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Paulo Câmara fora do Banco do Nordeste. Pernambuco está perdendo protagonismo político?

Por Nill Júnior

A saída de Paulo Câmara do comando do Banco do Nordeste levanta uma dúvida: Pernambuco estaria perdendo protagonismo na política nacional?

Não faz muito tempo, o Estado também perdeu Danilo Cabral do comando da SUDENE, depois de uma queda de braço com a base lulista no Ceará.

O próprio Danilo chegou a dizer que Pernambuco precisa retomar o protagonismo histórico que sempre marcou sua trajetória política e econômica no país. “Pernambuco precisa voltar a ser o Leão do Norte para que a gente possa dar as respostas que a população precisa, crescer economicamente, mas sobretudo transformar a vida das pessoas, garantir cidadania. Essa é uma tarefa coletiva, cada um cumprindo seu papel”, declarou durante debate promovido por uma rádio local.

Segundo Danilo, o estado tem perdido espaço nacional e precisa reconstruir consensos para defender seus interesses estratégicos. “Às vezes, a gente tem a percepção que está perdendo esse protagonismo. Nós precisamos construir entendimentos para defender os interesses maiores de nosso estado. Pernambuco, desde a sua origem, tem vocação para liderar e nós precisamos preservá-la. É um dever histórico”, reforçou.

Pernambuco segue com nomes como André de Paula (Pesca) e Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). Mas há quem ache pouco, dada a história do estado na política nacional. Veja o comentário para a Itapuama FM:

Outras Notícias

No Senado, Humberto critica descumprimento de ordem de soltura de Lula

“Um festival de equívocos, um show de horrores, um escândalo internacional, mais uma prova da grave crise institucional experimentada no Brasil”. Foi assim que o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), classificou, nesta segunda-feira (9), o descumprimento da decisão judicial que determinava a soltura do presidente Lula, nesse domingo. Para o senador, os […]

“Um festival de equívocos, um show de horrores, um escândalo internacional, mais uma prova da grave crise institucional experimentada no Brasil”. Foi assim que o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), classificou, nesta segunda-feira (9), o descumprimento da decisão judicial que determinava a soltura do presidente Lula, nesse domingo.

Para o senador, os brasileiros acordaram, hoje, estarrecidos e escandalizados com a instrumentalização do Poder Judiciário em favor de interesses da elite. Segundo ele, nem no período da ditadura militar, a concessão de um habeas corpus (HC) pela Justiça era atropelada pelos responsáveis pela custódia de um presidiário.

“Vários HCs durante os anos de chumbo salvaram muitas pessoas inocentes de serem torturadas ou mortas. A desobediência a uma decisão judicial de um desembargador, como vimos ontem, mostra que o Brasil vive uma grave crise institucional, com clara afronta à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito”, afirmou.

O parlamentar avalia que o juiz Sergio Moro e o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores, agiram de forma absolutamente parcial ao se manifestarem contra o alvará de soltura emitido pelo desembargador Rogério Fraveto.

Humberto também se baseou na declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que afirmou, “com todas as letras”, que um magistrado de primeira instância não pode se recusar a obedecer uma decisão de um juiz revisor, acima dele. Para o ministro, Moro não poderia sequer questionar a ordem, pois isso caberia ao Ministério Público.

O líder da Oposição também desqualificou os argumentos de que o desembargador Favreto só tomou a decisão pela soltura de Lula por ter sido filiado ao PT no passado.

“É um argumento muito raso. Ora, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, um grande juiz e estadista, foi filiado e deputado pelo PMDB. Gilmar Mendes foi advogado-geral da União no governo FHC e indicado por ele. Alexandre de Moraes foi filiado e secretário do PSDB, além de ministro de Temer. Ninguém questiona as posições deles por conta disso”, ressaltou.

O senador também cobrou explicações públicas do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que teria mobilizado e dado ordem para a Polícia Federal esperar uma outra ordem do TRF-4 diferente daquela que libertava Lula. “Ele tem de vir a público falar sobre isso. Se ele compactuou e se mobilizou para isso, contra uma decisão judicial”, disse.

Youssef pode recuperar até R$ 20 milhões com delação premiada

Do O Globo Além de garantir pena máxima de cinco anos de prisão, o doleiro Alberto Youssef terá uma vantagem financeira ao fim da operação Lava-Jato. No acordo de delação premiada, a sua defesa conseguiu a inclusão de uma cláusula de performance, ou taxa de sucesso, na qual ele receberá 2% de todo o dinheiro […]

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Do O Globo

Além de garantir pena máxima de cinco anos de prisão, o doleiro Alberto Youssef terá uma vantagem financeira ao fim da operação Lava-Jato. No acordo de delação premiada, a sua defesa conseguiu a inclusão de uma cláusula de performance, ou taxa de sucesso, na qual ele receberá 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar. Caso a Justiça consiga, com apoio de Youssef, colocar as mãos em uma fortuna de R$ 1 bilhão que circularia em paraísos fiscais, o doleiro embolsaria R$ 20 milhões no final da ação.

O valor é a metade de todos os recursos confiscados pela Justiça em nome de Youssef. Além de imóveis e carros de luxo, a Polícia Federal ainda apreendeu R$ 1,8 milhão em espécie no escritório do doleiro em São Paulo. O acordo de delação premiada foi homologado na quarta-feira pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo tribunal Federal.

A cláusula de performance de Youssef é de 1/50. Ou seja, ele receberá R$ 1 milhão para cada R$ 50 milhões recuperados. A chamada taxa de sucesso é comum nas operações do mercado financeiro. Em dezembro do ano passado, ao denunciar 36 suspeitos no esquema, o Ministério Público Federal pediu o ressarcimento de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, valor que eles querem a ajuda de Youssef para recuperar.

— Não se trata de privilégio, pelo contrário, tudo foi negociado estritamente dentro da lei. A delação é premiada, portanto, pressupõe vantagens ao meu cliente — disse Antonio Figueiredo Basto, que defende Youssef. Ainda segundo o acordo, voltarão para as mãos da família três imóveis e dois automóveis de luxo blindados.

Entre os bens apreendidos de Youssef estão 74 apartamentos em um hotel em Aparecida, no interior de São Paulo, seis apartamentos em um hotel de luxo em Londrina, 35% das ações de um hotel em Jaú, também em São Paulo, e 50% de um terreno de 4,8 mil metros quadrados, avaliado em R$ 5,3 milhões.

Figueiredo Basto voltou a afirmar que seu cliente é “uma peça da engrenagem” do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo ele, Youssef se colocou à disposição da Justiça não só para arrecadar recursos desviados como também chegar a pessoas envolvidas nas fraudes.

Uma fortaleza chamada Renata Campos

do JC Online João abraçava Pedro, que consolava José, que guardava Eduarda, que segurava Miguel. E todos apoiavam Renata. Foi assim, entre abraços, choros e consolo, que os Campos – com olhares tristes e incrédulos – passaram as últimas horas junto aos restos mortais do homem que, além de ex-governador do Estado, foi o pai […]

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do JC Online

João abraçava Pedro, que consolava José, que guardava Eduarda, que segurava Miguel. E todos apoiavam Renata. Foi assim, entre abraços, choros e consolo, que os Campos – com olhares tristes e incrédulos – passaram as últimas horas junto aos restos mortais do homem que, além de ex-governador do Estado, foi o pai e o marido exemplar, assim exaltado pelos depoimentos de quem conhecia de perto a família de Eduardo Campos.

Obviamente abalada, Renata – reclusa em casa desde a última quarta-feira – passou quase toda a noite do sábado e o dia de ontem ao lado do caixão. Mantendo sua postura firme, daquelas de quem assume o posto de sustentáculo de suas crias, a mulher escondia num sorriso ameno a tristeza que os olhos, muitas vezes, deixaram revelar através das lágrimas. E buscava forças para si e para os outros. “Esse negócio de tristeza aqui não combina. Aqui é força, alegria e coragem”, disse, consolando aqueles que ousavam lamentar.

Segundo algumas pessoas que estiveram próximas a Renata nos últimos dias, a viúva dizia ter a impressão de que a qualquer momento Eduardo entraria pela porta de casa de volta. Sendo assim, não era difícil pensar que ontem esta ainda era sua esperança.

Aos gritos de uma multidão que lhe desejava força, Renata Campos acenava agradecendo o carinho de milhares de pessoas. E sempre que podia, recebia o aperto de mão ou o beijo daqueles populares que passaram horas na quilométrica fila para chegar mais perto do caixão. Com as autoridades políticas, Renata foi diplomática e abraçou aliados e opositores do seu marido, como Marina Silva e a presidente Dilma Rousseff.

IV Feira do Empreendedorismo encerrada com grande público

Fotos de Cláudio Gomes Em mais uma noite com o público lotando todas as instalações da Feira de empreendedorismo, evento que se supera a cada ano, quem deu o tom da despedida foi a poesia pajeuzeira. A feira chegou ao fim com as rimas e versos declamados pelo poeta Antônio Marinho, de São José do […]

Fotos de Cláudio Gomes

Em mais uma noite com o público lotando todas as instalações da Feira de empreendedorismo, evento que se supera a cada ano, quem deu o tom da despedida foi a poesia pajeuzeira.

A feira chegou ao fim com as rimas e versos declamados pelo poeta Antônio Marinho, de São José do Egito. Em mais de uma hora e meia de show, o poeta recitou versos seus e de grandes menestréis do Pajeú e do Nordeste, como João Paraibano, Lourival Batista, João Furiba, Pinto do Monteiro, dentre outros.

“A poesia pulsa no Pajeú, é a nossa maior riqueza, que não se mede e nem se conta, mas que é uma riqueza imaterial, que nos projeta para o Brasil e para o mundo,” destacou Antônio.

Em seguida, o público foi brindado com os versos de improviso de uma mesa de glosa composta pelos poetas Alexandre Moraes, Wellington Rocha, Dudu Morais, Zé Adalberto, Francisca Araújo, dentre outros.

Durante o evento, o cantor recifense Canibal, da Banda Devotos, lançou o seu primeiro livro, “Música para o povo que não ouve”, com edição da CEPE – Companhia Editora de Pernambuco. Canibal falou da trajetória de mais de trinta anos da banda, que sempre toca para grandes públicos em Recife, e da nova experiência como escritor.

No encerramento formal, o Prefeito José Patriota destacou a importância dos empreendedores afogadenses para o sucesso da política pública municipal direcionada ao segmento, agradeceu ao apoio do SEBRAE e demais parceiros, e destacou o crescimento da feira.

“Estamos encerrando hoje uma das maiores e mais importantes feiras de empreendedorismo do Sertão, com o sentimento de dever cumprido, de ter apostado certo na ousadia e na coragem do nosso empreendedor e na certeza de termos ampliado o volume de negócios realizados,” avaliou Patriota.

O encerramento contou com as presenças do Vice-Prefeito Alessandro Palmeira, do Gerente Regional do SEBRAE, Pedro Lira; da Secretária Municipal de Administração, Flaviana Rosa; Vereador Luiz Besourão e representantes do CDL Afogados.

Em sua fala, Flaviana Rosa agradeceu a toda sua equipe que trabalhou bastante para organizar a feira.

“Quero agradecer a todos pelo empenho e pela dedicação em fazer com que desse tudo certo e nós possamos chegar aqui com resultados bastante expressivos. Começamos a primeira feira com 12 empreendedores, e hoje contamos com 157,” avaliou Flaviana.

Pedro Lira destacou a importância da parceria SEBRAE e Prefeitura para os expressivos resultados obtidos no município. “Recebemos os parabéns do nosso Superintendente do SEBRAE pelo trabalho realizado aqui em Afogados. Esse ano de 2018, praticamente toda a semana tivemos uma atividade diferente direcionada para os empreendedores afogadenses,” informou.

A expectativa é de que esse ano, além do número de empreendedores presentes, também tenha sido ultrapassado o volume de negócios da feira do ano passado, que movimentou R$ 10 milhões.

Romário anuncia processo para expulsar deputados que ajudaram a soltar presos pelo TRF

G1 O Partido Podemos RJ abriu processo para expulsão de deputados que votaram pela soltura de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB, na sexta-feira (17), na Alerj. Os deputados da legenda que votaram pela revogação da prisão foram Chiquinho da Mangueira e Dica. O procedimento foi anunciado pelo senador Romário nas […]

G1

O Partido Podemos RJ abriu processo para expulsão de deputados que votaram pela soltura de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB, na sexta-feira (17), na Alerj. Os deputados da legenda que votaram pela revogação da prisão foram Chiquinho da Mangueira e Dica.

O procedimento foi anunciado pelo senador Romário nas redes sociais. “Como presidente estadual e vice-presidente nacional, eu Romário afirmo que a postura dos parlamentares vai em sentido contrário à proposta do partido, que defende a transparência e o combate firme à corrupção. Não podemos admitir que decisões como esta dos deputados estaduais do Podemos sejam tomadas sem uma avaliação severa pela Executiva. Estamos construindo um novo partido, lutando por uma nova forma de fazer política. É o que defendo e é por isso que me filiei ao Podemos”, escreveu o senador em seu Facebook.

Ainda segundo o post de Romário, a medida de expulsão dos parlamentares tem o apoio da presidente nacional, deputada federal Renata Abreu.

Além do Podemos, o PSOL também anunciou o afastamento e processo de expulsão do deputado Paulo Ramos, por também ter votado pela soltura dos três parlamentares do PMDB.

Picciani, Albertassi e Paulo Melo tinham sido presos na quinta-feira por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por suposta ligação com crimes apurados pela Operação Cadeia Velha, que investiga um esquema de corrupção envolvendo políticos da Alerj e empresas de ônibus. O trio de deputados do PMDB, porém, ficou menos de um dia na cadeia: a decisão do STF foi submetida ao plenário da Alerj, que decidiu soltar os parlamentares numa votação que teve 39 votos a favor e 19 contra.