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“Pacto pela Vida é a política mais estruturada de segurança pública do País”, afirma Danilo Cabral

Por André Luis

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) afirma que o Pacto pela Vida é considerado a política pública na área de segurança mais bem estruturada do País. Segundo ele, isso pode ser avaliado em função da manifestação de entidades e especialistas que tratam sobre o tema, inclusive com o reconhecimento através de premiações internacionais, como da Organização das Nações Unidas (ONU), e pelos indicadores objetivos da redução da violência em Pernambuco.

“Não há, no Brasil, experiência que tenha apresentado nos últimos dez anos resultados mais expressivos do que o Pacto pela Vida”, disse em resposta às críticas do senador Armando Monteiro Neto (PTB)  nesta quinta-feira (26).

Segundo o deputado, o Pacto pela Vida passou a não atingir as metas com o início da crise econômica que atingiu o Brasil. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços  produzidos, do País ficou estagnado em 0,1% em relação a 2013. Naquela ocasião, foi o resultado mais fraco desde a retração registrada em 2009, quando havia uma crise global. Os números pioraram nos anos seguintes.

“A crise econômica tem efeito na segurança a partir do momento em que a situação de vulnerabilidade da população aumenta, com o crescimento do nível de desemprego, mas também em função da redução da capacidade de investimento do Estado”, explica.

Danilo Cabral lembra que, só no Complexo de Suape, maior polo industrial pernambucano, mais de 50 mil trabalhadores perderam seus empregos. “Armando conhece muito bem os efeitos da crise e do desemprego. Desafio ele a mostrar um emprego que ele tenha gerado em Pernambuco como ministro do Governo Dilma”, alfinetou.

O Governo do Estado, destaca Danilo Cabral, pratica atualmente a mesma metodologia utilizada na época de criação do Pacto pela Vida. “Há um diagnóstico preciso das causas da criminalidade, são aplicadas ações eficazes, mas, a partir de 2014, não tivemos mais condições de manter o ritmo de atuação, por causa dos efeitos da crise econômica”, reforçou. O deputado cita como exemplo a contratação de policiais militares e civis. O Estado está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nas despesas com pessoal.

O deputado frisou ainda que o governador Paulo Câmara conduz pessoalmente e de forma disciplinada o Pacto pela Vida. “Foi essa mesma liderança que permitiu que Pernambuco mantivesse o equilíbrio fiscal, pagando os servidores rigorosamente em dia e fazendo investimentos.” Danilo acrescentou que Paulo tem a segurança pública como uma das prioridades de seu Governo e já afirmou que reduzir os índices de violência no Estado será seu maior desafio em 2017. “Quem tem déficit de liderança é Armando. Só é senador porque ganhou o mandato de presente do ex-governador Eduardo Campos.”

Outras Notícias

Sertânia deve ter duas mulheres disputando a prefeitura em 2024

Depois de 12 anos, Sertânia deve voltar a ter uma mulher no comando da prefeitura. Como o blog antecipou, o prefeito Ângelo Ferreira anunciou a escolha da vereadora Rita Rodrigues para candidatura de seu grupo à prefeitura. Se a oposição mantiver o nome de Pollyanna Abreu na disputa, 2024 terá uma eleição histórica com duas […]

Depois de 12 anos, Sertânia deve voltar a ter uma mulher no comando da prefeitura.

Como o blog antecipou, o prefeito Ângelo Ferreira anunciou a escolha da vereadora Rita Rodrigues para candidatura de seu grupo à prefeitura.

Se a oposição mantiver o nome de Pollyanna Abreu na disputa, 2024 terá uma eleição histórica com duas mulheres encabeçando as chapas que concorrerão ao governo municipal.

Cleide Ferreira foi a única prefeita de Sertânia, seu mandato foi de 2009 a 2012.

A escolha de Rita como candidata visa anular o discurso da oposição da candidata mulher e também à crítica de “chapa nepotista”, se  nome fosse o de Paulo Henrique, sobrinho do prefeito. Agora é aguardar os próximos capítulos.

Afogados FC e clubes da Serie D receberão R$ 120 mil da CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na tarde desta segunda-feira (06) uma ajuda financeira aos times da Série C, D e do campeonato A-1 e A-2 do Brasileirão feminino, em virtude da paralisação das competições por conta da pandemia de coronavírus. O valor recebido por cada equipe será equivalente a duas vezes a folha […]

Foto: Facebook/Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na tarde desta segunda-feira (06) uma ajuda financeira aos times da Série C, D e do campeonato A-1 e A-2 do Brasileirão feminino, em virtude da paralisação das competições por conta da pandemia de coronavírus.

O valor recebido por cada equipe será equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas, segundo dados reunidos do sistema de registros de contratos da entidade.

Ao todo, 140 clubes receberão o benefício. No total, a CBF vai repassar R$ 19.120.000,00 (dezenove milhões, cento e vinte mil reais), divididos entre as equipes e as federações estaduais, que, individualmente, vão receber R$ 120 mil cada de auxílio.

Os pagamentos vão ocorrer a partir desta terça-feira (07). Cada um dos 68 times da Série D, entre eles o Afogados FC, receberá R$ 120 mil, totalizando R$ 8.160.000,00 (oito milhões, cento e sessenta mil reais).

Os 20 clubes da Série C terão auxílio de R$ 200 mil cada — R$ 4 milhões no total. – Os 16 times da Série A-1 do Brasileirão feminino também vão receber cada um R$ 120 mil.

Apenas Solidão saiu do colapso total com últimas chuvas no Pajeú

Precipitações não alteraram situação das outras cidades. São oito barragens em colapso total Com as últimas chuvas que caíram na região, apenas um reservatório conseguiu volume suficiente para retomada da distribuição e fim do colapso: É A Barragem Nossa Senhora de Lourdes, em Solidão, que pelo volume recebido com as últimas chuvas favorece a operacionalização […]

A Barragem de Caramucuqui continua em colapso, segundo Compesa
A Barragem de Caramucuqui continua em colapso, segundo Compesa

Precipitações não alteraram situação das outras cidades. São oito barragens em colapso total

Com as últimas chuvas que caíram na região, apenas um reservatório conseguiu volume suficiente para retomada da distribuição e fim do colapso: É A Barragem Nossa Senhora de Lourdes, em Solidão, que pelo volume recebido com as últimas chuvas favorece a operacionalização da Compesa. A Barragem tem capacidade para 1,5 milhão de metros cúbicos e conseguiu volume médio de 15%.

A Barragem de Borborema (Tabira) também recebeu bom volume de água, mas é tida como de menor porte, abastecendo a comunidade de mesmo nome.

A Barragem de Brotas, que recebeu algum volume, ganhou cerca de 5 centímetros de lâmina d’água. Segundo Washington Jordão, da Compesa, com isso ela recuperou o que havia perdido no mês de fevereiro com consumo e evaporação. A barragem tem hoje 15% de sua capacidade.

Santa Terezinha, a cidade com situação mais confortável no Alto Pajeú e que recebeu mais chuvas até agora mantém o quadro de armazenamento que lhe garanta mais 7 a 8 meses de distribuição, graças a água nas barragens de Tigre e Zé Antonio.

Pelo contrário, as cidades de Itapetim e Brejinho, que dependem de carro pipa não tiveram nenhum acréscimo nas barragens de Caramuquiqui, Boa Vista e Mãe D’água. Continuam dependendo de carros-pipa.

Rosário pegou um volume tão pequeno que não muda a grave realidade de pré-colapso que preocupa Iguaraci, Jabitacá, Tuparetama, Ingazeira e São José do Egito. A barragem está hoje com cerca de 3,5% de sua capacidade. A Barragem do Chinelo (Carnaíba) entrou no colapso total.

Colapso total: Assim, estão com zero por cento de capacidade Boa Vista (Itapetim), Caramucuqui (Itapetim), Mae D’água (Itapetim), Serraria (Brejinho), São José I (São José do Egito), Chinelo (Carnaíba), Poção (Jabitacá) e Lage do Gato (Ibitiranga).

Para cidades como Serra Talhada, Calumbi, Carnaíba, Tabira e Afogados da Ingazeira, a salvação continua sendo a Adutora do Pajeú, que até agora tem fornecido água sem grandes interrupções, apesar da situação preocupante do Rio São Francisco. As poucas interrupções tem sido verificadas por conta de quedas de energia, comuns em períodos de chuva.

Brasil omite desastre de Mariana em relatório para a ONU

O governo Michel Temer omitiu o desastre ambiental de Mariana do informe oficial que entregou para a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação de direitos humanos no país. O relatório servirá de base para uma sabatina do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da entidade, onde ontem retomou assento por mais dois anos. […]

Ramon Lisboa/EM/D.A Press

O governo Michel Temer omitiu o desastre ambiental de Mariana do informe oficial que entregou para a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação de direitos humanos no país. O relatório servirá de base para uma sabatina do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da entidade, onde ontem retomou assento por mais dois anos.

O documento não foi divulgado pelo governo brasileiro, mas o Ministério dos Direitos Humanos confirmou que não faz referências ao rompimento da barragem de rejeitos da Samarco na cidade mineira, que deixou 18 mortos em novembro de 2015, contaminou cursos d’água e é considerado um dos maiores desastres ambientais da história.

Segundo o governo, a ONU impõe um limite de tamanho para o documento e não teria sido possível incluir o desastre.

Relembre

Na tarde do dia 5 de novembro, o rompimento da barragem do Fundão, localizada na cidade histórica de Mariana (MG), foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de m³ de lama, resultantes da produção de minério de ferro pela mineradora Samarco – empresa controlada pela Vale e pela britânica BHP Billiton.

Seiscentos e sessenta e três quilômetros de rios e córregos foram atingidos;1.469 hectares de vegetação, comprometidos; 207 de 251 edificações acabaram soterradas apenas no distrito de Bento Rodrigues. Esses são apenas alguns números do impacto, ainda por ser calculado, do desastre, já considerado a maior catástrofe ambiental da história do país.

Dez ex-ministros lançam manifesto contra ação de Bolsonaro contra Moraes

Dez ex-ministros da Justiça e da Defesa assinam um manifesto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no qual pedem a rejeição do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O manifesto dos ex-ministros foi divulgado neste sábado (21) — leia a íntegra ao final desta reportagem. Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro apresentou o pedido […]

Dez ex-ministros da Justiça e da Defesa assinam um manifesto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no qual pedem a rejeição do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O manifesto dos ex-ministros foi divulgado neste sábado (21) — leia a íntegra ao final desta reportagem.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro apresentou o pedido de impeachment ao Senado. No mesmo dia, o STF divulgou nota de repúdio.

Senadores também se pronunciaram contra a iniciativa do presidente. Em entrevista, Pacheco disse que não antevê fundamento para o impeachment de ministro do Supremo.

Os signatários do documento dos ex-ministros são integrantes dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

Assinam o manifesto Miguel Reale Junior, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira e José Carlos Dias (governo FHC); Celso Amorim, Jaques Wagner, José Eduardo Cardozo, Tarso Genro e Eugênio Aragão (governos Lula e Dilma); e Raul Jungmann (governo Temer).

No pedido, os ex-ministros ressaltam a “evidente atipicidade da conduta e da tentativa de se instrumentalizar” o Senado “para tumultuar o regime democrático.