Para presidente do TST Reforma Trabalhista foi um equivoco
Por André Luis
Foto: Fellipe Sampaio/TST/Divulgação
Foto: Fellipe Sampaio/TST/Divulgação
Em entrevista à BBC News Brasil, o ministro Brito Pereira diz que é o ‘desenvolvimento da economia’ que pode estimular a geração de vagas.
Terra
Em julho, mês em que a sanção da nova lei trabalhista completa dois anos, o presidente do TST afirmou, em entrevista à BBC News Brasil, que “sabidamente” a lei não é capaz de gerar novos postos de trabalho.
“Foi um equívoco alguém um dia dizer que essa lei ia criar empregos. Foi um equívoco. Sabidamente ela não consegue criar empregos”, afirmou o presidente da mais alta corte trabalhista.
É o “desenvolvimento da economia”, segundo ele, que pode estimular a criação de novas vagas.
O argumento de que a flexibilização das leis trabalhistas ampliaria o nível de contratações foi amplamente utilizado pelos defensores da reforma, sancionada em julho de 2017 pelo então presidente Michel Temer. Na época, o governo chegou a dizer que ela abriria espaço para a geração de até 6 milhões de empregos no país.
Em 2018, o Brasil criou 529 mil empregos, segundo dados do governo. Em anos de maior crescimento da economia, no entanto, a criação anual de empregos no país ficava na casa dos milhões.
Hoje o desemprego atinge 13 milhões de brasileiros, uma taxa de 12,3% de março a maio deste ano, segundo o IBGE. Foi em 2016 que essa taxa superou os 10% – antes disso, não havia chegado a dois dígitos, aponta a série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012.
Brito Pereira disse que a reforma trabalhista favorece a modernização das leis de trabalho e que um dos resultados dela é que as pessoas estão mais cautelosas ao acionar a Justiça do Trabalho. As ações, segundo ele, “já não vêm mais com aqueles pedidos de A a Z”.
“Um grande número (de pessoas) está até deixando de ingressar com ação”, disse.
Nos sonhos dos políticos que têm contas a ajustar com a lei, há sempre um Supremo Tribunal Federal receptivo aos embargos auriculares. Nesses devaneios, os encrencados dizem com incômoda frequência que conversam com ministros do Supremo. Como se alguns desses ministros, sentados à mão direita de Deus, fossem simpáticos à ideia de firmar um “pacto” […]
Nos sonhos dos políticos que têm contas a ajustar com a lei, há sempre um Supremo Tribunal Federal receptivo aos embargos auriculares. Nesses devaneios, os encrencados dizem com incômoda frequência que conversam com ministros do Supremo. Como se alguns desses ministros, sentados à mão direita de Deus, fossem simpáticos à ideia de firmar um “pacto” para “estancar essa sangria”.
Nas pegadas da divulgação do áudio das conversas vadias do delator Sérgio Machado com os morubixabas do PMDB, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, soltou uma nota oficial sobre o tema. Nela, escreveu:
“Faz parte da natureza do Poder Judiciário ser aberto e democrático. Magistrados, entre eles os ministros da Suprema Corte, são obrigados, por dever funcional, a ouvir os diversos atores da sociedade que diariamente acorrem aos fóruns e tribunais.”
Lewandowski anotou também que “tal prática não traz nenhum prejuízo à imparcialidade e equidistância dos fatos que os juízes mantêm quando proferem seus votos e decisões, comprometidos que estão com o estrito cumprimento da Constituição e das leis do país”.
Admitindo-se que não há razões para duvidar da sinceridade de Lewandowski, o ministro renderia homenagens à sensatez se explicasse aos brasileiros por que o tribunal que preside não consegue julgar um processo que traz na capa o nome de Renan Calheiros.
Trata-se daquela denúncia em que a Procuradoria-Geral da República acusa o presidente do Senado de usar dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O Supremo precisa dizer se aceita a denúncia, o que converteria Renan em réu.
A plateia espera por uma resposta há 3 anos, 4 meses e 3 semanas. Repetindo: a Procuradoria protocolou a denúncia contra Renan no Supremo há 1.235 dias. E nada. Originalmente, o relator do processo era Lewandowski. Sentou em cima dos autos por um ano e sete meses.
Em setembro de 2014, Lewandowski assumiu a presidência do Supremo, deixando para trás cerca de 1.400 processos que aguardavam deliberação em seu gabinete. Entre eles o de Renan. O caso deveria ter migrado para a mesa de Joaquim Barbosa. Mas o relator do mensalão aposentou-se.
Dilma demorou a providenciar a substituição. Só em junho de 2015 tomou posse o substituto de Barbosa: Luiz Fachin. Ele herdou o processo contra Renan. Há quatro meses, em fevereiro passado, Fachin pediu a Lewandowski que incluísse a encrenca na pauta do plenário do STF.
Dias depois, entretanto, o mesmo Fachin requisitou os autos de volta ao seu gabinete. Os advogados de Renan alegaram que havia uma “falha processual”. Chamada a se manifestar, a Procuradoria negou a existência de falhas e devolveu os autos no mesmo dia, encarecendo que fosse marcado o julgamento. E nada.
No mês passado, Fachin acionou novamente a Procuradoria. Alegou que faltam documentos ao processo. O Ministério Público pediu que o julgamento fosse marcado com urgência. Renan foi acusado de três crimes: peculato (uso do cargo público para desviar dinheiro), falsidade ideológica e uso de documento falso. Se condenado, poderia pegar até 23 anos de cadeia. Mas o último delito já prescreveu. E nada.
Beneficiário da demora, Renan continua presidindo o Senado como se nada tivesse sido descoberto sobre ele. Já está metido noutro escândalo, o petrolão. É protagonista de uma dúzia de inquéritos no Supremo, dos quais nove referem-se à Lava Jato.
A delação de Sérgio Machado deve resultar em nova denúncia contra Renan. E nada de uma manifestação do Supremo sobre o caso da empreiteira que bancava a pensão da filha do senador. O STF revela-se capaz de tudo, menos de incomodar Renan Calheiros. Para o senador, o Supremo é um Judiciário muito distante, uma Justiça lá longe.
Candidatos foram avaliados em processos seletivos de 30 empresas de diversas áreas participantes do evento A governadora Raquel Lyra abriu, nesta terça-feira (5), o 3° Feirão de Empregos, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (Sedepe). O evento, realizado na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no […]
Candidatos foram avaliados em processos seletivos de 30 empresas de diversas áreas participantes do evento
A governadora Raquel Lyra abriu, nesta terça-feira (5), o 3° Feirão de Empregos, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (Sedepe).
O evento, realizado na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no Recife, reuniu cerca de 2 mil pessoas que puderam participar de processos seletivos. Trinta empresas, de diversos setores, ofertaram cerca de mil vagas em diversas áreas. A vice-governadora Priscila Krause também marcou presença na ação.
“Desde que assumimos o Governo de Pernambuco, temos trabalhado para que o nosso Estado volte a liderar o Nordeste brasileiro e já estamos conseguindo. Fechamos os últimos meses, agosto e setembro, como o terceiro Estado que mais gerou emprego de carteira assinada, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro, mantendo o protagonismo de Pernambuco no Norte e Nordeste do país. As empresas estão confiando em Pernambuco como um lugar seguro para investir, abrindo novas vagas de trabalho, trazendo mais investimentos e permitindo que o nosso povo seja mais feliz”, destacou Raquel Lyra.
Divulgado no último dia 30 de outubro, os dados do Novo Caged anunciam que Pernambuco manteve a liderança na geração de postos de trabalho formal no Nordeste pelo segundo mês consecutivo. O Estado obteve o saldo positivo de 17.851 empregos em setembro, se mantendo como o terceiro maior gerador de empregos do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para participar do Feirão, os interessados obtiveram uma carta de encaminhamento na Casa do Trabalhador, no bairro da Boa Vista, ou na Agência do Trabalho mais perto de sua residência. Mais de 2 mil cartas foram retiradas. Cada candidato poderia ter acesso a até três cartas de encaminhamento.
“Sabemos que esse é um momento importante para as pessoas que estão em busca de emprego. Estamos acolhendo essas pessoas, nessa ajuda mútua, entre Governo, empresas e trabalhadores, para que a gente tenha várias histórias positivas”, pontuou a secretária de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Amanda Aires.
O Real Hospital Português (RHP) foi uma das empresas que ofertaram vagas de emprego. “Temos 30 vagas em diversas áreas, como nutrição, cozinha, patrimonial, administrativo e vagas de jovens aprendizes”, detalhou a coordenadora de Desenvolvimento Humano Organizacional do RHP, Diana Coutinho.
Durante o evento, a população contou com acolhimento e direcionamento de candidatos para as entrevistas, conforme as cartas de encaminhamento apresentadas, orientação profissional com dicas comportamentais para participação em entrevistas e elaboração de currículos, além do Cabide Solidário, iniciativa que oferta roupas e calçados doados, adequados para a participação em entrevistas de emprego.
Também estiveram presentes no evento o secretário de Educação e Esportes, Alexandre Schneider; a secretária interina da Mulher, Juliana Gouveia; e os vereadores do Recife Doduel Varela, Ronaldo Lopes, Davi Muniz e Maguari.
Após a divulgação da Pesquisa Múltipla para a sucessão municipal de Tabira o comunicador e colaborador do blog Anchieta Santos ouviu ouviu alguns dos pré-candidatos na Rádio Cidade FM . Nicinha Brandino, esposa de Dinca, pela 1ª vez falou à uma emissora de Rádio. “A pesquisa representa o trabalho feito por mim e por meu marido […]
Políticos tabirenses sobre a pesquisa Múltipla: entre quem gostou, quem reclamou, quem não viu e não avaliou
Após a divulgação da Pesquisa Múltipla para a sucessão municipal de Tabira o comunicador e colaborador do blog Anchieta Santos ouviu ouviu alguns dos pré-candidatos na Rádio Cidade FM .
Nicinha Brandino, esposa de Dinca, pela 1ª vez falou à uma emissora de Rádio. “A pesquisa representa o trabalho feito por mim e por meu marido em defesa do povo. Estou falando para provar que não sou mudinha. Só não gosto de estar trocando críticas pelo Rádio. Sou simples, humilde e vamos ganhar a eleição”.
O vereador Zé de Bira, pré-candidato do PSB na chamada política de estar bem com todos, começou elogiando a simplicidade de Nicinha e depois disse ter gostado da pesquisa.
O Prefeito Sebastião Dias que está em Campina Grande, respondeu à produção que não estava sabendo de pesquisa e preferiu não falar. Edmundo Barros, preferiu não comentar pois não acompanhou todos os números. Genedy Brito estava em Serra Talhada e preferiu ver os números com mais calma para depois falar.
Tote Marques questionou a ausência do seu nome na consulta estimulada e prometeu estudar a pesquisa para encontrar a resposta.
Líder da pesquisa espontânea, o ex-prefeito Dinca Brandino, que ainda não conseguiu se livrar do impedimento na justiça, gostou de sua colocação e de sua esposa, mas não deixou de reclamar contra a presença de Josete Amaral num cenário estimulado.
O ex-prefeito Josete Amaral, não comentou a pesquisa. Já Edgley Freitas apontado como o pré-candidato mais forte do Grupão depois de Josete, mostrou-se feliz e confiante na vitória desde que aconteça união da Frente das Oposições.
Blog do Vicente/Correio Braziliense Técnicos sérios do Ministério da Saúde, com listas imensas de bons serviços prestados ao país, dizem que o presidente Jair Bolsonaro “surtou de vez” diante dos números cada vez mais dramáticos da covid-19 no país, com mais de 35 mil mortos pela doença. Para esses técnicos, a decisão do presidente de […]
Técnicos sérios do Ministério da Saúde, com listas imensas de bons serviços prestados ao país, dizem que o presidente Jair Bolsonaro “surtou de vez” diante dos números cada vez mais dramáticos da covid-19 no país, com mais de 35 mil mortos pela doença.
Para esses técnicos, a decisão do presidente de “maquiar” os dados da doença, inclusive com a recontagem dos mortos, que ele acredita ser em número menor do que o divulgado oficialmente, só explicita o tamanho do descaso do governo em relação à pandemia do novo coronavírus.
Os técnicos são firmes em dizer que, desde a semana passada, Bolsonaro vem pressionando o ministério para mudar a forma de divulgação dos números de contaminados e mortos pelo novo coronavírus. Ele não só conseguiu adiar o horário da divulgação dos dados, que passou para as 22h, como mandou tirar informações relevantes do boletim para dificultar o trabalho da imprensa.
Bolsonaro não se conforma com a repercussão dos números de mortes e de contaminados, que vem derretendo a popularidade dele. Na avaliação do presidente, há exageros na divulgação dos números da covid-19, criando pânico desnecessário. Ele continua classificando a doença como “gripezinha”.
Manipulação
As mudanças impostas por Bolsonaro na divulgação dos dados da pandemia do coronavírus e a informação de Carlos Wizard, futuro secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, de que o governo pretende recontar os mortos pela covid-19 provocaram duras reações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Em nota, o Conselho destacou que, com as mudanças, os dados serão “fantasiosos ou manipulados”. Na nota, o presidente do Conass, Alberto Betrame, afirma que, “ao afirmar que secretários de Saúde falseiam dados sobre óbitos decorrentes da covid-19 em busca de mais ‘orçamento’, o secretário (Wizard), além de revelar sua profunda ignorância sobre o tema, insulta a memória de todas aquelas vítimas indefesas desta terrível pandemia e suas famílias”.
Para João Gabbardo, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Wizard está completamente desinformado sobre o funcionamento da pasta. “A gestão do ministério é muito mais complexa do que a administração de um curso de inglês”, afirma, em referência à rede de escolas de língua estrangeira fundada por Wizard.
Gabbardo acredita que o Ministério da Saúde terá de rever as determinações feitas por Bolsonaro. Ele diz ainda que, caso haja recontagem dos mortos, certamente, os números serão piores do que os divulgados, devido ao elevado número de subnotificações. O Brasil registra quase 650 mil contaminados pelo novo coronavírus.
Em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira (19), o prefeito Miguel Coelho deu posse aos membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) que estava desativado há anos e agora retoma suas atividades para auxiliar na articulação e no planejamento do turismo local. O cenário escolhido para o evento foi a Marina do Iate Clube onde […]
Em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira (19), o prefeito Miguel Coelho deu posse aos membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) que estava desativado há anos e agora retoma suas atividades para auxiliar na articulação e no planejamento do turismo local.
O cenário escolhido para o evento foi a Marina do Iate Clube onde a cerimônia de posse teve início com a apresentação cultural ‘Da Ilha Pra Cá’ com direção cênica do produtor cultural e secretário executivo de Cultura, Cássio Lucena. A apresentação que já percorreu festivais em todo o Brasil encantou o público ao fazer uma releitura das cantigas do Samba de Veio da Ilha do Massangano.
Para garantir a reativação do Conselho, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes promoveu uma série de reuniões nas quais cada setor teve a oportunidade de indicar seu representante para compor o entidade.
O prefeito Miguel Coelho salientou a importância do Conselho para fortalecer o segmento turístico. “Sabemos que Petrolina tem um grande potencial e temos um grande desafio pela frente. Temos que saber que turismo não é só festa, fizemos um carnaval maravilhoso e estamos trabalhando para fazer um bonito São João valorizando a prata da casa, mas sempre lembrando que turismo não é só festa”, finalizou o gestor.
Já a secretária de Cultura, Turismo e Esportes, Maria Elena Alencar acrescentou que o Conselho terá papel decisivo para a consolidação de uma política municipal de incentivo ao turismo. “Hoje é uma data muito importante porque reativar este Conselho é concretizar nosso compromisso de fazer uma gestão participativa e a partir de agora nós vamos unir forças e trabalhar juntos pelo desenvolvimento turístico da nossa cidade”, explicou.
Conselho – O Contur foi instituído através da Lei nº 704/97 e Lei Municipal nº 2.754/2015. Através do Decreto Normativo nº 48 de 12 de Abril os novos membros tomam posse para o biênio 2017/2019.
A composição do Conselho será a seguinte: Marcus Pamponet (presidente); Glaucineide Macedo (vice-presidente); Aluísio Ferreira (Agência Municipal de Meio Ambiente); Ibamar Fernandes (Câmara de Vereadores); Cynthia Clause (Agências de Viagens); Edneide Gonçalves (Sebrae); Sandra Nunes (Gastronomia); Maria dos Anjos (CDL); Gislane Rocha (Instituição de ensino superior); Antônio Menezes (artesanato); Maria do Socorro (Associações de moradores).
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