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Ouça: Podcast Rádio Zabumba tem primeiro episódio com Saulo Gomes

Por Nill Júnior

Editor do blog, o jornalista André Luiz leva ao ar o primeiro episódio de podcasts da Rádio Zabumba, um projeto que ficou engavetado por mais de um ano. “Resolvi tomar coragem e encarar o sonho”, diz André.

Ele tem uma parceria com Wally Filmes.  O primeiro episódio já vem com polêmica, ouvindo o comentarista anti bolsonarista da Rádio Pajeú, Saulo Gomes. Amado por muitos, odiado por alguns, Saulo Gomes está longe de ser uma unanimidade. Professor, radialista, historiador e comentarista político, ele foi o primeiro convidado da Rádio Zabumba.

Dotado de muito saber adquirido ao longo dos seus 69 anos e nos mais de 3 mil livros lidos, Saulo é uma daquelas pessoas com quem se pode conversar sobre tudo. E assim foi o nosso bate-papo.

Ele contou um pouco sobre a suas origens e a sua vida. Como um bom pesquisador do cangaço, falou um pouco sobre Lampião, também falou sobre como enxerga o momento político do Brasil e respondeu se a nossa democracia está em perigo.

Auto declarado marxista — mas, não comunista, por nunca ter feito parte organicamente do partido —, Saulo diz ter a compreensão da visão que Marx teve das relações sociais e disse achar uma contribuição divina. Saulo ainda se diz fã de Jesus Cristo, mesmo sem ligação com religiões. “Acredito em Jesus Cristo na carne, na dor”, afirmou.

Você pode ouvir a Rádio Zabumba no Spotfy, Google Podcasts, na Amazon Music e no site. Clique aqui e ouça o capítulo para Spotfy.

Outras Notícias

Sertão tem saldo de 2.687 empregos formais no 1º trimestre de 2022

Os melhores desempenhos foram das cidades de Petrolina, Lagoa Grande e Inajá; já o pior resultado foi de São José do Belmonte. Na análise por região, o Pajeú ficou em quarto lugar, com saldo de 222 empregos.  Por Juliana Lima O Sertão de Pernambuco registrou saldo de 2.687 empregos formais no primeiro trimestre de 2022, […]

Os melhores desempenhos foram das cidades de Petrolina, Lagoa Grande e Inajá; já o pior resultado foi de São José do Belmonte. Na análise por região, o Pajeú ficou em quarto lugar, com saldo de 222 empregos. 

Por Juliana Lima

O Sertão de Pernambuco registrou saldo de 2.687 empregos formais no primeiro trimestre de 2022, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

As dez cidades sertanejas que mais geraram empregos no período foram Petrolina (1.101), Lagoa Grande (396), Inajá (231), Araripina (171), Salgueiro (95), Arcoverde (93), Serra Talhada (92), Trindade (75), Santa Maria da Boa Vista (73) e Afogados da Ingazeira (62).

Os piores desempenhos no período foram registrados em Santa Terezinha (-12), Flores (-18), Terra Nova (-18), Bodocó (-20), Dormentes (-24), Custódia (-27), Tabira (-32), Jatobá (-73), Belém do São Francisco (-103) e São José do Belmonte (-110).

No levantamento por região os resultados são os seguintes: Sertão do São Francisco (1.590), Sertão do Araripe (378), Serão do Moxotó (329), Sertão do Pajeú (222), Sertão Central (107) e Sertão de Itaparica (61). Confira o resultado por região:

Sertão do São Francisco

  1. Petrolina 101
  2. Lagoa Grande 396
  3. Santa Maria da Boa Vista 73
  4. Afrânio 10
  5. Cabrobó 10
  6. Orocó -10
  7. Terra Nova -18
  8. Dormentes -24

Sertão do Araripe

  1. Araripina 171
  2. Trindade 75
  3. Ipubi 48
  4. Exu 32
  5. Santa Filomena 27
  6. Ouricuri 16
  7. Moreilândia 7
  8. Santa Cruz 2
  9. Granito 0
  10. Bodocó -20

Sertão do Moxotó

  1. Inajá 231
  2. Arcoverde 93
  3. Ibimirim 3
  4. Sertânia 2
  5. Betânia -3
  6. Manari -6
  7. Custódia -27

Sertão do Pajeú

  1. Serra Talhada 92
  2. Afogados da Ingazeira 62
  3. São José do Egito 21
  4. Itapetim 15
  5. Iguaracy 13
  6. Tuparetama 11
  7. Calumbi 7
  8. Triunfo 1
  9. Brejinho 0
  10. Ingazeira 0
  11. Quixaba -1
  12. Santa Cruz da Baixa Verde -1
  13. Solidão -1
  14. Carnaíba -6
  15. Santa Terezinha -12
  16. Flores -18
  17. Tabira -32

Sertão Central

  1. Salgueiro 95
  2. Parnamirim 9
  3. Cedro 3
  4. Mirandiba 0
  5. Serrita -3
  6. Verdejante -5
  7. São José do Belmonte -110

Sertão de Itaparica

  1. Floresta 30
  2. Petrolândia 30
  3. Carnaubeira da Penha 0
  4. Itacuruba -1
  5. Tacaratu 1
  6. Jatobá -73
  7. Belém do São Francisco -103

Ranking geral da geração de empregos no Sertão no 1º trimestre de 2022 (Caged):

  1. Petrolina 101
  2. Lagoa Grande 396
  3. Inajá 231
  4. Araripina 171
  5. Salgueiro 95
  6. Arcoverde 93
  7. Serra Talhada 92
  8. Trindade 75
  9. Santa Maria da Boa Vista 73
  10. Afogados da Ingazeira 62
  11. Ipubi 48
  12. Exu 32
  13. Floresta 30
  14. Petrolândia 30
  15. Santa Filomena 27
  16. São José do Egito 21
  17. Ouricuri 16
  18. Itapetim 15
  19. Iguaracy 13
  20. Tuparetama 11
  21. Afrânio 10
  22. Cabrobó 10
  23. Parnamirim 9
  24. Calumbi 7
  25. Moreilândia 7
  26. Cedro 3
  27. Ibimirim 3
  28. Santa Cruz 2
  29. Sertânia 2
  30. Tacaratu 1
  31. Triunfo 1
  32. Brejinho 0
  33. Carnaubeira da Penha 0
  34. Granito 0
  35. Ingazeira 0
  36. Mirandiba 0
  37. Itacuruba -1
  38. Quixaba -1
  39. Santa Cruz da Baixa Verde -1
  40. Solidão -1
  41. Betânia -3
  42. Serrita -3
  43. Verdejante -5
  44. Carnaíba -6
  45. Manari -6
  46. Orocó -10
  47. Santa Terezinha -12
  48. Flores -18
  49. Terra Nova -18
  50. Bodocó -20
  51. Dormentes -24
  52. Custódia -27
  53. Tabira -32
  54. Jatobá -73
  55. Belém do São Francisco -103
  56. São José do Belmonte -110
Reflexões políticas marcam abertura da Mostra Pajeú com “O Processo”

O documentário “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, abriu, no último domingo (20), a programação de longas da 4ª Mostra Pajeú de Cinema. Nos dois primeiros dias de evento, cerca de 580 pessoas compareceram ao Cine São José, que recebeu ainda exibição do curta-metragem homônimo, que resgata a história da restauração do cinema de mesmo […]

O documentário “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, abriu, no último domingo (20), a programação de longas da 4ª Mostra Pajeú de Cinema.

Nos dois primeiros dias de evento, cerca de 580 pessoas compareceram ao Cine São José, que recebeu ainda exibição do curta-metragem homônimo, que resgata a história da restauração do cinema de mesmo nome, inaugurado em 1942 e reconstruído em 1994 pela própria população de Afogados.

O filme de William Tenório apresenta, através de imagens de arquivo e depoimentos atuais, a relação afetiva da cidade para com o cinema, desativado desde 2015, à espera de digitalização. A sessão foi seguida de masterclass com o professor e pesquisador João Luiz Vieira (UFF-RJ), convidado especial da 4ª MPC.

O pesquisador refletiu sobre a cultura da “ida ao cinema” e como até mesmo a estrutura dos hoje chamados “cinemas de rua” tornavam-se convites à imaginação, desde a arquitetura até os cartazes dos filmes.

João Vieira destacou ainda a importância de se preservar um espaço como o Cine S. José, levantando a possibilidade de transformar o cinema numa área multiuso, que possa também receber outras apresentações culturais.

O professor e pesquisador João Luiz Vieira (UFF-RJ)

Às 20h30, as luzes do cinema se apagaram para a exibição de “O Processo”, documentário de Maria Augusta Ramos sobre o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

Na plateia, que tomou boa parte das cadeiras do Cine, era comum ouvir manifestações e indagações políticas. A sessão foi encerrada aos gritos de “Fora, Temer”.

Parceria com Porto Digital: Dando continuidade às ações formativas que ocorrem em paralelo às exibições no Cine São José (Afogados da Ingazeira), a 4ª Mostra Pajeú de Cinema promove, na tarde desta terça-feira (22), um encontro entre produtores e realizadores da região e representantes da ação Portomídia, iniciativa do polo empreendedor recifense Porto Digital.

O encontro será realizado às 14h desta terça (22), na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Assistência Social de Afogados da Ingazeira, com entrada gratuita. Na mesa, os representantes do Portomídia discutem novas formas de auxiliar e estimular a produção audiovisual local.

A 4ª MPC segue até o sábado (26), em Afogados da Ingazeira. A programação completa do evento, com grade de filmes, oficinas e debates, está disponível em https://goo.gl/HOlK2g

Sobre a MPC – A 4ª edição da Mostra Pajeú de Cinema é organizada pela Pajeú Filmes, com incentivo do Funcultura / Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco e conta com apoio da Rádio Pajeú AM, Gerência Regional de Educação – Sertão do Alto Pajeú, Secretaria de Educação de Afogados da Ingazeira, Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, Secretaria de Educação de Iguaracy, Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo de Iguaracy, Secretaria de Educação de Ingazeira e Secretaria de Cultura de Ingazeira.

 

Opinião: ao preservar direitos de Dilma, senadores rasgaram a Constituição

Por Magno Martins em sua coluna de hoje* A cassação da ex-presidente Dilma, preservando-lhe os direitos políticos, foi uma violação brutal à Constituição. Um acordo patrocinado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com senadores petistas, permitiu que a Carta Magna fosse rasgada e jogada na lata do lixo. Ao deixar Dilma com direito a […]

dilma

Por Magno Martins em sua coluna de hoje*

A cassação da ex-presidente Dilma, preservando-lhe os direitos políticos, foi uma violação brutal à Constituição. Um acordo patrocinado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com senadores petistas, permitiu que a Carta Magna fosse rasgada e jogada na lata do lixo. Ao deixar Dilma com direito a disputar mandato em 2018 e a ocupar cargos públicos, o Senado abriu um precedente histórico gravíssimo, que vai esbarrar no Supremo Tribunal Federal.

Nem o presidente Michel Temer (PMDB) foi avisado da trairagem pelo seu próprio partido. No poder a partir de agora, o PMDB terá dificuldades de conviver harmoniosamente com o PSDB e DEM. Juntos, os três partidos, que lideram o processo de impeachment, cumpriram todos os entendimentos previamente acertados. O acordo passava pela cassação de Dilma e o cumprimento de todas as normas constitucionais, principalmente a suspensão dos direitos políticos da petista.

Anistiar Dilma, politicamente, foi a maior traição que Temer poderia sofrer no início da sua agora gestão efetiva e definitiva até dezembro de 2018. Por trás da decisão, que pegou o Congresso de calças curtas, abateu o novo presidente e deixou a Nação perplexa, pode estar um acordo vergonhoso para salvar o mandato do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mais do que isso, o precedente aberto pode servir de pretexto para salvaguardar o mandato de todos os parlamentares envolvidos na operação Lava jato, a começar por Renan, patrocinador do acordão. Para qualquer jurista, além de vergonhoso, é um desalento manter os direitos políticos de Dilma. É frustrante, para Temer, a atitude do PMDB, o seu partido, que selou acordo para votar contra a inabilitação de Dilma para funções públicas.  A Constituição foi rasgada, o País está destroçado e precisa de um grande pacto para ser reconstruído.

Algo muito grave fez o Senado. Repito: rasgou a Constituição da República na frente do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para manter os direitos políticos da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Tudo isto com a batuta do senador e presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB). O peemedebista defendeu que isto fosse feito como uma forma de não punir tanto assim Dilma. Não cabe ao Senado decidir sobre dosimetria de pena. Cabe ao Senado da República o seu papel previsto no artigo 52 da Constituição Federal e só! Sem mais, nem menos.

Desde quando deixar de cumprir a lei é ser justo com alguém? Lá – no artigo 52 – é dito de forma bem clara, em seu parágrafo único: “Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por OITO ANOS (grifo meu), para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”.

*Magno Martins é jornalista

PF deve indiciar Carlos Bolsonaro por espionagem ilegal, diz TV

O vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve ser indiciado por espionagem ilegal, pela Polícia Federal (PF), no caso conhecido como “Abin Paralela”.  O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e ex-Diretor-Geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que deve disputar à prefeitura do Rio de Janeiro, também deve ser indiciado. Ainda segundo o […]

O vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve ser indiciado por espionagem ilegal, pela Polícia Federal (PF), no caso conhecido como “Abin Paralela”. 

O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e ex-Diretor-Geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que deve disputar à prefeitura do Rio de Janeiro, também deve ser indiciado. Ainda segundo o canal, a PF ainda avalia o indiciamento do ex-presidente.

Em janeiro, Carlos Bolsonaro chegou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Além dele, sete policiais federais foram suspensos do exercício de suas funções. As informações são da CNN Brasil. 

Motociatas de Bolsonaro já custaram quase R$ 3 milhões aos cofres públicos

Foto: Alan Santos/PR Por Ana Luiza Albuquerque/Folha de S.Paulo As motociatas do presidente Jair Bolsonaro já custaram ao menos R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, segundo levantamento realizado pela Folha a partir de mais de 30 pedidos via Lei de Acesso à Informação. A soma leva em conta as despesas com o cartão de pagamento […]

Foto: Alan Santos/PR

Por Ana Luiza Albuquerque/Folha de S.Paulo

As motociatas do presidente Jair Bolsonaro já custaram ao menos R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, segundo levantamento realizado pela Folha a partir de mais de 30 pedidos via Lei de Acesso à Informação.

A soma leva em conta as despesas com o cartão de pagamento do governo federal, informadas pela Secretaria-Geral da Presidência, e os custos assumidos pelos estados para garantir a segurança da população e da comitiva de Bolsonaro.

A quantia computada até o momento, porém, está longe de representar todos os gastos envolvidos com os eventos. Isso porque o governo federal publicou, por enquanto, apenas despesas relativas a 5 das 12 motociatas que tiveram a presença do presidente.

Ainda não há informações a respeito de gastos que ocorreram há mais de dois meses. É o caso da viagem da comitiva de Bolsonaro para participar de motociata em Porto Alegre, no dia 10 de julho. Segundo resposta da Secretaria-Geral da Presidência à reportagem, as prestações de contas “encontram-se em fase de instrução”.

Também não foram divulgadas as despesas com o evento em Presidente Prudente (SP), no dia 31 de julho. De acordo com a secretaria, “a prestação de contas dessa viagem ainda não foi apresentada, estando no prazo legal”.

Em resposta a outro pedido da Folha, porém, a Presidência havia afirmado que o prazo para a apresentação das contas acaba no dia 5 do mês seguinte às viagens, levando ainda cerca de 10 a 15 dias úteis para a execução da análise de conformidade das prestações.

Na tarde desta quarta-feira (29), ministros do Tribunal de Contas da União participaram de uma sessão extraordinária, sob sigilo, para deliberar a respeito de uma solicitação do Congresso sobre uma auditoria nos gastos da União com todas as motociatas. O pedido partiu de integrantes da CPI da Covid no Senado.

Segundo o jornal O Globo, a área técnica do TCU disse em relatório aos ministros que não é possível apontar irregularidades nos gastos de Bolsonaro porque não existe previsão legal para determinar o que é uma viagem de interesse público.

Os técnicos recomendaram, ainda de acordo com o jornal, o arquivamento da investigação no tribunal e o envio do material à CPI e às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado.

Desde o início de maio, as motociatas serviram como palco para os arroubos autoritários de Bolsonaro, em busca de uma demonstração de força. Diante da queda de popularidade com a disparada da inflação e com a exposição do governo federal na CPI da Covid, ele encontrou acolhimento mais uma vez junto à sua base mais radical, lançando mão de discursos golpistas que geraram uma crise institucional.

Nesses eventos, Bolsonaro reforçou que não aceitará os resultados das eleições de 2022 caso seja derrotado e atacou governadores e ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal.

O presidente repetiu também sua rotina pró-Covid, gerando aglomerações e abraçando apoiadores sem máscara. Três dias antes de um ato no Rio de Janeiro, por exemplo, ele havia dito numa live que voltara a ter sintomas da doença.

Na viagem ao Rio, em 23 de maio, foram gastos mais de R$ 231 mil no cartão de pagamento do governo federal. Em São Paulo, em 12 de junho, foram mais de R$ 476 mil. Em Chapecó (SC), 14 dias depois, quase R$ 450 mil. Segundo a Presidência, as motociatas em Brasília não geraram custos adicionais.

Não é possível saber detalhes a respeito das despesas porque a informação foi classificada como sigilosa pela Presidência.

Entre os estados onde ocorreram as motociatas, São Paulo informou os maiores custos para a sua realização. O estado é governado por João Doria (PSDB), desafeto de Bolsonaro e possível rival na eleição presidencial do ano que vem.

Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, foi gasto R$ 1,2 milhão no evento, que contou com 1.433 policiais e a atuação de batalhões territoriais e especializados, como Baep, Choque e Canil, além de equipes do Corpo de Bombeiros e do Resgate.

O ato também teve o apoio de cinco aeronaves, dez drones e aproximadamente 600 viaturas — entre motos, carros, bases comunitárias móveis e unidades especiais.

A motociata de Presidente Prudente, no dia 31 de julho, custou R$ 300 mil ao governo paulista. O efetivo foi reforçado com cerca de 450 PMs, e a ação foi monitorada por drones e pelo helicóptero Águia da região.

Em agosto, Doria afirmou que Bolsonaro será cobrado se participar de novas motociatas no estado. “Não é obrigação do governo do estado de São Paulo fazer segurança de motociatas sem que o custo seja suportado por quem as organiza e as promove”, disse o governador.

A motociata em Porto Alegre, no dia 10 de julho, custou mais de R$ 88 mil aos cofres do estado, governado por outro presidenciável do PSDB, Eduardo Leite. Para viabilizar o ato bolsonarista, foram empregados 746 policiais militares, 27 policiais civis e 239 viaturas, sendo duas aeronaves, duas embarcações, dois jet-skis e duas lanchas.

No Rio de Janeiro, as despesas estaduais chegaram a R$ 37.651. Foram solicitados 105 policiais militares no Policiamento Ostensivo Extraordinário (POE), além do grupamento escalado no Policiamento Ostensivo Ordinário (POO), já normalmente em atividade. Um helicóptero sobrevoou o evento durante cerca de três horas.

A motociata de Chapecó (SC), em 26 de junho, gerou gastos de R$ 26.771, com efetivo de 174 policiais militares, 83 viaturas e um helicóptero. Em resposta a pedido via Lei de Acesso à Informação, o estado disse que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do presidente, “disponibilizou lanche a todo o efetivo envolvido”.

Questionado sobre gastos efetuados para viabilizar as motociatas, o GSI respondeu à Folha que não possuía as informações solicitadas, “cabendo à Secretaria Especial de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República efetuar o pagamento das despesas decorrentes dos gastos das viagens presidenciais”.

O Governo de Santa Catarina também teve que custear mais de R$ 13 mil para a realização da motociata em Florianópolis, no dia 7 de agosto. O efetivo foi reforçado com 365 policiais e foram empregadas uma aeronave, 16 viaturas e 17 motocicletas.

A Polícia Militar do Distrito Federal se negou a informar os custos que envolveram três motociatas em Brasília, afirmando que a corporação não tem esses dados compilados.

Já a Polícia Civil de Goiás recusou-se a divulgar as despesas com a segurança do evento em Goiânia no dia 27 de agosto. A corporação decretou sigilo de cinco anos em cima das informações, alegando que sua divulgação iria expor a instituição “quanto aos equipamentos de que dispõe para investigação e operações policiais”, pondo em risco a segurança da polícia e o sucesso em outras atuações.

A Folha não obteve as despesas estaduais com as motociatas em Uberlândia (MG) e Santa Cruz do Capibaribe (PE) até a publicação deste texto.