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Paulo Câmara: “Não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”

Por Nill Júnior

paulo-Camara

Do Jornal do Commercio

Perto de finalizar o primeiro ano como governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) culpou a crise econômica por problemas em áreas estratégicas de sua gestão, como Saúde e Segurança. “Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”, sintetizou na entrevista concedida aos repórteres Felipe Viera, de Cidades, e Franco Benites, de Política. O socialista também cobrou mais diálogo por parte do governo federal e enfatizou que é necessário um esforço nacional para combater o mosquisto Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunha e zika vírus, esse último associado a inúmeros casos de microcefalia.

JORNAL DO COMMERCIO: Pernambuco hoje está melhor do que como o senhor recebeu?
PAULO CÂMARA: Em termos fiscais, a gente vai terminar o ano melhor do que começamos 2015. Agora, não dá para dizer que está melhor tendo 70 mil desempregados como ocorreu este ano, tendo um PIB que até o terceiro trimestre está decrescendo dois pontos percentuais, com o País nesta confusão que está, sem a população acreditar e ter expectativa de futuro positiva, sem saber como vão estar funcionando as instituições em 2016, ou seja, com a falta de previsibilidade total. Tivemos um ano muito difícil pela falta de previsibilidade. Todas as previsões, todo o planejamento que foi feito em 2014 esbarrou nessa crise econômica sem precedentes que conjugou com a crise política que fazia muito tempo que não se via. Essa conjunção está sendo explosiva e fazendo muito mal ao País.

JORNAL DO COMMERCIO: Quais as principais dificuldades financeiras que o Estado teve?
PAULO CÂMARA: A gente começou o ano com uma projeção. Tivemos que rever com o carro andando, ajustar o nosso orçamento como todos os brasileiros tiveram que ajustar seus salários à nova realidade brasileira com inflação. O ICMS foi a grande frustração nossa. o ICMS nunca cresceu menos que a inflação nos últimos 20 anos. Só isso, o fato de não cobrir a inflação, já dá uma perda de R$ 900 milhões. Também houve uma baixa brutal nos convênios, muitos deles em parceria com o governo federal, e o item que mais caiu foram as próprias operações de crédito. Tivemos uma queda de R$ 86 milhões que afetou de maneira muito clara o investimento do Estado. Tínhamos o projeto de investir R$ 1 bilhão e, até novembro, investimos R$ 1,058 bi. Devemos fechar o ano com 1,1 bi. Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível.

JORNAL DO COMMERCIO: Qual o maior desafio que o senhor deve enfrentar em 2016?
PAULO CÂMARA: O desafio é realmente oferecer serviços públicos dentro das estruturas que a gente tem e que atendam cada vez melhor, que possam dar resultado, que as pessoas vão a um posto de saúde e saibam que vão ser atendidas, que elas possam saber que o número de homicídios vai se reduzir. Esse é um desafio. A gente precisa reduzir o número de homicídios para o próximo ano. Para isso, a gente tem que fazer políticas preventivas, de combate às drogas, de desarmamento, políticas de prevenção para diminuirmos o número de crimes de proximidade, crimes banais, que são frutos de uma perda de cabeça momentânea. São desafios que não são diferentes do que tivemos em 2015. O desafio maior é o Brasil voltar a crescer, a funcionar. Isso vai nos dar possibilidade de também planejar de outra forma, de seguir outro caminho. A meta em 2016 é melhorar a qualidade do serviço oferecido.

JORNAL DO COMMERCIO: Em seu primeiro ano como governador o senhor carrega alguma frustração?
PAULO CÂMARA: A frustração que sinto é não poder contar com aquilo que a gente esperava minimamente. Principalmente no âmbito das receitas. Justamente, no primeiro ano de nosso governo estarmos enfrentando a maior crise econômica que os Estados da federação e os municípios enfrentaram pelo menos nos últimos 20 anos. Converso com os governadores. Alguns iguais a mim, começaram agora, outros foram reeleitos e outros já foram governadores e voltaram agora. Todos são unânimes em dizer que foi o ano mais difícil de se governar os seus Estados. A gente sabe que podia ter feito muito mais se a situação política e econômica tivesse com um mínimo de normalidade. Temos um programa de governo bem pensado, bem embasado, que dialoga com o futuro, que dialoga com a necessidade de Pernambuco e que está hoje sem poder avançar como a gente gostaria em virtude dessas frustrações. Tem a frustruação da Saúde. Com a crise, houve uma demanda de serviços, os municípios fecharam postos de saúde. Sei onde tenho que ampliar, o que tenho que fazer, nossas unidades estão praticamente prontas e poderiam estar funcionando como as UPAes e eu não posso colocar porquê? Preciso da garantia que a federação vai me passar recursos, que os serviços vão ser credenciados no SUS e essa garantia não está sendo dada. Quando abro uma UPAe o município tem que dar sua contrapartida também e o município não tem condições. Isso é uma frustração saber que a gente pode avançar no serviço de saúde e não tem como. Na segurança, a frustração é saber que a gente precisa contratar mais policiais militares e civis e  não posso fazer. O concurso até que eu vou fazer, mas não vou poder contratar de imediato a quantidade de pessoas que gostaria porque estamos sem espaço fiscal para isso. Essas frustrações existem porque temos um planejamento bem-feito, sabemos onde devemos atacar, sabemos o foco dos desafios e estamos com a mão atada por falta de recursos.

JORNAL DO COMMERCIO: O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) atrapalhou a sua gestão?
PAULO CÂMARA: A situação econômica e política do País atrapalhou todas as gestões, não foi só a minha não. Atrapalhou os municípios, os Estados. Ficamos sem resolução de muitos desafios que foram colocados à mesa ao longo deste ano e ainda estamos sem porta de saída. A situação política do País qual é? Um processo de impeachment aberto, que não tem prazo de início e de finalização, conduzido por uma pessoa que não tem legitimidade para conduzir. Ou seja, qualquer resultado que der o processo de impeachment vai ser questionado pela forma de condução, se for essa pessoa (o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro) que vai conduzir o processo. Está todo mundo esperando para ver o que vai acontecer, investidores principalmente, e o Brasil parado. Até quando parado? Em plena democracia, a gente está com tantos empecilhos de funcionamento das instituições. É justamente o que Eduardo Campos dizia: o estado do controle está funcioando, mas o estado do fazer não está funcionando. As instituições do fazer, tanto o Executivo quanto o Legislativo, estão sendo colocadas em xeque sem previsibilidade de saída.

JORNAL DO COMMERCIO: Diante da crise econômica, o senhor pensa em promover um corte de secretarias como foi cogitado anteriormente? 
PAULO CÂMARA: Estamos sempre nos adaptamos. Quando iniciei o governo, peguei uma estrutura razoavelmente enxugada por Eduardo, estruturada, com diminuição de cargos comissionados, do número de secretarias. Pernambuco hoje, pode fazer esta pesquisa, é o Estado que deve ter menos cargos comissionado do Brasil. O valor desses cargos comissionados com certeza é o menor do Brasil, em termos de remuneração de secretários, diretores, gerentes. Nunca descarto fazer ajustes na máquina pública, mas hoje o que a gente vê é que precisa aperfeiçoar muita coisa ainda que ficou pelo meio do caminho por causa do dinheiro. A gente está precisando avançar muito em muitas áreas e em cada secretaria e para isso vai exigir ainda um esforço muito grande.

JORNAL DO COMMERCIO: Em relação à segurança pública, qual a meta do governo estadual para 2016?
PAULO CÂMARA: A gente tem que continuar o trabalho que iniciou. Acho que 2015 poderia ter sido melhor nesta área de segurança, poderíamos ter avançado mais diante do que fizemos. Começamos o ano com um aumento muito grande de violência. Janeiro e fevereiro foram os piores meses do número de homicídios em Pernambuco. Isso foi sendo reduzido. Chegamos a junho e julho, quando começaram as negociações salariais, e aí tivemos um pouco de desequilíbrio nas ações. Isso fez com que os meses de setembro e outubro fossem muito ruins. Outubro, principalmente quando ficou aquela discussão sobre o ciclo completo, uma discussão que não cabia ser feita aqui porque não tem governança no âmbito do Estado. Tivemos que fazer remanejamento de pessoas, mudança de equipe atá para dar um freio de arrumação porque a gente identificou que podia melhorar. O trabalho continua e é incansável. Vamos conseguir reduzir os homicídios, não tenho dúvidas disso. O Pacto pela Vida é uma política reconhecida, acertada, que ao longo da sua trajetória salvou mais de dez mil vidas. Esse momento de inflexão está acontecendo em todo o Brasil como já estava acontecendo antes. Pernambuco, na verdade, é um ponto fora da curva e agora ficou um ponto igual a todos. Mas a gente vai voltar a ser um ponto fora da curva ou voltar a cair junto com outros Estados brasileiros. Isso vai voltar a cair porque é uma situação que não se sustenta, que a gente não admite como governantes. Os policiais estão incomodados também.

JORNAL DO COMMERCIO: O ano de 2016 é de eleições. Como vai ser a postura do senhor onde houver mais de um candidato da base aliada?
PAULO CÂMARA: Tenho uma aliança muito grande, mas vou dar equilíbrio em 2016. Iremos apoiar quem nos ajudou. Se tiver lugar em que mais de uma força nos ajudou a gente vai saber dar o equilíbrio necessário para isso também. Agora, apesar de estarmos pertinho de 2016, está muito longe para começar a se discutir eleição municipal. Estamos em um momento em que se não se resolver o Brasil vamos ter as eleições municipais mais complicadas no âmbito político. O Brasil precisa ser resolvido. Esse processo de impeachment está aberto. Ninguém vai discutir eleição com o Brasil pegando fogo. O povo não quer nem discutir isso, quer que o Brasil volte a crescer, a gerar emprego, que os serviços públicos funcionem.

JORNAL DO COMMERCIO: O senhor sentiu de alguma forma a comparação com o ex-governador Eduardo Campos?
PAULO CÂMARA: Eduardo faz muita falta, não apenas para Pernambuco, mas para o Brasil no momento que nós vivemos. Eduardo, quando saiu do governo federal em 2013, e decidiu que era hora de encontrar um novo caminho,  nuita gente questionou. Mas Eduardo estava certo. Tudo aquilo que ele dizia que ia acontecer com o Brasil está acontecendo agora. Acontecendo da maneira que ele pensou e previu, mas ele ainda foi conservador. Está acontecendo pior do que ele previu.

Outras Notícias

AMUPE: veja Diretoria reeleita

Fotos gentilmente cedidas por Júnior Finfa A Amupe realiza nesta terça-feira (05) a sua primeira Assembleia de 2019, na sede da Instituição, com a presença do Governador Paulo Câmara e secretariado. O Governador anuncia aos prefeitos o calendário de medidas de sua gestão para os municípios. Também presente o presidente da CNM Glademir Aroldi que […]

Fotos gentilmente cedidas por Júnior Finfa

A Amupe realiza nesta terça-feira (05) a sua primeira Assembleia de 2019, na sede da Instituição, com a presença do Governador Paulo Câmara e secretariado. O Governador anuncia aos prefeitos o calendário de medidas de sua gestão para os municípios. Também presente o presidente da CNM Glademir Aroldi que vai mostrar aos prefeitos as prioridades da pauta municipalista em negociação com o Governo Federal e no Congresso. A Assembleia conta ainda com a palestra de Francis Lacerda do IPA, que fala sobre a repercussão das mudanças climáticas e a seca no nosso Estado.

Além do atual presidente, José Patriota, integram o colegiado Ana Célia Farias (Surubim), na vice; José Bezerra Tenório (Itapissuma), na Primeira-Secretaria; Mário Ricardo (Igarassu), na segunda; João Batista (Triunfo), na Primeira-Tesouraria; Joãozinho Tenório (São Joaquim do Monte), na segunda; Débora Almeida (São Bento do Una), na Secretaria da Mulher; e Judite Botafogo (Lagoa do Carro), como sua suplente.

Os três membros do Conselho Fiscal da Amupe são, pela ordem, Edilson Tavares (Toritama), Luiz Aroldo (Águas Belas) e Joamy Alves (Araçoiaba). Já os suplentes serão, respectivamente, Maviael Cavalcanti (Macaparana), Renya Medeiros (Passira) e Professor Lupércio (Olinda).

João Batista (Triunfo), Luciano Duque (Serra Talhada), José Patriota (Afogados), Luciano Torres (Ingazeira) e Luiz Aroldo (Águas Belas)
Marconi Santana (Flores) e Zeinha Torres (Iguaracy).
Marconi Santana (Flores), Manuca (Custódia e Cimpajeú) e Evandro Valadares (São José do Egito)
Lino Morais (Ingazeira)
Romonilson Mariano (Belmonte), José Patriota (Afogados) e Manuca (Custódia)

A composição do Conselho Deliberativo foi dividida por microrregiões para assegurar que as demandas das localidades sejam trabalhadas. Cada uma terá um titular e um suplente. Do Grande Recife, integram Vavá Rufino (Moreno) e Júnior Matuto (Paulista). Da Mata Norte, figuram Marcelo Gouveia (Paudalho) e Belarmino (Tracunhaém). A Mata Sul está representada por Isabel Hacker (Rio Formoso) e Altair Bezerra (Palmares).

Conselho Deliberativo 2 – Joãozinho (Limoeiro) e Romero Leal (Vertentes) foram os indicados do Agreste Setentrional. Do Agreste Central, a lista é formada por Mota (Riacho das Almas) e Orlando Silva (Altinho). O Agreste Meridional está com Osório Filho (Pedra) e Lucineide (Capoeiras). Entrando pelo Sertão, temos Madalena Brito (Arcoverde) e Manuca de Zé do Povo (Custódia). O Pajeú está dentro com Lino Moraes (Ingazeira) e Tania Maria (Brejinho).

Conselho Deliberativo 3 – Ainda formarão o Conselho Deliberativo da Amupe os indicados do Sertão Central: Tácio Pontes (Parnamirim) e Clebel Cordeiro (Salgueiro). Do Araripe, teremos Ricardo Ramos (Ouricuri) e Cleomatson (Santa Filomena). Miguel Coelho (Petrolina) e Josimara Cavalcanti (Dormentes) farão parte pelo São Francisco. Do Itaparica, fecham a lista Ricardo Ferraz (Floresta) e Janielma de Souza (Petrolândia).

Na ocasião a Amupe faz homenagem ao professor e Dr. Fernando Figueira, fundador do IMIP, que se vivo fosse completaria 100 anos no dia 04 de fevereiro. Na sua trajetória de vida, Figueira deixou como herança um dos maiores legados da medicina brasileira e uma lição de vida dedicada aos mais pobres, aos princípios da solidariedade, fraternidade e respeito ao ser humano, assim como uma imensa dedicação ao ensino e à produção científica.

Sertanejos no encontro: vários prefeitos da região do Pajeú e Moxotó estão no encontro. Dentre eles, José Patriota (Amupe e Afogados), João Batista (Triunfo), Luciano Duque (Serra Talhada),  Luciano Torres (Ingazeira),  Marconi Santana (Flores) e Zeinha Torres (Iguaracy), Lino Morais (Ingazeira), Manuca (Custódia e Cimpajeú), Romonilson Mariano (Sã José do Belmonte) e Evandro Valadares (São José do Egito)

Afogados: Prefeitura e Sebrae debatem ações de fomento à produção rural

A Prefeitura de Afogados e o SEBRAE debateram ações de fomento à fruticultura de sequeiro no município. A reunião ocorreu na sede da secretaria de administração, e contou com as presenças de José Henrique Malaquias, Gerente do Sebrae – Unidade Serra Talhada, e da consultora Ana Carolina Sales, além do secretário de administração, desenvolvimento econômico […]

A Prefeitura de Afogados e o SEBRAE debateram ações de fomento à fruticultura de sequeiro no município. A reunião ocorreu na sede da secretaria de administração, e contou com as presenças de José Henrique Malaquias, Gerente do Sebrae – Unidade Serra Talhada, e da consultora Ana Carolina Sales, além do secretário de administração, desenvolvimento econômico e turismo, Ney Quidute, e representantes da secretaria municipal de agricultura. 

Uma das etapas será a capacitação dos agricultores para o manejo das culturas do Caju, Umbu e Jabuticaba. “Vamos potencializar a multiplicação dessas culturas para, no futuro bem próximo, termos produção suficiente para deixarmos as comunidades ativas economicamente, ajudando na geração de empregos e renda, fazendo com que nosso PIB aumente também na Zona Rural”, destacou Ney. 

Segundo ele, a ação irá levar o empreendedorismo também para a zona rural, potencializando a produção, agregando valor, fortalecendo a comercialização.

Amupe convoca prefeitos para reunião com o Ministério da Justiça nesta quarta-feira

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, convoca prefeitos, secretários e representantes das guardas municipais pernambucanas, para discutir soluções e tirar dúvidas dos municípios a respeito das guardas municipais, na sede da Associação, na tarde de hoje (22/01), às 14h, com a presença do representante do […]

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, convoca prefeitos, secretários e representantes das guardas municipais pernambucanas, para discutir soluções e tirar dúvidas dos municípios a respeito das guardas municipais, na sede da Associação, na tarde de hoje (22/01), às 14h, com a presença do representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Coronel Guerra.

Na ocasião, Guerra dará orientações sobre o “Livro Azul das Guardas Municipais do Brasil” e esclarecimentos sobre a distribuição de viaturas, resultado de uma emenda coletiva da bancada pernambucana no Congresso Nacional. Nessa discussão o debate também será sobre a importância da participação e do fortalecimento das guardas municipais.

Para o presidente da Amupe, José Patriota “essa é uma importante reunião, pois será discutido todo o papel estratégico do município na segurança pública, esses entes têm várias ações que interferem diretamente com a segurança do cidadão. Convido os prefeitos, secretários e representantes das guardas municipais para acharmos meios e soluções que levem à população uma segurança eficiente”.

Novo tumulto no Complexo Prisional do Curado na manhã deste sábado (31)

Do JC Online Mais uma manhã de tensão no Complexo Prisional do Curado. O princípio de tumulto teria sido motivado pelo atraso na entrada dos familiares dos presos, para visita. Não há confirmação de mortes. O que se sabe é que dois detentos foram encaminhados para o Hospital Otávio de Freitas e chegaram desacordados, em […]

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Do JC Online

Mais uma manhã de tensão no Complexo Prisional do Curado. O princípio de tumulto teria sido motivado pelo atraso na entrada dos familiares dos presos, para visita. Não há confirmação de mortes. O que se sabe é que dois detentos foram encaminhados para o Hospital Otávio de Freitas e chegaram desacordados, em estado grave. Não há informações sobre a identidade dos detentos. O Instituto de Medicina Legal (IML) enviou uma viatura para recolher um corpo no complexo.

Tiros estão sendo disparados no local e a  visita, por enquanto, foi suspensa. No entanto, agentes penintenciários tentam organizar uma fila entre os familiares dos presos, para que a visita possa ocorrer. Nesta manhã, em entrevista à Rádio Jornal, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, negou qualquer informação sobre morte no Complexo Prisional do Curado. O batalhão de Choque, o Corpo de Bombeiros e a Rádio Patrulha estão no local.

Ontem, o esquadrão anti-bombas da Polícia Militar foi acionado para desativar uma possível bomba instalada dentro do presídio Frei Damião de Bozzano, uma das unidades do Complexo Prisional do Curado, no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife. Segundo a PM, bananas de dinamite foram colocadas na altura do Posto E e Posto R do complexo.

CRISE – Uma rebelião foi deflagrada na véspera de Natal e foi descoberto um túnel que serviria para a fuga dos detentos. Já nos primeiros dias de janeiro, o então secretário de Ressocialização, Humberto Inojosa, renunciou após quatro meses e uma semana no cargo. Em seu lugar, assumiu o coronel da PM, Eden Vespaziano. Na ocasião da posse, o  secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, anunciou um pacote de medidas para melhorar a situação dos presídios de Pernambuco. A maior promessa foi acabar com a circulação de armas brancas e celulares nas unidades prisionais. No último dia 7, o Batalhão de Choque fez uma varredura nas três unidades do complexo e encontrou cerca de 40 armas e celulares.

O sistema prisional do Estado é  proporcionalmente o mais superlotado do Brasil, com déficit de agentes penitenciários e policiais militares para a segurança e monitoramento. Existem hoje cerca de 31 mil detentos onde caberiam 10 mil.

Serra Talhada tem melhor geração de emprego em dezembro no Sertão

A cidade de Serra Talhada liderou a geração de empregos no último mês de dezembro em toda a região do Sertão de Pernambuco. A capital do xaxado registrou 421 admissões, 274 desligamentos e 147 empregos de saldo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged. Somando as 56 cidades sertanejas foram gerados apenas […]

A cidade de Serra Talhada liderou a geração de empregos no último mês de dezembro em toda a região do Sertão de Pernambuco. A capital do xaxado registrou 421 admissões, 274 desligamentos e 147 empregos de saldo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged.

Somando as 56 cidades sertanejas foram gerados apenas 263 empregos de saldo em dezembro, apresentando saldo positivo apenas Serra Talhada (147), Afogados da Ingazeira (52), Inajá (26), Manari (10), Itapetim (9), Calumbi (6), Carnaíba (5), Santa Cruz (3), Dormentes (2), Tacaratu (2) e Santa Cruz da Baixa Verde (1).

No desempenho por região, o melhor resultado foi do Sertão do Pajeú, que gerou 220 empregos de saldo. O Sertão do Moxotó ficou com 36 de saldo, o Sertão do Araripe com 3, o Sertão de Itaparica com 2 e o Sertão do São Francisco com 2. O Sertão Central fechou no vermelho sem nenhuma vaga de saldo no período. As informações são do Sertão Notícias PE.

Sertão do Moxotó  

Inajá (26)

Manari (10)

Betânia (-1)

Sertânia (-17)

Custódia (-25)

Ibimirim (-49)

Arcoverde (-115)

Sertão do Pajeú

Serra Talhada (147)

Afogados da Ingazeira (52)

Itapetim (9)

Calumbi (6)

Carnaíba (5)

Santa Cruz da Baixa Verde (1)

Brejinho (0)

Quixaba (0)

Tuparetama (0)

Triunfo (0)

Iguaracy (-2)

Santa Terezinha (-4)

Ingazeira (-5)

São José do Egito (-7)

Tabira (-10)

Flores (-17)

Solidão (-75)

Sertão Central

Serrita (-2)

Cedro (-5)

Mirandiba (-5)

Parnamirim (-5)

São José do Belmonte (-8)

Salgueiro (-15)

Verdejante (-27)

Sertão de Itaparica 2

Tacaratu (2)

Carnaubeira da Penha (0)

Itacuruba (-3)

Jatobá (-21)

Floresta (-54)

Belém do São Francisco (-209)

Petrolândia (-275)

Sertão do Araripe 3

Santa Cruz (3)

Moreilândia (0)

Exu (-1)

Granito (-1)

Santa Filomena (-1)

Ouricuri (-4)

Ipubi (-7)

Trindade (-11)

Bodocó (-14)

Araripina (-89)

Sertão do São Francisco 2

Dormentes (2)

Orocó (0)

Terra Nova (-2)

Cabrobó (-11)

Santa Maria da Boa Vista (-16)

Afrânio (-109)

Lagoa Grande (-327)

Petrolina (-1.755)

Confira o ranking geral de empregos em dezembro 2022 no Sertão: 

Serra Talhada (147)

Afogados da Ingazeira (52)

Inajá (26)

Manari (10)

Itapetim (9)

Calumbi (6)

Carnaíba (5)

Santa Cruz (3)

Dormentes (2)

Tacaratu (2)

Santa Cruz da Baixa Verde (1)

Brejinho (0)

Carnaubeira da Penha (0)

Moreilândia (0)

Orocó (0)

Quixaba (0)

Tuparetama (0)

Triunfo (0)

Betânia (-1)

Exu (-1)

Granito (-1)

Santa Filomena (-1)

Iguaracy (-2)

Serrita (-2)

Terra Nova (-2)

Itacuruba (-3)

Ouricuri (-4)

Santa Terezinha (-4)

Cedro (-5)

Ingazeira (-5)

Mirandiba (-5)

Parnamirim (-5)

Ipubi (-7)

São José do Egito (-7)

São José do Belmonte (-8)

Tabira (-10)

Cabrobó (-11)

Trindade (-11)

Bodocó (-14)

Salgueiro (-15)

Santa Maria da Boa Vista (-16)

Flores (-17)

Sertânia (-17)

Jatobá (-21)

Custódia (-25)

Verdejante (-27)

Ibimirim (-49)

Floresta (-54)

Solidão (-75)

Araripina (-89)

Afrânio (-109)

Arcoverde (-115)

Belém do São Francisco (-209)

Petrolândia (-275)

Lagoa Grande (-327)

Petrolina (-1.755)