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Pernambuco e Paraíba somam seis mortos, estragos e desabrigados após chuvas

Por Nill Júnior

Pernambuco e Paraíba contabilizam seis mortos, destruição e desabrigados após fortes chuvas que atingiram os dois estados ontem.

Em Pernambuco, quatro pessoas morreram, vítimas de dois deslizamentos diferentes. O primeiro deles foi no Alto da Bondade, em Olinda, que matou uma mulher de 21 anos e a filha dela, de seis meses. O segundo foi em Dois Unidos, na zona norte do Recife, que matou uma mulher que não teve a idade divulgada e o filho dela, de seis anos.

Cinco pessoas ficaram feridas em Pernambuco, todos eles na cidade de Olinda. Os estados de saúde delas não foram divulgados pelo governo estadual.

Na Paraíba, dois homens morreram em uma corrida na cidade de Guarabira. De acordo com a prefeitura, Washington Gonçalves de Souza, 41, e Antônio Felipe da Silva Júnior, 36, foram eletrocutados quando participavam de uma corrida. A suspeita é de que um fio eletrizado tenha entrado em contato com uma poça d’água. Chovia forte na hora do ocorrido.

Em Pernambuco, 1.096 pessoas estão desabrigadas e outras 1.094 ficaram desalojadas. As informações foram atualizadas por um balanço da Defesa Civil na manhã de hoje. O número de desalojados se refere àqueles que precisaram deixar as suas residências, mas podem voltar após as chuvas, já o número de desabrigados representa os que perderam as suas casas definitivamente.

Maioria dos desabrigados (671) está no Recife; Olinda (170) vem em segundo lugar, seguida de Goiana (146). Também há pessoas sem casas nas cidades de Camaragibe, Igarassu, Limoeiro, Paulista e Timbaúba.

Na Paraíba, 11 famílias ficaram desabrigadas por causa da chuva em João Pessoa. Elas foram encaminhadas a uma escola local, de acordo com o prefeito Léo Bezerra (PSB).

O estado teve menos vítimas, mas concentrou problemas estruturais, como estradas bloqueadas. Há trechos intransitáveis na PB-032; PB-054 e na BR-230, de acordo com o governo do estado.

A ponte que passa pelo trecho urbano de Ingá ficou parcialmente rompida após o transbordamento do rio que corta a cidade. O governador paraibano Lucas Ribeiro (PP) disse que decretou estado de calamidade pública ontem para “viabilizar intervenções rápidas” na região.

Em Pernambuco, a Região Metropolitana do Recife e a zona da Mata Norte, áreas mais atingidas, devem continuar com chuvas fortes nesta manhã. Segundo a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima), a previsão é de que a chuva diminua no começo da tarde.

Na Paraíba, as regiões do Litoral, Agreste e Brejo devem continuar com tempo instável. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), há precisão de chuvas de até 100 milímetros para a costa dos dois estados, com risco de ventos de até 100 km/h. O alerta é válido até as 23h59 de hoje.

Outras Notícias

Aécio Neves é reeleito para presidir o PSDB por mais dois anos

Do G1 Oito meses após ser derrotado na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (MG) foi reeleito neste domingo (5) por integrantes do PSDB para mais um mandato no comando do principal partido de oposição do país. Candidato único na eleição interna, o parlamentar tucano foi aclamado pelos colegas de sigla durante […]

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Do G1

Oito meses após ser derrotado na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (MG) foi reeleito neste domingo (5) por integrantes do PSDB para mais um mandato no comando do principal partido de oposição do país. Candidato único na eleição interna, o parlamentar tucano foi aclamado pelos colegas de sigla durante convenção nacional realizada em um hotel de Brasília.

Aécio assumiu o comando do PSDB em maio de 2013, antes de oficializar sua candidatura à Presidência da República nas eleições do ano passado. O novo mandato do tucano se estenderá até 2017, um ano antes da eleição presidencial.

Expoentes do PSDB, como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes (SP), prestigiaram o evento partidário que reconduziu Aécio. Além deles, centenas de militantes, parlamentares e dirigentes tucanos de todo o país lotaram o centro de convenções do hotel Royal Tulip, localizado a cerca de 500 metros de distância do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Mesmo depois da derrota nas urnas para a presidente Dilma Rousseff em 2014, Aécio se fortaleceu internamente no PSDB nos últimos meses diante da crise política e econômica enfrentada pelo governo petista.

A quatro anos das eleições, ele é considerado um dos potenciais candidatos do partido oposicionista para a sucessão de Dilma em 2018. Outros nomes lembrados pelos tucanos para a próxima disputa presidencial são os de Alckmin e Serra, que também já concorreram à Presidência.

Neste domingo, Aécio ingressou no auditório do centro de convenções, por volta das 11h30, acompanhado por FHC e Alckmin. No percurso até o palco, o presidente reeleito do PSDB foi assediado por militantes tucanos, que tentavam se aproximar dele para tirar selfies. Em coro, integrantes da ala jovem do PSDB saudaram o senador mineiro com palavras de ordem, como “A juventude já decidiu, Aécio Neves presidente do Brasil”.

Ao final dos discursos de parlamentares e governadores tucanos, de dirigentes de partidos oposicionistas e do ex-presidente FHC, Aécio foi anunciado oficialmente presidente reeleito do PSDB. Ao abrir seu discurso, ele fez uma homenagem a Fernando Henrique diante da militância, dizendo que o ex-presidente “inspira” os tucanos na tarefa de “conduzir o maior partido da oposição”.

Ao longo dos 31 minutos de discurso, o presidente reeleito do PSDB atacou a gestão da presidente Dilma, voltou a criticar a postura do PT durante a eleição do ano passado e insinuou que a petista corre o risco de não concluir seu mandato à frente do Executivo.

“Esse grupo político que aí está está caminhando a passos largos para a interrupção deste mandato. A verdade é que a presidente não governa mais. Ela perdeu o controle da máquina administrativa do Brasil. Terceirizou a condução do Brasil na economia e na política. O Brasil de hoje, com essas revelações diárias de corrupção, é incapaz de alimentar esperanças. Este não é o Brasil que queremos, o Brasil com o qual sonhamos”, discursou Aécio.

O tucano também fez críticas à condução da economia. “Neste ano, o mundo vai crescer em torno de 3,5%, os países emergentes, segundo o FMI, mais de 4%. E o Brasil? vai retroceder este ano 2%. Todo o resto do mundo cresce, enquanto nós andamos para trás”, disse. “Praticamos as taxas de juros mais altas do planeta. A produção da indústria se encontra no mesmo nível de 2008. São sete anos de competitividade que perdemos.”

 Aécio disse que o governo não consegue dar respostas à crise e chamou o ajuste fiscal proposto pelo Executivo como “de péssima qualidade”. “Para um país que precisa crescer, é inaceitável que investimentos públicos venham caindo e que gastos continuem intocados. “Temos em curso um ajuste sem reformas, e ajuste sem reforma só tem um nome: arrocho.”

Serra Talhada tem dois casos suspeitos de coronavirus

Exclusivo – atualizado às 13h45 As autoridades de saúde de Serra Talhada monitoram o caso de duas pessoas com suspeita de coronavirus. Inicialmente, chegou a circular a informação de que tratava-se de um casal, mas ela não foi confirmada oficialmente pela Secretaria de Saúde. A cidade ainda não tem a confirmação ou descarte das suspeitas […]

Exclusivo – atualizado às 13h45

As autoridades de saúde de Serra Talhada monitoram o caso de duas pessoas com suspeita de coronavirus. Inicialmente, chegou a circular a informação de que tratava-se de um casal, mas ela não foi confirmada oficialmente pela Secretaria de Saúde.

A cidade ainda não tem a confirmação ou descarte das suspeitas porque aguarda o exame para o diagnóstico. Isso depende de um kit para diagnóstico que ainda não teve distribuição em Serra. Não há detalhes sobre o estado de saúde de ambos. Mas estão sendo monitorados e em isolamento.

Uma autoridade de saúde de Serra Talhada disse que o caso ainda está sob investigação e observação. “A gente está fazendo esse levantamento de definição de possíveis casos”. Ele admite complexidade com o problema. “A gente está sobre um barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir”, disse.

Arcoverde: Siqueirinha nega ter se lançado candidato a prefeito

O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde,  Weverton Siqueira,  o Siqueirinha,  negou que seja candidato a prefeito em 2024. O nome de Siqueirinha circulou em grupos de WhatsApp da cidade, alguns dais quais o blog faz parte. “Fico feliz de ser lembrado como candidato a prefeito de Arcoverde em 2024. Mas não partiu de […]

O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde,  Weverton Siqueira,  o Siqueirinha,  negou que seja candidato a prefeito em 2024.

O nome de Siqueirinha circulou em grupos de WhatsApp da cidade, alguns dais quais o blog faz parte.

“Fico feliz de ser lembrado como candidato a prefeito de Arcoverde em 2024. Mas não partiu de nós o post que circula em grupos de WhatsApp. Hoje meu único foco é atuar com dedicação na Presidência da Câmara e dar o máximo pela população”, disse em uma rede social. Vamos em frente: Arcoverde não pode parar!

Siqueirinha já ocupou a função quando a justiça caçou temporariamente o diploma do prefeito Wellington Maciel.  Como presidente da Camara, foi gestor interino por um período.

Como presidente, enfrentou a oposição e impôs o projeto que garantiu sua reeleição, mesmo depois de um embate jurídico.  Hoje é o primeiro na linha sucessória de Wellington Maciel com a renúncia do Delegado Israel.

Aécio, “Mineirinho”; Kassab, ‘Kafta”. Mais codinomes revelados na delação da Odebrecht

O cruzamento das informações da proposta de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho com as planilhas angariadas pela Operação Lava Jato na investigação contra a empresa sugerem pagamento de R$ 15 milhões para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao menos R$ 2,5 milhões para o ministro de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD-SP). De acordo […]

imagesO cruzamento das informações da proposta de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho com as planilhas angariadas pela Operação Lava Jato na investigação contra a empresa sugerem pagamento de R$ 15 milhões para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao menos R$ 2,5 milhões para o ministro de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD-SP).

De acordo com o anexo encaminhado pelo ex-executivo à Procuradoria-Geral da República, “segundo informado pela empresa”, Aécio seria identificado no sistema interno de pagamentos indevidos como “Mineirinho” e Kassab como “Kafta”.

No pedido de busca e apreensão da Polícia Federal da 26ª fase da Lava Jato, a Xepa, Mineirinho é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014.

As entregas, registradas nas planilhas da secretária Maria Lúcia Tavares, do Setor de Operações Estruturadas – conhecido como o “departamento de propina” da Odebrecht – teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital mineira.

A quantia foi solicitada pelo diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais, Espírito Santo e Região Norte, Sérgio Neves, a Maria Lúcia, que fez delação e admitiu operar a “contabilidade paralela” da empresa a mando de seus superiores.

O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça. Segundo Melo Filho, Aécio ainda teria intermediado um pagamento de R$ 1 milhão para o senador José Agripino Maia (DEM), que ganhou os apelidos de “gripado” e “pino”.

Kassab

O codinome “Kafta” consta em relatório da Polícia Federal referente à 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé. Em planilha encontrada nesta fase, há registro de cinco pagamentos ao codinome “Kafta”, de R$ 500 mil cada, dois registrados no mês de outubro de 2014 e três em novembro de 2014.

A assessoria de imprensa do PSDB mineiro afirmou que R$ 15 milhões foi o total doado pela Odebrecht à campanha do PSDB em 2014, que o valor foi registrado no TSE e que Aécio desconhece supostas citações em planilhas da empresa. A assessoria de Kassab não se manifestou até a conclusão desta edição.

Agripino Maia afirmou que a delação de Melo Filho não provoca efeitos negativos para ele ou para o partido e que a doação ocorreu de forma voluntária.

Ministro do Turismo obteve recursos desviados da Petrobras, diz Janot

Em despacho enviado no fim de abril ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, atuou para receber recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o jornal, uma […]

henrique-eduardo-alves-abrEm despacho enviado no fim de abril ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, atuou para receber recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, uma parte do dinheiro do esquema investigado na Operação Lava Jato teria sido utilizado para abastecer a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte nas últimas eleições, em 2014. Na ocasião, Alves foi derrotado.

Janot afirmou ainda que a negociação também envolveu o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Cunha e Alves teriam atuado para beneficiar empreiteiras no Congresso Nacional em troca de doações.

Ainda segundo Janot, “houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS […] Tais montantes (ou, ao menos, partes deles), por outro lado, adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava Jato”.

Henrique Eduardo Alves foi ministro do Turismo na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff e agora novamente no governo Temer.

O processo se encontra oculto e, portanto, não é possível saber se houve decisão do STF pela abertura do inquérito. As suspeitas são de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O pedido de inquérito cita ainda outros nomes fortes do governo Temer, inclusive o próprio presidente em exercício, e ainda o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, e Moreira Franco, secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimento.

A Procuradoria-Geral da República baseia a investigação em mensagens apreendidas no celular de Léo Pinheiro.

Em nota, o ministro Henrique Alves afirmou que todas as doações recebidas em 2014 foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.