos sólidos a quilômetros de distância,  em cidades como Salgueiro ou Ibimirim. O projeto prevê ainda uma unidade de tratamento de recicláveis em Afogados, absorvendo a produção dos municípios e barateando a execução.

Entrevista: o empresário Anchieta Mascena dá detalhes do projeto, como início das atividades, licenciamento por órgãos ambientais, cidades que já pactuaram a iniciativa e impacto na região.

Será em entrevista nesta quinta, 9h15, nas rádios Pajeú,  Triunfo FM,  Serra Linda FM e Florescer FM, com cobertura dos blogs do Finfa e Nill Júnior, além do nosso Instagram e Facebook da Rádio Pajeú.  O programa tem ainda a participação dos prefeitos de Triunfo,  Luciano Bonfim e de Flores,  Marconi Santana.

“Eu jamais faria ou autorizaria qualquer prática como essa”, diz João Campos sobre ataques contra Raquel Lyra

Candidato do PSB negou participação de seu grupo político na produção dos panfletos apócrifos e voltou a cobrar investigação para identificar os responsáveis O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a se manifestar nesta segunda-feira (31) sobre os panfletos apócrifos com ataques à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e […]

Candidato do PSB negou participação de seu grupo político na produção dos panfletos apócrifos e voltou a cobrar investigação para identificar os responsáveis

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a se manifestar nesta segunda-feira (31) sobre os panfletos apócrifos com ataques à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e negou que o material tenha partido de seu grupo político.

“Eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. É inadmissível”, afirmou João durante entrevista.

Ao falar sobre o episódio, o candidato relembrou a morte do pai, Eduardo Campos, em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014, e comparou a experiência vivida pela própria família à perda de Fernando Lucena, marido de Raquel, que morreu após sofrer um infarto no dia do primeiro turno das eleições de 2022.

“Eu perdi meu pai em uma eleição. Foi o momento mais difícil da minha vida. A minha mãe é uma viúva. Eu sei a dor que a gente passou dentro de casa. Eu sei a dor de você perder quem você mais ama na vida”, declarou.

João afirmou que uma perda familiar não deve ser utilizada para obter vantagem eleitoral ou atacar adversários.

“Da mesma forma que a candidata Raquel perdeu o marido dela. Então, eu não admito, não é só como candidato, é como ser humano, que isso seja utilizado com fins eleitorais ou com fins de atacar qualquer pessoa”, disse.

O candidato também voltou a cobrar uma investigação das autoridades para descobrir quem produziu e espalhou o material.

“Eu só tenho uma certeza: quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso. E a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente”, afirmou.

Segundo João, Justiça, polícia, Justiça Eleitoral e Ministério Público precisam esclarecer a origem dos panfletos e identificar os responsáveis. O candidato também afirmou que pretende recorrer à Justiça contra quem atribuir a autoria do material ao seu grupo político.

Os panfletos começaram a circular nesse domingo (30), com acusações relacionadas à morte de Fernando Lucena. O material não possui identificação de autoria e, até o momento, não há informação comprovada sobre quem o produziu ou distribuiu.

Raquel Lyra registrou boletins de ocorrência nas polícias Federal e Civil. A Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos, também acionou o Ministério Público Eleitoral, negou participação no episódio e pediu investigação sobre a autoria, produção e divulgação do material.

Confira no vídeo publicado no Instagram do blog a declaração de João Campos.

 

vídeo: Márcio Didier Jornalismo

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Não é mimimi. Nossas mulheres estão morrendo, diz Risolene Lima

No mês que se comemora o dia internacional da mulher, Afogados da Ingazeira registrou um crime de feminicídio. A jovem Luana dos Santos Veras, 33 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido, Ivan Souza, 33 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. Após matar a ex-esposa e tentar matar o sobrinho dela, Ivan tentou […]

No mês que se comemora o dia internacional da mulher, Afogados da Ingazeira registrou um crime de feminicídio. A jovem Luana dos Santos Veras, 33 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido, Ivan Souza, 33 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. Após matar a ex-esposa e tentar matar o sobrinho dela, Ivan tentou contra a própria vida dando um tiro no ouvido. Ele segue internado na UTI do Hospital da Restauração.  O estado segue grave. 

O sobrinho de Luana, Liedson Hiago, 20 anos, saiu da UTI do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. Ele precisará fazer um procedimento para retirar um projétil do ombro.

O crime chocou toda a comunidade afogadense e abriu um importante debate. Qual a melhor forma para se evitar que este tipo de crime siga ocorrendo no nosso país? Luana tinha uma medida protetiva contra ao agressor. Por que esta ferramenta não foi o suficiente para protegê-la? Após o crime, o debate que tomou conta das redes sociais na cidade foi a utilidade e eficácia da Medida Protetiva.

O Brasil continua sendo um dos países onde mais se matam mulheres no mundo. Em Pernambuco, não é diferente: em 15 dias, temos a triste realidade de 13 mulheres assassinadas. 

Nesta segunda-feira (6), o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú conversou com a coordenadora da mulher de Afogados da Ingazeira, Risolene Lima, ela falou sobe o ódio às mulheres propagado em redes sociais por perfis masculinistas e a chamada ‘machosfera’.

Risolene também falou sobre os mecanismos de proteção às mulheres. Quais são e o que pode ser melhorado. Ainda falou sobre o caso, Luana. Ouça abaixo a íntegra da entrevista:

Bolsonaro muda Marco Civil da Internet para limitar remoção de posts

Tilt/UOL O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta segunda-feira (06.09) a medida provisória (MP) que altera o Marco Civil da Internet, lei que regula o uso da web no Brasil desde 2014. Com a mudança, os provedores, como Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e outras redes sociais, precisam seguir protocolos antes de remover contas, perfis […]

Tilt/UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta segunda-feira (06.09) a medida provisória (MP) que altera o Marco Civil da Internet, lei que regula o uso da web no Brasil desde 2014.

Com a mudança, os provedores, como Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e outras redes sociais, precisam seguir protocolos antes de remover contas, perfis e conteúdos. Ou seja: notificar o usuário, identificar a medida adotada, apresentar o motivo da moderação e informar sobre prazos, canais de comunicação e procedimentos para a contestação.

Fica proibido apagar posts ou excluir contas, total ou parcialmente, “exceto por justa causa” e “é vedada aos provedores de redes sociais a adoção de critérios de moderação ou limitação do alcance da divulgação de conteúdo que impliquem censura de ordem política, ideológica, científica, artística ou religiosa.”

A “justa causa” caracteriza-se apenas nas seguintes hipóteses: inadimplemento do usuário; contas criadas com o propósito de assumir ou simular identidade de terceiros para enganar o público, ressalvados o direito ao uso de nome social e à pseudonímia e o explícito ânimo humorístico ou paródico; contas preponderantemente geridas por qualquer programa para simular ou substituir atividades humanas na distribuição de conteúdo (bots).

Também: contas que ofertem produtos ou serviços que violem direitos de propriedade intelectual;
cumprimento de determinação judicial; conteúdo em desacordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nudez ou representações explícitas ou implícitas de atos sexuais; prática, apoio, promoção ou incitação de crimes contra a vida, pedofilia, terrorismo, tráfico, etc; apoio, recrutamento, promoção ou ajuda a organizações criminosas ou terroristas ou a seus atos.

Ainda: prática, apoio, promoção ou incitação de atos de ameaça ou violência, inclusive discriminação ou preconceito de raça, cor, sexo, etnia, religião ou orientação sexual; promoção, ensino, incentivo ou apologia à fabricação ou ao consumo, explícito ou implícito, de drogas ilícitas;
prática, apoio, promoção ou incitação de atos de violência contra animais; usar ou ensinar a roubar credenciais, invadir sistemas, comprometer dados pessoais ou causar danos a terceiros;
prática, apoio, promoção ou incitação de atos contra a segurança pública, defesa nacional ou segurança do Estado; usar ou ensinar a violar patente, marca registrada, direito autoral ou outros direitos de propriedade intelectual; infração às normas editadas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária referentes a conteúdo ou material publicitário ou propagandístico; disseminação de vírus ou malware comercialização de produtos impróprios ao consumo.

Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, a alteração “objetiva maior clareza quanto a políticas, procedimentos, medidas e instrumentos” para cancelamento ou suspensão de conteúdos e contas, exige “justa causa e motivação” e prevê direito de restituição do conteúdo, alegando liberdade de expressão.

A medida provisória foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e já está valendo —dura por 60 dias, prorrogável uma vez por igual período, e perde os efeitos se não for aprovada no Congresso.