Ouro Velho: quase 25 mil pessoas prestigiaram a última noite do Arraiá do DR
Por André Luis
Ao todo 24.578 pessoas na última noite. Contagem foi feita por reconhecimento facial
Por André Luis
Nesta quarta-feira (13), Ouro Velho vivenciou a última noite do Arraiá do DR, que teve início na terça-feira (12).
A estrutura foi montada no Estádio Municipal onde aconteceria, também, o São João da cidade, que foi cancelado pelo prefeito, após o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André Carlo Torres Pontes, emitir uma medida cautelar, alguns dias antes da festa, para suspender dois contratos de shows, que somavam o valor de R$ 420 mil, firmados entre a Prefeitura e as empresas representantes dos artistas Xand Avião e Priscila Senna.
A última noite recebeu os shows de Eliane, Mari Fernandez e Walkyria Santos. Na terça se apresentaram Novo Som Mix, Solange Almeida e Léo Magalhães.
Em conversa com o blog, o prefeito Augusto Valares comemorou o sucesso de público. “Foi a maior festa que Ouro Velho já viu. Antes as festas aconteciam na parte interna da cidade, tiramos e colocamos no estádio municipal, onde montamos uma estrutura que proporcionou receber um grande público. Na última noite foi recorde, 24.578 pessoas prestigiaram o evento. A contagem foi possível por conta do sistema de reconhecimento facial, outra inovação que ajuda a fazer a contagem”, explicou Augusto.
Augusto Valadares ainda fez questão de reforçar que a festa não contou com recursos públicos. “Todas as despesas do evento foram custeadas com recursos privados”, esclareceu.
Na noite de sábado (27), aconteceu a convenção partidária da Coligação “União Pra Fazer Mais”, composta pelos partidos PSDB, Podemos e Cidadania. A militância compareceu à Pousada do Vale para aprovar a chapa majoritária apoiada pelo prefeito Sávio Torres, na convenção que homologou a candidatura de Diógenes Patriota como pré-candidato a prefeito e a professora […]
Na noite de sábado (27), aconteceu a convenção partidária da Coligação “União Pra Fazer Mais”, composta pelos partidos PSDB, Podemos e Cidadania.
A militância compareceu à Pousada do Vale para aprovar a chapa majoritária apoiada pelo prefeito Sávio Torres, na convenção que homologou a candidatura de Diógenes Patriota como pré-candidato a prefeito e a professora e vereadora, Luciana Paulino, que concorre ao cargo de vice-prefeita.
A convenção também apresentou ao público os pré-candidatos a vereadores. Entre os nomes anunciados estavam Arlã Markson, Beto do Conselho, Dorinha da Consulta, Fifita, Pastor Ivanildo, Pedrito, Tanta Sales, Valmir Tunu e Vandinha da Saúde.
“A união de Diógenes e Luciana representa a continuidade de um projeto de sucesso, garantindo que as conquistas dos últimos anos sejam apenas o início de um futuro ainda mais promissor para a Princesinha do Pajeú.”, disse Sávio Torres
Lideranças políticas como o secretário executivo da Casa Civil, Rubens Júnior, o gerente regional da Casa Civil, Mário Viana, o superintendente da Casa Civil, George Patriota, representaram a Governadora Raquel Lyra, que mandou um vídeo em apoio a candidatura de Diógenes e Luciana.
Não é segredo pra ninguém que é Danilo Cabral o responsável pela luta para aproximar o prefeito Luciano Duque do bloco governista no Estado. A reunião que o Secretário de Planejamento teve com Duque em Recife teve de tudo, inclusive o FEM. O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, Gerente de Articulação Regional também esteve no […]
Duque, Danilo e Marconi: estão com cara de quem “só falou” de FEM? Foto: Douglas Fagner/STMais
Não é segredo pra ninguém que é Danilo Cabral o responsável pela luta para aproximar o prefeito Luciano Duque do bloco governista no Estado.
A reunião que o Secretário de Planejamento teve com Duque em Recife teve de tudo, inclusive o FEM. O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, Gerente de Articulação Regional também esteve no encontro .
Recentemente, Danilo esteve em Serra Talhada e gerou grande especulação na Capital do Xaxado. Chegou a ser chamado por Duque de “Embaixador de Serra Talhada” junto ao Governo do Estado.
Nos bastidores, apesar de tratar a agenda de administrativa, a possibilidade tem sido discutida. A interlocutores, Cabral e Duque não escondem que estão conversando de olho em 2016.
Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima. Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com uma porta que se abria na recém […]
Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima.
Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com uma porta que se abria na recém inaugurada Transertaneja FM. Pouco tempo depois, era enorme a vontade de voltar. E qual era a solução?
No meio dessa história, já tinha a relação de amizade com o padre João Acioly, apresentado a mim por padre Luizinho, dois daqueles personagens que apareceram em minha vida como anjos, me dando a possibilidade de ser gente, de ter identidade, um caminho a trilhar.
Pois João e Patriota, contemporâneos que cresceram meninos pobres e ganharam uma chance na cidade, bolaram o plano que me devolveria à Pajeú, conseguindo um emprego entre o final de 93 e início de 94 no Sindicato dos trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira.
Trabalhei como funcionário do Sindicato e servindo a Patriota, que era assessor regional da FETAPE, cortando essa região e estado pregando a educação e formação sindical. Patriota com 33 anos e eu com 19 pra 20. Dada a consciência e formação política dele, parecia ter muito mais. Impressionante como algumas pessoas chave chegaram na hora certa na minha vida, me ajudando na formação e construção de quem eu sou: padre Luizinho, Anchieta Santos, Monsenhor João Acioly, Dom Francisco, Patriota.
Lembro das reuniões com lideranças comunitárias, em Afogados, Triunfo, São José do Egito, tantas outras cidades, o Congresso da FETAPE no Centro de Convenções. Das viagens no Gol quadrado branco comendo poeira por essas comunidades e de Patriota falando em organização sindical, política, comunitária. E dele lendo os relatórios desses encontros que eu preparava numa máquina de datilografar lá pela terceira sala adentro do STR. E da minha preocupação com a impressão dele daqueles documentos. Como não lembro de ter levado bronca àquela época de alguém tão preparado e exigente, acho que ele gostou.
Cheguei a, com ele, fazer até dobradinha no programa do Sindicato. Ele tinha uma caligrafia muito bonita e, de punho, fazia a produção do programa.
Lá também conheci Madalena Leite Patriota, a esposa, que atuava no Sindicato e era alguém a quem eu também respondia. Confesso, tinha mais medo dela que dele, mas não por qualquer outra coisa: ela ficava mais tempo comigo e, com razão, me corrigia mais firmemente nas minhas saídas de trilho, normais para um rapaz de 20 anos àquela época. Isso me fez também nutrir muito amor e respeito por ela, até hoje. E admirar a mesma firmeza que apresenta agora, na maior provação que alguém pode ter em relação a um companheiro de vida: deixá-lo partir para poupar a dor.
Voltando ao plano, pra dar certo, eu tinha que voltar à Pajeú, e voltei, para completar o que havia sido bem arquitetado entre João, Patriota e Anchieta Santos, cúmplice do crime perfeito, a ponto de gravar uma chamada de minha volta em uma cobertura dos Jogos Escolares, fechando o texto com as informações daquela jornada e o parágrafo final: “…e a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo!” – com o trecho de “O Portão”, de Roberto Carlos: “eu voltei, agora pra ficar/porque aqui, aqui é o meu lugar…”
Só que estava muito longe de aquela ser a última missão de Patriota na minha vida. Pelo contrário, quantas vezes o ouvi sobre os passos que eu tinha que dar, e quantas vezes também opinei e, quando chamado, o auxiliava pessoal e profissionalmente.
Sempre digo que a melhor forma de pagar a confiança que alguém deposita é honrá-la. No caso de Patriota, tenho certeza e provas concretas do orgulho e respeito que ele sentia. Aprendi tanto com ele a enfrentar qualquer um na defesa das minhas convicções, que algumas poucas vezes até nós dois nos estranhamos, como no vídeo que virou meme quando o meme nem existia. Nunca guardamos um arranhão. A amizade e pontos comuns que nos uniam eram muito maiores que isso.
Uma das maiores provas é que Patriota sempre me defendeu e eu a ele. Quando fui escolhido para a ASSERPE, Patriota foi perguntado por um magnata da TV do estado se ele me conhecia, dada a missão que eu enfrentaria, rara para alguém de um veículo de Afogados da Ingazeira. “Pode apostar nele sem medo. Está preparado para o serviço”, disse, sem imaginar que a conversa tempos depois chegaria a mim.
Quando recebi a Medalha Dom Francisco, em julho do ano passado, Patriota brincou ao ouvir minha biografia. “Parece que o segredo pra vencer e se destacar é ter vendido picolé quando menino”, para comparar a vida dele com a minha. E disse no discurso: “tudo o que ele faz, faz bem feito!”
Quando a gente precisava falar de futuro, a conversa era geralmente em um café reservado na casa dele. Tenho algumas memórias desses encontros. Em um deles, me lasquei. Patriota prestes a assumir o primeiro governo me convidou pra sondar sobre nomes cotados para sua primeira equipe. Como sugeri e ouvi vários outros nomes, pra não quebrar a confiança, não podia especular quem faria o seu time na Rádio Pajeú. Vi todo mundo antecipando na imprensa e, por ética, esperei calado o anúncio oficial.
Outra vez, Patriota me cercou pra me fazer ser “prefeiturável” na sua sucessão, assim como ocorrera com outros grupos políticos no passado, mas agora, com um argumentador difícil de vencer. A ideia dele era ter mais de uma opção, mais de um quadro à mesa do debate. Eu disse a ele que minha missão na gestão da Rádio Pajeú não estava concluída. Ele me cercou de todo lado e perguntou: “posso ao menos botar seu nome numa pesquisa?” Eu para não desagradar depois de tanta insistência disse que sobre isso, em que pese o que já estava decretado, não veria problema. Ele entendeu que meu sim era pra aceitar ser um dos nomes no balaio. Nem saí da casa dele direito, alguém me avisava: “Patriota tá aqui pulando, dizendo que você aceitou incluir o nome no processo”. Na calçada da casa dele, saindo desconcertado com a informação, encontrei Sandrinho Palmeira. Pedi pra ele apagar o fogo de Patriota, que tinha entendido tudo errado. Sandrinho, aos risos, se encarregou de fazer Patriota pular só por ele, o nome natural, óbvio, e não também por mim. Depois soube, já havia se armado até pra pedir autorização ao Bispo da época pra me liberar da missão na emissora.
No primeiro semestre desse ano, antes da piora acentuada, ainda ensaiamos um novo café pra falar de futuro. Infelizmente, não deu…
Dos amigos próximos, lembro da angústia e preocupação de Anchieta Santos quando Patriota foi diagnosticado com a doença que agora tirou sua vida. Quis o destino que o irmão fosse primeiro esperar Patriota, que chegou agora. De João Acioly, a lembrança mais forte foi a de quando Patriota assumiu a prefeitura em 2013. João foi representando a Diocese, mas não fez um discurso institucional. Foi excessivamente pessoal, passional, emocionado: “pela primeira vez, um menino pobre, que vendia galinha pra sobreviver, enquanto eu vendia sandália e pão em Severino Lolô, vai subir as escadas daquela prefeitura como prefeito!” – dizia, para Patriota marejar os olhos. Aliás, o vi fazer isso algumas vezes. Fui alertá-lo de que deveria ter feito uma fala menos apaixonada, já que falava pela Diocese. “Eu não consigo”, resumiu-se a dizer, como quem decreta: “o que sai do coração e da alma a gente não cala”.
Sua última comemoração de aniversário foi um dia depois da data pra valer: 10 de outubro de 2023. Cedo, Patriota me ligou dizendo que reuniria um pequeno grupo de amigos para almoçar com ele. Era seleto mesmo: Madalena, os filhos, a neta, Sandrinho Palmeira, Padre Luizinho, Alexandre Moraes e Veratânia, Frankilin Nazário e eu. Hoje, entendo que aquele telefonema tinha ainda mais significado.
Pra concluir, vou fazer igual padre João. Não vou me policiar pra falar de José Patriota.
Na Rádio Pajeú, ouvi muitas pessoas, muitas anônimas, simples, compartilhando uma foto, uma memória, uma ação de Patriota, da consciência crítica à água na comunidade, à ação no bairro, ao direito de contestar, à organização comunitária, à defesa da gente que confiava nele pelas funções que ocupou.
Patriota está sendo homenageado por muita gente importante de todo o Brasil. Mas são essas pessoas simples, que só são tocadas no coração e na alma por quem é de verdade, que me deram a certeza de que Patriota perenizou, se espalhou por onde sua voz alcançou, sua mensagem chegou, em lugares que a nossa razão certamente não alcança. Patriota está vivo e só não crê quem não tem fé na força transformadora do que ele defendia.
E se ele está vivo em tanta gente, não vai continuar faltando quem tente o calar nessas vozes, matá-lo nessas vidas, oprimi-lo nessa luta permanente.
Vão continuar tentando taxá-lo de comunista por defender água, alimento digno e condições de produzir nas comunidades, o bico de luz para quem vivia no escuro, a consciência e organização comunitária para não temer o poder. Vão enfrentá-lo por dizer que a máquina não pode moer mais pra quem já tem, vão discordar ao ouvi-lo na voz desse povo dizendo que os verdadeiros inimigos são a fome, a desigualdade, a negação aos direitos humanos.
E aí mora o segredo. Quem lutou com ele, não pode deixá-lo calar ou morrer.
Por André Luis, com informações do Iphan O conselho consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que se reuniu nesta quarta-feira (19), no Forte Copacabana, no Rio Janeiro, decidiu por unanimidade, que a Literatura de Cordel, gênero literário, que também é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros, passa ser Patrimônio […]
Foto: Alexandre Morais na Bienal Internacional do Livro em São Paulo/ Agosto de 2018
Por André Luis, com informações do Iphan
O conselho consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que se reuniu nesta quarta-feira (19), no Forte Copacabana, no Rio Janeiro, decidiu por unanimidade, que a Literatura de Cordel, gênero literário, que também é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros, passa ser Patrimônio Cultural do Brasil.
Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados.
Com isso, poetas, declamadores, editores, ilustradores (desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores) e folheteiros (como são conhecidos os vendedores de livros) já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
O poeta e cordelista afogadense, Alexandre Morais, comemorou a decisão e disse que o reconhecimento é muito representativo pelo fato de oficializar o que já era reconhecido pelo público. “Em seu cerca de século e meio de história, o cordel viveu várias fases de altos e baixos. Chegou a ter a morte anunciada, mas sempre encontrou um novo vigor. Este reconhecimento talvez seja o mais representativo, porque oficializa o que era só de reconhecimento público”, disse Alexandre.
Alexandre ainda acredita que o reconhecimento serve para quebrar barreiras e preconceitos. “Serve também para quebrar barreiras e preconceitos. É um grande passo contra a falsa e discriminatória visão de que o cordel é uma literatura menor ou que nem se enquadre enquanto literatura como ainda se apregoa nesse país. É literatura, é arte e mais: é identidade de um povo e de uma região”, destacou Alexandre.
Alexandre também fala sobre a luta para inserir o cordel no currículo educacional e da inovação sofrida pelo cordel ao longo dos tempos. “Paralelo a este reconhecimento, que foi uma luta de anos, existe um esforço também para a inserção do cordel no currículo educacional. Temos cordéis e cordelistas tão importantes e necessários para a literatura brasileira quanto os autores e obras já tradicionalmente reconhecidos. O cordel avançou, inovou e não perdeu suas raízes. Mantemos as regras, por exemplo de rima, métrica e estrofação, mas não nos prendemos ao básico artesanal e às feiras de rua. Publicamos também em formato livro, ilustrados e coloridos, e estamos nas livrarias e nos grandes eventos literários do país”, pontuou Alexandre.
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco – TCE-PE, julgou a prestação de contas de governo da Prefeitura Municipal de Quixaba referentes ao exercício financeiro de 2018. O gestor é Sebastião Cabral Nunes, o Tião de Gaudêncio. No julgamento, a Primeira Câmara, à unanimidade, emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de Quixaba a […]
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco – TCE-PE, julgou a prestação de contas de governo da Prefeitura Municipal de Quixaba referentes ao exercício financeiro de 2018.
O gestor é Sebastião Cabral Nunes, o Tião de Gaudêncio. No julgamento, a Primeira Câmara, à unanimidade, emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de Quixaba a aprovação aprovação com ressalvas das referidas contas.
A Primeira Câmara fez ainda várias recomendações que serão informadas na publicação da decisão. As informações foram publicadas pelo Afogados On Line.
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