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Ovo da serpente: entre nós, há quem concorde em silêncio com o que vimos em Brasília

Por Nill Júnior

Covardes como seu líder político,  estão calados nas redes

Não se engane.  Há entre nós gente que é parte do mesmo material fascista dos que depredaram a democracia hoje.

Mas não se assuste: eles não vão se manifestar nas redes.  São covardes como o líder que os representa,  com o rabo entre as pernas em Orlando, já a essa altura persona non grata nos Estados Unidos.  Líderes americanos ocupam as redes perguntando o que ele faz lá e exigindo que seja enviado de volta ao Brasil.

Aqui, você não vai vê-los se manifestando publicamente.  Fizeram isso até bem pouco tempo. Agora, vão optar pelo silêncio que fala muito. Alguns até gostariam de ter estado em Brasília participando dessa barbárie.  Se investigar,  quem sabe,  vão ser encontrar até financiadores dessa palhaçada criminosa golpista entre nós. Quem sabe…

São ovos da serpente. Estarão tentando ocupar espaços políticos nas próximas eleições,  como fizeram agora, ou colocando a cara sob o discurso liberal, quando são fascistas disfarçados,  ou ainda usando laranjas. Salvo exceções,  a sociedade já os respondeu,  com votações pífias.  Mas não se enganem.  Vão continuar tentando.

Dos detentores de mandato em Pernambuco,  são cúmplices nomes como Pastor Eurico, Coronel Meira, Major Feitosa, os Tércios,  os Ferreiras e tantos outros bolsonaristas que,  insatisfeitos com o resultado e para fazer média com a sua base ideológica,  nunca se posicionaram em respeito ao ambiente democrático. O primeiro chegou a dizer que Lula não assumiria,  pondo dúvidas sobre o respeito institucional do resultado. O casal Tércio fez foi explorar as imagens,  como quem comemora.

Não há problema em ser eleitor de direita. Muito menos em optar por bandeiras que foram vilipendiadas hoje: “Deus, Pátria e Família”. O que estamos denunciando aqui não tem definição no ambiente democrático: é banditismo,  terrorismo, crime. Pra tristeza de quem agora silencia, mas torceu pra dar certo,  mais uma vez as instituições e a democracia venceram.

Durmam com essa,  filhotes do fascismo! Como Ulysses, nojo a quem ataca a nossa legitimidade constitucional e democrática…

 

Não passarão!

Outras Notícias

Arcoverde: definida a programação de Emancipação

A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Educação e Esportes, realiza a programação em comemoração aos 91 anos de emancipação política da cidade. As celebrações começam nesta terça-feira, dia 10 de setembro, a partir das 19h, na Matriz de Nossa Senhora do Livramento, com a Missa Solene. Na quarta-feira, dia 11 de setembro e […]

A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Educação e Esportes, realiza a programação em comemoração aos 91 anos de emancipação política da cidade. As celebrações começam nesta terça-feira, dia 10 de setembro, a partir das 19h, na Matriz de Nossa Senhora do Livramento, com a Missa Solene.

Na quarta-feira, dia 11 de setembro e feriado municipal, a programação pelos 91 anos de emancipação política conta a partir das 6h30, com a ‘alvorada festiva’, através de uma especial queima de fogos. Já às 11h, será promovido o momento de hasteamento na Praça da Bandeira, contando com as presenças de autoridades locais e do público em geral. E no turno da tarde, a partir das 14h, é a vez da tradição dos desfiles cívicos.

Escolas, bandas e representantes de instituições estarão se concentrando na Praça Barão do Rio Branco, de onde os cortejos sairão por toda a Av. Antônio Japiassú, passando pelo Senadinho, até a Praça da Bandeira, na qual acontece a culminância de apresentações.  “Estaremos com muito orgulho manifestando junto à população, uma marca de 91 anos de emancipação política, que consiste em abranger ainda mais trabalhos e desenvolvimentos dedicados à cidade”, ressalta a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto.

Integrantes da Sétima Divisão do Tiro de Guerra (Exército Brasileiro) do município e também da cidade de Pesqueira, abrirão os desfiles, seguidos do 3° BPM, Grupamento Local do Corpo de Bombeiros e ainda pelo Grupo de Socorristas Voluntários de Arcoverde – GSVA, que estará acompanhado da Banda da Escola Quitéria Wanderley Simões, da cidade de Venturosa.

O segundo bloco de desfiles será aberto por membros da Secretaria de Educação e Esportes de Arcoverde, tendo o acompanhamento da Filarmônica Joaquim Belarmino Duarte. Posteriormente, alunos do Centro Educacional Estevam Alves (Carrossel) e integrantes da Fundação Terra, do Clube de Aventureiros Filhos de Israel, e dos Clubes de Desbravadores Tigres de Israel, Leão de Judá e Águias do Advento, estarão se apresentando.

Na terceira e última parte, a programação contará com estudantes do Colégio Imaculada Conceição, Escola Tico e Teco, Escola Antônio Japiassú, Escola Nossa Senhora das Graças (Buíque), Colégio Diocesano Cardeal Arcoverde, Erem Carlos Rios, Erem Senador Vitorino Freire, Escola Monsenhor José Kherly, Escola Antônio de Barros Sampaio (Buíque), Banda Unificada Musical (Custódia), Banda Municipal de Venturosa, Banda Independente (Buíque), Escola Municipal Engenheiro Klaysson de Freitas Araújo (Buíque), Escola Municipal Professor Amaro Soares de Souza (Sanharó) e por fim, integrantes do Clube de Automóveis Antigos ‘Portal do Sertão’.

Carlos Veras diz que “não coloca digital” em reforma que ataque direitos

O Deputado federal Carlos Veras disse que as alterações propostas pelo relator Samuel Moreira (PSDB) sobre a reforma da Previdência, deixando de fora o BPC, Aposentados Rurais, Capitalização, Estados e Municípios, professores, foram conquistas do movimento organizado do campo e da cidade e da bancada da agricultura familiar. Mesmo assim, falando a Anchieta Santos na […]

Foto: Divulgação/Facebook

O Deputado federal Carlos Veras disse que as alterações propostas pelo relator Samuel Moreira (PSDB) sobre a reforma da Previdência, deixando de fora o BPC, Aposentados Rurais, Capitalização, Estados e Municípios, professores, foram conquistas do movimento organizado do campo e da cidade e da bancada da agricultura familiar.

Mesmo assim, falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, o parlamentar disse que algumas questões precisam sem consideradas. “O próprio Rodrigo Maia admite que no segundo semestre voltará a capitalização e deixa em aberto a desconstitucionalização para a decisão dos estados e municípios. Nossa luta não é apenas para proteger os trabalhadores rurais, mas para proteger a classe trabalhadora”.

Veras acrescentou que a reforma como um todo é dura e cruel pelos cinco anos a mais do tempo de contribuição. Perguntado em que condições o ele e o PT votariam pela reforma, Carlos Veras disse: “Se tirar o regime geral da previdência, se os regimes próprios forem tratados caso a caso como juízes, militares e etc, há possibilidade sim, de avançar sim”.

Sobre a questão de estados e municípios, o deputado federal Carlos Veras (PT) disse que cada prefeito mande a proposta para a Câmara Municipal. Que é bom para os vereadores botarem a digital deles para alterar o tempo de contribuição e da idade mínima dos professores e do servidor público. “Manda os vereadores acabar com a possibilidade desses se aposentarem. A mesma coisa para os deputados, botem a digital deles. A minha não vou colocar para acabar com os direitos dos trabalhadores”, concluiu Carlos Veras.

Armando e Pimentel reivindicam retomada de obras em Araripina

Em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, foi discutida a reinclusão da obra de saneamento da cidade no PAC. O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, e o senador Armando Monteiro estiveram nesta quinta-feira (19) em audiência com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Na pauta, o principal ponto foi a retomada […]

ANA_4336Em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, foi discutida a reinclusão da obra de saneamento da cidade no PAC.

O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, e o senador Armando Monteiro estiveram nesta quinta-feira (19) em audiência com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Na pauta, o principal ponto foi a retomada de uma importante obra de saneamento no município, paralisada por problemas técnicos. A obra é realizada pela Codevasf, com recursos do PAC, desde 2011. A rede coletora está quase 90% concluída, mas com o encerramento do contrato a obra foi paralisada e excluída do PAC.

O prefeito e o senador realçaram que o empreendimento é essencial não só para o saneamento do município, mas também para a revitalização do Rio São Francisco. “A retomada dessa obra é fundamental para Araripina, mais do que uma obra de infraestrutura, é um empreendimento de grande impacto na saúde pública. E, além disso, por envolver a despoluição de um afluente do São Francisco, transcende os limites do município. Ficamos satisfeitos pela disposição do ministro Helder em batalhar pela retomada do projeto”, avaliou Armando Monteiro.

O ministro recebeu a comitiva acompanhado de Kênia Marcelino, presidente da Codevasf, órgão responsável pela obra. Também participaram da audiência Socorro Pimentel (PSL), deputada estadual; Evilásio Mateus (PSL), presidente da Câmara dos Vereadores de Araripina; e Possídia Maria Carvalho de Alencar, secretária de educação de Araripina.

Ué, apagou Clarissa?

Diante da repercussão negativa da postagem de um vídeo exaltando os atos golpistas de 8 de janeiro,  a Deputada Federal eleita Clarissa Tércio apagou a postagem. Ela e o marido, Deputado Estadual eleito Júnior Tércio,  compartilharam imagens das cenas de selvageria e crime na Capital Federal.  Certamente alertada das implicações,  deu um passo atrás e, […]

Diante da repercussão negativa da postagem de um vídeo exaltando os atos golpistas de 8 de janeiro,  a Deputada Federal eleita Clarissa Tércio apagou a postagem.

Ela e o marido, Deputado Estadual eleito Júnior Tércio,  compartilharam imagens das cenas de selvageria e crime na Capital Federal.  Certamente alertada das implicações,  deu um passo atrás e, apesar da firmeza de posições que costuma pregar nas redes, inclusive na defesa de tratamentos ineficazes contra a Covid-19,  retirou o post.

Em seu lugar, fez uma postagem afirmando: “A Constituição Federal nos garante o direito à livre manifestação,  de forma ordeira e pacífica.  Em alinhamento com Jair Bolsonaro,  somos totalmente contra qualquer ato de violência,  vandalismo ou de destruição do patrimônio público,  que venha ameaçar a nossa democracia.  Orem pelo Brasil”, concluiu,  em postura bem diferente de horas atrás.

Nas redes sociais,  vários perfis denunciaram os parlamentares. A Deputada Federal Andrea Werner, do PSB de São Paulo propôs: “Vamos fazer uma thread só com parlamentares (de todos os estados e cidades) que estiveram no ato ou apoiaram pelas redes? Que tal? Prints aqui!” Também o Ministério Público Federal estimula denúncias de condutas criminosas de apoio aos atos.

Em ambos os casos,  os perfis de Clarissa e Júnior Tércio estão entre os mais denunciados.

Após os atentados contra os prédios do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF (Supremo Tribunal Federal) realizados por terroristas inconformados com a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro, a bancada do PSOL requereu ao STF que investigue uma lista de parlamentares bolsonaristas de todo o Brasil.

O casal Tércio está na lista, que ainda tem André Fernandes (PL/CE), Silvia Waiãpi (PL/AP), Magno Malta (PL/ES), Ricardo Barros (PP/PR), Sargento Rodrigues (PL/MG), José Medeiros (PL/MT), Coronel Tadeu (PL/SP), Carlos Jordy (PL/RJ) é Ana Campagnolo (PL/SC).

O pedido de investigação e responsabilização dos parlamentares tem fundamento na participação de autoridades públicas em crimes contra o Estado democrático de Direito tipificados nos artigos 359-L, 359-M e 359-N do Código Penal Brasileiro:

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – Art. 359-L. Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, além da pena correspondente à violência.

Golpe de Estado – Art. 359-M. Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos, além da pena correspondente à violência.

Interrupção do processo eleitoral – Art. 359-N. Impedir ou perturbar a eleição ou a aferição de seu resultado, mediante violação indevida de mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação estabelecido pela Justiça Eleitoral: Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

Ameaçou este jornalista de processo por crítica à atuação na pandemia: Em 2020, no auge da pandemia, Clarissa, apoiou o projeto “Doutores da Verdade”, em que profissionais de saúde realizavam caravanas para promover o tratamento e a prevenção do novo coronavírus (covid-19) através da prescrição e distribuição de hidroxicloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz, que,  ao contrário, matou muita gente levada a acreditar em sua eficácia em lugar de se imunizar.

As ações pelo uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, foram amplamente defendidas nas redes sociais da parlamentar. “Eu sempre acreditei que a medicação é uma aliada importante, quando usada precocemente”, defendeu, conforme reportagem do JC de maio de 2020.

Àquela altura, vários estudos como os publicados pelo Journal of The American Medical Association,  feito por pesquisadores da Universidade de Albany, em Nova York, apontavam não haver relação entre o uso da cloroquina e a redução da mortalidade causada pela covid-19. Mas a Deputada chegou a dizer que doava parte do seu salário de deputada estadual para comprar a medicação e distribuir nas comunidades que recebiam o projeto.

À Clarissa,  chegou um vídeo de um programa Manhã Total, da Rádio Pajeú,  em que este jornalista dizia que ela e outros bolsonaristas que defendiam tratamentos ineficazes contra a Covid-19 deveriam responder criminalmente pelas mortes que ajudaram a provocar e até ir presos.  A Deputada usou a fala para auto promoção, ameaçando processar esse jornalista, em caso que teve repercussão estadual.  Até hoje, não há nenhuma manifestação jurídica sobre o caso.

Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista promete ao MPT combater trabalho infantil em lixão

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco conseguiu que o município de Santa Maria da Boa Vista firmasse acordo judicial voltado para proteção da infância e adolescência. O documento, celebrado em 5 de julho passado, está vinculado à ação civil pública movida em 2016, de autoria da procuradora do MPT Vanessa Patriota, que evidenciava […]

Imagem ilustrativa

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco conseguiu que o município de Santa Maria da Boa Vista firmasse acordo judicial voltado para proteção da infância e adolescência. O documento, celebrado em 5 de julho passado, está vinculado à ação civil pública movida em 2016, de autoria da procuradora do MPT Vanessa Patriota, que evidenciava casos de trabalho precoce no lixão da cidade.

 Entre as obrigações assumidas pelo município, destaca-se o melhor controle no sistema de limpeza urbana, o que inclui murar o lixão, gerenciar o acesso ao local, proibir a entrada de crianças e adolescentes, bem como de cadastrar os adultos que trabalham na catação de resíduos, etc. Caso as obrigações não sejam cumpridas, o município será multado, por dia, no valor de R$ 1,5 mil, por obrigação violada e por criança, adolescente e catador prejudicado.

O acordo também prevê que o município reverta no mínimo dois por cento da receita tributária líquida anual para a promoção eficaz de políticas públicas de combate ao trabalho infantil e profissionalização de adolescentes; a inclusão dos filhos dos catadores de materiais recicláveis em programas sociais, em especial em períodos de recesso escolar e nos horários compatíveis com o horário de trabalho dos pais, e a inscrição de catadores e familiares no cadastro único do Governo Federal.

De acordo com a procuradora Vanessa Patriota, ao município já foi determinado o pagamento de multa no valor de R$ 100 mil, pelos danos já causados à população. A quantia será revertida para o Fundo da Criança e do Adolescente do Estado de Pernambuco (FIA/Estadual) ou para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Para esses mesmos fundos, serão também direcionados os valores dos futuros descumprimentos, caso ocorram.