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Paulo defende “grande entendimento” nacional

Por Nill Júnior

PAULO-CAMARA

O governador Paulo Câmara voltou a defender hoje (02.09.2015), em entrevista ao jornalista Milton Jung, da CBN Nacional, “um grande entendimento em favor do Brasil”, como forma de o País superar a crise política e a crise econômica. “Porque o momento exige que a gente trabalhe muito. Não interessa a ninguém a situação em que o Brasil está hoje”, alertou.

Para Paulo, é uma situação que preocupa principalmente pela instabilidade e pela ausência de confiança. “A gente não está com políticas efetivas que mostrem uma luz no fim do túnel. Esse momento de incertezas, de insegurança, é o que realmente preocupa muito os governadores e, principalmente, a população nordestina”.

A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE PAULO CÂMARA

1- Qual é o impacto da crise econômica nos estados do Nordeste?

PAULO CÂMARA – Milton, o impacto é muito grande. O Nordeste tem sido uma região que, nos últimos oito anos vinha crescendo mais do que o Brasil, gerando emprego e renda. Em 2014, o Nordeste foi a região que menos sofreu com a crise. Só que nesses primeiros meses de 2015, em virtude da crise, estamos sofrendo de maneira mais efetiva essa desaceleração e a recessão, que atingiu principalmente o emprego. Para você ter uma ideia, nos primeiros setes meses do ano, cerca de 500 mil empregos formais desapareceram no País e o Nordeste foi responsável por quase 200 mil. Então, é uma questão que nos preocupa demais. Uma região pobre,  uma região desigual; uma região que tem 28% da população e representa cerca de 14% do PIB. O Nordeste  vinha em um processo de recuperação, mas em 2015 tem sido um ano desafiador, por causa do desemprego, por causa da recessão. Nós estamos também com um crescimento industrial negativo; que é o que mais nos preocupa, quando vamos para série histórica, estamos com desemprego na área do comércio e, principalmente, nos serviços, que é o grande responsável pelo PIB nordestino. Então, é realmente uma situação que nos preocupa principalmente pela instabilidade e pela ausência de confiança. A gente não está com políticas efetivas que mostrem uma luz no fim do túnel. Esse momento de incertezas, de insegurança é o que realmente preocupa muito, tanto os governadores, mas principalmente a população nordestina.

2 – Há também uma ausência de liderança no País, nesse momento, que prejudica a saída dessa crise?

PAULO CÂMARA – A questão da crise, a questão da confiança realmente  são os fundamentos que precisam ser mais trabalhados. Confiança se passa com regras claras, com planejamento, com um olhar para o futuro. O que é que vamos fazer, o que é que vai acontecer. Nós não temos previsibilidade nas nossas políticas, todos os dias tem uma novidade ou uma notícia que é desmentida no outro; são questões que vão e que voltam e que não têm contribuído para o debate. Precisamos de um planejamento mais consistente, de uma política que olhe o curto, o médio e o longo prazo, que dê previsibilidade e dê tranquilidade para os investidores, para saberem que  podem investir que não vai ter mudança ao longo do caminho. E isso se transmite na confiança e na expectativa, e isso, realmente, nos remete à necessidade de um entendimento nacional, envolvendo todos os atores. Envolve a liderança da União, envolve a participação do Estados,  dos Municípios, do setor empresarial, da sociedade civil organizada, da necessidade de um grande entendimento em favor do Brasil, porque o momento exige que a gente trabalhe muito. Não interessa a ninguém a situação em que o Brasil está hoje. De recessão, com uma projeção de recessão em 2016 também. Se nós pegarmos a série histórica,  vamos ver que isso só aconteceu em 1930 e em 1931, um momento totalmente diferente da realidade que nós vivemos hoje. Então, essas são questões fundamentais que nós precisam ser trabalhadas com rapidez.

3 – Esse entendimento passa pelo fortalecimento do papel da presidente Dilma Rousseff no cargo ou  o que nós temos assistido, de várias críticas,inclusive alguns movimentos pedindo o impeachment da presidente, é um caminho que tende a se desenvolver ainda mais?

PAULO CÂMARA – A presidente foi eleita. Ela tem um mandato a cumprir. Ela tem compromissos e tem uma série de ações que o Governo Federal precisa retomar e precisar dar continuidade, muitas delas com mais celeridade. E isso, enseja, de todos nós, buscarmos o entendimento e fortalecer as instituições, para que elas funcionem em favor da população, que elas funcionem levando o serviço público. Momento de crise é também momento de repensar o funcionamento das instituições, de priorização dos serviços essenciais. De buscar fazer mais com menos. Então, isso tudo exige, realmente, uma capacidade de articulação, planejamento, uma capacidade de liderança, de colocar a confiança para a população. A população precisa sentir, os investidores precisam sentir que as políticas públicas vão ser cumpridas; que o que está devidamente pactuado tem previsibilidade, tem regras claras e não vai haver mudança. Isso é fundamental. É necessário, realmente, que haja por parte de todos os entes o compromisso com o Brasil, o compromisso com a retomada da transparência, a retomada dos investimentos.

4 – Fiquei na dúvida com relação ao seguinte: Esta retomada do crescimento, essa confiança passa pelo fortalecimento, então, da imagem da presidente, seria um fato dos governadores, por exemplo, buscar um apoio à presidente, ou não?

PAULO CÂMARA – A questão não é a presidente. A questão é o Governo Federal transmitir e fazer políticas que tenham previsibilidade e que possam nos dar um norte; possam dizer exatamente o que vai acontecer em 2016. Qual é a regra do jogo. Como fazer. Quais são os investimentos que não vão ter contingenciamento de recursos, quais são as linhas de crédito que vão ser dadas aos Estados e Municípios para que eles possam também contribuir para o investimento. A questão é de apoiar a instituição, porque o Governo Federal é um elemento essencial para a retomada do crescimento do nosso país.

5 – Diante da dificuldade dos Estados, a ideia de recriar a CPMF partilhada entre Estados, Municípios e União, ela  é bem-vinda para o senhor, governador?

PAULO CÂMARA – Esse debate da CPMF, eu já tinha colocado desde quando foi apresentada a ideia pela primeira vez,  que aumento de carga tributária é sempre complicado, porque a gente já tem uma carga tributária muito alta. Ela precisaria vim com um ajuste no sistema como um todo. Antes de criar algum tipo de contribuição, algum tipo de imposto, é preciso também aperfeiçoar outros, para que eles possam ter a devida adequação a esse possível novo incremento de receita por outros mecanismos. Só que a CPMF já nasceu sem ter nenhum viés. Eu não conheci a proposta. Nós fomos chamados para uma reunião onde não foram apresentados os detalhes, e, no outro dia, já foi descartada a criação da CPMF. Então, foi uma discussão que, no meu entendimento, não surgiu com consistência. Isso é ruim também. Deveriam ter pensado nisso mostrando todos os efeitos, como ele iria funcionar e para quê serviria. Todos nós sabemos que a saúde é problema, o maior para todos os estados. E uma solução para a Saúde precisa ser trabalhada. Agora, para trabalhar uma solução tem que iniciar uma discussão de como enfrentar a questão da saúde. E, a partir desse enfrentamento da questão da Saúde, poder, de fato, enfrentar e não apenas soltar uma ideia no ar sem ter como seguir com ela.

6 – Mas é algo que o senhor proporia para discussão, quando se trata da questão do Orçamento, que é apresentado, inclusive, com déficit? Seu partido levaria essa possibilidade da CPMF ou eliminaria já essa discussão?

PAULO CÂMARA – Nós precisamos criar mecanismos para o financiamento da saúde, se ele viria com a CPMF ou qualquer outro tipo de imposto ou contribuição, isso precisamos discutir. Agora, não se dá para criar imposto ou contribuição hoje no país sem aperfeiçoar o sistema, sem diminuir a alíquota de outros impostos ou até eliminar algum tipo de contribuição que não é boa para os setor produtivo. Isso é uma discussão maior. Às vezes você pode diminuir uma alíquota e trazer ganhos de receita, pela melhoria do funcionamento do sistema. É isso que precisa ser trabalhado. O aumento de um determinado setor e a diminuição de outros são coisas que precisam ser vistas e estudadas. Isso pode contribuir para o Brasil, sem necessariamente aumentar a carga tributária, mas gerando receita adicional.

7 – O senhor recentemente anunciou, na semana passada ainda, no Estado de Pernambuco, um corte de mais de R$ 600 milhões dos gastos do Estado, dos gastos da máquina pública. Agora, quem tem olhado as contas do Estado tem percebido que a arrecadação tem caído muito fortemente e o senhor inclusive já disse isso, e as despesas com pessoal seguem crescendo, será um segundo semestre difícil. Algum risco de se repetir em Pernambuco o que acontece no Rio Grande do Sul, que não tem dinheiro nem para pagar o salário dos servidores?

PAULO CÂMARA – Bom, Milton, se você pegar qualquer previsão que ocorreu no final de 2014 para 2015, nem os mais pessimistas colocavam a situação que nós estamos vivendo hoje. No caso de Pernambuco, especificamente,  nós, por toda a série histórica, desde a estabilidade econômica, a partir de 95, nós nunca tivemos um ano no qual o crescimento da receita não tenha coberto o aumento da inflação. E hoje, nós estamos tendo um crescimento de receita da ordem de 4,5%. Ou seja, não cobre nem a inflação que está em torno de 8%. Então, isso nos fez fazer ajustes, ajustes muito duros. Ajustes que ensejam cortes em todas as áreas do Governo. Estou indo agora para o segundo momento do nosso ajuste, que é, justamente, analisar os serviços que estão em funcionamento. Vamos ter que adequar eles à situação financeira para garantir o pagamento dos salários. Não há risco de Pernambuco atrasar salários, mas nós já estamos com alguma dificuldade com alguns fornecedores, até pelo fluxo de caixa. Os meses de julho, agosto e setembro são meses ruins de receita. Nós só vamos regularizar o pagamento dos fornecedores a partir do mês de outubro. Vamos fechar 2015 equilibrado, mas muito preocupado com 2016. Porque se 2016 repetir esse mesmo cenário econômico de 2015, nós vamos ter um ano, realmente, onde pode acontecer muita coisa que nós não queremos. Muitos ajustes, muito mais duros, e, aí, sim,  pode afetar a qualidade dos serviços oferecidos  à  população. Isso é uma discussão que eu espero que não precisemos  fazer em 2016. Que em 2016 haja realmente condições de melhoria no cenário econômico, no cenário fiscal. Todos os ajustes necessários nós estamos fazendo. Nós, infelizmente, não pudemos dar aumento salarial esse ano para o nosso funcionalismo. Estamos traçando uma estratégia de equilíbrio, porque nós não vamos superar as dificuldades do ano de 2015 e as previsões de 2016 se nós não tivermos o equilíbrio. O equilíbrio é o número 1 de todo o nosso trabalho.

Outras Notícias

Ministério aciona Anac após cancelamentos de voos às vésperas do segundo turno das eleições

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo […]

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo do dia.

Em comunicado divulgado pela manhã, o ministério informou que três decolagens haviam sido canceladas por motivos operacionais, segundo informações prestadas pelas empresas responsáveis. Os passageiros teriam sido reacomodados em outras aeronaves.

Posteriormente, a Anac informou a identificação de quatro cancelamentos de voos com destino ao Nordeste entre sábado (24) e domingo (25). As ocorrências envolveram as companhias Gol, Azul e Latam.

Entre os voos afetados estão uma ligação entre Porto Alegre e Salvador, duas operações da Azul com destino ao Recife, partindo de Brasília e Maceió, e um voo da Latam entre Guarulhos e Maceió.

De acordo com a agência reguladora, as ocorrências estão dentro dos padrões habituais da aviação comercial. A Anac afirmou não ter identificado anormalidades no funcionamento da malha aérea nacional.

Diante da repercussão dos cancelamentos, a agência encaminhou, às 8h50 deste domingo, ofícios às três companhias solicitando informações urgentes sobre as providências adotadas para a reacomodação dos passageiros.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que a estrutura aeroportuária brasileira dispõe de condições para manter as operações regulares durante o processo eleitoral. Segundo a pasta, mais de 3 mil decolagens são realizadas diariamente no país.

O governo federal afirmou que continuará acompanhando a movimentação nos aeroportos para identificar eventuais problemas e cobrar medidas que permitam o deslocamento dos eleitores.

Até a atualização divulgada pela Anac, não havia indicação de cancelamentos fora da normalidade operacional nem comprovação de que as suspensões tivessem motivação eleitoral.

Fonte: Diário de Pernambuco

Foto: Reprodução

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Fachin vota em Brasília e defende respeito à vontade popular no segundo turno das eleições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Após registrar seu voto, o magistrado destacou a importância da participação popular e defendeu o respeito ao resultado das urnas. Fachin chegou por volta das 11h ao Centro de Ensino […]

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Após registrar seu voto, o magistrado destacou a importância da participação popular e defendeu o respeito ao resultado das urnas.

Fachin chegou por volta das 11h ao Centro de Ensino Fundamental 214 Sul, na Asa Sul da capital federal, acompanhado da esposa, Rosana Fachin. O ministro conversou com jornalistas e ressaltou que a escolha dos representantes políticos deve refletir a vontade dos eleitores.

Em sua declaração, o presidente do STF lembrou que a autoridade dos governantes tem origem na soberania popular e que as decisões tomadas nas urnas devem ser respeitadas pelas instituições.

O magistrado também destacou a atuação da Justiça Eleitoral na organização do pleito, elogiando a segurança, a transparência e a condução dos procedimentos de votação em todo o país.

Fachin agradeceu o trabalho dos mesários, presidentes de seção, juízes e demais profissionais envolvidos na realização das eleições. Segundo ele, esses trabalhadores desempenham uma função essencial para assegurar o exercício do voto.

O presidente do Supremo fez ainda uma referência aos eleitores que comparecem voluntariamente às urnas, especialmente jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

Ao comentar o encerramento do processo eleitoral, Fachin afirmou que o próximo presidente terá responsabilidades constitucionais a cumprir a partir do resultado da votação.

“Portanto, a eleição e o segundo turno terminam hoje, e isso significa que, a partir de amanhã, os desafios aguardam os escolhidos”, declarou.

O segundo turno deste domingo define a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A votação ocorre até as 17h, pelo horário de Brasília, quando terá início a divulgação dos resultados.

Fonte: O Globo
Foto: Bernardo Lima

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“Vitória de Lula será construída voto a voto”, afirma Humberto Costa após votar no Recife

O senador reeleito por Pernambuco, Humberto Costa (PT), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Após participar da votação do segundo turno das eleições presidenciais, o parlamentar manifestou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a […]

O senador reeleito por Pernambuco, Humberto Costa (PT), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Após participar da votação do segundo turno das eleições presidenciais, o parlamentar manifestou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).

Humberto chegou ao local de votação por volta das 10h. Ao comentar a campanha do segundo turno, destacou a mobilização dos apoiadores de Lula nas últimas semanas e afirmou acreditar que o trabalho realizado poderá influenciar o resultado das urnas.

“O povo brasileiro sabe o que está em jogo. Rodamos muito, conversamos com as pessoas, e o que a gente sente nas ruas é que o Brasil quer seguir avançando”, declarou o senador.

Humberto também afirmou estar confiante em uma vitória do presidente, que busca mais um mandato no Palácio do Planalto. Segundo ele, o comparecimento dos eleitores será decisivo para o resultado da disputa.

“Hoje, o povo vai às urnas para garantir a continuidade do trabalho do presidente Lula, e a vitória vai ser construída voto a voto. Eu tenho certeza de que nós vamos vencer esta eleição”, acrescentou.

O parlamentar também projetou uma votação expressiva para Lula em Pernambuco, estado onde o presidente conta com o apoio de lideranças do PT e de partidos aliados.

Após votar no Recife, Humberto Costa segue para São Paulo, onde deverá acompanhar a apuração dos votos ao lado do presidente Lula e de integrantes de sua campanha.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Foto: Ilana Costa

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Líder do governo no Senado, Teresa Leitão vota em Olinda e destaca defesa da democracia e da soberania nacional

A senadora por Pernambuco e líder do governo Lula no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), votou neste domingo (25), em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na ocasião, a parlamentar destacou a importância da soberania nacional, da democracia e das políticas públicas no debate eleitoral. Aliada […]

A senadora por Pernambuco e líder do governo Lula no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), votou neste domingo (25), em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na ocasião, a parlamentar destacou a importância da soberania nacional, da democracia e das políticas públicas no debate eleitoral.

Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL), Teresa tem participado das mobilizações políticas em defesa da continuidade do atual governo federal.

No sábado (24), a parlamentar esteve em uma carreata de apoio a Lula em Olinda, ao lado de outros representantes do PT e de partidos aliados. A mobilização percorreu bairros como Bairro Novo, Casa Caiada, Rio Doce e Jardim Atlântico, com encerramento no Largo do Amparo.

Teresa Leitão assumiu a liderança do governo no Senado em junho deste ano, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA). Desde então, passou a atuar na articulação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, incluindo mudanças na jornada de trabalho e medidas relacionadas à segurança pública.

Primeira mulher eleita para representar Pernambuco no Senado Federal, Teresa também tem atuação política ligada à educação, aos direitos sociais e à participação feminina nos espaços de poder.

Fonte: Blog do Mário Flávio

Foto: Reprodução

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Eleições 2026: primeiros resultados no exterior mostram vantagem de Lula na Oceania e em parte da Ásia; Flávio Bolsonaro vence no Japão e na Tailândia

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no exterior, divulgados neste domingo (25), mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em países como Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. O candidato do PL, por sua vez, registra ampla vantagem no […]

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no exterior, divulgados neste domingo (25), mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em países como Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. O candidato do PL, por sua vez, registra ampla vantagem no Japão e também aparece à frente em outras localidades asiáticas.

Os números foram obtidos a partir dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a votação já terminou em parte da Ásia e da Oceania, devido à diferença de fuso horário, os resultados dessas seções começaram a ser conhecidos ainda durante a madrugada no Brasil.

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, o equivalente a 80,54% dos votos válidos, contra 101 votos (19,46%) de Flávio Bolsonaro. Na Austrália, o petista também ficou à frente, com 6.017 votos, enquanto o adversário somou 3.465.

Na Coreia do Sul, Lula alcançou 148 votos (64,35%), contra 82 (35,65%) de Flávio. Em Singapura, o presidente recebeu 213 votos, diante de 121 do candidato do PL.

O Japão apresenta o cenário oposto. Flávio Bolsonaro conquistou 28.538 votos (80,08%) nos boletins inicialmente contabilizados, enquanto Lula recebeu 7.098 (19,92%). O candidato do PL também ficou à frente nas Filipinas, com 39 votos contra 27, e na Tailândia, com 60 contra 56.

Na Malásia, a diferença foi pequena: Flávio recebeu 44 votos, enquanto Lula obteve 41, segundo um dos levantamentos dos boletins eleitorais.

Os dados também mostram diferenças importantes no tamanho do eleitorado de cada país. A votação japonesa, por exemplo, tem peso muito maior na soma dos votos do exterior do que os resultados registrados em países com poucas dezenas ou centenas de eleitores.

Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo o TSE. A votação no exterior é organizada pela Justiça Eleitoral brasileira, com a participação do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e do Ministério das Relações Exteriores.

Os resultados conhecidos até o momento são parciais e não representam a totalização oficial da eleição. A divulgação consolidada pelo TSE está prevista para depois das 17h, horário de Brasília, quando termina a votação em território nacional.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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