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Os dramas da Covid: histórias reais mostram a seriedade da doença

Por André Luis

Carlos Neves e Henrique Hézio relatam o durante e o depois da infecção pela Covid-19.

Por André Luis

Dois homens jovens. O coordenador da Defesa Civil de Afogados da Ingazeira, Carlos Neves, 46 anos e o fisioterapeuta e odontólogo, Henrique Hézio, 40 anos, relataram durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú desta terça-feira (9), os dramas vividos por cada um, após serem infectados pelo novo coronavírus. Os dois ainda sofrem com as sequelas provocadas pela infecção. Ouça a íntegra da entrevista clicando aqui.

Carlos relatou que, no total, entre internamento e tratamento em casa para poder ser liberado para voltar ao trabalho, foram 26 dias.

Ele ficou internado 7 dias, mas não foi intubado. “Fiquei no leito na ala vermelha da Covid, no Hospital Regional Emília Câmara (HREC). No geral tive 13 dias seguidos de febre, dor de cabeça,  dor quase que insuportável no corpo, principalmente nas pernas, falta de paladar e olfato. A Covid provocou uma pneumonia que comprometeu  30% do meu pulmão. Perdi a fala por uns 15 dias por conta dessa lesão do pulmão e a tosse, minha respiração ficou curtinha e não conseguia respirar fundo, pois quando tentava a tosse vinha e sentia um pouco de falta de ar” relatou. 

Ele ainda informou que foi tratado com cinco tipos de antibióticos diferentes, sendo uma pequena parte via oral e a maioria venal.

Carlos ainda está com 25% dos pulmões comprometidos e fazendo fisioterapia respiratória diariamente. 

Para se ter ideia da imprevisibilidade da doença – algo que desde o início temos alertado – O pai de Carlos, um senhor de 78 anos, também contraiu a doença, mas diferente do filho, bem mais jovem não foi acometido pela forma grave da doença.

Já para o fisioterapeuta e odontólogo Henrique Hézio, a coisa foi um pouco mais séria. Chegou a necessitar do uso da máscara VNI (Ventilação não Invasiva). 

Ele relatou que no início dos sintomas pensava ser uma gripe normal, mas começou a reparar que diariamente no fim da tarde a dor no corpo – comum em casos de gripes –  descia para as pernas. “Uma dor insuportável”, relatou, assim como Carlos. 

Henrique notou também febre persistente e que o nível de sua saturação chegou a medir 85%. 

“Conversando com um colega da área médica, ele me aconselhou a ir ao hospital e informou que eu iria para a UTI. E foi o que aconteceu, ao chegar ao Hospital Regional Emília Câmara e ser atendido fui informado que o melhor seria ir para uma UTI, como não tinha vaga em Afogados, fui transferido para o Hospital Governador Eduardo Campos, em Serra Talhada”, relatou Henrique.

Henrique relatou ainda que foram dias difíceis. “Pensava na minha família, no meu filho, nos meus amigos”. Ao todo, ele ficou cinco dias hospitalizado. “O meu quadro de saúde foi evoluindo bem. A cada dia foi melhorando, ao contrário de minha mãe”, lembrou ele, que assim chegou de alta em casa teve que levar a mãe para o hospital, pois assim como ele saturava em 85%.

Dona Ilda Rodrigues, 73 anos, mãe de Henrique, não resistiu as complicações da Covid-19. Faleceu na madrugada do dia 22 de janeiro. “Enquanto meu quadro evoluía bem, o dela permanecia estável e quanto mais tempo permanece assim, mais difícil fica”, explicou Henrique, que completou: “perdi meu porto seguro, minha amiga, minha mãe…”

Carlos e Henrique falaram ainda sobre o medo da morte, de não rever a família e o abalo psicológico causado dentre outras coisas pela solidão, aliás, esta questão é citada repetidas vezes por pacientes e profissionais da saúde – A Covid-19 é uma doença solitária. A pessoa não tem ninguém da família acompanhando e essa  é uma das faces mais perversas da doença, que abala o psicológico tanto de pacientes como de familiares.

Dentre as sequelas deixadas pela Covid-19, os dois relataram problemas na visão, um pouco de dificuldade de respirar e esquecimento.

Questionados sobre o que achavam da ideia de imunidade de rebanho através do contágio da doença – defendida geralmente por negacionistas irresponsáveis. E sabendo que a melhor e mais segura forma de chegar a essa imunidade é a vacinação em massa da população – disseram não desejar o que passaram para ninguém. 

Como recado, tanto Carlos como Henrique pediram para que as pessoas levem a sério a doença e pediram para que se cuidem. “Quando vejo gente aglomerada me dá uma tristeza enorme”, confessou Henrique.

Carlos, que também atua dentro do grupo da Secretaria Municipal de Saúde, ainda aproveitou para pedir respeito aos profissionais da Vigilância Sanitária durante as fiscalizações. “Ninguém fecha estabelecimento de ninguém com gosto. Muitas vezes somos recebidos com xingamentos e ameaças. Estamos cumprindo o nosso trabalho. Queria lembrar às pessoas que também somos seres humanos, pais e mães de família”, desabafou.

Outras Notícias

Juiz determina acesso a informações para transição de governo em São José do Egito

Exclusivo O juiz plantonista Carlos Henrique Rossi concedeu, nesta quinta-feira (26), tutela de urgência em favor do prefeito eleito Fredson Brito em ação judicial (processo nº 0000451-29.2024.8.17.4110) movida contra o Município de São José do Egito e o atual prefeito Evandro Valadares. A decisão obriga os réus a fornecerem, no prazo de 24 horas, todas […]

Exclusivo

O juiz plantonista Carlos Henrique Rossi concedeu, nesta quinta-feira (26), tutela de urgência em favor do prefeito eleito Fredson Brito em ação judicial (processo nº 0000451-29.2024.8.17.4110) movida contra o Município de São José do Egito e o atual prefeito Evandro Valadares. A decisão obriga os réus a fornecerem, no prazo de 24 horas, todas as informações solicitadas pela Comissão de Transição de Governo no Ofício nº 002/2024, protocolado em 16 de outubro.

O pedido e a decisão

Fredson Brito, autor da ação, argumenta que a gestão municipal não revelou dados essenciais à continuidade administrativa, descumprindo suas obrigações no processo de transição de governo. Com base nesse argumento, ele pediu à Justiça a garantia de acesso às informações, consideradas indispensáveis ​​para o funcionamento da administração pública.

Atendendo ao pedido, o juiz Carlos Henrique Rossi determinou que os réus fornecessem acesso integral aos documentos no prazo de 24 horas após a intimação. Em caso de descumprimento, foi aplicada multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 100 mil, a ser aplicada pessoalmente ao prefeito Evandro Valadares. As informações protegidas por sigilo deverão ser fornecidas em conformidade com as disposições legais.

A decisão destacou que a transição de governo não é uma auditoria, mas um processo essencial para garantir a continuidade dos serviços públicos. “A administração pública deve primar pela transparência e pelo fácil acesso às suas informações, especialmente em um momento sensível como o de transição de governo”, pontudo o magistrado.

Fundamentos legais

A decisão foi embasada no artigo 3º da Resolução nº 267/2009 do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que regulamenta o plantão judiciário, e no artigo 300 do Código de Processo Civil, que trata da concessão de tutelas de urgência. O juiz também solicitou a Lei Complementar Estadual nº 260/2014, que garante o direito de requisitar informações em processos de transição de governo, e a Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), além do artigo 5º, inciso XXXIII, da Constituição Federal.

Continuidade administrativa

O juiz Rossi enfatizou que a continuidade administrativa é um princípio fundamental do serviço público, e que uma negativa ou atraso no fornecimento de informações pode gerar prejuízos irreparáveis ​​ao município e à população. Além disso, ele destacou o papel da transição como uma obrigação legal e ética do gestor que encerra o mandato.

Após o cumprimento da decisão, o processo será redistribuído ao juízo natural para cumprimento. A decisão proferida em caráter de urgência tem força de mandato e deverá ser cumprida imediatamente. Leia aqui a íntegra da decisão.

João Paulo Costa defende continuidade dos eventos privados em PE

O Deputado João Paulo Costa (Avante) foi à tribuna da Assembleia Legislativa defender a continuidade dos eventos privados em Pernambuco. Diz João Paulo que eles acontecem com todo sucesso e seguindo os protocolos sanitários. “Ressaltei que nosso estado teve um aumento de 0,7% do PIB no terceiro trimestre deste ano”. “A retomada se deve, principalmente, […]

O Deputado João Paulo Costa (Avante) foi à tribuna da Assembleia Legislativa defender a continuidade dos eventos privados em Pernambuco.

Diz João Paulo que eles acontecem com todo sucesso e seguindo os protocolos sanitários. “Ressaltei que nosso estado teve um aumento de 0,7% do PIB no terceiro trimestre deste ano”.

“A retomada se deve, principalmente, à volta dos bares e restaurantes e da atividade de turismo em geral. Tudo isso só é possível graças ao avanço da vacinação em Pernambuco”, concluiu.

Há uma corrente em Pernambuco que defende uma solução híbrida para o carnaval, com a proibição dos eventos de rua e liberação para festas privadas com protocolos.

O adeus a José Mariano de Brito

Sob forte comoção, foi sepultado hoje pela manhã em Afogados da Ingazeira José Mariano de Brito, 87 anos, pai do ex-deputado Antônio Mariano. José Mariano faleceu na madrugada de quinta-feira (07), no Hospital São Salvador na cidade de Olinda-PE. Familiares e amigos se juntaram num cortejo que seguiu até o Cemitério São Judas Tadeu, onde […]

Foto: Romero Morais
Foto: Romero Morais

Sob forte comoção, foi sepultado hoje pela manhã em Afogados da Ingazeira José Mariano de Brito, 87 anos, pai do ex-deputado Antônio Mariano. José Mariano faleceu na madrugada de quinta-feira (07), no Hospital São Salvador na cidade de Olinda-PE.

Familiares e amigos se juntaram num cortejo que seguiu até o Cemitério São Judas Tadeu, onde foi sepultado.

Foto: Romero Morais
Foto: Romero Morais

José Mariano era considerado por muitos “um visionário, movido a sonhos” como escreveu seu neto o vereador Igor Sá Mariano no texto abaixo que fez para homenagear seu avô José:

Vovô José Mariano, um construtor de sonhos!

Meu Avô se foi na madrugada desta quinta-feira (7.1.16) depois de passar 87 anos construindo sonhos. Lembro-me que numa longa conversa na varanda da sua residência, no sítio Campins, em Afogados da Ingazeira – PE, certa vez ele me falava da sua vida, desde a adolescência até o casamento com minha avó, Laura Ramos de Brito (in memorian).

Me contava sorridente que casou com ela sem ter muitas condições financeiras, vindo de uma família humilde e ainda moço, decidiu ir morar na casa dela junto dos seus pais. Analfabeto, vovô tinha um dom impressionante com os números, fazia matemática como ninguém. Como uma águia, com visão muito a frente do seu tempo, decidiu ingressar no ramo do comércio, negociando estivas.

Lembro-me que com muito orgulho, ele me contava o quanto amava o Sítio São João, mas sempre fazia um alerta: “Quando me casei e comecei a negociar no sítio, vi que devia levar meus filhos para a “rua” para que eles pudessem ter estudos, coisa que eu não tive”, contava-me vovô.

Do casamento com minha avó Laura, vieram os filhos: Antônio Mariano, Lourdes Mariano, Heleno Mariano, Geneva Mariano, Niza Mariano, Elias Mariano, Irenilda Mariano, Iracilda Mariano, Iracy Mariano, Júnior Mariano e Denílson Mariano. Onze filhos, onze missões, onze sonhos: formar todos eles.

Vovô conduziu seu rebanho para morar na “rua”, morar em Afogados da Ingazeira, com o sonho de ver todos os seus filhos formados. Guardava ainda outro grande sonho, me confessava naquela tarde de domingo: “Queria ver um filho meu sendo Prefeito de Afogados da Ingazeira”. Dois grande sonhos, para um homem analfabeto, que “só” sabia assinar o nome e fazer as contas que sustentavam seu comércio.

Como toda família grande, teve que conviver com a dificuldade de criar onze “cabeças”, onze pessoas que pensavam e agiam de maneiras diferentes, mas para vovô isso era “fichinha”, como se diz no interior. Criou os filhos de forma correta, orientando todos (as) a serem cidadãos, homens e mulheres de bem, ele tirou de letra.

Vovô era um homem visionário, movido a sonhos, que almejou durante sua vida inteira conquistar objetivos e como afirmou Roberto Shinyashiki: “Tudo que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele pode ser realizado”, isso ele tinha, ele sempre acreditou.

Ao passar do tempo, foi conquistando com muito suor e trabalho muitas posses e patrimônios, foi um dos comerciantes mais bem sucedidos da nossa terra, proprietário de inúmeros imóveis, boa parte dos prédios que hoje existem na Avenida Manoel Borba foram dele, sem nunca perder a humildade e o desejo de ajudar o próximo. O matuto do São João começava a construir o alicerce dos seus sonhos.

Elegeu, com ajuda dos muitos amigos, o meu tio, seu primogênito, Antônio Mariano, ele foi Vereador, Prefeito e Quatro vezes Deputado Estadual, vovô foi além. Formou seus onze filhos do casamento com a minha avó.

Anos após a morte prematura de minha avó, decidiu casar de novo, com Cícera, teve dois filhos, Aline e Henrique, que também se formaram como ele tanto sonhou, e se juntaram com muito amor a nossa família. Ao todo, juntando os dois casamentos, foram treze filhos, treze formados, um ex-vereador, ex-prefeito e ex-deputado por quatro mandatos. Vovô conquistou tudo que sonhou!

Hoje, o Senhor lhe tirou o sopro de vida, o cansaço do tempo o venceu, como vencerá a todos nós. Mas tenho certeza que ao lado do Pai, onde ele hoje se encontra, vovô está muito feliz. Um exemplo de homem, de fé, de coragem, de vontade de vencer, de sonhar, um realizador de sonhos. Assim foi meu avô. Esse é o seu legado!

Teremos sempre muito orgulho do senhor Vovô, nosso baluarte, nosso patriarca, o céu está em festa com sua chegada e nós ficaremos sempre com seus ensinamentos. Descanse em paz! Como citou o aposto Paulo a Timóteo, “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Te amaremos para sempre!

Petrobras reajusta gás de cozinha em 3,43% a partir de domingo

A Petrobras vai reajustar em 3,43%, em média, a partir do próximo domingo (5), o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP Residencial), o gás de cozinha, para botijão de 13 quilos às distribuidoras sem a cobrança de tributos. O preço do botijão de 13 quilos vai custar R$ 26,20. O último reajuste ocorreu no […]

A Petrobras vai reajustar em 3,43%, em média, a partir do próximo domingo (5), o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP Residencial), o gás de cozinha, para botijão de 13 quilos às distribuidoras sem a cobrança de tributos. O preço do botijão de 13 quilos vai custar R$ 26,20.

O último reajuste ocorreu no dia 5 de fevereiro, exatamente há três meses, quando o valor do gás de cozinha subiu para R$ 25,33 para as distribuidoras.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que as empresas distribuidoras associadas à entidade foram comunicadas na tarde desta sexta-feira (3) pela Petrobras que o GLP residencial para embalagens de até de 13kg ficará mais caro a partir do próximo domingo.

De acordo com o Sindigás, o reajuste oscilará entre 3,3% e 3,6%, de acordo com o polo de suprimento.

Morre Moraes Moreira

O cantor e compositor Moraes Moreira morreu na manhã desta segunda-feira (13), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista e uma pessoa próxima, em conversa com a Fórum. Ainda não foi divulgada causa da morte, de acordo com familiares. “Ele estava bem, ninguém sabe […]

O cantor e compositor Moraes Moreira morreu na manhã desta segunda-feira (13), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista e uma pessoa próxima, em conversa com a Fórum.

Ainda não foi divulgada causa da morte, de acordo com familiares. “Ele estava bem, ninguém sabe as causas”, informou um familiar do cantor.

Um dos mais importantes artistas da música brasileira, o autor de “Sintonia” e “Pombo Correio” morreu dormindo em sua casa na Gávea.

Moraes Moreira deixa uma história de muitos sucessos e atuação fundamental também no Carnaval de Salvador, onde é considerado o primeiro cantor de trio-elétrico.

Antônio Carlos Moraes Pires nasceu em Ituaçu, na Bahia, em 8 de julho de 1947 e se notabilizou com um dos fundadores do grupo Novos Baianos, que tinha em sua formação original Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.

Moraes Moreira começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João em Ituaçu. Na adolescência aprendeu a tocar violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé, Bahia. Mudou-se para Salvador e lá conheceu Tom Zé. Nos Novos Baianos, Moreira ficou entre 1969 e 1975, antes de se lançar em carreira solo. O músico tem 40 discos gravados, entre Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar e ainda dois discos em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes.