Palestra com Marcelo Sales, ‘o cara do marketing’, abre do 6º ECONAD, da FIS
Por Nill Júnior
A abertura do 6º Encontro de Contabilidade e Administração (ECONAD) da Faculdade de Integração do Sertão (FIS) contará com a palestra de um dos mais renomados especialistas nacionais do marketing digital: Marcelo Sales, conhecido como ‘O Cara do Marketing’.
A palestra será proferida no dia 30 de agosto, às 19h, no Auditório da FIS. A entrada é gratuita não só para discentes e docentes, mas o convite se estende à comunidade. O 6º ECONAD será realizado nos dias 30 e 31 de agosto.
Marcelo Sales explicou com a palestra terá como foco discutir temas muito pertinentes no seculo XX: Empreendedorismo, Motivação, Educação e Marketing. “Acabei de finalizar a apresentação e esta muito legal. Estou muito ansioso para poder compartilhar conteúdo com todos que fazem a FIS e o pessoal de Pernambuco”, frisou.
O CARA DO MARKETING – Com mais de 17 anos de atuação no mercado de São Paulo nas áreas de Publicidade Marketing, Marcelo Sales passou a empreender quando percebeu que havia se tornado referência para outros profissionais e daí surgiu o insight de também se tornar referência para quem desejava empreender. “Ser referenciado como um consultor no assunto foi surpreendente. Com os dias, eu fui reconsiderando o meu novo título, pensei: Bom, se eu sou o cara do marketing desse pessoal, porque não ser o de outras pessoas? E deu certo. Hoje em dia, uma das minhas principais atividades é a consultoria de marketing’”, ressaltou.
Para dar conta dessa demanda que foi surgindo por ter se tornado uma referência, ele idealizou o blog ‘O Cara do Marketing ( http://www.ocaradomarketing.com.br ). No blog há oferta de materiais gratuitos, contato para consultoria, dicas para iniciantes e empreendedores que desejam melhorar seu posicionamento no mercado.
6º ECONAD – O segundo dia será todo destinado à apresentação de banners e comunicação oral de trabalhos realizados por discentes e docentes. As inscrições para quem pretende ser ouvinte podem ser feitas na sede do Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupex), no térreo da FIS, e contará como 16h/a para os discentes que precisam de horas complementares.
INSCRIÇÃO DE TRABALHOS – Os discentes que pretendem apresentar banners ou fazer Apresentação Oral é necessário enviar um email para o endereço [email protected] com um resumo contendo de 200 a 300 palavras contendo título, palavras-chaves e nome dos autores (de até 4 pessoas, incluindo o orientador) até o próximo domingo, 27.
Segundo a coordenadora do Nupex, Andreia da Silva Santos, cada aluno precisa sinalizar no email se a categoria do trabalho é ‘Banner’ ou ‘Comunicação Oral’ e só poderá se inscrever com mais de um trabalho se o parceiro apresentar para que não dê choque durante as apresentações. “Os certificados serão entregues no dia 31 à noite no auditório. Só vão receber os certificados os discentes que estiveram presentes na ocasisão”.
DOAÇÃO DE ALIMENTOS – Durante o 6º ECONAD a FIS realizará uma campanha para recolher com discentes, docentes e comunidade em geral de alimentos não-perecíveis para que sejam doados a instituições de Serra Talhada. Segundo o diretor-acadêmico da FIS, Luís Pereira de Melo Júnior, ressaltou que o intuito da FIS é sempre o de estabelecer um paralelo entre a oferta de ensino, pesquisa e extensão com a prática da cidadania. “Ficamos muito contentes em um só evento trazer uma das grandes referências do marketing digital do país para propiciar reflexões tão pertinentes para a vida acadêmica e empreendedora como de aliar a esse momento do 6º ECONAD que contará com a apresentação do que os nossos discentes e docentes vêm produzindo de despertar esse exercício da cidadania ao doar 1kg de alimento que posteriormente destinaremos a instituições importantes que atuam em Serra Talhada. O convite aos nossos discentes e docentes se estende à comunidade de vivenciar mais esse momento importante”, enfatizou.
A regulamentação é de 10% de insalubridade para os servidores. A Câmara de Vereadores de Tabira realizou sessão extraordinária na manhã da última segunda-feira (18) para análise e votação dos pareceres das comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamentos, além de votação em 1º turno dos projetos oriundos do Poder Executivo Municipal. Durante a […]
A regulamentação é de 10% de insalubridade para os servidores.
A Câmara de Vereadores de Tabira realizou sessão extraordinária na manhã da última segunda-feira (18) para análise e votação dos pareceres das comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamentos, além de votação em 1º turno dos projetos oriundos do Poder Executivo Municipal.
Durante a sessão, os vereadores votaram em primeiro e segundo turno os pareceres do Projetos de Lei nº 12/2022 , 13/2022 (crédito suplementar) e 14/2022 (piso), que regulamenta e fixa o piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias.
Com a presença dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, o colegiado votou e aprovou em 1º turno o parecer que regulamenta o piso salarial das categorias conforme a Emenda Constitucional 120/2022, aprovada pelo Congresso Nacional no mês de maio. Na matéria enviada pelo Executivo Municipal, a regulamentação é de 10% de insalubridade para os servidores.
Segundo o presidente da Câmara, Djalma Nogueira, mesmo estando em recesso, a Câmara abriu a exceção pela urgência das matérias. “Sabemos da importância em votar esse projeto que vai beneficiar os profissionais, que estão na luta diariamente para garantir a saúde e o bem-estar da nossa população. O parlamento municipal segue a instância maior que é o Congresso Nacional na regulamentação de leis que venham beneficiar os servidores públicos”, afirmou.
Além do Presidente, estiveram presentes na sessão o 1º secretário, Valdeir Tomé (Pipi da Verdura); o 2º secretário, Eraldo Moura; e os vereadores Kleber Paulino, Edmundo Barros, Socorro Véras e Ilma Soares.
Previsão é de gerar empregos com pequenos galpões na chegada à RMR Blog de Jamildo Após quase 30 anos de atuação na engenharia e energia, com 50 mil quilômetros de redes elétricas entregues no Nordeste, o Grupo Referencial, com origem em Serra Talhada, no interior do Estado, chegou à capital pernambucana. O plano de diversificação […]
Previsão é de gerar empregos com pequenos galpões na chegada à RMR
Blog de Jamildo
Após quase 30 anos de atuação na engenharia e energia, com 50 mil quilômetros de redes elétricas entregues no Nordeste, o Grupo Referencial, com origem em Serra Talhada, no interior do Estado, chegou à capital pernambucana.
O plano de diversificação das áreas de atuação inclui investimentos em outras regiões da metrópole e em galpões, objetivando o e-commerce.
O foco é o conceito “last mile” (última milha), última etapa de entrega das grandes redes varejistas. Neste momento, o Grupo Referencial informa que está investindo R$ 35 milhões num centro às margens da BR-232. São galpões menores para a ultima etapa antes da entrega ao cliente. Com foco nas compras on line. Tem que ser próximos dos grandes centros. No caso, aqui, os galpões ficam no Curado, ao lado do Atacado dos Presentes.
“As grandes redes estão procurando áreas menores o mais perto possível dos grandes centros para reduzir o tempo de entrega ao máximo”, explica Eugênio Marinho, presidente do Grupo Referencial, em informe ao blog.
O grupo inteiro tem mais de 500 funcionários diretos e devem chegar a 1 mil empregos até o primeiro semestre de 2023, com os novos investimentos e expansão no segmento de energia.
Primeira entrega imobiliária
No Recife, através do seu novo braço, a Referencial Desenvolvimento Imobiliário (RDI), o grupo informa que vendeu em menos de um mês cerca de 70% do En Avance Espinheiro.
É o primeiro empreendimento residencial da entidade, localizado na Zona Norte da cidade, na rua da Hora.
“Somos movidos pelo perfeccionismo em tudo, e nesse sentido, as construções sempre chamaram atenção, especialmente pela qualidade, linha arquitetônica, inovação e proposta diferenciada”, diz Eugênio Barros, diretor técnico da RDI, braço imobiliário do grupo.
“A RDI nasceu como uma empresa que se destacou de tal forma dentro do grupo que provocou questionamentos externos e internos: por que não levar as soluções que criamos para outras pessoas e outras regiões?”, disse.
O edifício En Avance no Espinheiro é o primeiro empreendimento de uma sequência de projetos que devem surgir nos próximos meses.
“No campo imobiliário, pensar no aspecto ambiental será a tônica. O projeto de paisagismo do En Avance, por exemplo, integra a natureza aos ambientes. Há também uma série de diferenciais do ponto de vista sustentável, como o eco parking, para veículos elétricos; energia solar; reuso da água da chuva para irrigação; poço artesiano; e estudos de entorno e preservação da vegetação. Por exemplo, a usina própria de energia solar do condomínio conseguirá reduzir em até 75% os gastos com luz na área comum. Há também uma área de gentileza urbana, um espaço para a população geral que tem sido adotado como ponto de descanso para quem passa pelo local”, cita o executivo.
Em Nova York, é mais do que comum grupos privados urbanizarem áreas privadas para uso público, tornando a cidade mais acolhedora mesmo em uma selva de pedra.
“Acreditamos em futuro muito mais sustentável, que seja ambientalmente sadio, através de iniciativas que além de preservarem o meio ambiente gerem economia, tornem mais barato viver. Aliás esse foi um drive muito forte nosso. Sempre aliar sustentabilidade e economia”, afirma Barros.
Blog do Magno Para quem segue em direção ao Sertão do Pajeú, dois trechos terríveis de estradas: Cruzeiro do Nordeste a Sertânia e Sertânia a Albuquerque. A primeira já fizeram tantas operações tapa buraco que a estrada se afundou num buracão. Ali, não há mais condições de remendos, só uma nova estrada. Afinal, é uma […]
Para quem segue em direção ao Sertão do Pajeú, dois trechos terríveis de estradas: Cruzeiro do Nordeste a Sertânia e Sertânia a Albuquerque. A primeira já fizeram tantas operações tapa buraco que a estrada se afundou num buracão.
Ali, não há mais condições de remendos, só uma nova estrada. Afinal, é uma das vias mais movimentadas do Sertão. Já o trecho de Afogados da Ingazeira para Tabira, de apenas 22 km, o radialista Anchieta Santos, obrigado a fazer o percurso todos os dias para bater ponto da rádio Cidade FM, onde apresenta um dos programas de maior audiência na região, teve a paciência de contar o número exato de buracos: 79. Vergonha, governador!
O mais vergonhoso é a oposição se calar também diante do destino incerto e não sabido dos R$ 550 milhões que o governador Paulo Câmara anunciou, de forma pomposa, na recuperação das estradas.
Com certeza, essa dinheirama virou Sonrisal, porque a malha viária estadual, se já estava ruim antes do programa lançado, ficou pior. Se fez alguma operação, foi tapa buraco, que vira logo buracão nas primeiras chuvas caídas. Por que os deputados votados no Sertão e Agreste não cobram do Estado o resultado do investimento? Na verdade, se a oposição existisse esse era um caso apropriado para uma CPI.
Editor-executivo do “The Intercept Brasil”, Leandro Demori afirma em entrevista exclusiva ao O POVO que os arquivos obtidos pelo site jornalístico sobre diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol contêm “centenas e centenas” de áudios, mensagens e vídeos. Neles, antecipa o jornalista, as evidências revelam uma zona cinzenta da maior operação […]
Editor-executivo do “The Intercept Brasil”, Leandro Demori afirma em entrevista exclusiva ao O POVO que os arquivos obtidos pelo site jornalístico sobre diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol contêm “centenas e centenas” de áudios, mensagens e vídeos. Neles, antecipa o jornalista, as evidências revelam uma zona cinzenta da maior operação de combate à corrupção da história do País: a Lava Jato. De acordo com Demori, “não há dúvida em relação à autenticidade” dos arquivos que vêm causando estupor no País.
O POVO – Há uma quase ansiedade em relação aos próximos capítulos da série Vaza Jato, do “The Intercept Brasil”. Qual é a real dimensão do conteúdo que vocês têm em mãos?
Leandro Demori – A gente não está falando sobre o tamanho do arquivo. Não posso responder isso. O que posso dizer é que é um arquivo muito grande, um arquivo colossal, e que foram centenas e centenas de diálogos de grupos e de situações. Estamos falando aí de anos, praticamente a maior parte dos anos da Operação Lava Jato. É realmente muito grande, já fizemos um sobrevoo até agora, já conseguimos mergulhar um pouco mais, mas é um trabalho de longo prazo. É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros.
OP – Há prognóstico de novos conteúdos ainda nesta semana?
Demori – O Intercept não está falando nem quais são as próximas matérias nem quais são as próximas pessoas diretamente envolvidas, não está divulgando prazos ou datas. Não fizemos isso. Não estamos fazendo isso para evitar especulações, porque é um assunto delicado que trata de interesses públicos e que mexe com muita coisa. O que fizemos nesta semana foi publicar os contextos dos fatos de uma das reportagens, que era aquela reportagem que mostrava os diálogos do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.
OP – Adotou-se uma postura, comum ao Intercept, que foi publicar na íntegra os diálogos com o contexto. Isso vai ser seguido nas próximas reportagens? Vão sempre publicar a integra dos conteúdos?
Demori – A gente vai publicar sempre tudo que for possível, mantendo a intimidade e a privacidade das pessoas, e mantendo também algumas histórias que eventualmente estejamos apurando. Essa é a estratégia.
OP – Até agora, uma parte dos veículos de imprensa deu mais importância à origem das mensagens e ao modo pelo qual elas foram obtidas do que propriamente ao conteúdo. Como avalia isso do ponto de vista jornalístico?
Demori – Olha, pra mim isso tudo é mau jornalismo. O que interessa mais à população brasileira, ou seja, o que tem maior interesse público nesse debate? É a isso que se diz jornalismo. Jornalismo é uma profissão que lida fundamentalmente com interesse público. A gente serve à sociedade. Portanto, jornalismo é um serviço. O que tem mais interesse público neste momento no País: saber como operaram procuradores e o juiz da maior ação de combate à corrupção da história do Brasil? Ou você ficar especulando se houve ataque hacker de celular de x, y ou z? Quem define a linha editorial a partir das especulações não está servindo ao interesse público. Se não serve ao interesse público, faz mau jornalismo. Os motivos, não sei.
OP – O senhor acha que cabia ao site, e de modo geral ao jornalista, essa preocupação com a origem da informação? Vocês, em algum momento, chegaram a se perguntar se deveriam ou não publicar esse conteúdo?
Demori – Nós não estamos falando sobre a nossa fonte, então não dá informação sobre isso. Mas, nesse caso, a gente adotou o mesmo padrão de qualquer outro caso, que é o mesmo padrão adotado pelo melhor jornalismo feito no mundo inteiro, que é: você recebe uma informação, um pacote de documentos, verifica a autenticidade e verifica se existe interesse público naquilo. A partir do momento em que os documentos são autênticos e são de interesse público, você faz uma apuração consistente em cima para não cometer nenhuma injustiça. E, depois, você leva isso a conhecimento público. É assim que se faz bom jornalismo no New York Times, no The Guardian, no Washington Post, no La Republica, no Le Monde Diplomatique e na melhor imprensa europeia e norte-americana. Então foi exatamente isso que a gente fez.
OP – Obviamente que vocês sabiam que aquele conteúdo era, e é, explosivo e provocaria um terremoto político em Brasília e na própria Operação Lava Jato. Vocês estavam preparados para esta repercussão, inclusive do ponto de vista jurídico?
Demori – A partir do momento em que a gente recebeu o material, e começou a avaliar o material, identificando a autenticidade dele, a gente entendeu que aquilo era algo muito grande e muito importante por se tratar de uma operação que, nos últimos anos, tomou conta do noticiário e mexeu muito com o cenário político, econômico e eleitoral. Uma operação que mexeu muito com a vida social do Brasil. Do emprego ao voto, foi isso que a Lava Jato fez, para o bem e para o mal. A gente sabia que aquilo teria impacto bastante relevante. Obviamente a gente se cercou de muitas precauções. O Intercept tem uma preocupação jurídica muito forte, porque a gente sabe que pode ser alvo de guerra jurídica. Estamos preparados para isso. Nossos advogados leram todas as matérias. Tínhamos muita preocupação de não usarmos palavras equivocadas e cometermos injustiças. E depois nós nos asseguramos de que o arquivo fosse resguardado num lugar seguro fora do País para que não sofresse tentativa de bloqueio de conteúdo, com o sequestro do arquivo. Ou que o arquivo fosse copiado, roubado ou caísse em mãos erradas, fazendo com que todas as informações que são privadas, de foro íntimo, que o Intercept não vai divulgar, causassem algum tipo de dano público à pessoa.
OP – A decisão de fazer a publicação seriada, ou por capítulos, se deve exclusivamente à extensão do conteúdo? Porque o País fica em suspenso aguardando as próximas revelações. Acha que isso cria um clima prejudicial ou é natural diante de uma tarefa desse tamanho?
Demori – A ideia é basicamente organizar a cobertura, não deixar que isso fique solto. A gente criou um sistema organizado, que as pessoas possam ter uma ideia de “timeline” também, que possam voltar e entender as histórias, que crie organização e não se perca nisso. A ideia de fazer desse jeito foi por causa disso.
OP – Quando receberam as informações, deve ter havido dúvida em relação à autenticidade do conteúdo. Nesse momento, vocês partiram para uma fase de checagem para saber se algumas informações correspondiam a atitudes e desdobramentos na Lava Jato?
Demori – A gente fez vários processos de checagem de autenticidade, um deles foi esse, de bater fases e datas que aconteceram na Operação Lava Jato na época. Para saber se o mundo real estava correspondido naquela massa gigantesca de chats e situações que seria impossível que alguém conseguisse fraudar aquilo com aquela riqueza de detalhes. Outra coisa: existe a voz de cada um dos personagens. A gente consegue identificar, é facilmente perceptível quem está conversando. E outra coisa é que não temos só chats, mas também áudios. Temos um monte de arquivos de áudios e vídeos. Centenas e centenas e centenas de áudios. Esses áudios não são falsificáveis. É impossível que alguém conseguisse falsificar, com a voz das pessoas envolvidas nesse processo, centenas e centenas. Eles estão ali para corroborar também a autenticidade. E, claro, tem a análise técnica. Existe uma forma de avaliar tecnicamente que esses arquivos têm uma autenticidade. Tanto garantimos, que quando as reportagens começaram a sair, nenhum dos envolvidos (ex-juiz, procurador e Lava Jato) colocou em dúvida a autenticidade do material. O atual ministro inclusive falou que não via nada de mais nas conversas. Não há dúvida em relação à autenticidade, e qualquer tentativa de voltar atrás nas opiniões é mero esforço de mudar a narrativa da história.
OP – Foi isso que o ministro e o procurador fizeram. Disseram que havia a possibilidade de que o hacker tenha feito enxertos ou adulterado uma ou outra declaração que estava contida ali. Acha que isso é uma mudança de narrativa de Moro e Dallagnol?
Demori – Eu vou responder com o que o ministro Sergio Moro falou, porque acho que mais claro do que isso é impossível. A gente colocou na nossa reportagem que ia deixar muito claro que o Intercept recebeu material muito antes de o ex-juiz declarar que seu celular tinha sido supostamente hackeado. Mesmo assim, quando Moro declara que seu celular foi hackeado, ele mesmo diz que nada foi subtraído do celular dele.
OP – Uma das consequências da divulgação das reportagens tem sido uma reação raivosa nas redes sociais. Como vocês avaliam os riscos, inclusive pessoais? Vocês têm recebido ameaças?
Demori – A redação do Intercept já recebe ameaças há bastante tempo. A gente trata de temas complexos. Basta lembrar que a gente fez uma grande cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco, fomos o primeiro veículo a apontar o envolvimento de milícias. Enfrentamos também um processo eleitoral bastante turbulento com ameaças constantes. A gente tem uma expertise nisso e estamos preparados.
OP – Que imagem surge da Lava Jato a partir do arquivo de vocês? Há uma fissura na imagem da força-tarefa?
Demori – O que dá pra saber até agora, pelas reportagens, é que a chave de leitura da Lava Jato mudou. E ela necessariamente precisa mudar. A partir das revelações que o Intercept trouxe, veem-se claramente muitas intenções por trás da operação que não estavam à luz do sol. Muita gente, antes do domingo passado, poderia ter convicções pessoais sobre a não isenção do ex-juiz Moro ou sobre exageros e passadas de linha dos métodos da força-tarefa, mas agora, à luz do que já foi publicado, percebe-se uma outra ótica de olhar a operação. Essa ótica é mais do mundo real, da vida real. Não é a ótica da linguagem burocrática, não é a ótica das entrevistas de paletó, não é a ótica dos microfones oficiais, não é a ótica das coletivas de imprensa. Agora temos uma ótica realmente de como operou a Lava Jato.
OP – É possível que haja outras menções a figuras do Judiciário ao longo dos próximos capítulos?
Demori – Para evitar especulações, a gente não pode falar. Não podemos. O que foi mostrado no programa do Reinaldo (Azevedo, na última quarta-feira) foi porque o ex-juiz Sergio Moro, que não contestou a autenticidade dos diálogos, disse que não via nada de mais naquele tipo de relacionamento. O que fiz foi trazer um trecho de pequeno diálogo entre Moro e Dallagnol citando um ministro do STF (Luiz Fux) para mostrar de novo para que a população julgue esse tipo de reação.
Representando a coordenação do prefeito Luciano Duque, Ronaldo Melo comemorou em entrevista ao Sertão Notícias, com Anderson Tennens, os números da pesquisa Múltipla divulgados esta manhã pelo blog, com divulgação simultânea no programa da Cultura FM. “A meu ver não é surpresa, porque nas nossas andanças, nas visitas, o sentimento do povo é positivo. O […]
Representando a coordenação do prefeito Luciano Duque, Ronaldo Melo comemorou em entrevista ao Sertão Notícias, com Anderson Tennens, os números da pesquisa Múltipla divulgados esta manhã pelo blog, com divulgação simultânea no programa da Cultura FM.
“A meu ver não é surpresa, porque nas nossas andanças, nas visitas, o sentimento do povo é positivo. O que a gente vê na rua a gente está vendo na prática na realidade. Eu vejo com muita alegria. Se você analisar, Luciano tem feito muita obra. Serra Talhada é um canteiro de obras, nos bairros tem obra iniciando, na zona rural tem obra”.
Ele aproveitou para reafirmar ter tomado a decisão certa ao decidir apoiar Duque. “Quando as pessoas sabiam que eu estava com Luciano (Melo é filiado ao PSB e decidiu apoiar o petista) recebia muito parabéns. As pessoas dizendo que o homem estava trabalhando, comemorou”. O bloco governista fez carreata pelas ruas de Serra Talhada comemorando o resultado. Ouça:
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