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Partidos burlam cotas de candidatas com “mulheres-laranjas”

Por Nill Júnior

Por Carolina OMS -Especial da Revista AzMina

Dez anos depois do sucesso, as mulheres-fruta como a mulher Pêra e Melancia caíram no esquecimento. Mas parece que somente uma das variedades vingou, a mulher-laranja, presente nas urnas de todo o país.

Para cumprir regra de 30% de candidaturas femininas, partidos registram mulheres que não recebem votos. Desde 2009, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504, de 1997) estabelece que, nas eleições proporcionais, “cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo”.

Mas dados reunidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que nem mesmo essa exigência vem sendo cumprida e alguns partidos recorrem a candidaturas de “laranjas” para cumprir sua cota. Nas eleições municipais de 2016, 16.131 candidatos não tiveram nem um voto sequer – nem o próprio. De cada dez dos “sem-votos”, nove eram mulheres, totalizando 14.417 prováveis candidatas-laranjas.

“O TSE entende que esse número elevado de ocorrências no caso das mulheres se deve às chamadas “candidaturas laranjas”, quando o partido lança candidatos apenas para preencher a cota obrigatória de 30% de participação feminina nas eleições”, afirmou o TSE para a Revista AzMina.

A lei, no entanto, não prevê sequer uma punição para partidos que descumprirem a regra.

“A lei não prevê cassação de chapa para tais irregularidades. A alteração mais recente na legislação é de 2015 e não incluiu punição às legendas que descumprirem a norma, apenas buscou saídas para incentivar as candidaturas femininas”, respondeu o TSE para AzMina.

O resultado? Embora o Brasil tenha, há nove anos, uma lei que obriga os partidos a preencherem 30% de suas candidaturas por mulheres, a presença delas no Congresso é pífia. Na Câmara, 10,7% dos assentos são ocupados por elas; no Senado, o índice é de 14,8%. Em nível municipal, dos quase 58 mil vereadores eleitos em 2016, apenas 14% eram mulheres. Em mais de 1,2 mil cidades, não há sequer uma vereadora.

Quando era ministra do Tribunal Superior Eleitoral, a advogada Luciana Lóssio trabalhou para reunir informações e dados que pudessem aumentar a participação das mulheres na política, mas avalia que a legislação ainda precisa ser respeitada para se traduzir em resultados efetivos. “Corremos o risco de ter o esvaziamento de uma lei que foi criada para corrigir um déficit histórico que existe no cenário político brasileiro. A legislação só será respeitada com uma atuação firme da justiça eleitoral e intransigente em relação às fraudes hoje existentes”.

Segundo o TSE, em caso de fraude, cabe ao Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizar ações apontando as irregularidades, que serão julgadas caso a caso pela Justiça Eleitoral.

Questionado pela Revista AzMina, o MPE afirmou que, em relação às mulheres, candidaturas fictícias podem configurar crime de falsidade ideológica eleitoral, podendo resultar na cassação de mandato daqueles que se beneficiaram com a fraude.

“Caso sejam comprovadas fraudes, além de denunciar os responsáveis pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, os membros do MPE podem propor ação de investigação eleitoral e de impugnação do mandato eletivo contra os candidatos homens da legenda partidária, que se beneficiaram com a ilegalidade. A impugnação não deve se estender às mulheres eleitas, visto que a fraude não influenciou suas candidaturas”, explica o MPE.

Até hoje, no entanto, nem partidos nem candidatos foram responsabilizados por usarem candidatas laranjas.

A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília (Unb) Flávia Biroli defende que é preciso cobrar do TSE mecanismos para fiscalizar e punir os partidos nesses casos. Ela defende ainda que as cotas sejam também usadas para garantir o financiamento das campanhas das mulheres. “Para aumentar o número de mulheres eleitas, é preciso no mínimo que os 30% de cotas tenham validade também para a distribuição do fundo partidário”.

Outras Notícias

Sertão do Pajeú notifica oito novos casos positivos de Covid-19 em 24h

Nove municípios da região estão com o número de casos ativos zerados Por André Luis De acordo com os boletins epidemiológicos da Covid-19 dos municípios do Sertão do Pajeú divulgados nesta quinta-feira (16.09), nas últimas 24h, foram notificados oito novos casos positivos, seis casos recuperados e nenhum novo óbito. Nesta sexta-feira, onze cidades não registraram […]

Nove municípios da região estão com o número de casos ativos zerados

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos da Covid-19 dos municípios do Sertão do Pajeú divulgados nesta quinta-feira (16.09), nas últimas 24h, foram notificados oito novos casos positivos, seis casos recuperados e nenhum novo óbito.

Nesta sexta-feira, onze cidades não registraram novos casos da doença. São elas: Afogados da Ingazeira, Calumbi, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, Solidão, Tabira e Tuparetama.

Brejinho e Itapetim não divulgaram boletim epidemiológico. Carnaíba, São José do Egito, Serra Talhada e Triunfo  registraram novos casos da doença.

Agora o Sertão do Pajeú conta com 33.227 casos confirmados, 32.544 recuperados (97,94%), 652 óbitos e 31 casos ativos da doença.

Abaixo seguem as informações detalhadas, por ordem alfabética, relativas a cada município do Sertão do Pajeú nas últimas 24 horas:

Afogados da Ingazeira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 5.463 casos confirmados, 5.389 recuperados, 72 óbitos e 2 casos ativos da doença. 

Brejinho não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 759 casos confirmados, 736 recuperados, 21 óbitos e 1 caso ativo. 

Calumbi não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 737 casos confirmados, 732 recuperados, 5 óbitos e nenhum caso ativo da doença. 

Carnaíba registrou dois novos casos positivos e três recuperados. O município conta com 2.223 casos confirmados, 2.185 recuperados, 36 óbitos e 2 casos ativos da doença. 

Flores não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 1.083 casos confirmados, 1.044 recuperados, 39 óbitos e nenhum caso ativo. 

Iguaracy não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 834 casos confirmados, 807 recuperados, 27 óbitos e nenhum caso ativo da doença. 

Ingazeira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 462 casos confirmados, 455 recuperados, 7 óbitos e nenhum caso ativo. 

Itapetim não divulgou boletim epidemiológico. O município conta com 1.468 casos confirmados, 1.431 recuperados, 33 óbitos e 4 casos ativos. 

Quixaba não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 518 casos confirmados, 503 recuperados, 15 óbitos e nenhum caso ativo. 

Santa Cruz da Baixa Verde não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 643 casos confirmados, 623 recuperados, 20 óbitos e nenhum caso ativo. 

Santa Terezinha não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 1.053 casos confirmados, 1.020 recuperados, 29 óbitos e 4 casos ativos. 

São José do Egito registrou um novo caso positivo. O município conta com 2.565 casos confirmados, 2.506 recuperados, 57 óbitos e 2 casos ativos. 

Serra Talhada registrou quatro novos casos positivos e três recuperados. O município conta com 10.236 casos confirmados, 10.043 recuperados, 185 óbitos e 8 casos ativos da doença.

Solidão não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 680 casos confirmados, 677 recuperados, 3 óbitos e nenhum caso ativo. 

Tabira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 2.930 casos confirmados, 2.882 recuperados, 48 óbitos e nenhum caso ativo. 

Triunfo registrou um novo caso positivo. O município conta com 972 casos confirmados, 936 recuperados, 28 óbitos e 8 casos ativos. 

Tuparetama não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 601 casos confirmados, 574 recuperados, 27 óbitos e nenhum caso ativo da doença.

Em Pernambuco Dilma ultrapassa Marina segundo pesquisa da Maurício de Nassau

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, virou o jogo em Pernambuco a seu favor, de acordo com a última pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN). A petista aparece com 43% da intenção de voto; Marina Silva, candidata pelo PSB, tem 40%. Na consulta publicada no dia 12 de setembro, a […]

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A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, virou o jogo em Pernambuco a seu favor, de acordo com a última pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN). A petista aparece com 43% da intenção de voto; Marina Silva, candidata pelo PSB, tem 40%. Na consulta publicada no dia 12 de setembro, a candidata do PSB ainda mantinha-se num cenário positivo e estável: 41% contra 37%. Já o candidato presidencial do PSDB, Aécio Neves, oscilou positivamente dentro da margem de erro (dois pontos percentuais para mais ou para menos), aparecendo com 4%.

Os três pontos percentuais de vantagem de Dilma Rousseff acompanham as pesquisa nacionais, em que a petista apresenta uma leve recuperação sobre a socialista. De acordo com o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o cientista político Adriano Oliveira, um dos coordenadores da pesquisa, pesa contra a petista a sua rejeição nas áreas de maior densidade eleitoral.

No Recife, 32% dos eleitores entrevistados disseram ter medo que a petista ganhe as eleições presidenciais. Marina Silva é a que apresenta o menor percentual se comparado a Dilma e Aécio, pontuando 13%. Na RMR, excluindo a capital, a mesma tendência: Dilma (29%), Aécio (13%), Marina (11%).

É no Sertão e região do Rio São Francisco que Dilma Rousseff (PT) vive a situação mais confortável. Nessas regiões, ela tem alto índice de intenção de voto e baixa rejeição. A petista aparece com 70% da intenção de voto no Sertão; Marina tem 24%. No São Francisco, tem 60%, enquanto a socialista aparece com 33%.

“A dificuldade da presidente Dilma está na Região Metropolitana e, por isso, ela perde espaço para Marina, que cola a sua imagem ao do ex-governador Eduardo Campos”, ponta Adriano.

Realizada entre os dias 22 e 23 de setembro, a penúltima pesquisa do IPMN, encomendada pelo Portal Leia Já e publicada em parceria com o Jornal do Commercio, foi registrada sob o número BR-00743/2014. Foram feitas 2.480 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Maria José Arcanjo recebe prêmio “Mulheres que Fazem Arcoverde”

Prestes a fazer 92 anos, Maria José Arcanjo, foi a vencedora do Prêmio Mulheres que Fazem Arcoverde, entregue nesta quarta-feira (05) à noite, no Democrático Esporte Clube. Mais conhecida como Dona Dedé, essa mulher guerreira é proprietária de um box no Centro Comercial Regional de Arcoverde – Cecora e trabalha até hoje. “A feira é […]

Prestes a fazer 92 anos, Maria José Arcanjo, foi a vencedora do Prêmio Mulheres que Fazem Arcoverde, entregue nesta quarta-feira (05) à noite, no Democrático Esporte Clube.

Mais conhecida como Dona Dedé, essa mulher guerreira é proprietária de um box no Centro Comercial Regional de Arcoverde – Cecora e trabalha até hoje. “A feira é minha vida, foi por meio dela que consegui criar meus filhos.”, enfatizou a empresária, mãe de seis filhos.

“Dona Dedé é um exemplo para todas as mulheres arcoverdenses. Ela é firme, incansável e lutadora. É referência de mulher de sucesso!”, declarou a prefeita Madalena Britto.

A solenidade homenageou também mais 13 mulheres, que se inscreveram para participar da competição. Todas receberam um certificado de participação e um DVD com a gravação dos depoimentos.

“Essa foi a primeira edição. Fiquei orgulhosa de ver tantas histórias emocionantes. Espero que no próximo ano possamos conhecer ainda mais histórias de mulheres guerreiras como vocês”, destacou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Jussara Pereira.

O Prêmio Mulheres que fazem Arcoverde foi uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Prefeitura de Arcoverde, e contou com as presenças do vice-prefeito Wellington Araújo; da coordenadora da Mulher, Micheline Valério; da presidente da ACA, Rejane Maciel e das vereadoras Dra Cibely Roa e Cleriane Medeiros.

Parlamentares repercutem visita de Lula a Pernambuco

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado, nesta quinta (14), foi registrada pelos parlamentares da Alepe. O presidente veio a Pernambuco para a inauguração da nova planta de produção da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), localizada em Goiana (Mata Norte).   A programação também inclui duas agendas no Recife: uma […]

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado, nesta quinta (14), foi registrada pelos parlamentares da Alepe. O presidente veio a Pernambuco para a inauguração da nova planta de produção da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), localizada em Goiana (Mata Norte).  

A programação também inclui duas agendas no Recife: uma visita ao Hospital Ariano Suassuna Hapvida para anúncio relativo ao Programa “Agora Tem Especialistas”, e a entrega de títulos de propriedade para famílias da comunidade Brasília Teimosa.

O deputado João Paulo (PT) ressaltou esta última agenda do presidente, relembrando o projeto de urbanização de Brasília Teimosa que ele realizou em parceria com o Governo Federal no primeiro mandato de Lula. 

“O retorno de Lula ao bairro agora, mais de duas décadas depois, tem um significado profundo. Não é apenas uma visita, mas a reafirmação de um compromisso histórico com a comunidade. A entrega dos títulos de propriedade garante segurança jurídica, valoriza a história das famílias e assegura que ninguém será removido do lugar onde construiu sua vida.”

O petista demonstrou, ainda, apoio à paralisação dos trabalhadores do Metrô do Recife. Os metroviários entraram em greve contra o projeto de concessão do Metrô do Recife à iniciativa privada. A mobilização busca uma tentativa de contato com o presidente. 

Já o deputado Waldemar Borges (PSB) destacou  na inauguração da nova unidade da Hemobrás. Ele classificou o empreendimento como um marco para a economia, a saúde pública e a soberania nacional, ao representar um passo significativo rumo à autossuficiência do país na produção farmacêutica.

Borges, por outro lado, chamou a atenção para a ausência da governadora Raquel Lyra na agenda presidencial. “Não sei se essa agenda do Sertão é tão importante assim que justifique um gesto que tem chamado atenção, que é a ausência da governadora”, questionou.

Evandro questiona Fredson por discurso sobre casas populares

O prefeito de São José do Egito,  Evandro Valadares acusou o pré-candidato Fredson Brito de criar falsa expectiva com promessa de entrega de casas populares. Ele falou ao programa Debate do Sábado,  na Gazeta FM. Fredson debateu o tema da moradia popular essa semana, mas Evandro disse que ele usou o tema eleitoralmente. “O município […]

O prefeito de São José do Egito,  Evandro Valadares acusou o pré-candidato Fredson Brito de criar falsa expectiva com promessa de entrega de casas populares.

Ele falou ao programa Debate do Sábado,  na Gazeta FM.

Fredson debateu o tema da moradia popular essa semana, mas Evandro disse que ele usou o tema eleitoralmente.

“O município sozinho não faz programa habitacional.  Precisa de governo Federal,  Estadual, Caixa Econômica”. A crítica foi reforçada pelo procurador Rênio Líbero. Ele disse ver com preocupação com a promessa.  Também afirmou ter informações de uma suposta cobranças de taxas para integrar o movimento.  “É ilegal”, disse.

“Pessoas estão sendo levadas para um alçapão, na esperança de ter um imovel, arrastadas para um ambiente de política. Porque ele (Fredson) nunca construiu pra dar casas antes?” – questionou.

A Secretaria de Educação Selma Leite rebateu críticas de Vicente de Vevéi sobre a Casa do Estudante.  Disse que, legalmente,  o município não tem obrigação na manutenção do espaço,  mas se disponibilizou em ajudar além do que já havia sido pactuado.

Evandro ainda disse que as obras da Transbinhas e do Rita Viana ocorrem  dentro do prazo. Sobre as críticas do saneamento,  acusou o esgotamento sanitário do Bairro Morada Nobre de mal executado.  “É culpa da construtora que fez as fossas junto do rio”.